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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Recuperar a fé na Humanidade



Está nos pequenos gestos do quotidiano, como estar na fila da caixa do supermercado a tirar as compras do cesto, verificar que o pacote de sementes de sésamo estava aberto, avisar a senhora que estava atrás de nós que íamos trocá-lo, mesmo sendo apenas cinco metros de distância, regressarmos e temos a senhora a tirar-nos as compras do carrinho, colocando-as no tapete, "porque entretanto tinha avançado, havia tapete livre e achei que podia ajudá-lo", mesmo quando a cliente anterior ainda não tinha sequer pago.


terça-feira, 8 de setembro de 2009

E a tua mãe também

Eu sempre fui de sonhar bastante, embora nem sempre me lembre dos sonhos. Mas Setembro é um mês particularmente fértil em sonhos, pelo menos para mim.
A semana passada foi a queridíssima Monserrat Caballé que foi almoçar lá a casa. Quer dizer, a casa dos pais. Vi-a passear-se à porta de casa e no dia seguinte lá estava eu batido à porta de casa, à mesma hora para a convidar. E não é que aceitou? Realmente a televisão engorda bastante, só vos digo. E uma simpatia que só vista.
Esta noite já não foi tão agradável. Aliás, este é um sonho recorrente meu. Sonhar que ainda estudo no Liceu (onde isso já vai...) e que tenho ainda um monte de cadeiras (na altura dizia-se disciplinas) para fazer. E que ia ter teste de francês, filosofia e, pasme-se, expressão dramática, coisa que nunca tive e nem nunca quis ser actor (vá, uma vez preguei essa peta aos meus pais só para ver qual seria a reacção, mas como foi a melhor possível, perdeu logo a graça).
Agora expliquem-me como é possível, passados tantos anos, depois de tudo feito (e até com boas notas), o meu cérebro achar que ainda tenho cadeiras para fazer?
Bem, obviamente que hoje só poderia colocar a gorda como banda sonora. E como estou numa de música espanhola até à minha ida para Granada (e se estou a falar nisto não é para suscitar invejas, mas é para me convencer a ultrapassar o trauma de ter de viajar sozinho, que não é fácil para mim), fiquemos com um dueto, com a filha, Monserrat Marti, na zarzuela Chorizos y polacos, composta por Francisco Asenjo Barbieri.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Lei das compensações

Ainda não encontrei os óculos perdidos (já não os devo achar de todo), mas em compensação ontem trouxe um casaco novo (lindo de morrer) para casa, sem pagar nada. Isto porque o casaco estava em saldo, mas sem etiqueta correspondente ao desconto. Após o ter registado, o funcionário liga à gerência para saber qual o desconto a efectuar. Seria de 50%. Não sei que contas fez na máquina registadora, mas paguei apenas o resto das compras que trazia, coisa que só percebi quando cheguei a casa. Contas não são o meu forte. 

domingo, 28 de junho de 2009

Ou da simpatia

Depois há os casos contrários. Aquelas pessoas que até são simpáticas mas que em determinadas situações se tornam bastante chatas, quando basta apenas um olá, como tem passado e aproveitam para falar de tudo, sem dizer nada. É dessas que passamos a noite a fugir. Sobretudo quando num momento estão à distância de cinco metros e no momento imediatamente seguinte estão já a menos de dois. É nessa altura que temos uma grande vontade de ir ao bar. Sobretudo, porque nunca fomos muito dados a calcular distâncias.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Das nails

