sábado, 31 de maio de 2008

Piroseira familiar

Ufa! Estou mais descansado! O meu irmão consegue ser mais piroso que eu! Acabou de me ligar. Não vai ver Madonna, mas Bon Jovi, ao Rock in Rio. Com 35 anos, é obra! Bem, só me resta dizer: "Leave Amy alone!" - o que foi aquilo ontem?

Sticky and Sweet Tour

(Obrigado D. e P., pelo tempo de espera na fila!)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Lilás

Quando começa a primavera e na sequência habitual da crónica anual de Vasco Pulido Valente, vários blogs chamam a atenção para o florescimento dos jacarandás. Lembro-me, da minha infância, de certa praça cheia deles, onde hoje existe apenas pedra e betão.

Mas não são deles que mais me recordo, mas sim das buganvílias. Essas sim, são a minha paixão.

No terraço de casa dos meus avós, era vê-la crescer ao centro, debruçada sobre o mar. À sua volta, as mulheres da Casa e por quem lá passava, sentava-se à sua sombra, nas tardinhas de verão, de volta dos seus lavoures. E permanece lá, nos nas fotos antigas que recheiam os álbuns de memórias.

Dessa buganvília, levaram-se novos rebentos para a quinta, que crescem desordenadamente, sem se prestar grande atenção.
Hoje, à tardinha, ao vir para casa, encontrei uma, num pardim privado aqui mesmo ao lado. Lá estava ela, florida. É verão, mesmo sem o sabermos.



Jardim do Palácio e Quinta do Álamo, Alter do Chão : Pormenor. Verão de 2007

Vivaldi - Concerto nº 2, Verão, II Andamento, Adágio

quarta-feira, 28 de maio de 2008

sábado, 24 de maio de 2008

Canadianas

Já não nos bastava uma pirosa,

como ainda temos de levar com outra?
O que vale, é que esta não canta. Mas quando abre a boca...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Da Gratidão

A gratidão é, porventura, um dos sentimentos que mais enalteço. Pode parecer antiquado, um pouco pretensioso, até mesmo snob. Mas talvez pela raridade com que a sentimos nos outros (e até mesmo em nós próprios).

Foi com agradável surpresa que este disco que me veio parar às mãos. Tinha ajudado o P., um dia inteiro, num trabalho que precisava. A mim, não me custou nada: além de ser algo que estou mais do que habituado a fazer, deu-me imenso gozo: o resultado final foi bastante compensador e sabe sempre bem ajudarmos os amigos.

Por isso, nem sequer estava à espera que o P., na semana seguinte, me aparecesse com um presente. A minha ajuda, no meu entender, não era merecedora de tal obséquio.

Além de eu ser facílimo de ser presenteado, acresce o facto do P. conhecer bem a minha paixão por Tchaikovsky e de partilhar comigo o gosto de música clássica, não tão comum quanto isso na nossa geração. Já me havia oferecido o Concerto para Piano nº1, com Horowitz e Toscanini (um dos seus maestros preferidos) e um pungente Romeo e Julieta, pelo maestro Kurt Sanderling, até então desconhecido para mim.

1812 foi escrita para as comemorações do 70º aniversario da vitória Russa contra a França napoleónica, na batalha de Borodino, em 1812. Por isso, é possível descobrir parte da melodia do hino francês.

No entanto, o ponto alto desta gravação de 1958, reeditada pela Decca (é impressão minha ou a Decca está a reeditar imensas gravações históricas) é o facto ser a primeira gravação onde se utiliza um verdadeiro canhão (neste caso um canhão de bronze de origem francesa, de 1775 e por isso, contemporâneo da batalha de Borodino) e um verdadeiro carrilhão. Geralmente em salas de concerto são substituídos por tímbanos e pelo órgão.

Se quiserem ouvir mesmo os disparos do canhão, vão ter de ouvir quase até ao fim...

terça-feira, 20 de maio de 2008

Os rebanhos

Finalmente, acabei de montar a estante que vieram hoje entregar. Estava a ver que não! Não foi o dia inteiro, mas quase. Tenho os dedos que nem posso. Que tal para a próxima pedir também o serviço de montagem?!? É o que dá ter a mania que se gosta de bricolagem... E tudo seria mais fácil, se não tivesse partido a aparafusadora eléctrica logo no início da montagem. Mas adiante!*

Que maravilha é passar uma tarde em casa, com o televisor sintonizado nos canais nacionais! O auge deve ter sido quando algumas pessoas se manifestavam por não terem bilhetes para assistir aos treinos da selecção, em Viseu.

