A Cora, no seu blog, ao referir-se às chuvas que se fazem sentir em S. Paulo, utilizou a música Chove Chuva de autoria de Jorge Ben Jor. Curiosamente, foi sempre uma expressão que ouvi lá em casa, de boca de minha Mãe, e fiquei atónito por saber tratar-se de uma canção!
Aproveitei a deixa e além de perguntar à Cora mais informações sobre essa música, pedi-lhe também sobre uma outra, que sempre ouvi a Avó cantar o primeiro verso do refrão. Segundo a Cora, trata-se de uma marcha de carnaval de 1941, intitulada Allah-la-ô, escrita por Haroldo Lobo e composta pelo mesmo e Nássara.
E tudo isto me fez lembrar uma outra história, passada com os meus avós (será que a marcha seria daí), provavelmente ainda na década de 40, mas seguramente depois de 1946.
Por esses anos, veio a Portugal uma revista brasileira, cujo corpo de baile tinha imensas coristas em trajes condizentes com o clima tropical. Chamava-se: "Fogo no Pandeiro".
Obviamente que o Avô arranjou o estratagema de dizer que iam ao cinema, senão a Avó não iria.
O que é certo é que lá foram. Nunca ouvi a história contada pelo Avô (que deve ter ouvido a Avó a vida inteira por isso).
Além do que aqui vos relato, pouco mais sei sobre a revista.
Apenas a crítica da Avó: "Todas elas tinham malhas nos collants!"
Até hoje fiquei sem saber quão fogoso era o Pandeiro!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Primavera
A árvore defronte à janela começa a ter pequenas folhas, como se de penugem se tratasse. Estou ansioso que a folhagem cresça frondosa. Espero ter uma Primavera bonita, bastando abrir a janela.
domingo, 30 de março de 2008
Mrs. Dalloway said she would buy the flowers herself.
Ontem a casa nova foi desflorada com flores.
Não queria ter sido eu a comprar flores.
Não queria ter sido a Mrs. Dalloway.
No entanto, terão o mesmo destino se me tivessem sido oferecidas.
Hão-de murchar na jarra, como as outras.
Um dia, hei-de me habituar à idéia.
Não queria ter sido eu a comprar flores.
Não queria ter sido a Mrs. Dalloway.
No entanto, terão o mesmo destino se me tivessem sido oferecidas.
Hão-de murchar na jarra, como as outras.
Um dia, hei-de me habituar à idéia.
Natal
Fadas é nas histórias
e reis é nos presépios
- : Pariste sem mistério como os bichos.
Mas a menina veio
graciosa e delicada.
Sua única fada,
a graça do teu seio.
Ganhaste-a com arranques,
e gritos, e suor,
com amor, com ternura,
e Amor e Amor e Amor.
Sebastião da Gama, in Campo Aberto
Porque o A. nasceu ontem.
e reis é nos presépios
- : Pariste sem mistério como os bichos.
Mas a menina veio
graciosa e delicada.
Sua única fada,
a graça do teu seio.
Ganhaste-a com arranques,
e gritos, e suor,
com amor, com ternura,
e Amor e Amor e Amor.
Sebastião da Gama, in Campo Aberto
Porque o A. nasceu ontem.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Wuthering Heights
E como tenho estado a ler O Monte dos Vendavais, lembrei-me da música de Kate Bush, com o mesmo título. Foi o seu single de estreia, corria o ano de 1978.
No entanto, como não vou (muito) à bola com a dita - aqueles falsetes irritam-me solenemente!; deixo-vos com esta versão (deliciosa) das Puppini Sisters
Puppini Sisters -Wuthering Heights
No entanto, como não vou (muito) à bola com a dita - aqueles falsetes irritam-me solenemente!; deixo-vos com esta versão (deliciosa) das Puppini Sisters
Puppini Sisters -Wuthering Heights
quinta-feira, 27 de março de 2008
La Bayadère
E porque tinha de partilhar convosco, um dos meus ballets preferidos: La Bayadère, de Ludwing Minkus, coreografado por Petipa.
Apesar de ser pouco divulgado na Europa Ocidental, faz parte do reportório de qualquer companhia de Leste (soa um pouco a terminologia Guerra Fria, mas não me ocorre nada melhor - adiante!).
É a história de uma bailadeira hindu, ou seja, uma espécie de sacerdotiza, cuja função é dançar para o Deus do templo ao qual pertence, de seu nome Nikiya, e do guerreiro Solor. Estão ambos enamorados um pelo outro, mas tinha de vir alguém para estragar tudo - o grande Brâmane está apaixonado por Nikiya e Solor é prometido pelo Rajá a sua filha, Gamzatti.
