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terça-feira, 22 de maio de 2012

Giselle, Het Nationale Ballet, Lucent Danstheater


Viajar e não aproveitar a oportunidade de assistir a um espectáculo seria um disparate. Sobretudo quando se trata do Het ballet, que já tinha tido a oportunidade de ver há uns 9 anos atrás no CCB, com uma produção do Lago dos Cisnes, à qual chamaram de Black Swan, ainda Natalie Portman começava a dar os primeiros passos na sua carreira cinematográfica.
Desta vez, Giselle, comemorando os 50 anos da Companhia. Irrepreensível, ainda que não genial, muito embora de qualidade substancialmente superior às duas outras versões que assisti, ambas pela CNB. Destaca-se sobremaneira a direcção musical da Holland Symfonia por Benjamin Pope, realçando colorações e instrumentos que até então me tinham passado despercebidos e a surpresa do guarda-roupa das personagens de carácter, muito obviamente trajadas à flamenga e não à francesa, como estamos habituados. 

(e gostei bastante do facto de apesar do bilhete ter sido carote, incluir o programa do espectáculo, o café ou chá antes da função e de uma bebida durante o intervalo).

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Streetcar named desire - Scottish Ballet


Um eléctrico chamado desejo continua a despertar desejos. Esta nova produção do Scottish Ballet, que comemora o 60º aniversário da peça é surpreendente sobretudo nas escolhas necessárias para a adaptação em ballet. A coreografia de Annabelle Lopez Ochoa traduz de forma simples, directa e por vezes inteligentemente o que Tennessee Williams pretendia. No entanto, a escolha acertada de nos contar esta história de desejo e de fantasmas do passado sem recurso a analepses - "There is no past tense in dance" faz com que tenhamos uma nova percepção das personagens - Blanche não nos parece a mulher tonta do filme, pois percebemos de forma inequívoca a evolução da sua densidade psicológica - a raiz dos seus desejos, dos seus medos. Porque é desta dualidade, entre medo e desejo, entre masculino e feminino que se trata.
Outra escolha brilhante foi a nível cenográfico - Belle Reve, a grande propriedade familiar está presente durante toda a peça - no início como pano de fundo, para logo se desmoronar e cujos despojos servem de cenário e adereços para todo o desenrolar do bailado.
A prestação dos bailarinos, irrepreensível, facilitada por um guarda-roupa que soube aliar de forma inteligente a necessidade de retratar uma época e reflectir de forma inequívoca as personalidade das personagens à necessidade da dança.
Finalmente, a música. E que música! Da autoria de Peter Salem - mais um nome a reter - tendo sido responsável por variadas bandas sonoras em variadas séries da BBC, como esta que vos deixo - Great Expectations.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Bilhete comprado


e pronto a levantar na bilheteira. Isto depois de ter estado ao telefone com o Box Office, que a reserva via internet deu erro. Assim como assim, deve ser a única coisa que vou conseguir ver em 3 dias, em que grande parte do tempo será passado em viagem e em trabalho (e nesta idade não dá para roubar horas de sono).

terça-feira, 20 de março de 2012

Le sacré du printemps


Estreia mundial: 29 de Maio de 1913, Théâtre des Champs-Élysées, Ballets Russes. 
Música de Igor Stravinsky. Coreografia de  Vaslav Nijinsky. Cenários e guarda-roupa de Nicholas Roerich.

quinta-feira, 10 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

A tecnologia, essa grande c'rida

Em 1884, o Rei D. Luiz, não podendo deslocar-se até S. Carlos, assistiu em directo à estreia da ópera de Augusto Machado pelo... telefone.
Ontem eu próprio assisti em directo do Bolshoi, via satélite, numa sala de cinema da capital, ao Don Quixote, com Natalia Osipova e Ivan Vassiliev. Obviamente que nem vale a pena comentar aquilo que é para lá de bom a nível de espectáculo.
Quanto à transmissão em si, tirando dois ou três cortes de alguns segundos, a qualidade de imagem tão boa, mas tão boa, que eu diria que a Natalia tinha um pêlo encravado debaixo do braço direito.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Se calhar gostam que eu lhes escreva

Não consigo compreender. Produção após produção, lá o bom do Pedro envia um mail para a companhia Nacional de Bailado para saber aquilo que qualquer outra companhia de dança em qualquer parte do mundo disponibiliza. Vá, uma boa companhia - leia-se aquela que respeita o seu público. Uma coisa tão simples como os elencos. Porque, meus queridos  (se eu fosse politicamente correcto acrescentaria um minhas queridas e em primeiro lugar, mas piroso é coisa que tento não ser) da CNB, há um público que está farto de conhecer os bailados de trás para a frente e que por isso vai sim assistir à actuação da CNB e de certas e determinadas pessoas em particular (e não, não é quem vocês pensam). E se são simpáticos o suficiente para disponibilizar essa informação sob solicitação, porque não disponibilizá-la desde logo?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Black Swan - o filme II

Não consigo fazer upload no Fileden do final do Lago dos Cisnes, dirigido por Seiji Ozawa com a Boston Symphony Orchestra. É uma versão um bocadinho contida, mas é a que se arranja de momento. E porque o final, ainda que seja um final triste, penso que a música não o é, transmitindo de certa forma um sentimento de libertação e esperança

Black Swan - o filme


É um lugar comum falar deste filme, provavelmente o filme mais esperado deste ano. Mas na verdade filmes em que ballet esteja presente sempre me marcaram - The red shoes é um dos filmes da minha vida, devo tê-lo visto a primeira vez teria uns dez anos. Bastaria ter ballet, este bailado em particular (Tchaikovsky é, desde sempre, um dos meus compositores preferidos) e a interpretação de Natalie Portman (não me recordo se terei visto algum outro filme com ela). Alguns efeitos especiais magníficos, a banda sonora (a desconstrução das linhas melódicas do bailado). E apesar do final só poder ser aquele, ficamos até ao último instante verdadeiramente suspensos.

