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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Susto do dia

Cortar o cabelo logo de manhã, chegar a casa já de noite, olhar para o espelho e pensar: mas o que aconteceu ao meu cabelo?
A memória para as coisas pequenas da vida, em mim, é muito curta. Já para as outras...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Responso a Santo António

Santo António, Livro de Horas atribuído a Francisco de Holanda,
Museu Nacional de Arte Antiga



Santo António esclarecido,
rosa e luz Divinal,
dos Santos escolhido,
de Lisboa natural.



Peço-vos pelas alpergatas que calçaste.
pelo tempo que no Púlpito estiveste,
não dormiste nem descansaste,
enquanto da força não livraste vosso pai,
peço-te que me digais nas vozes do mundo.


E dito isto, sai-se para a rua, ouvindo as conversas que poderão dar a resposta onde estará o objecto perdido.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Atar a perna ao Diabo

(e isto não é nada pessoal, Diabba!)



Sempre que se perde alguma coisa em casa, costumo atar a perna ao Diabo. E no que consiste? Atar um lenço a uma perna da cadeira, rezando em seguida o responso a Santo António. E geralmente o que está perdido acha-se. Nem que sejam vários meses depois.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

I'm going to tell you a secret

Sempre gostei de cozinhar e, pelo menos, o sucesso costuma ser garantido junto aos meus amigos. Nunca nada na cozinha teve segredo para mim. As maioneses sempre subiram, o molho béchamel nunca engranitou, os doces com muitas e muitas gemas tiveram sempre o ponto correcto de açúcar.
É certo que ainda me faltam aprender algumas técnicas - nunca me aventurei a fazer um souflée (até porque a maior parte dos meus amigos atrasa-se sempre quando há jantaradas cá em casa) e a massa folhada é sempre de compra.
E na hora de servir, não se tira apenas a melhor loiça nem a melhor toalha: há sempre cebolinho a dar um ar da sua graça e mesmo o arroz, que já ninguém serve em forma de coroa p'raí desde os anos 70, eu continuo a servi-lo assim.
Foi por isso, que há uns tempos atrás, andava eu à cata de abóbora-gila no supermercado para fazer doce, (até se decidir plantar algumas na quinta, porque a quantidade de doces que em casa se fazem com gila é surpreendente), fiquei surpreendido quando a rapariga da secção dos legumes nunca tinha ouvido falar de tal coisa: para ela, a gila que conhecia vinha em frascos. O que me faz lembrar aquela história presenciada por uma pessoa amiga, que num famoso salão de chá ali para os lados da Lapa, deliciou-se a ouvir, entre duas dentadas num scone, o diálogo entre duas senhoras, em que uma interrogava de onde viria a compota que era servida. Ao que a outra respondeu: "Então, vem da quinta! Das pessoas!"
Pois bem, uma das vezes em que senti mais vergonha na minha vida foi quando me mudei para esta casa e a abertura do gás se atrasou mais do que o previsto. Banhos resolvidos em casa dos amigos mais próximos; faltava a questão das refeições. Para quem, como eu, gosta de analisar as compras dos vizinhos da frente na fila do supermercado, não teria dúvidas em me rotular de solteirão, que nem um ovo sabe fritar (efectivamente, é bem mais fácil fritar um ovo do que fazer uns bons ovos mexidos ou mesmo um mísero ovo quente): ele era pizzas e lasanhas congeladas; bacalhau com natas e almôndegas com puré de batata também congeladas, enfim, tudo quanto há. Só faltavam mesmo as cervejas, coisa que só mesmo no verão e pouco mais.
Saí dali o mais rapidamente possível, com vontade de ir pôr bacalhau, ou feijão, de molho!

