quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

(D)o riso de Deus*

De há uns dias para cá tenho vindo a constatar que Deus tem um sentido de humor bastante peculiar. Irónico até, diria eu, (chamar-lhe negro seria blafesmar e muito pouco católico).



Dar-vos-ei apenas um exemplo ilustrativo e que acabou de me acontecer. Para quem não sabe, digamos que trabalho, por assim dizer, fazendo trabalhos externos, passando determinados períodos em diversas instituições, não tendo por isso colegas de trabalho propriamente ditos. O que pode ter grandes vantagens ou grandes desvantagens – sendo que tanto umas como outras são óbvias, por isso nem as vou explicar.


Porém, os últimos tempos não têm sido fáceis; ao fim de largas semanas de passar dias inteiro sem dirigir palavra a ninguém (excepção feita, obviamente, aos senhores que trabalham na portaria ou na cafetaria), partilhei esta falta de conversa (vá, solidãozinha) com um ou dois amigos mais próximos e como a mesma me estava a custar – não mata, mas mói.


Vai daí, hoje chego aqui quem é que dou de caras? Com uma colega minha de faculdade. Que colega? Aquela colega que, feia como uma noite de breu, de voz irritante, que nunca ia aos jantares de turma, porque calhavam sempre em dia de festas da terra (justificação dela) e que assim que algum livro era recomendado pelos professores corria para a biblioteca para ser a primeira a lê-lo (e a ficar com ele durante imenso tempo, para mais ninguém o ler – pensava ela).


De maneiras que vou mas é estar caladinho e render-me às evidências, que grande parte das vezes, e já diz o poveco (que acerta na maior parte das vezes, apesar de ser como as ovelhas e ter memória curta, como dizia a bisavó A.), mais vale só que mal acompanhado. Ou então, pela boca morre o peixe.


* o título do post faz referência ao livro de António Alçada Baptista, que tenho em casa, salvo erro autografado e tudo, mas que nunca li.

domingo, 6 de dezembro de 2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

Reality sucks

Há uma semana que deixei a nicotina, para passar a tomar anti-histamínicos, neblizadores, xaropes e até cortisona. Se eu podia viver sem drogas legais? Podia, mas não me sentiria tão drunfado.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

The twelve days of Christmas

Árvore feita;
Casa decorada com motivos natalícios (não mais que os outros anos);
Presentes comprados.

Falta: embrulhar presentes; fazer os presentes caseiros; escrever as boas festas. Ainda bem que há ainda uns fins-de-semana pelo meio.

Parece que este ano me portei bem (por enquanto).

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A cigarra e a formiga

Em miúdo tive uma série de vinis com histórias infantis, grande parte deles herdados do meu irmão, sete anos mais velho.
Uma dessas histórias era a da Cigarra e da Formiga, que toda a gente conhece. Devo dizer que sempre fiquei indeciso em tomar partido em qualquer uma das duas (os Eduardos Sá deste país saberão explicar) - a Cigarra, uma giraça que aparecia na capa (tenho pena de não a ter comigo para a fotografar), não fazia nenhum e que se atrevia a pedir auxílio a uma formiga, trabalhadora, mas de lenço na cabeça, que não prestava auxílio à cigarra.

E isto a propósito de quê? É que, caríssimos, há uma semana que tenho a cozinha invadida de formigas (sim, formigas em Dezembro, tenho uma casa quentinha). E não sei o que lhes faça, para além de as tentar afogar. Porque isto de ter um gato em casa não dá para utilizar insecticidas.

Eu espero é que as ditas não descubram os diamantes que tenho escondidos...