E estão lançados os ingredientes essenciais para o desenrolar da trama.
Para já, queria deixar-vos apenas com este trecho, um dos meus preferidos - O Reino das Sombras. Aqui, na versão de Nureyev, com a Ópera de Paris, 1992.
Apesar de ser pouco divulgado na Europa Ocidental, faz parte do reportório de qualquer companhia de Leste (soa um pouco a terminologia Guerra Fria, mas não me ocorre nada melhor - adiante!).
É a história de uma bailadeira hindu, ou seja, uma espécie de sacerdotiza, cuja função é dançar para o Deus do templo ao qual pertence, de seu nome Nikiya, e do guerreiro Solor. Estão ambos enamorados um pelo outro, mas tinha de vir alguém para estragar tudo - o grande Brâmane está apaixonado por Nikiya e Solor é prometido pelo Rajá a sua filha, Gamzatti.
E estão lançados os ingredientes essenciais para o desenrolar da trama.
Para já, queria deixar-vos apenas com este trecho, um dos meus preferidos - O Reino das Sombras. Aqui, na versão de Nureyev, com a Ópera de Paris, 1992.
E para domingo
Está feito. Qual comprar cadeiras para os convivas para o almoço de Domingo, qual quê! Tudo sentadinho nas pilhas de Cd's. Isso sim, é cultura!
Afinal...
a Italiana já chegou. Viva e de saúde. Acompanhada por um Turco e uma Senhora espanhola que canta umas brasileiradas armadas em barrocas. Mais dourados que bronzeados.
Etiquetas:
Bachianas Brasileiras,
Il Turco in Itália,
l'Italiana in Algeri,
Marilyn Horne,
Ópera,
Victoria de Los Angeles
quarta-feira, 26 de março de 2008
A Italiana...
deve continuar a banhos no Mediterrâneo, ou então foi trocada por camelos.
Em alternativa, e porque não havia mais nada, trouxe para casa uma pretensa virgem romana... Espero que não incendeie a casa!
Em alternativa, e porque não havia mais nada, trouxe para casa uma pretensa virgem romana... Espero que não incendeie a casa!
Porta-chaves
Dúvida II
Aquele estardalhaço (s.m. burburinho; ostentação; jactância) todo com as caixas foi:
- Para me assustar;
- Para chamar a atenção;
- Para me ver de outro ângulo?
- Para me assustar;
- Para chamar a atenção;
- Para me ver de outro ângulo?
terça-feira, 25 de março de 2008
E para quem estava admirado
... por ainda não ter posto nenhuma música, pois que chegou a hora!
Embora o Avô gostasse mais de Bing Crosby, devo dizer que gosto muito do tio Frank!
E esta tem o condão de me deixar bem disposto!
Frank Sinatra - You make me feel so young
Espero que também fiquem!
Embora o Avô gostasse mais de Bing Crosby, devo dizer que gosto muito do tio Frank!
E esta tem o condão de me deixar bem disposto!
Frank Sinatra - You make me feel so young
Espero que também fiquem!
segunda-feira, 24 de março de 2008
Da gaveta
II Guerra Mundial. 1944. Cascais. Um paraíso perdido para milhares de europeus, judeus ou não, que fugiam da sua pátria em direcção a Portugal, onde permaneciam até conseguirem o visto de saída, que os permitisse partir para os EUA e não mais voltar.
É já noite sobre a baía. Dentro do quarto do Grand Hotel, a luz azulada e intermitente dos néons da fachada do edifício era a única iluminação.
Irina e Tomislav fumam pausadamente um cigarro, envoltos nos alvos lençóis desalinhados. Irina e Tomislav têm trinta anos e deixaram a Hungria natal, onde se haviam casado há dois anos, fugindo dos Nazis. Em cima da mesa de cabeceira de 3 gavetas, em madeira escura, repousava o revólver de cabo de marfim, que Tomislav havia herdado de seu avô, tenente coronel no exército imperial Austro-húngaro e que agora trazia sempre consigo, sempre na expectativa de afastar o perigo eminente.
Lá fora, o marulhar das ondas na praia trazia para aquele quarto, onde se respirava ansiedade, o cheio a maresia.