sábado, 23 de agosto de 2008

Comunicado oficial

Aqui há dias, perguntavam-me como iria decorar este ano a árvore. Pois é, estamos em Agosto, pensarão alguns, mas quem me conhece bem, sabe o quanto gosto de Natal e como gosto de preparar as coisas com antecedência. Geralmente em Setembro começo a pegar em revistas antigas para me inspirar; vou cuscar os caixotes onde estão arrumadas as decorações - a tralha é bastante, acreditem e às tantas perde-se a noção do que há e o que não há. É que cá em casa não é só a Árvore que se monta, mas toda a casa tem direito a decoração, um verdadeiro horror para quem tem pavor a esta época do ano. E para ajudar à festa, uma Mãe tão infantil quanto eu e que perde facilmente a cabeça perante montras com decorações natalícias e uma Avó maravilhosa com um jeitão imenso para tudo o que seja de costura - já perdi a conta aos presépios que já "vestiu".
Pois bem, este ano, respondi eu, ainda não sei. Mas concerteza que tudo em plástico, pois pelo ar, tenho ideia que aquela coisa ruiva e peluda que saltita aqui pela casa também vai adorar o Natal, mais precisamente subir à árvore e deitar para o chão tudo o que lá haja e por cima dos móveis. Um grande drama, portanto, não só pela estima que tenho aos adereços, mas porque procuro sempre comprar objectos de vidro, aqueles da minha eleição.
Curioso ou não, no dia em que me perguntaram isso, sonhei comprava uma árvore de Natal branca (em minha opinião a única opção ao verde, senão fica tudo com ar de montra de loja, que dispensamos).
Ora, o que não me lembrei na altura, é que já no ano passado tinha decidido como ia ser a árvore. Encarnado, pois está claro, que no ano passado comprei imensas coisas encarnadas que não estreei, já a pensar no próximo ano (é frequente, cada um é para o que lhe dá, e depois?).
Portanto, Senhoras e Senhores, a Árvore este ano será em tons encarnados. Isto, se não mudar de idéias até lá!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Imagem e iliteracia

Há coisas que me fazem espécie. Uma delas é o aumento da edição de revistas de moda, que não é directamente proporcional ao número de pessoas bem vestidas. Não que me interesse se as pessoas andam bem vestidas ou não - cada um veste o que mais lhe apraz.

O que me faz verdadeiramente espécie (como eu adoro isto, de piroso que é! - e que convém dizer omitindo o i) é o porquê de percebermos que há pessoas que passam horas em frente ao espelho e no fim aparecerem-nos à frente como se se tivessem vestido às escuras.

Donde (tinha uma professora na faculdade que começava cada frase assim) se depreende que as pessoas compram revistas de moda, não para lerem dos artigos, mas para verem os corpos esculturais que lá aparece (seria mais fácil comprarem a Playboy ou a Playgirl, embora socialmente incorrecto).

Ou isto, ou a completa iliteracia em que se vive. Quer-me parecer que o Plano Nacional de Leitura está a falhar redondamente neste campo...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

15 anos

Não me consigo recordar do seu nome. Já não a via há mais de 15 anos. De qualquer forma, está igual. O mesmo corte de cabelo, a saia que podia ter usado há 15 anos.
Fomos colegas no Conservatório, nas aulas de Formação musical e penso que em Coro também. Não me lembro sequer qual o instrumento que tocava. Na altura, pouco devemos ter falado e este sábado, quando os nossos olhares se cruzaram, também não nos falámos. Nem tão pouco sei se me terá reconhecido ou não. Eu estou certamente mais modificado que ela.
Fiquei surpreso por a revêr. Por não a ver há tanto tempo, por a encontrar num sítio que nos era estranho.
Neste momento pode ser uma cantora ou instrumentista de sucesso. Ou não. No entanto, pareceu-me bem disposta, ladeada por amigos. E é apenas isso que importa.
Ouvimos Bach. Toquei este minueto vezes sem conta, salvo erro no primeiro ano de Conservatório. Eu e toda a gente, convenhamos. Mas eu tocava melhor que este senhor...

domingo, 17 de agosto de 2008

Elogio envenenado

- "Mas estás muito mais magro!"

Isso quer dizer então que há 5 anos atrás me achavas um barril. Obrigadinho, sim?

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Das finanças

Caro Contribuinte Pedro,

Muito obrigado por ter usado a Internet para entrega do seu pedido de isenção do IMI.

O seu pedido, com o identificador XXXXXXXX, já foi apreciado e objecto de despacho pelo chefe de Finanças Competente, tendo sido deferido.

Poderá obter mais informação sobre o conteudo da decisão no site das Declarações Electrónicas http://www.e-financas.gov.pt/ em Serviços Online > Contribuintes > Consultar > Património > Pedido de Isenção IMI

Com os melhores cumprimentos,
O Serviço Declarações Electrónicas.

