terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Ter amor ao fado"



Alhambra, à noite

E aqui ficam as fotos (algumas) prometidas. O Alhambra à noite, mais concretamente, os Palácios Nazarinos.



E se a fonte dos Leões tinha sido retirada para restauro, um outro leão passeava-se por lá*

*(tenho para mim que foi mandado por um outro, para ver se estava tudo em ordem para me receber... ;) )



sábado, 3 de outubro de 2009

À pesca



Não me lembro se em criança tive um daqueles jogos que consistia numa cana com íman e cujo objectivo era pescar peixes com íman. Aliás, diga-se em abono da verdade que nunca fui à pesca, nem de cana, nem de rede. E a nível genético a coisa não podia ser mais desastrosa - a única vez que o meu irmão lançou a linha, lançou também a cana (devia ter 14 anos, se tanto).

Ora, esta manhã, depois de me ter enraivecido com a arruada de certo partido político que passou mesmo em frente à minha casa (que eu não tenho nada contra o partido em questão, irrita-me sim tanta preocupação com os trabalhadores e vá de às dez horas da manhã de um sábado, quando as classes oprimidas estão a tentar recuperar o sono de uma cansativa semana de labor, fazer uma chinfrineira com bombos e trombones de tal forma ensurdecedora que até o Diniz se escapuliu para debaixo da cama com medo!) fui estender roupa. Não porque estender roupa me acalme - até é uma das tarefas domésticas para a qual não tenho grande pachorra, mas tinha de ser.

Há uns dias atrás , tinha comprado uma molas (ignóbil porcaria) que me deixaram ficar mal: vá de uns jeans irem parar ao terraço dos vizinhos do R/C. A coisa complicou-se um bocado porque os vizinhos em questão são um estabelecimento comercial e já passava da uma hora. Sendo que segunda-feira é feriado, só terça-feira poderia ir pedir as calças.

Eis senão quando me lembrei da minha antiga vizinha (cujo nome não me recordo agora, eu e a má memória para nomes), uma senhora dos seus setentas e muitos anos, que morava por cima de mim na minha anterior casa e que passava a vida, para além de passar horas à conversa comigo sempre que me apanhava nas escadas, a pescar peças de roupa que deixava cair (e acho que molas também!) com um cordel e um anzol. Tudo isto para não ter de pedir à vizinha do R/C, que era a porteira e de quem gostava (não era só ela!).

Como a necessidade aguça o engenho, lá me arranjei. Uma corda que tinha de um antigo varal, atado a um bocado de madeira com um camarão et...voilá! À segunda tentativa consegui recuperá-las.

Continuamos com Amália Rodrigues. Fui ao mar buscar Sardinhas, do álbum Gostava de ser quem era.