Tomislav apagou o cigarro no cinzeiro metálico. – Lembraste-te daquele dia em que me foste buscar ao Ministério? – disse, interrompendo aquele silêncio perturbador. Trazias aquele teu vestido azul pálido e debaixo do braço uma garrafa de vinho, que nos tinham oferecido no nosso aniversário de casamento? E como nos divertimos naquele entardecer, no parque em frente ao Ministério?
Irina sorria, mas não respondeu. Sorria da recordação daquele momento, sorria pelos dois anos de um casamento feliz e outros tantos de namoro. Mas não deixava de sentir um aperto no coração sempre que tomava consciência de que haviam deixado tudo para trás, sem a certeza de conseguir chegar ao destino prometido e continuar a levar para diante a vida plácida que até então tinham.
Medo de nem sequer conseguirem chegar aos Estados Unidos, medo de uma hipotética separação, atendendo à incerteza de conseguirem ou não os vistos…
Irina sabia que a partir da partida da Hungria, tudo seria diferente. Eram refugiados como tantos outros. Dezenas, centenas, milhares. Seria difícil Tomislav conseguir um emprego tão bem remunerado como aquele que tinha no Ministério húngaro. Sabia que tão pouco voltaria a pisar um palco para dançar. Um sonho desfeito. As luzes estavam apagadas. No palco. No quarto. No destino.
Irina afagou o peito de Tomislav e adormeceu.
É já noite sobre a baía. Dentro do quarto do Grand Hotel, a luz azulada e intermitente dos néons da fachada do edifício era a única iluminação.
Irina e Tomislav fumam pausadamente um cigarro, envoltos nos alvos lençóis desalinhados. Irina e Tomislav têm trinta anos e deixaram a Hungria natal, onde se haviam casado há dois anos, fugindo dos Nazis. Em cima da mesa de cabeceira de 3 gavetas, em madeira escura, repousava o revólver de cabo de marfim, que Tomislav havia herdado de seu avô, tenente coronel no exército imperial Austro-húngaro e que agora trazia sempre consigo, sempre na expectativa de afastar o perigo eminente.
Lá fora, o marulhar das ondas na praia trazia para aquele quarto, onde se respirava ansiedade, o cheio a maresia.
Tomislav apagou o cigarro no cinzeiro metálico. – Lembraste-te daquele dia em que me foste buscar ao Ministério? – disse, interrompendo aquele silêncio perturbador. Trazias aquele teu vestido azul pálido e debaixo do braço uma garrafa de vinho, que nos tinham oferecido no nosso aniversário de casamento? E como nos divertimos naquele entardecer, no parque em frente ao Ministério?
Irina sorria, mas não respondeu. Sorria da recordação daquele momento, sorria pelos dois anos de um casamento feliz e outros tantos de namoro. Mas não deixava de sentir um aperto no coração sempre que tomava consciência de que haviam deixado tudo para trás, sem a certeza de conseguir chegar ao destino prometido e continuar a levar para diante a vida plácida que até então tinham.
Medo de nem sequer conseguirem chegar aos Estados Unidos, medo de uma hipotética separação, atendendo à incerteza de conseguirem ou não os vistos…
Irina sabia que a partir da partida da Hungria, tudo seria diferente. Eram refugiados como tantos outros. Dezenas, centenas, milhares. Seria difícil Tomislav conseguir um emprego tão bem remunerado como aquele que tinha no Ministério húngaro. Sabia que tão pouco voltaria a pisar um palco para dançar. Um sonho desfeito. As luzes estavam apagadas. No palco. No quarto. No destino.
Irina afagou o peito de Tomislav e adormeceu.
Os Transportes Públicos
Tenho carta de condução desde os 18 anos (meia dúzia de meses, portanto...), mas nunca gostei de conduzir. Como tal, posso dar-me ao luxo de não conduzir.
Mas como o local de trabalho não fica já ali, não há outro remédio do que ir de transportes públicos. E não me caem os parentes na lama por isso - felizmente posso dar-me também ao luxo de andar de transportes públicos (acerca disso, há uma história curiosa, que um dia contarei).
Até porque nos dias que correm, a rede de transportes públicos melhorou bastante, pelo menos em Lisboa. O metro já não chia como chiava (quem me conta os horrores que se passavam dantes era a Avó, quando vinha a Lisboa às compras - embora preferisse o Porto para as fazer, dizia que as novidades chegavam lá primeiro); os autocarros começam a ser bastante mais confortáveis, à excepção das velhinhas que insistem sempre em passar-nos à frente, abalroando-nos com os seus sacos carregados de compras...
