É o número de posts que tenho para ler. Vocês fartam-se de escrever, irra!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Voltei, voltei
voltei das mini mini mini-férias (não confundir com mimimimimimi) e agora já estou cá (e hoje é feriado em França)
terça-feira, 6 de julho de 2010
Matilde Rosa Araújo 1921-2010
Para além de amiga de família, foi um poema da Matilde o primeiro que soube de cor (ao contrário do que se possa pensar, o que só reforça a ideia de que em casa de ferreiro, espeto de pau). Tinha eu então seis anos e preparava o presente para o dia da Mãe, sendo este o escolhido pela minha Professora* para acompanhar o postal feito por nós. Foi com bastante tristeza que soube hoje da sua morte.
Mãe, que verdade linda,
O nascer encerra.
Eu nasci de ti,
Como a flor da terra.
*Professora essa que me apresentou Fernando Pessoa, o da Mensagem, mas que abriu caminho para o restante.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Estrelinha que te guie...
Crescemos e pensamos atingir alguma maturidade. Já sabemos dizer não, já temos mais certezas das atitudes que tomamos, sobretudo das que mais nos custam, sintoma inequívoco de que são a escolha mais acertada.
Mas há todo um conjunto de situações que ainda não sabemos resolver.
Depois de anos de ouvirmos que a nossa não é assim tão gira, que o nosso gato não é assim tão bonito, que os nossos amigos são estranhos, de percebemos que não é isso que queremos para nós, porque sabemos distinguir críticas construtivas de ataques permanentes, de nos afastarmos, de finalmente percebermos que a nossa felicidade não passa por convivermos com pessoas assim, porque temos de receber mensagens de parabéns dessas pessoas? E agora, pessoas, o que fazer? Ignoram-se as duas mensagens recebidas (para o caso de não se ter acertado no dia), o e-mail (caso o número de telefone já ter sido outro); responde-se com um obrigado dando motivos a que esta nesga se transforme num portão escancarado para a nossa vida? Agradecemos, mas dizemos que escusava de se ter maçado, porque os mortos não fazem anos? Agradecemos e dizemos que não temos qualquer interesse numa suposta amizade que só funciona para um lado e não nos faz feliz?
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Dos anos
Nasci há exactamente 31 anos (isto se conseguir publicar o texto exactamente às11:30), a um domingo, no então considerado o melhor hospital de Lisboa. Tão bom, tão bom, que a Mãe foi só assistida pela parteira (timorense), porque o médico estava na missa. Tão bom, tão bom, que numa das mamadas trouxeram outra criança que não eu.
Hoje acordei com um telefonema da Mãe, ainda não eram oito. Acho que foi para me dar os parabéns, não tenho a certeza, ainda estava a dormir. O Diniz deixou-me dormir esta noite alguma coisa (tem andado impossível de se aturar – não sei se é do calor, se se está a vingar por passar menos tempo em casa). Porém, não me ofereceu presente nenhum; partiu-me o jarro eléctrico e de castigo tirei-lhe a mesada. Já não pode comprar gomas, mas também não pode comprar-me presentes, mas diz que é assim que se os educam.
Vim trabalhar, ao contrário dos outros anos, que tiro sempre o dia de folga. Prazos para cumprir, entre outras coisas. Só no fim-de-semana estarei com a família. Uma coisa é certa; vai ser um dia diferente dos outros anos. Mas hoje, ainda vou ver o mar.
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