eu sei. A tradição portuguesa fala antes no Pão por Deus. Acontece que só aos 28 anos é que me dei conta da existência dessa tradição, em pleno casamento da C. e do N., quando me ofereceram o bolinho. Ora o bolinho é uma das ofertas do Pão por Deus e também usualmente oferecido nos casamentos (pelo menos naquela região) e foi aí a primeira vez que ouvi falar de tal tradição. Será que tive uma infância infeliz por não saber o que é o Pão por Deus?
Já do Halloween, que não é americano (esses arroguem-se só ao Dia de Acção de Graças e já vão com sorte – quanto à piroseira do Dia de S. Valentim, passamos a outro e não ao mesmo), desde as aulas de inglês na escola preparatória, com a minha querida professora de inglês (estou mesmo a falar a sério, um dia ainda hei-de falar dela!).
Além disso, quer-me parecer que o importante é festejar e estar com os amigos, seja lá o que for. Por isso, este ano, vai haver festa (e da rija) cá em casa.
Tudo maleficamente preparado, assustadoramente apetitoso. Há morcegos no ar, ratos no chão, aranhas na mesa. Para comer, queques de vómito, mãos de humanos, cabelos de bruxa, bolachas de unhas de rato encravada, dedos enrolados, olhos de fantasma, ninhos de viúva negra e outro sem número de iguarias.
E agora, deixem-me só ir acabar de pilotar o caldeirão, que ainda tenho umas abóboras para preparar!
(Alguém me sabe mesmo dizer quando é o Dia de Acção de Graças? Só para saber se vou a tempo de preparar alguma coisa...)


