sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Do amor

Atribuo-o ao facto de ser bom ouvinte. Bom ouvinte simplesmente porque mau ou pouco falador. Sendo essa ou não a razão, o que é certo é que tenho tendência para me tornar confidente de várias pessoas, mais ou menos próximas. Coisa que não me desagrada, faz-me sentir de certa forma útil. Porque o bem também se pode fazer de palavras. Mesmo que saibamos que amanhã vamos ouvir os mesmos problemas, as mesmas frustrações. Mesmo que as nossas sugestões nunca sejam tidas em conta. Porque mudar é difícil, dizem-me.

E o amor, ai, o amor, esse bandido, que é o tema mais recorrente. E por isso tão banal. Para quê complicar? Porque o amor não passa de duas cuecas estendidinhas no varal. E a isto, meus amigos, não podemos fugir.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Good to be back

Corria o ano de 1993 quando comprei a minha primeira aparelhagem com leitor de CD. Que ainda veio com gira-discos. E que durou bastante tempo, só deixando de funcionar há menos de meia dúzia de anos.
Ora se discos de vinil havia bastantes lá em casa, assim como cassetes, CD era coisa que ainda não havia. Obviamente foram-se comprado lentamente, mas depressa me fartava daquilo que tinha. Recorria então aos amigos para os irmos trocando e assim ir variando as nossas audições.
Foi a R. que mo emprestou, que era do Pai, a quem ela tinha "surrupiado". Obviamente que com a idade que tinha na altura, não sabia quem era a Senhora, muito menos de quem era filha.
Meia dúzia de músicas românticas (leia-se para lá de pirosas) fizeram as minhas delícias e serviram de banda sonora aos meus suspiros de adolescente. Só que passado uns dias o CD foi devolvido, as aparelhagens deixaram de trazer leitores de cassete e com o passar dos anos me fui esquecendo.
Até que, por puro acaso me lembrei de o procurar (não me lembrava do nome, mas tinha ideia da capa, vá-se lá saber porquê). E acabou por chegar hoje a casa e já está a tocar.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Das fotografias

Não sabia que era moda posar para as fotografias a chorar. Ou então que devíamos só devemos mostrar aquelas fotos onde estamos com cara de que todos-nos-devem-mas-ninguém-nos-paga.
Passo a explicar: duas pessoas diferentes, conhecidos de há anos (e de quem perdi o contacto), adicionaram-me recentemente no Facebook, onde tenho uma foto minha escarrapachada, de tacha arreganhada. O caso não é para menos, sou por natureza sorridente, excepto quando estou mal humorado (e aí saiam da frente, que vai sobrar para vós de certezinha!). E tenho ideia que quando somos fotografados que há sempre uma alminha que nos grita Cheeeeeeeeeeeeese!, para o caso de nos esquecermos de sorrir. Mas isto pode ser de mim, que oiço muita coisa, que preferia não ouvir de todo sequer metade do que oiço.
E isto tudo porque o teor dos comentários deixou adivinhar alguma desconfiança acerca da veracidade do sorriso. Será que lhes custa fazer o mesmo? Ainda bem que pelo Facebook não conseguem ouvir a sonoridade das minhas gargalhadas, senão, o que seria?

domingo, 2 de agosto de 2009

Das disponibilidades

No outro dia, falava com alguém que me dizia que não se pode contar com os amigos casados ou comprometidos. Que a sua disponibilidade e a sua disposição não são as mesmas que os solteiros e descomprometidos possuem.




Engana-se. A disponibilidade dos solteiros e descomprometidos consegue ser ainda menor. Porque o tempo que esses têm livre, é usado para a procura da sua cara metade. Para o resto da vida, ou para aquela noite (estas, por vezes, são mais fiáveis).




Talvez seja tempo de deixar os preconceitos genéticos que me fizeram anti-clerical (q.b. - isto com as sucessivas gerações va-se esbatendo) e ter amigos padres. Mas esses também amam, não é?