quarta-feira, 30 de abril de 2008

Distracções

Um dos bons hábitos que adquiri recentemente, foi o de "ir ao pão". Isto quer dizer que tenho uma padaria mesmo ao lado de casa. Além do pão ser (muito) bom, a senhora ser simpática, cheirar a pão e a bolos frescos, é a sensação de pertença ao espaço envolvente.

Ontem, a meio da tarde, decidi ir abastecer-me. Feriado e tal, e lá vou eu ao pão. Aproveitei para ir ao multibanco - digamos que fui a 5 caixas (sim, além de padaria, tenho pelo menos 5 caixas multibanco num raio de 200 m) e nenhuma delas me deixou ver o extracto! Adiante!

E lá voltei eu para casa, com um pão debaixo do braço, literalmente, embrulhado em papel. Não é bem papel pardo, mas sempre é mais ecológico que o saquinho de plástico. E mais bonito também.

Entretanto, passou-se uma hora, quando de repente olho para baixo e reparo algo branco a sair-me da camisola...

Fui ver. Era a etiqueta!

Conclusão: fui para a rua com a camisola vestida ao contrário! Dizem que é presente. Pois, pois, é mas é o alzheimer a chegar mais cedo!

terça-feira, 29 de abril de 2008

O abraço


Stocletfries : Die Erfüllung
Ano: 1905 - 09
194 x 121 cm

Viena, Secession
(Gosto particularmente do título em inglês : The fullfilment - diz tudo, não é?)

Da Gaveta II

Perdido por entre as silvas do meu devir,
Procuro as cinzas dos que nos devoraram
Em outros tantos autos de fé.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Aimée & Jaguar

A M. - a nossa espia inglesa num cabaret Berlinense - falou em recordações.

Não posso precisar o ano em que foi, depois de 1999 seguramente. Eu, a M., a A. e a N. fomos ver aquele que se tornaria um dos meus filmes de eleição de sempre.

A N. tinha estado na Bélgica, no programa Erasmus e quando a M. e a A. a foram visitar, havia cartazes deste filme por todos os lados.

Aimée & Jaguar , de Max Färberbock conta-nos a história de amor, baseada em factos verídicos, de uma alemã e uma judia, na Alemanha de Hitler.

É um filme de uma beleza extrema, desde a banda sonora, guarda-roupa, cenografia, fotografia... E a história desse amor.

Se outros filmes já nos doem, por terem como cenário o Holocausto, este dói-nos ainda mais, porque é impossível ficar indiferente.

Para ficarem com uma idéia, aqui fica o trailler. Que felizmente tem a terrífica cena do piano a arder (diz tudo, não diz?).





Felizmente, passados alguns anos, consequi adquirir o filme, pois cá em Portugal não se encontrava de todo. Tenho a versão legendada em francês. Ironias.

Cascais

Este fim-de-semana estive em Cascais.
Sol, esplanada, leituras. O tempo ajudou.

Uma pequena feira do Livro, no Largo Visconde da Luz, junto do Chafariz. Comprei um livro, relacionado com trabalho. De uma senhora com quem costumo almoçar. Quer dizer, partilhamos o mesmo espaço à hora das refeições. É quase a mesma coisa...

Não fazia idéia que tinha escrito. Talvez um dia lhe peça um autógrafo. Se achar que o livro merece.

Amizade

M.:

Porque fizeste anos;
Porque estiveste em Berlim;
Porque foi a primeira vez que aqui comentaste;
Porque a amizade não tem barreiras;

Fica com esta música de um Cd que ouvímos até à exaustão, quando tínhamos 20 anos.

Zarah Leander - Nur Nichtaus Liebe

sexta-feira, 25 de abril de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Alguém quer Charcada?

Ontem houve jantar lá em casa, de improviso e sobrou imeeeeeeeeeeeeeeensa Charcada.

Enjoadinhos!

Eu não me importava de comer tudo sozinho, a linha é que não deixa...

Boas notícias

Acabei de receber um telefonema que me deixou muito contente. Já estava à espera há uns tantos meses. Parece que é desta que vai para a frente!

Deo Gratias

terça-feira, 22 de abril de 2008

Ainda Anna Bolena



Apesar de pouco se ver na foto, o vestido usado por Maria Callas usado na produção de Anna Bolena do Scala de Milão, em 1957 era azul. Azul porque significa Realeza. O vestido usado por Simionnato, que encarnava a personagem de Jane Seymour (não, não é a Drª. Quinn) era encarnado, a cor da sensualidade.