Mas pior espécie é aquela que faz do transporte público a sua casa de banho privada.
Relativamente às senhoras que fazem a sua maquilhagem toda a bordo, do mal o menos. Se fazem o seu número de transformismo à frente de toda a gente, o problema é delas, pois o efeito do DM (depois da maquilhagem) será bastante menor.
Mau mesmo, mas mesmo muito mau, são aquelas pessoas (género indiscrimidado) que insistem em fazer as nails (o anglicismo é propositado!) à frente de toda a gente. E se há coisa que me arrepia... é aquele barulho irritante, que todos nós conhecemos, mas... em casa, fechados na casa de banho!
Será que a ASAE não actua nestas situações, pergunto eu?
Mas como o local de trabalho não fica já ali, não há outro remédio do que ir de transportes públicos. E não me caem os parentes na lama por isso - felizmente posso dar-me também ao luxo de andar de transportes públicos (acerca disso, há uma história curiosa, que um dia contarei).
Até porque nos dias que correm, a rede de transportes públicos melhorou bastante, pelo menos em Lisboa. O metro já não chia como chiava (quem me conta os horrores que se passavam dantes era a Avó, quando vinha a Lisboa às compras - embora preferisse o Porto para as fazer, dizia que as novidades chegavam lá primeiro); os autocarros começam a ser bastante mais confortáveis, à excepção das velhinhas que insistem sempre em passar-nos à frente, abalroando-nos com os seus sacos carregados de compras...
Mas pior espécie é aquela que faz do transporte público a sua casa de banho privada.
Relativamente às senhoras que fazem a sua maquilhagem toda a bordo, do mal o menos. Se fazem o seu número de transformismo à frente de toda a gente, o problema é delas, pois o efeito do DM (depois da maquilhagem) será bastante menor.
Mau mesmo, mas mesmo muito mau, são aquelas pessoas (género indiscrimidado) que insistem em fazer as nails (o anglicismo é propositado!) à frente de toda a gente. E se há coisa que me arrepia... é aquele barulho irritante, que todos nós conhecemos, mas... em casa, fechados na casa de banho!
Será que a ASAE não actua nestas situações, pergunto eu?
domingo, 23 de março de 2008
Souvenir of a Golden Era II
Trata-se de uma reedição, em Cd, com som melhorado, do vinil do disco do mesmo nome.
Dedicado às irmãs Garcia - Pauline Viardot e Maria Malibran, filhas do cantor Manuel Garcia, apresenta o parte do repertório por elas interpretado, na voz de Marilyn Horne, uma das minhas mezzo preferidas.
Norte-americana, o seu lançamento deu-se quando fez a dobragem no filme Carmen Jones, da voz de Dorothy Dandridge. Segundo consta, durante as audições, enquanto todas as outras cantoras levaram a habanera da Carmen, Marilyn preferiu levar uma das árias de Michaela... E ficou com o papel da protagonista!
Também ficou conhecida como a Senhora General, visto ter desempenhado bastantes papéis masculinos.
Ah, para os que acham que só oiço gente morta, devo dizer que ainda está viva, apesar de não cantar!
Dedicado às irmãs Garcia - Pauline Viardot e Maria Malibran, filhas do cantor Manuel Garcia, apresenta o parte do repertório por elas interpretado, na voz de Marilyn Horne, uma das minhas mezzo preferidas.
Norte-americana, o seu lançamento deu-se quando fez a dobragem no filme Carmen Jones, da voz de Dorothy Dandridge. Segundo consta, durante as audições, enquanto todas as outras cantoras levaram a habanera da Carmen, Marilyn preferiu levar uma das árias de Michaela... E ficou com o papel da protagonista!
Também ficou conhecida como a Senhora General, visto ter desempenhado bastantes papéis masculinos.
Ah, para os que acham que só oiço gente morta, devo dizer que ainda está viva, apesar de não cantar!
Souvenir of a Golden Era
Na tarde de Quinta-feira, enquanto toda a funcionalidade pública se amontoava nos Grandes Armazéns do Chiado e após a compra das amêndoas pascais para família e amigos e da busca infrutífera de papel de parede cor de chocolate, fui pela primeira vez à Byblos.
Apesar de já ir de avisado de uma possível desilusão, lá fui.
E de facto foi uma desilusão. Ou pelo menos, nada de extraordinário. Exactamente a mesma oferta que a Fnac e a Bertrand, pelo menos nas áreas pelas quais me interesso.
O pior estava, no entanto, para vir.
