sábado, 12 de dezembro de 2009

À Arisca

Ou o prometido é devido.



Dizer que o autógrafo é do senhor, não posso confirmar, porque a letra não o permite... Mas também não estou a ver de quem possa ser...

(e eu sou péssimo a editar imagens...)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Os óculos da Mãe





Errei por quatro anos. Não era esta a fotografia que queria. A que queria estava a Mãe na praia, a enfiar na cabeça uma capeline azul céu, em turco, de abas curtas, mas não a encontrei.

(Decidi manter o post, mas remover a foto).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

La Piscine

Curiosamente, ainda agora nas pesquisas do youtube, descobri este filme que a Mãe tanto fala. Ao que consta parece que na altura o filme foi um escândalo, pelo menos em Portugal, pois a protagonista (que a minha mãe tinha ideia ser a Catherine Deneuve, mas pelos vistos é a Romy Schneider - curioso como acertou no protagonista, o Alain Delon... memória selectiva ou então de-parva-não-tem-nada) aparecia nua a sair da piscina. (Não sei qual o espanto, eu lembro-me do escândalo que foi o genérico da telenovela Tiêta e a música falar em tesão. (Tesão é considerado palavrão?). Não sei se assim será (o trailler não o confirma), mas parece que vou ter de desencantar o filme.
Ainda mais fantástico é descobrir ali pelo meio a Jane Birkin (modelo, actriz, cantora, e a quem foi dedicada um dos ícones da Casa Hermès, mas isso toda a gente sabe, por isso adiante), com uns óculos enormes, lentes redondas e azuis, parecidíssimos com uns que a Mãe teve (não eram iguais, porque a armação dos Mãe eram igualmente azuis), penso que antes (eu atreveria 1965, mas tenho de confirmar nos albuns fotográficos lá de casa). Fica prometida uma foto, caso consiga descartar a Mãe da mesma.

Enquanto isso, fiquemos com o trailer:

Ainda Ludwing

Na verdade, no post de domingo queria ter colocado uma cena em particular de Ludwing, que infelizmente não encontrei. É um diálogo entre Elizabeth Wittelsbach, já como Imperatriz da Áustria e magistralmente interpretada por uma Romy Schneider, mais bonita que nunca (lá está a beleza feminina depois dos 30).
Nesse diálogo com o primo, a Imperatriz confessa fugir à estrita etiqueta austríaca. Porque (e agora não sei reproduzir as palavras exactas, que era o que me interessava), quer ficasse na Corte, quer não ficasse, iria sempre ser criticada. Por isso, escolhia divertir-se.
O problema é conseguirmo-nos divertir em determinadas situações. E de facto não o sei.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

(D)o riso de Deus*

De há uns dias para cá tenho vindo a constatar que Deus tem um sentido de humor bastante peculiar. Irónico até, diria eu, (chamar-lhe negro seria blafesmar e muito pouco católico).



Dar-vos-ei apenas um exemplo ilustrativo e que acabou de me acontecer. Para quem não sabe, digamos que trabalho, por assim dizer, fazendo trabalhos externos, passando determinados períodos em diversas instituições, não tendo por isso colegas de trabalho propriamente ditos. O que pode ter grandes vantagens ou grandes desvantagens – sendo que tanto umas como outras são óbvias, por isso nem as vou explicar.


Porém, os últimos tempos não têm sido fáceis; ao fim de largas semanas de passar dias inteiro sem dirigir palavra a ninguém (excepção feita, obviamente, aos senhores que trabalham na portaria ou na cafetaria), partilhei esta falta de conversa (vá, solidãozinha) com um ou dois amigos mais próximos e como a mesma me estava a custar – não mata, mas mói.


Vai daí, hoje chego aqui quem é que dou de caras? Com uma colega minha de faculdade. Que colega? Aquela colega que, feia como uma noite de breu, de voz irritante, que nunca ia aos jantares de turma, porque calhavam sempre em dia de festas da terra (justificação dela) e que assim que algum livro era recomendado pelos professores corria para a biblioteca para ser a primeira a lê-lo (e a ficar com ele durante imenso tempo, para mais ninguém o ler – pensava ela).


De maneiras que vou mas é estar caladinho e render-me às evidências, que grande parte das vezes, e já diz o poveco (que acerta na maior parte das vezes, apesar de ser como as ovelhas e ter memória curta, como dizia a bisavó A.), mais vale só que mal acompanhado. Ou então, pela boca morre o peixe.


* o título do post faz referência ao livro de António Alçada Baptista, que tenho em casa, salvo erro autografado e tudo, mas que nunca li.