Ao contrário de grande parte das cantoras que, para estudar a personagem leram tudo quanto há escrito acerca da figura histórica, diz-se que Callas terá construído a sua a partir de um único dado: o facto de ser Rainha. E assim comportar-se como tal.

domingo, 20 de abril de 2008

A mulher de 30 anos

É o que estou a ler neste momento. Estou a gostar, apesar de algumas divagações filosóficas sobre a mulher, o amor... mais um que vem ensinar às massas, o que não tenho paciência. Tirando isso, estou a gostar.



No entanto, tive uma pequena dúvida logo ao início, devido a esta frase:



"Parecia sentir-se orgulhoso da filha e saboreava, talvez mais do que ela, os olhares lançados pelos curiosos para os minúsculos pés da jovem, calçados com botinas cor de pulga (...)"



Cor de pulga?!? Cor-de-burro-quando-foge ou Cor-de-pêlo-de-rato eu sei o que é. Agora de pulga?!? E serão amestradas?

Anna Bolena


E como ultimamente tenho andado a ouvir as Rainhas (a quem nos dirigimos por Vossa Magestade), aqui fica a que perdeu a cabeça. Anna Bolena de Donizetti. Não, não é a scena de la pazzia. É o final do 1º acto.
Ah! segnata è la mia sorte, se mi accusa chi condanna. É o momento em que Anna Bolena acaba de conhecer o seu destino. Sempre gostei de ensembles. E este tem um fulgor...

Esta é a gravação ao vivo, do Scala, com Maria Callas, Giulietta Simionato e Nicola Rossi-Lemeni. Maestro Gianandrea Gavezzeni.

Maria Callas - Ah! segnata è la mia sorte

Diga lá, Excelência

Na sexta-feira pediram-me lume. Trataram-me por Vossa Excelência. Esse não é o tratamento destinado a Presidente da República, Ministros (primeiros ou não) e a Embaixadores?!?

Cá por mim prefiro que me continuem a tratar por Menino.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Soldado Desconhecido

Não se trata do soldado desconhecido, mas sim do ilustre desconhecido. Todos nós já passámos por situações destas. Comigo acontece-me frequentemente. Mas desta vez consegue irritar-me solenemente.
Há seguramente mais de um mês, que vejo quase diariamente uma cara, que tenho quase a certeza que a conheço de algum lado. Acontece que passado mais de um mês, ainda não consegui perceber quem é a criatura, nem de onde a conheço. Isto acontece porque tenho uma óptima memória visual, mas fica-se por aí. Uma coisa é certa. Eu conheço a cara. Mas não sei de onde! O que me deixa frustradíssimo, porque já tentei todos os subterfúgios para conseguir perceber quem é: desde imaginar a pessoa em questão mais nova; mais gorda, mais magra, loura em vez de morena, enfim, uma panóplia infindável de hipóteses... Sem qualquer resultado!
O mais curioso nesta história, é que sinto por parte da outra pessoa exactamente o mesmo. Já por várias vezes os olhares se cruzaram e percebo que sou, de certa forma reconhecido. Não há propriamente o esboço de sorriso, mas um qualquer entendimento que me escapa. O que me faz sentir ainda pior, pois temo estar a passar por um grandessíssimo malcriado. Qualquer dia ganho coragem e abordo-o: “Porventura já não teremos sido apresentados?”. Ou então que se faça luz nesta cabeça!

Chuva

Porque é que sempre que saio com a minha afilhada, tem de chover? A potes, entenda-se.
Hoje já não estou com ela. Podia parar de chover, não?

quinta-feira, 17 de abril de 2008

New York, New York

Esta semana tem passado a correr e eu com pouca disponibilidade para postar. Daqui a pouco vou jantar com a minha afilhada (que é mais velha que eu, é bom que se saiba! - e sim, é de baptismo!). Por isso, deixo-vos com aquela que poderia ser a nossa música. Ainda para mais, tem o nome da sua cidade preferida.
Claro, na voz do Tio Frank!

Frank Sinatra - New York, New York

quarta-feira, 16 de abril de 2008

La Bayadère II

A 1ª cena do Acto I passa-se no exterior de um templo hindu.

Solor espera encontrar a amada Nikiya e por isso, espera por ela, ao longe.
Nikiya dança junto ao fogo sagrado, ao pé do mesmo o Grande Sacerdote tenta demonstrar o seu amor, mas é rejeitado.
Nikiya deixa o templo e encontra-se com Solor. Os dois juram fidelidade, perante o olhar discreto do Grande Brâmane, que jura vingar-se.