Quem me conseguirá explicar - como se fosse muito burro - três dúvidas existenciais que me surgiram:
1º Porque é que fazendo pesquisas por Ballet, a maior parte dos registos que surgiram foram de livros de Isabel Allende? - é por levar dois L L?!?
2º Que raio de categoria é a que eles intitularam de Vida Real?!? Mudaram a CDU e não avisaram ninguém?
3º Porque é que Il divo e Russell Watson estão na secção de Ópera? (nem me atrevo a opinar hipóteses!)
Mas para não dizerem que só digo mal, a grande surpresa estava para vir.
No meio de - literalmente - meia dúzia de títulos, encontro isto:

Sorriso de orelha a orelha, claro está! Ainda não tinha visto em lado nenhum e teve de vir comigo para casa, para ser ouvido em non stop!
João, 20
"1 E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.
2 Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.
3 Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro.
4 E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro.
5 E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou.
6 Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis,
7 E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.
8 Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
9 Porque ainda não sabiam a Escritura, que era necessário que ressuscitasse dentre os mortos.
10 Tornaram, pois, os discípulos para casa.
11 E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro.
12 E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
13 E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.
14 E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.
15 Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.
16 Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer, Mestre).
17 Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
18 Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto.
19 Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.
20 E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.
21 Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
22 E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.
23 Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos."
2 Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.
3 Então Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro.
4 E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro.
5 E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou.
6 Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis,
7 E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.
8 Então entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu.
9 Porque ainda não sabiam a Escritura, que era necessário que ressuscitasse dentre os mortos.
10 Tornaram, pois, os discípulos para casa.
11 E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro.
12 E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
13 E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.
14 E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.
15 Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.
16 Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer, Mestre).
17 Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.
18 Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto.
19 Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco.
20 E, dizendo isto, mostrou-lhes as suas mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.
21 Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
22 E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.
23 Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos."
sábado, 22 de março de 2008
Porque o que é doce nunca amargou II
Pareceu-me ouvir dizer que também vai haver Brigadeirão de chocolate branco... Esse doce tão típico da Páscoa Portuguesa!
sexta-feira, 21 de março de 2008
Por ler
Felizmente, não só de filmes e livros da nossa vida somos feitos. Senão, para onde canalizar o desejo de ainda não ter lido, de ainda não ter visto?
E porque o tempo nunca chega para tudo o queremos e a preguiça por vezes impera, deixo-vos um dos muitos livros que estão na prateleira e que ainda não lhes pus a vista em cima.
O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë. E lembrei-me dele, porque no meio das arrumações na nova casa, passou-me este mesmo livro pelas mãos. Além disso, é o livro preferido de uma grande amiga. Segundo ela: "O melhor para as noites difíceis..."
E quer-me parecer que esta vai ser uma delas...
E porque o tempo nunca chega para tudo o queremos e a preguiça por vezes impera, deixo-vos um dos muitos livros que estão na prateleira e que ainda não lhes pus a vista em cima.
O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë. E lembrei-me dele, porque no meio das arrumações na nova casa, passou-me este mesmo livro pelas mãos. Além disso, é o livro preferido de uma grande amiga. Segundo ela: "O melhor para as noites difíceis..."
E quer-me parecer que esta vai ser uma delas...
quinta-feira, 20 de março de 2008
E como o doce nunca amargou...
Lembrei-me agora: será que a Mãe se vai lembrar de fazer para Domingo de Páscoa o habitual Toucinho do Céu com amêndoas da Páscoa?
Melodia Matinal - Amêndoa amarga
Hoje acordei com esta música da Amália na cabeça:
Amêndoa Amarga
Por ti falo e ninguém pensa,
Mas eu digo minha amêndoa, meu amigo, meu irmão,
Meu tropel de ternura, minha casa,
Meu jardim de carência, minha asa.
Por ti vivo e ninguém pensa,
Mas eu sigo em caminho de silvas e de nardos,
Uma intensa ternura que persigo
Rodeada de cardos por tantos lados.
Por ti morro e ninguém sabe,
Mas eu espero o teu corpo que sabe a madrugada,
O teu corpo que sabe a desespero
Ó minha amarga amêndoa desejada.
(letra de José Carlos Ary dos Santos)
Amêndoa Amarga
Por ti falo e ninguém pensa,
Mas eu digo minha amêndoa, meu amigo, meu irmão,
Meu tropel de ternura, minha casa,
Meu jardim de carência, minha asa.
