sexta-feira, 29 de maio de 2009

Momentos Bobone - Whatever happened to class?

A etiqueta facilita muito a vida. É tal como o código da estrada, onde as precedências permitem a fluidez serena do trânsito. O problema é quando certas alminhas, porque não terem tomado chá em pequenas, causam acidentes. Foi o caso de ontem.
Ia no começo da subida de uma escada em caracol, ao centro. Dei o lado direito, mais largo, à pessoa que ia comigo – comme il faut. Ao cimo das escada, dois grupos de pessoas, que a desciam. Irreflectidamente, coloquei-me mais à esquerda, na zona mais estreita, para ceder passagem pelo lado direito, mais cómodo. Pensava eu que eram senhoras. Mas não: tive de levar com um: “Veja lá se vem de encontro a mim...”.
Sabem que mais: para a próxima vou de elevador, porque há gente que não merece.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Se calhar...

não são tão bimbas assim. Se calhar, até me faz falta. Se calhar, foram o primeiro dos muitos indícios pelos quais terei de passar nos próximos trinta e três dias. Porque ao trigésimo quarto farei trinta. Trinta anos serão quantos farei.

E ontem tive mais um indício. Do género tête-a-tête com Deus, quando nos pisca sorridente o olho, sem ser para nos seduzir. Antes, para dizer, vai-te preparando, que nem sabes o que te espera!


Tive, às três da manhã, de pedir aos vizinhos para fazerem menos barulho. Os tais, recém-universitários, mas com ar de putos-do-secundário-do-género-dos-morangos-com-açúcar-mas-em-mau. Não que estivessem a fazer demasiado barulho, mas sim porque estavam a fazer demasiado barulho para as horas que eram.

E quando pressionei o botão da campaínha, senti que, naquele dedo, estava todo um prédio cheio de velhas chatas que reclamam por tudo e por nada e que a juventude está perdida, no meu tempo não era nada assim.


É oficial. Estou do outro lado da barricada. Um fosso enorme nos separa. Ainda que vista umas baggy jeans, umas t-shirts com uns ditos jocosos e calce uns Vans completamente rotos. Pior. Umas olheiras de todo o tamanho – mais do que é costume.


Por isso, caríssimos, uma pescada é o que eu sou. Porque, tal como ela, antes de o ser, já o era.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Bimbas!

Foi o que pensei assim que chegue a casa e abri o saco. Passo a explicar, ontem fui abastecer-me de perfume (também posso ser fútil, deixam?). Este, para ser mais específico:
E digo perfume, porque é a segunda escolha. O número um, que é este:

é já o meu cheiro natural. Uso desde que saiu para o mercado (2002, se não estou em erro) e foi identificação total. Desde aí que o uso, intercalando-o com outros que me foram oferecendo (alguns muito ao lado para o meu gosto pessoal, que gosto de aromas leves e frescos, mas que durem até ao dia seguinte) ou outros que gostei, mas não o suficiente para irem ficando. A lista seria grandinha para citá-los de cor e agora não vem ao caso.
Então não é que as raparigas da loja me metem dentro do saco amostras deste perfume? (que é pavoroso, por sinal!)
E como se não bastasse, uma amostra de creme anti-rugas? E não, não foi de Crème de la Mer*!


*Basta olhar para a Teresa Guilherme e ver que também não faz efeito. Há coisa que só vão lá com o Pitanguy...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Já vos aconteceu...

...repararem em alguém totalmente desconhecido que tenha participado num concurso de televisão, (de apresentação duvidosa - mas Pedro, não vás por aí, que ainda é cedo) e de repente passarem a ver quase diariamente essa pessoa?
Pois é o que me tem acontecido. Será que isso quererá dizer alguma coisa? Acham que deva fazer o Euromilhões caso a veja novamente esta semana?