Se há coisa que me incomoda solenemente, é estar ao pé de pessoas que estão a cortar unhas. Desde o click click do corta-unhas, à lima a desbastá-las, acho tudo nojento. Talvez tenha ficado traumatizado desde aquele dia em que aquele fulaninho na paragem do autocarro fazia uso do corta-unhas em público, quando deveria estar fechadinho na casa de banho onde ninguém o visse e ouvisse; ou quando aquela tipinha que estava a limar as unhas dentro do autocarro decidiu limpas as suas células mortas nas cortininhas do mesmo (isto passou-se num autocarro de longo curso), como se fosse a toalha de pano turco lá de casa.
Ora, face às circunstâncias, é natural que olhe meio desconfiado pelos vários corners de nails que abundam pelas zonas comerciais, como algo que me faça espécie. E isto não é nada contra as unhas arranjadas, bem pelo contrário. Mas não gostariam de ter um pouco mais de privacidade? Que toda a gente sabe que ninguém nasce unhas assim, é um facto. Mas é preciso fazê-lo em frente de toda a gente? Para quando a depilação púb(l)ica?

domingo, 14 de junho de 2009

Perdidos e achados

Deve haver uma lei qualquer de Murphy que diz que só perdemos as coisas que gostamos mais. Não, não foi nada de realmente importante; apenas os óculos de sol azuis escuros, que tenho usado mais. Devo-os ter perdido segunda-feira, mas só hoje dei pela sua falta. Espero apenas não os ter procurado bem...


Já há coisa de um ano perdi um blusão de verão, aquele que gostava mais. Enfim, vão-se os anéis... ficam os dedos.





terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval

Ao contrário do que possam pensar, eu até gosto de Carnaval. Pelo menos, de uma boa festa de Carnaval. Os meus amigos é que não. Por isso, para a próxima convidem, certo? É que tenho duas máscaras Venezianas à espera de serem estreadas há muitos anos já.
A minha dúvida é se é muito cedo para as decorações de Páscoa...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

À rapariga da paragem de autocarro

O facto da minha pasta do portátil ter caído mesmo a teus pés, obrigando-me  a curvar-me perante ti, não foi premeditado. Nem sequer um chamariz para despertar a tua atenção (e, com ela, o teu interesse). Seria, de facto, uma boa táctica. Espero lembrar-me dela em outras alturas e situações, quando tudo o mais falhar.
Foram mesmo as ferragens da alça que se desprenderam. Para sempre se apartaram, obrigando-me a esperar horas para conseguir uma nova pasta, mais gira, é certo, mas mais apertada, que não me permite andar com tudo atrás como antigamente. Há que fazer escolhas.
Queria, no entanto, agradecer-te a preocupação - a tua careta de horror e pena não enganava, senti-te solidária comigo, na eventualidade do portátil estar desintegrado em mil pedaços. Mas não, felizmente. É dele que te escrevo e que te envia muito saudar.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Percebe-se logo...

que amanhã é dia de festa pela pouca quantidade de preservativos expostos nas prateleiras do supermercado.

E por falar nisso, já repararam no preço a que estão? Pensava que fosse o IVA que os encarecesse, mas não, taxados a 5%. Curioso é reparar que o preço de marca para marca é muito semelhante. Estaremos perante um cartel das preservateiras?

sábado, 24 de janeiro de 2009

Dos vizinhos II

Eram nove horas quando vieram bater-me à porta. Era um dos vizinhos do lado. Os vizinhos do lado são uns miúdos de 20 anos (penso eu, que sou péssimo a avaliar idades), que devem ser estudantes. Para ser sincero, ainda não percebi muito bem quem lá mora, porque este nunca tinha visto.


Mas uma coisa que eu já tinha percebido, era que tinham ouvidos de tísicos. A menos que passem a vida com os ouvidos encostados na parede. Só assim se explica o terem ouvido aí há tempos o que não era suposto ouvir e comentarem entre si em pleno patamar.


Pois que veio pedir para pôr a música mais baixa. E eu disse que sim, claro. Mas com cara de parvo. Não só a música não estava estupidamente alta, como eram 9 horas da noite. De um sábado! E o que é que as pessoas de 20 anos fazem aos sábados? Vão sair com os amigos para se divertirem! O suposto, era ser eu a pedir para diminuirem o som da música!
Obviamente que não estou chateado, o miúdo foi educado e não me custa nada ouvir a música mais baixa. Agora que me fez espécie (já sabem como se pronuncia, não já?), fez!