Por ti vivo e ninguém pensa,
Mas eu sigo em caminho de silvas e de nardos,
Uma intensa ternura que persigo
Rodeada de cardos por tantos lados.
Por ti morro e ninguém sabe,
Mas eu espero o teu corpo que sabe a madrugada,
O teu corpo que sabe a desespero
Ó minha amarga amêndoa desejada.
(letra de José Carlos Ary dos Santos)
quarta-feira, 19 de março de 2008
What happened to...
Virginia Wolf, já toda a gente viu a peça, o filme, ou leu o livro (se não fez nenhuma das três, ao menos que tenha ouvido falar!);
Madalena Iglésias, toda a gente sabe que está viva e de saúde - até esteve no concerto dos 50 anos de carreira da Simone de Oliveira.
Esta rúbrica vai servir para nos lembrarmo-nos de pessoas boomerang: assim como tão depressa apareceram, assim tão depressa desapareceram. E que sempre me fizeram espécie (expressão que adoro!)
E para começar...
What happened to... Kina?!?
Lembram-se dela? Aceitam-se alvíssaras!
Madalena Iglésias, toda a gente sabe que está viva e de saúde - até esteve no concerto dos 50 anos de carreira da Simone de Oliveira.
Esta rúbrica vai servir para nos lembrarmo-nos de pessoas boomerang: assim como tão depressa apareceram, assim tão depressa desapareceram. E que sempre me fizeram espécie (expressão que adoro!)
E para começar...
What happened to... Kina?!?
Lembram-se dela? Aceitam-se alvíssaras!
E tudo o vento levou
O filme que primeiro teria de falar é, sem dúvida, este. Este é clássico por excelência.
Desde que me conheço, este foi sempre o meu filme fetish. Enredo, banda sonora, décor, guarda-roupa...
Queria mostrar aquela que era uma das minhas sequências preferidas - o garden party inicial, onde Scarlett se encontra rodeada de vários pretendentes, flirtando aqui e ali, dominando por completo os pobres coitados, mas não a encontrei.
Até que, anos mais tarde, percebi que pior do que não se ser correspondido, é não se puder corresponder.
Fiquemos, pois, com o trailer.
Desde que me conheço, este foi sempre o meu filme fetish. Enredo, banda sonora, décor, guarda-roupa...
Queria mostrar aquela que era uma das minhas sequências preferidas - o garden party inicial, onde Scarlett se encontra rodeada de vários pretendentes, flirtando aqui e ali, dominando por completo os pobres coitados, mas não a encontrei.
Até que, anos mais tarde, percebi que pior do que não se ser correspondido, é não se puder corresponder.
Fiquemos, pois, com o trailer.
Ainda o blog
A idéia de um blog barra blogue barra blóguio perseguia-me há bastante tempo. Anos, diria, ainda que poucos. Cheguei a criar um, mas nunca postei lá nada. Ainda agora não estou seguro que caminho tomarei. Mas a pedido de várias famílias, cá vai!
Geralmente, o mais difícil é o nome. Este surgiu em conversa cibernáutica com a Teresa. E nem a propósito. Uma das mais famosas frases da história do cinema, de um dos meus filmes preferidos, um sítio onde queremos estar.
Já a morada foi sugerida pelo David; não me estava a agradar a ideia de ter algo como we''ll alway shave paris. É que Paris tem demasiada gente para barbear e parece-me que a Hilton deve ter feito depilação definitiva...
Geralmente, o mais difícil é o nome. Este surgiu em conversa cibernáutica com a Teresa. E nem a propósito. Uma das mais famosas frases da história do cinema, de um dos meus filmes preferidos, um sítio onde queremos estar.
Já a morada foi sugerida pelo David; não me estava a agradar a ideia de ter algo como we''ll alway shave paris. É que Paris tem demasiada gente para barbear e parece-me que a Hilton deve ter feito depilação definitiva...
We'll always have Paris
Porque todos precisamos de um local onde nos encontrar.
Porque todos precisamos de um local onde nos reencontrar.
É aqui que guardamos os nossos sonhos, os nossos amigos, as nossas músicas, os nossos livros, os nossos risos e as nossas lágrimas.
Sejam bem vindos a We'll always have Paris. Que este seja também o vosso lugar!
Porque todos precisamos de um local onde nos reencontrar.
É aqui que guardamos os nossos sonhos, os nossos amigos, as nossas músicas, os nossos livros, os nossos risos e as nossas lágrimas.
Sejam bem vindos a We'll always have Paris. Que este seja também o vosso lugar!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



