Eu sempre fui de sonhar bastante, embora nem sempre me lembre dos sonhos. Mas Setembro é um mês particularmente fértil em sonhos, pelo menos para mim.
A semana passada foi a queridíssima Monserrat Caballé que foi almoçar lá a casa. Quer dizer, a casa dos pais. Vi-a passear-se à porta de casa e no dia seguinte lá estava eu batido à porta de casa, à mesma hora para a convidar. E não é que aceitou? Realmente a televisão engorda bastante, só vos digo. E uma simpatia que só vista.
Esta noite já não foi tão agradável. Aliás, este é um sonho recorrente meu. Sonhar que ainda estudo no Liceu (onde isso já vai...) e que tenho ainda um monte de cadeiras (na altura dizia-se disciplinas) para fazer. E que ia ter teste de francês, filosofia e, pasme-se, expressão dramática, coisa que nunca tive e nem nunca quis ser actor (vá, uma vez preguei essa peta aos meus pais só para ver qual seria a reacção, mas como foi a melhor possível, perdeu logo a graça).
Agora expliquem-me como é possível, passados tantos anos, depois de tudo feito (e até com boas notas), o meu cérebro achar que ainda tenho cadeiras para fazer?
Bem, obviamente que hoje só poderia colocar a gorda como banda sonora. E como estou numa de música espanhola até à minha ida para Granada (e se estou a falar nisto não é para suscitar invejas, mas é para me convencer a ultrapassar o trauma de ter de viajar sozinho, que não é fácil para mim), fiquemos com um dueto, com a filha, Monserrat Marti, na zarzuela Chorizos y polacos, composta por Francisco Asenjo Barbieri.