Aqui, a variação de Nikiya, junto ao fogo sagrado, com Isabelle Guèrin, Ópera de Paris


terça-feira, 15 de abril de 2008

domingo, 13 de abril de 2008

Estrella Morente - Auditório dos Oceanos

Não conheci a artista pelo Volver, de Almodóvar. Antes disso, já a L., aficionada como é por flamenco, já me tinha falado desta cantaora. Tudo porque o seu segundo álbum (Calle del Aire) é um álbum de música de Natal. E como gosto bastante dessa época do ano...

Nunca tinha sido fã de flamenco. E penso que ainda não sou. Por enquanto.

Mas sou certamente fã de Estrella Morente.

Sem tiques de vedeta - usou o mesmo vestido com que se apresentara em Junho de 2007, no CCB; uma interpretação sentida e brilhante, que ninguém poderia supor os seus apenas 26 anos; o companheirismo e humildade com que tratou os restantes músicos; a reverência com que nos quis cantar a Canção do Mar - melhor cantada que pela cantora original, sem pejo de mostrar que não sabia a letra; a candura com que no final reparou na beleza da iluminação da sala, que parecia um céu estrelado.

Em duas horas, passei pelas lágrimas - Nostalgias, desta vez sem piano; ao riso, pelo salero de Estrella - esperamos que da próxima baile ainda mais!

E que cante este poema, com que novamente nos brindou, no seu próximo álbum.


“LA ESTRELLA”
Si yo encontrara la estrella
Que me guiara
Yo la metería muy dentro de mi pecho
Y la venerara
Si encontrara el camino que me alumbrara.
Como relámpago de fuego fuiste
que en mi sentimientos entraste
dejaste encendido el fuego
y entre llamas me dejaste.
Estrella llévame a un mundo,
Con más verdades, con menos odio,
Con más clemencias y más piedades.
Remontaremos las nubes negras
Que nos engañan, que nos acechan
Abriremos un mundo nuevo,
Sin fusiles ni veneno.
Si yo encontrara la estrella
Que me guiara
Yo la metería muy dentro de mi pecho
Y la venerara
Si encontrara el camino que me alumbrara.
Estrella si te encontrara
Me darías tu la fuerza
Que necesito para vivir, en este mundo,
De confusiones, de misiles y de ladrones.
Yo también te llevaría por caminos y por montes
Montes que alumbran
Campos de amores, campos de luz de corazones.
Si yo encontrara la estrella
Que me guiara
Yo la metería muy dentro de mi pecho
Y la venerara
Si encontrara el camino que me alumbrara.

sábado, 12 de abril de 2008

Volver


Voltarei mais logo. Ou amanhã, depende do estado de espírito.

É já hoje que a vou ver e ouvir.
Deixo-vos com Volver. Um tango de Gardel (que mais tarde aqui porei), transformado em flamengo.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Por ler

Acabei o Monte dos Vendavais. Sim, prendeu-me a atenção. Sim, gostei.

Mas desenganem-se. Não chorei baba e ranho. Era suposto? Temos pena. Não criei a menor simpatia por Catherine e Heatcliff. Diria quase que foi um alívio terem morrido.

Gostaria era de saber o que se passava na cabeça da Emily, pra ter escrito o escreveu, daquela forma.

O tempo que faz II

Hoje há para todos os gostos. Faz chuva e faz sol.
Estão as bruxas a pentearem-se e a comer pão mole.
Vá-se lá a saber porquê! (Tenho para mim que é mesmo só para rimar...)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Amélia Rey Colaço

Descobri que eu estou para a cozinha, como a Amélia Rey Colaço para o Teatro.

Não, não estou a querer dizer que sou um génio na cozinha.

Simplesmente a Senhora incendiava teatros. Eu arranjo sempre maneira de estalar pratos de forno. Já lhes perdi a conta. E acontece sempre quando estão no forno, portanto não se coloca a hipótese das diferenças de temperatura! Todos de marcas diferentes, materiais diferentes.

Já desabafei!

PS: o bacalhau com vidros devia estar bom.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Indexação

Acho que tenho mais etiquetas do que posts...

O blog pode não ser bom, mas ao menos está organizadinho!

Aprendam comigo indexação, senhores bibliotecários!

What happened to... II

Apesar de não sabermos o que aconteceu a Kina (e pelos vistos ninguém), há quem esteja preocupado. Nomeadamente, alguém do Ministério da Saúde, que apareceu cá a perguntar pela estilista Kina que desapareceu.

Pergunto eu, estaria em algum hospital psiquiátrico e terá fugido?

Enquanto não temos mais informações sobre a Kina, deixo-vos com...
Cristina Caras-Lindas... Lembram-se dela? What happened to Cristina Caras Lindas?

