segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Volta Coro de Santo Amaro de Oeiras, estás perdoado

Sábado foi noite de função no S. Carlos. Tratou-se do concerto de abertura de temporada. Casa cheia – o facto do outro senhor ter ido embora e os bilhetes terem sido gratuitos terá ajudado. Duas peças sacras de Verdi – Stabat Mater e Te Deum, e a sinfonia Manfred de Tchaikovsky. A Orquestra Sinfónica irrepreensível. O coro do Teatro de S. Carlos é que, mais uma vez, deixou muito a desejar. Desafinação, entradas fora do tempo, cada um por si, os forte (já para não falar dos fortíssimo) gritados, uma dicção péssima (sibilantes a dar com um pau), respirações demasiado salientes. Enfim, as duas peças de Verdi, que são completamente arrepiantes, tornaram-se em peças trágico-cómicas. Espera-se, portanto, e apesar do rombo financeiro deixado pela anterior administração, que se operem mudanças. Há muito para fazer, mas não se pode descurar da qualidade, sobretudo num Teatro Nacional, cuja qualidade actual do coro é facilmente ultrapassada por qualquer coro amador de quinta categoria.

sábado, 25 de setembro de 2010

Já hoje é sábado

e nem uma fotozinha na caixa do correio da criatura de t-shirt amarela que esteve no concerto de Goldfrapp. O que mais me desgosta é que nem a Pólo Norte tenha aproveitado a deixa e me tenha enviado uma foto sua de corpo inteiro, mais não fosse para iludir um caranguejo e se poder gabar que já o enganou. Já nem nas Ursas se pode confiar. Ainda querem ela que se escarrapache um I ♥ Pólo Norte aqui no blog... era só o que faltava!

Se um abutre incomoda muita gente

Eu não sou amigo da Maria. Eu não conheço sequer a Maria de parte alguma. Trocámos uma vez uns mails, a propósito de coleiras de gato; a Maria gostou da do Diniz, queria uma para o Gato semelhante e hoje não há loja de animal em que não entre e que não procure (lamento, querida, ainda não encontrei).

Ora, já toda a gente conhece o sonho da Maria (quem não conhecer, favor clicar aqui). E isto de gato mais estudar mais Avó mais sonho mexe mesmo comigo. Sobretudo a parte do sonho, porque eu tenho grande dificuldade em sonhar (talvez porque por vezes temos de ter cuidado com o que queremos). Mexe comigo e por isso não sou capaz de ficar indiferente quando a Maria recebe comentários anónimos a desancá-la ou quando a sua conta no Facebook é removida por denúncias anónimas.

E a questão é muito simples. A Maria pode ser uma grande filha-da-put@, uma cabra do pior, daquelas pessoas intragáveis da qual eu nem sequer suportaria a sua presença ao pé. Não sei se é ou não é, não a conheço, volto a frisar. Nada me garante, também, que o dinheiro da venda seja efectivamente para o  objectivo para o qual é apregoado. But, who cares?

A Maria está a vender os seus livros e quem quiser comprá-los, compra-os. (e nem sequer vou entrar no tema do que significa, de facto, separar-me de livros). Ora, se há uma troca consentida entre ambas as partes, se ambas as partes ficam a ganhar (o preço base de licitação é sempre inferior ao preço de capa), porque é que isso incomoda assim tanta gente? Porque sim, pasmem, os livros chegam de facto a quem os comprou. Eu não consigo perceber como é possível ser-se assim tão mesquinho. E infeliz, porque ninguém pode ser feliz desejando o mal a alguém. No que depender de mim (que é muito pouco, porque nem sou rico, nem conheço muita gente – pelo menos as pessoas certas) a Maria e o Gato vão para Bruges. Porque esta coisa do acreditar é meio caminho andado para lá se chegar.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Passadas duas semanas de treino é que percebo

porque é que os ratos de ginásio andam sempre com o peito todo para fora. É a maneira de se sentirem menos os músculos todos doridos...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Goldfrapp no Coliseu

Graças à pistoleira mais rápida do faroeste europeu (cuja identidade não vou revelar, mas posso adiantar desde já que é uma blogger para lá de famosa e de excelente qualidade), pude ir de graça ver Goldfrapp. Isto porque ela é uma porreiraça e se lembrou aqui do je (que lhe andou a massacrar nos últimos três meses para lhe conseguir bilhetes, que eu não tenho de todo sorte ao jogo), depois de ter ganho um concurso de resposta rápida online (pormenores não interessam). Ainda que para isso, eu tenha de ter ido a correr para casa (sim, ando a fazer horas extraordinárias no escritório), tomado um banho a correr (sentido figurado, claro está), engolido à pressa duas fatias de pizza e ainda ter tido tempo para ouvir os problemas existências da L., que estas coisas do destino tem muito que se lhe diga e obviamente que é sempre quando temos menos disponibilidade para os outros que mais precisam de nós.

Foi apenas a terceira vez (se não estou em erro), que fui ao Coliseu. Não gosto da sala, nunca gostei, e evito-a sempre que posso. Porque passados 40 anos, ainda cheira a cavalo. A primeira foi há um monte de anos, para ver a cabra fria e insensível da Diana Krall, que a partir daí é só ouvir os CD em casa, sacados comprados da net, que isto a vida está cara para todos e um sorriso não faz mal a ninguém. A segunda foi há pouco tempo, também porque a R. não podia ir, então lá fui na vez dela (a cavalo dado e bilhetes grátis nunca digo que não) ver aquela coisa do Amália anteontem é para depois de amanhã, que até tem um som porreiro de vez em quando, mas a parte de homenagear a Amália deve ter ficado só mesmo na intenção.

Ora o concerto não foi o concerto do ano, lamento lamentar. Não que tenha sido mau. Mas foi muito curto, que a coisa ficou despachada numa hora e um quarto. Que eu percebo que a Alisson queira poupar o casaquinho que tinha vestido inicialmente para lhe durar o resto da tournée. Agora, pior pior, foram os supostos fãs. Eu, que não sou propriamente fã, que conheço a discografia toda, mas muito por alto ainda fui reconhecendo a maior parte das coisas. Mas aquela gente só vibrava com os êxitos mais comerciais. Entre isto, as cotoveladas de quem nunca viu creme hidratante na vida, aos casais que em vez de ficarem lado a lado preferem ficar abraçadinhos e com isso esmagar quem está à sua frente, à criatura que empunhava um caderninho A6 com o nome das músicas que gostava que fossem cantadas (como se alguém que estivesse no palco, sem luz e aquela distância, conseguisse ler o que quer que fosse) até ao cheiro a refogado-de-três-dias-fora-do-frigorífico de uma criatura que insistia em tirar fotografias desfocadas durante o concerto todo, que não viu nem vai ver, pelo menos focado, venha o diabo e escolha.

Agora, o que me ficou mesmo no goto, foi certa e determinada t-shirt amarela que lá andava, meio estática, mas que à distância me pareceu muito interessante (mas eu ao longe já vou vendo mal). Isto se por acaso leres aqui o blog, não hesites em contactar-me (o endereço vai passar em rodapé). Favor acompanhar com foto de rosto e já agora, de corpo inteiro. Em fato de banho.

(Logo, mudo a musiquinha, se tiver tempo, sim?)