quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Os 80

podem ter sido assim, como hei-de dizer sem ferir susceptibilidades, um pouco hardcore relativamente à moda. Mas deixem lá que vendo algumas fotografias antigas, os 90 não melhoraram muito. Peguem lá numas fotos ali perto da viragem do milénio e reparem nas duas seguintes índumentárias masculinas: aquelas camisas lindas, lisas, de uma só côr e com o peito de tecido diferente, geralmente de um tartan manhoso e as camisolas de malha, geralmente de decote redondo caneladas. Um mimo!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comemorações

Para quem acha que sou monárquico (e filho único), é capaz de achar estranho ter ido ontem assistir ao Concerto Comemorativo do Centnário da República. Mas fui. Até porque cultura é cultura e está acima de qualquer ideologia. Além de que estavam duas freirinhas a assitir e se elas podem, porque não eu?
Casa praticamente cheia. Orquestra Metropolitana de Lisboa e o Coro Sinfónico Lisboa Cantat irrepreensíveis. Maestro Cesário Costa é que não precisava de sair entre cada peça, sobretudo quando estamos a falar a peças cuja média é inferior a 10 minutos de duração.

A versão coral-sinfónica de A Portuguesa, por Joly Braga Santos (cuja filha ficou na fila atrás da minha) é absolutamente extraordinária, tornando-se ainda mais emotiva quando toda a gente se pôs de pé, comme il faut.

O meu gosto pessoa impediu-me de gostar da peça em estreia absoluta, encomendada pelo Centro Cultural de Belém para o efeito, da autoria de João Pedro Oliveira e intitulada Ut ex invisibilibus, visibilia fiant (e nem lendo a explicação da mesma presente no programa consegui entender fosse o que fosse, mas o problema é de todo meu, que sou burro e prefiro música a sons e que acho que quem ouve aquilo em casa é porque quer ficar com uma enorme dor de cabeça). Obviamente que não está sequer em causa o mérito do senhor, vencedor de imensos primeiros prémios (curioso grande parte deles são de música electro-acústica, que faz sempre lembrar sons produzidos para electrodmésticos e antes aqueles senhores que batem em latas do lixo cujo nome eu agora não me lembro). E gostando-se ou não, é sempre bom saber que os artistas portugueses são apoiados institucionalmente, mais não seja através destas encomendas.

Outra grande surpresa foi a de Francisco de Lacerda (1869-1934), compositor que não conhecia e do qual gostei bastante e do qual vos deixo a peça de ontem, Dans le clair de la lune, aqui interpretada pela Orquestra Filarmónica de Budapeste e conduzida por János Sándor (a única versão que encontrei).

domingo, 3 de outubro de 2010

E para hoje



deixar a segunda parte da consulta, o comprimido da desparasitação. Até agora tem sido sempre o veterinário a dar, mas o ano passado não gostei que tivesse sido dado à pinça (eu percebo que com um gato assanhado que não conheço de lado nenhum, nem eu próprio punha lá as mãozinhas). De forma que este ano achei por bem ser eu próprio a fazê-lo. Como? Pois eu só tinha visto fazer e nos outros parece ser sempre mais simples.
O Diniz deixa fazer tudo, quando não acha muita graça vá de morder (com pouca força, pelo menos ao início). Aquilo que realmente não gosta e grita como se o estivessem a matar, é mesmo o escovar, mesmo sendo com aquelas escovas de silicone. Mas de vez em quando lá tem de ser. As unhas, coisa simples, senta-se no meu colo, costas na minha barriga e ali fica ele. De vez em quando lá mia um pouco, mas nada que um beijo na testa não resolva.
Agora enfiar-lhe um comprimido pelos gasganetes abaixo é que a coisa se complica. Porém, devo dizer que à segunda tentativa a coisa funcionou. A menos que vá encontrar o comprimido por ai algures pelo chão da casa. Estes gatos são matreiros.

sábado, 2 de outubro de 2010

Tal pai...

Hoje foi dia de levar o Diniz à vacina. O pânico, o horror, a catástrofe. É que da última vez (o ano passado) passei uma vergonhaça. Saiu da marquesa, assanhou-se, fez uma mijinha, tentou virar-se ao veterinário. Fitas, muitas fitas. Eu não me lembro de ter feito os meus pais passarem vergonhas destas. Pelo menos no médico. A bem da verdade, em lado nenhum, bastava a mãe abrir os olhos para me borrar de medo. Portanto, saí de casa naquela do: isto não vai correr nada bem, mas sem vacina não ficas. Chegámos, estivemos um pouco de tempo à espera (mais dois para vacina, só consegui piscar os olhos à Ginja -o nome é uma tara -, uma europeu comum branca, com malhas tigradas no dorso).
Lá entrámos, desta vez uma médica. Comecei logo na lenga-lenga, a última vez que cá estive não se portou lá muito bem, ele deixa fazer tudo em casa, é extremamente sociável, mas sempre que cá vem fica super assustado.
E ficou, mas nada que se comparasse ao outro ano. Provavelmente, por ter sido atendido por uma médica.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E não é que tinha razão?

Lembro-me quando se virou para mim, há uns anos atrás, no seu jeito peculiar, comunicativo por natureza e me disse: "Pedro, é o pior que me podem fazer, é quando estão na palheta com os amigos e lançam aqueles olhares do género - eu estou-te a topar. E no momento seguinte, ignoram-nos como se fossemos uma parede". E eu calei e aquilo não me fez grande sentido - a R. nem sempre é para levar a sério. E hoje, há meia dúzia de horas atrás percebi exactamente o que quis dizer.