Non ho l'età

Enviaram-me por mail o vídeo desta música, cantada por Gigliola Cinquetti, vencedora do Festival da Canção, em 1964.
Já conhecia a música, mas não o vídeo. E só reparei com atenção na letra agora.

Non ho l'età (Mario Panzeri / Nicola Salerno)

Non ho l'età, non ho l'età per amarti
Non ho l'età per uscire solo con te
E non avrei, non avrei nulla di dirti
Perché tu sai molte più cose di me

Lascio ch'io viva amore romantico
Nell'attesa che venga quel giorno
Ma ora no

Non ho l'età, non ho l'età
Per amarti, non ho l'età
Per uscire solo con te
Se tu vorrai, se tu vorrai aspettarmi
Quel giorno avrai tutto il mio amore per te

Lascia ch'io viva un amore romantico
Nell'attesa che venga quel giorno
Ma ore no

Non ho l'età, non ho l'età
Per amarti, non ho l'età
Per uscire solo con te
Se tu vorrai, se tu vorrai aspettarmi
Quel giorno avrai tutto il mio amore per te


Eu não tinha 16 anos, como a Gigliola Cinquetti tinha quando cantou esta música. Teria talvez uns 20. Hoje, com 28, ao perceber o que, de facto, esta canção dizia, senti um nó. Porque não quis esperar-me.


Gigliola Cinquetti - Non ho l'età

(Claro está que quem pôs a música no imeem... foi a Teresa...)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

As primas Grisi

Carlotta e Giulia. A primeira nasceu em 1819, a segunda em 1811. Triunfaram ambas no palco. Carlotta como bailarina, Giulia como cantora lírica.


Carlotta debutou em Londres, ao lado de Jules Perrot (o coreógrafo de A Bela Adormecida) e desde logo alcançou grande sucesso. Foi ela quem estreou Giselle, possivelmente o bailado mais conhecido da História. Foi em 1841, em Paris, no Teatro da Academia Real de Música. Entre 1850 e 1853, foi a prima ballerina dos Teatros Imperiais da Rússia. Morreu na Suiça, em 1899.
Giulia debutou em Bologna, no papel de Emma, na Zelmira de Rossini. Foi ela quem estreou a Norma de Bellini, embora no papel de Adalgisa, ao lado de Giuditta Pasta. Morreu em Berlim, em 1869.

Atendimento

Num país onde a má língua impera e numa cidade onde tudo se sabe, prefiro ir contra a corrente.

Na passada sexta feira fui, mais uma vez, à area. (que eu teimosamente continuo a chamar habitat). Como mudei de casa recentemente, as idas têm sido mais frequentes. E chego sempre à conclusão que é sempre um prazer lá ir, porque os funcionários (não gosto da palavra empregados, já lá vai a acepção marxista da História) são deveras simpáticos, prestáveis e educados. Sei que não fazem mais do que a sua obrigação, acontece é que estamos tão mal habituados com o mau atendimento em muitas zonas comerciais, seja de comércio tradicional ou não, que quando somos bem atendidos até estranhamos.

Neste caso, tive consciência que estava a ser um pouco chato - pedi para me mostrar o tamanho de uma fronha, que estava embalada. (As minhas compras e os meus dilemas decorativos não vos devem interessar para nada, por isso adiante).

E a funcionária lá cedeu a todos os caprichos, respondeu às minhas dúvidas e sempre de sorriso nos lábios. E estava a ser sincera, percebia-se.

Esta não foi a primeira vez que isso aconteceu. Ultimamente, das últimas vezes que lá fui, reparei comigo a conversar alegremente com outra funcionária. Eu, que apenas digo bom dia quando entro e apenas o indispensável!

A primeira vez que me apercebi da simpatia deste atendimento, foi já há alguns anos atrás. Na altura, procurava um prato para bolos, com pé. Não tinham, só passado uns cinco anos é que começaram a ter. No entanto, o funcionário que na altura me atendeu, deve-me ter dado a listagem de todas as lojas do mesmo centro comercial onde eventualmente poderia existir o tal objecto. Foi tão prestável que, quando cheguei ao pé da C., que me acompanhava nesse dia, mas tinha ficado um pouca afastada, só me perguntou:"- E o número de telefone, não deu? É que só faltou!"

domingo, 6 de abril de 2008

Canção do Engate

E como eu e a Teresa tivemos a mesma idéia de banda sonora para o post anterior (e porque também este blog vive da interacção com o mundo), aqui fica:


António Variações - Canção do Engate

Noite

Saí para dançar, como já algum tempo não saía.
As caras de sempre, outras de outros lugares.
Outras, novas. Por enquanto.
Em todas, a mesma expressão.
A estampa do desejo.
O desejo que essa noite seja diferente.
O desejo de não se ir só para casa.