Não sei o que é dançar. Exercitar o corpo exausto, quebrado. Aguentar a exigência severa e fria dos professores de dança.

Mas andei no conservatório a aprender piano. Não é fácil, sobretudo se é inverno e está frio e os dedos gelados que se magoam em cada tecla, ter de repetir uma, duas, três, quarenta, cinquenta, as vezes que forem precisas cada compasso, retomando o início cada vez que há um pequeno deslize, recomeçando tudo de novo acrescentado um novo compasso, as dores nos pulsos pelos exercícios para tornar cada dedo separado e independente do resto da mão, com dedilhações que não lembram a ninguém; a insegurança de não sabermos ao certo o que está bem e o que está mal, porque tudo nos soa igual, porque não somos máquinas e é suposto a música verdadeiramente nos tocar e não a tocarmos nós. E numa idade em que a nossa experiência de vida é limitada (comecei a tocar piano aos 6 anos), é natural que não saibamos trabalhar os sentimentos que estão por detrás do processo criativo.

E no ballet, em que não basta a exigência física de um qualquer desportista, é necessário sentir. Cada movimento, cada gesto terá de expressão um sentimento que se quer tão verdadeiro quanto possivel. Só assim se poderá de facto atingir a perfeição. A técnica é essencial, porém apenas uma interpretação visceral permitirá a genialidade.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Das indecisões

Ando há um mês para decidir se vou ver La Sylphide, pela CNB, em S. Carlos. Acontece que a minha bailarina preferida, a Filipa de Castro não vai dançar e isso deixou-me sem saber muito bem o que fazer. Quando não temos o melhor, não gostamos do assim-assim. E nestas coisas, a vida decide por mim. Um dos meus telemóveis caiu ao chão, o ecrã ficou negro. De maneiras que o dinheiro do bilhete foi directo para um telefone novo (qual topo de gama, qualquê, um tijolo, que nem máquina fotográfica tem)*.


*a gaita é que continuo com vontade de ir. O meu presente de mim para mim  (sim, iria sozinho, e depois? Vou sempre!)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Daniil Simkin

faz hoje 22 anos.



Vi-o há uns anos atrás, igualmente num Dia Internacional da Dança, numa gala organizada pela CNB.
De origem russa, é actualmente solista no American Ballet Theatre.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Arenal

Para não dizerem que só gosto de gente morta e de tutus, fiquem com um excerto de Arenal. Música de Maria del Mar Bonet e coreografia de Nacho Duato, com a Compania Nacional de Danza.

sábado, 4 de abril de 2009

Coppélia - CNB

E foi a Only Words quem acertou.


Cheguei ao Parque das Nações ainda não eram oito da noite. Tempo mais do que suficiente para lanchar uma (imensa) tosta mista e um gin tónico, os melhores do mundo, segundo dizem. Mas bom, bom, é fazê-lo em frente ao Tejo.

Já há bastante tempo que não ia ao ballet e estava mesmo a precisar (como já vos tinha dito há um mês atrás. Eu diria mesmo que é quase terapêutico o efeito que exerce em mim. E fui porque, finalmente, a CNB se decidiu a dar a conhecer os elencos para cada uma das representações. Obviamente que isso nada deve que ter com a sugestão que lhes deixei no site, em Novembro, tal como fazem em qualquer Teatro de Ballet pelo mundo fora, bem como lhes pedia informações sobre os elencos para O Quebra-Nozes. Assim respondesteis vós, assim respondeu a CNB. Até hoje.

Coppélia não é um dos meus ballets preferidos. Mas o desempenho da Filipa de Castro, (a principal razão para ter ido) encheu-me as medidas. Irrepreensível. Um equilíbrio perfeito, uma enorme sensibilidade músical, uma técnica apuradíssima e um sentido dramático consciente. E por isso, claro que valeu a pena. E agora, com a indicação de elencos, certamente que voltarei a tornar-me mais assíduo.

Mas senti a tua falta - a melhor companhia que se poderia ter. Estamos irremediavalmente apartados.

(e já agora, pede-se à família que ficou duas filas à minha frente, nomeadamente a fila R 2, 4, 6 e 8, que há programas especiais para crianças. E caso as queira levar à noite, ao menos faça-as dormir uma sesta e por amor da Santa, alimente as crianças, que já ninguém as podia ouvir que tinham fome e sono! )



Adivinha

De onde acabei de chegar?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Equilíbrio

Estou a precisar de ir ao ballet. Saio sempre com uma leveza de espírito que me é impossível de encontrar de outra forma. Ontem quando cheguei a casa, pus-me a ver isto. A Bela Adormecida Tchaikovsky, coreografia de Petipa. É o Adágio da Rosa, com Alina Cojocaru, prima ballerina do Royal Ballet, que já tive oportunidade de a ver. Talvez consiga um pouco de equilíbrio assim.



sábado, 29 de novembro de 2008

La Bayadère IX

No IV e último acto, Gamzatti e Solor casam no templo. Mas antes da cerimónia, a imagem de um Deus Hindu toma vida... É o Ídolo de Ouro.


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

La Bayadère VIII

Como sabem, na ópera eu gosto de ensembles. E no ballet, também não é excepção.

E este é um dos meu preferidos - a entrada do corpo de baile, simples mas eficaz; o conjunto visto de cima, que bem faz lembrar os quadros de Degas; a sagração do Amor.


Nikya e Solor, juntos, pelo menos no sonho deste. Este final termina também o III acto e, nesta mesma produção da Opera de Paris, o bailado. Mas nós iremos continuar...