Espero bem que tenha sido para estudar. Mas mesmo que seja, a juventude está perdida. Ou sou eu que estou velho. Ou não.

*Ok, a música podia ser considerada de gosto duvidoso. Mas as calcinhas de fato de treino dele também e eu não pedi para mudar...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

De como fui a correr fazer o Euromilhões

Ela: - Pois, elas não se dão, já desde os tempos da licenciatura.



Eu: - Sério? Não fazia ideia!


Ela: - É! E nem queiras saber a razão!


Eu: - Homem. É que se está mesmo a ver…[mesmo sendo ambas umas mosquinhas mortas do pior].


Mas poderia lá ser outra coisa?!?

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ouvido na rua VI

Estava estacado, de pé, à espera de ser atendido, há pelo menos cinco minutos. Com a senha na mão. Junto ao balcão. Chega-se um senhor. E pergunta:
“- Está para ser atendido?”
Reviro os olhos e penso: “Não. Estou a encarnar a Sr.ª D.ª Palmira Bastos, na As Árvores morrem de pé.”

sábado, 1 de novembro de 2008

Coisas que me fazem espécie II

Pessoas que não se vestem de acordo com a temperatura. Tipo t-shirt no inverno ou blusão de penas no verão. Pior - aquelas que conseguem juntar uma malha de algodão com um cachecol de pura lã (ou polyester - para o caso, não importa).

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Aviso à navegação II




Serve o presente para informar os mais distraídos que já se encontram novamente à venda os acima representados (e já não há pachorra para o anúncio!)




quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Dos vizinhos II

Se, por acaso, não estamos em casa e aceitam o nosso correio, por ser volumoso, é porque são simpáticos, ou é por outra razão qualquer que me escapa?

sábado, 25 de outubro de 2008

O que querem, sei eu

Claro que fico lisonjeado. Mas convenhamos - o que é demais, enjoa.

Refiro-me a mensagens no Hi5
, de gente a querer-me conhecer-me melhor - como se já conhecessem alguma coisa. Eu sei que sou fotogénico (e presunçoso também) e que tenho amigos que me fotografam muito bem, mas tenham a Santa Paciência.

Se em vez disso, contribuíssem para o meu saldo bancário, acreditem, ficaria muito mais feliz.

Obrigadinho
.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Cereais e Monarquia

Durante bastante tempo fui consumidor de Weetabix, apesar de há bastante tempo não o comprar (experimentem mergulhar em sumo de laranja - é delicioso! - pelo menos para mim). E durante esse tempo, habituei-me a encontrar as armas da Casa Real Inglesa na embalagem. No entanto, ao dar com o site da Weetabix, reparei que em parte alguma havia referência ao facto da marca ser fornecedora da Casa Real Inglesa.
Apesar de ter bastante que fazer, enviei um e:mail para os serviços de consumidor a colocar a questão, se a marca continuava a ser fornecedora da Casa Real. Eis a resposta que recebi no dia seguinte:


Dear Mr XXXX,


Many thanks for your enquiry.

For many years we have featured the royal warrants on our packs and have been proud to do so. However, we are increasingly endeavouring to communicate more and more nutritional and product benefit information to our customers, all of which takes up space on our packs. Rather than relegate the royal warrants to another position on the side panel where we might be able to fit them in, we feel it is more appropriate and respectful to remove them from the side of our packs. We have timed this move to coincide with the removal of the Queen Mother's warrant which has been taken off packs this year marking the end of the transition period allowed by the Royal Warrant holders association.

Hope this helps and thank you again for taking the time to contact us.

Dan Herrin
Consumer Services
Manager Weetabix Limited



Esperemos é que apesar das alterações, a tia Belinha continue a comer muito Weetabix, de modo a que a possamos continuar a vê-la sorridente (sim, porque se for como a mãezinha, está para durar!).


Adenda: entretanto lembrei-me que nada melhor que acompanhar musicalmente este post que Pomp and Circumstance, de Elgar.

Elgar - Pomp and Circumstance


terça-feira, 14 de outubro de 2008