Obrigado pela boa notícia. Espero que não me estejam mesmo a confundir, porque não usei a Internet para entrega do pedido de isenção. Foi mesmo ao balcão. Obrigadinha, sim?

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Praia II

Estava uma ventania que não se podia!





Amália Rodrigues - Fui ao mar buscar Sardinhas

Praia

E que tal assumir, de uma vez por todas, que não tenho trabalhado nada estes dias todos* e ir antes para a praia aproveitar este sol?

*Se é tão fácil fingir que se trabalha, imaginem fingir um orgasmo!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A culpa é dos petit noms

(ou a desculpa para eu ser muito burro!)


F. - O J. traz a Uí?
P. - Não sei, não me disse nada.
Eu - Ah, não sabia que o J. tinha namorada!


A Wii é uma consola interactiva da Nitendo...

[É viciante, mas preparem-se para ficarem todos doridos no dia seguinte!]

terça-feira, 29 de julho de 2008

Toile de Jouy


Graças ao Altares, a quem agradeço, consegui dar com o Toile de Jouy em verde escuro que procurava. É mesmo este reproduzido acima. Irá servir para duas sanefas (uma palavra que odeio, mas...) para as janelas da sala. Isto se me decidir entretanto quanto ao formato das ditas...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Informação


Alguém poderá ter a gentileza de me indicar onde se pode encontrar tecidos do género deste da imagem (não necessariamente nesta cor) , muito género Laura Ashley, em algodão, estampado com figuras humanas trajadas à século XVIII, compondo cenas bucólicas? Agradeço desde já!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Nossa Senhora do Carmo

Hoje comemora-se o seu dia.
S. Simão Stock recebe o escapulário das mãos de Nossa Senhora. Igreja de Santa Maria da Vitória, Roma.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Da Simpatia

Em conversa com o S. no messenger, contava-me como ontem tinha sido abordado, ao subir a longa escadaria do seu local de trabalho, por uma colega. Mais velha. Pormenor à partida irrelevante, mas duvido que alguém da nossa idade se atrevesse a abordá-lo como abordou: "Como está o sorriso mais simpático do ***?"
Eu considero o sorriso do S. fácil, bem-disposto, bonito até. Mas desde cedo que tenho esta relação difícil com o adjectivo simpático. Para mim, simpático não quer dizer coisíssima nenhuma. Quando não há nada que chame à atenção em alguém, essa pessoa torna-se imediatamente... simpática. "- Então, o que achaste de fulan@? - Ah, é simpátic@! ". Leia-se: não é bonit@ nem fei@, nem burro@ nem inteligente e por aí fora.
Porém, não confundir antipatia com má-educação. Para mim, nada tem que ver uma coisa com a outra.
Não é à toa, que no tempo das Misses, havia também lugar para a Miss Simpatia. Geralmente, nunca era a concorrente que ficava em primeiro lugar.
E até porque, confesso, tenho alguma predilecção por pessoas antipáticas. Ou melhor, quando as primeiras impressões não são as melhores. Na maior parte dos casos, são mais verdadeiras, têm melhor sentido de humor até. Dão luta. São mais elas próprias. E custa muito, nos dias que passam, sermos nós próprios.

domingo, 6 de julho de 2008

Semelhanças

À partida, Barbra Streisand não teria qualquer relação com Portugal. Eis senão quando...














É impressão minha, ou é, de facto, muito parecida com D. Augusta Vitória de Hohenzollern-Sigmaringen, mulher de D. Manuel II?

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sol Posto I

Há quem fique contente por ter visitantes estrangeiros.
Eu cá por mim, fico mais contente quando tenho alguém de terras lusas que não seja da Grande Lisboa. Por isso, um grande beijinho para Gulpilhares (quem não sabe, fica em Vila Nova de Gaia!) Estamos é a sentir a falta do ilustre visitante de Sarzedo (Covilhã), que há muito tempo não nos visita... Concerteza já descobriu os horários das camionetas da carreira da cidade...

domingo, 22 de junho de 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Câmara de Gás

Os senhores da Lisboa Gás achavam que tinha uma, algures, escondida cá em casa. Em dois meses, quase sete mil metros cúbicos de gás é obra.