Não fiquei para o fim. Deve-se sair quando a festa está no auge. E para não se ver a desilusão estampada nos mesmos rostos.

Ouvido na Rua III

"Em 1340 foi quando Portugal atingiu o seu auge económico, devido às exportações para a Índia."

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Três Lágrimas

E como uma lamechice não vem só e como falei dos 15 anos, lembrei-me desta música:

Três Lágrimas - Eliseth Cardoso

A Insustentável Leveza do Ser

Devia ter uns quinze anos quando li este livro, talvez um pouco menos. Foi por influência da M., que ainda não tem blog (mas há-de ter, se até eu já tenho!). Lá em casa nunca me censuraram nenhuma leitura - o acesso à biblioteca era livre. Quanto muito, perguntava a opinião da Mãe, que por regra já tinha lido todos os livros.

Tenho uma péssima memória. Tenho imensa dificuldade em decorar os nomes das personagens. Passado um tempo depois de terminar a leitura já não me lembro do enredo e, se for preciso, passado ainda mais tempo nem me lembro que o li.

Talvez porque tinha 15 anos e o amor era algo insuspeitável, fiquei com esta frase.

"Amar é partilhar o sono."

Volvidos todos estes anos, regresso aos 15. Porque poucas coisas existem melhores que dormir abraçado.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Informação

Os jarros floriram na jarra.

O tempo que faz

Há três dias vesti o blazer de cachemira e não tive calor.
Hoje, se tivesse vestido o de linho, já teria!

Parentes na Lama


© Teatro Nacional de São Carlos

A propósito disto, lembrei-me de uma petit histoire que me contaram há alguns anos atrás.
Passou-se numa soirée em S. Carlos, no século XIX, entre duas damas da mais alta aristocracia portuguesa: a Senhora X, uma das primeiras figuras da corte portuguesa e a Senhora Y, sua prima (afastada), igualmente impregnada de pergaminhos, mas cuja fortuna estava já em claro declínio. A primeira assiste à récita do seu faustoso camarote, ao passo que a segunda se encontra nos galinheiros.
No intervalo, a Senhora X dirige-se à Srª Y.
“- Mas prima, porque há-de estar ali, tão desconfortável, não nos quer dar o prazer da sua companhia?”
Ao que a Senhora Y responde:
“- Agradeço-lhe imenso a sua bondade, mas a Prima saberá melhor que ninguém, que eu tanto posso estar num lugar como noutro, ao passo que a Prima só pode estar onde está”.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Estrella



Faltam 10 dias para a voltar a ver e ouvir. Iniciou-se a contagem decrescente!

Choque ou inveja?

Hoje à tarde fui passear com a Mãe, que me veio visitar com o Pai. Andamos muitas vezes de braço dado, ou abraçados. Hoje fui assim. Regressávamos a casa, a Mãe tinha comprado um livro. Eu com o braço por cima dos ombros dela. Ela com o braço pela minha cintura.
Eis se não quando, uma senhora para os seus setenta e poucos anos, estaca diante de nós: "- E já? Parabéns!"
Pois é. Parece que não posso passear mais com a Mãe de braço dado aqui nas redondezas, correndo o risco de parecermos um casal com uma grande diferença de idade. Sobretudo se a mulher é mais velha!
Só não percebi se foi choque ou inveja.

E agora imaginem como será, quando me virem passear com a Avó!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Ne me quitte pas

Esta é uma das minhas músicas preferidas. Tenho em várias versões, por diferentes cantores, em várias línguas. Fica aqui, para já, a versão original.

Acerca dela, lembro-me de uma amiga ter ficado admirada por ter sido escrita por um homem. Não conseguia compreender como podia um homem ter escrito algo tão submisso como:

"Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
"

Jacques Brel - Ne me quitte pas

As mais loucas pesquisas do Mundo

Deve ser por ser dia 1 de Abril, dia das mentiras. Houve quem aqui chegasse à procura de senhoras espanholas que queira (SIC) corresponder. Lamento. Senhoras espanholas, só me lembro da M., casada com o F., que foi colega do Pai. Parece-me que deixaram Barcelona e foram viver para uma herdade na Costa Rica. E sempre há a avó da R., que nunca conheci. Assim de repente, não me lembro de mais nenhuma senhora espanhola. Há sempre a Sarita Montiel, mas não a conheço pessoalmente. Ou então tem o Café Montiel, na Covilhã. Espero ter ajudado nalguma coisinha!