E contra os aumentos sucessivos e descarados do preço dos combustíveis, ninguém? E isto a propósito da conversa que tive ontem com o pai, acerca destes assuntos. "- Se fosse noutros tempos, já haveria manifestações contra estes aumentos."

Pelos vistos, deve andar toda a gente de barriga cheia. E ainda bem. Depois, não se venham queixar. Como dizia a bisavó A."O povo é como as ovelhas, esquece depressa!".
Mas sobre a memória, falarei um outro dia.

* Foi uma peça que se partiu. Tive o trabalho de a desmontar para ver o que se passava. Ainda bem que estava partida, sem remédio algum, porque duvido que a fosse capaz de a montar novamente!

Ne me quitte pas VI

E como a Teresa tanto pediu (para não postar, mas isso não vem ao caso!), que aí vai.
Dame Shirley Bassey (1937- eu-acho-que-já-está-morta-mas-ninguém-a-avisou). Cantou 3 temas dos filmes do James Bond (até agora a única repetente) e deve ser a cantora que mais gravou até hoje, sobretudo temas que não são seus originais. Além disso, está quase tão branca como o Michael Jackson, sem ter recorrido a plásticas - achamos que é só da base.
Esta versão, curiosamente e agora que penso nisso, devo tê-la ouvido uns 3 meses antes de ter conhecido a de Scott Walker, através do B., fã incondicional, ainda mais que o meu pai (não goze Teresa, já é trauma suficiente ter um pai que goste de DSB, quanto mais ser gozado por isso!).
Por isso, aqui fica,
(Teresa: respire fundo. Eu compenso-a para a próxima. Vai ouvir algo que nunca ouviu. E consegue ser tão precioso quanto esta versão!)

Cartas a uma ditadura



Fui ver este documentário na semana que passou. Cinema Londres, 20 horas da noite. É das minhas horas preferidas para ir ao cinema. Geralmente está pouca gente e é uma hora simpática: saímos do trabalho, damos uma voltinha, lanchamos e lá vamos nós. E com isto tudo ainda se chega a casa cedinho, para se tratar do que há a tratar-se.

Confesso que ficou um pouco aquém do que esperava. As imagens de arquivo muito bem escolhidas, tal como a banda sonora. Mas os testemunhos deixaram um pouco a desejar. Não pelas poucas senhoras que acederam falar, mas sobretudo pelo pouco que acrescentaram. O que demostra, a meu entender, o desconforto que persiste em falar abertamente de um pretenso apoio à ditadura. Como se esse apoio pudesse ser considerado colaboracionismo. Poderá ser assim entendido? Não o creio.


segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ia eu na rua, já noite, ter com amigos para tomar café (um daqueles hábitos que, infelizmente, nos últimos tempos, perdi) quando avisto dois Elders. Nada contra, tirando o facto de não estarmos propriamente com tempo e, sobretudo, paciência.
No entanto, perante o ar categórico e rude com que senhora que passeava de braço dado com o marido lhes ofereceu, pensei de mim para mim, que essa não poderá ser a atitude mais correcta.

Possivelmente, este de mim para mim não terá sido tão de mim para mim. Nem um minuto passou e já eu era a próxima vítima. Ao contrário do costume, coloquei o meu melhor sorriso na cara, instigado pela senhora rude que deixei para trás.

A conversa durou pouco. Pedi para me acompanharem, visto já estar atrasado. Penso ter falado mais do que ouvi. Que apesar de ter sido educado na fé católica, que acreditava num maior ecumenismo religioso. Porque a fé, tal qual como a sinto, não pode estar contrangida a qualquer Igreja - cristã ou não. Que tinha amigos que professavam outras religiões. E sim, que conhecia bem a Igreja que seguiam - um antigo vizinho de meus pais, que era bispo e a soleira da sua porta tranformada em music-hall com cânticos natalícios e pelo excelente trabalho desenvolvido a nível de preservação das fontes primordiais no que respeita à Genealogia.

Não quis aceitar a Bíblia comentada, que me queriam oferecer. Quem me conhece, sabe que não aceito facilmente os presentes que me queiram oferecer - sinto que os tenho de merecer.

No entanto, naquela noite, senti-me mais perto de Cristo. Porque bastaram dois minutos do meu tempo para certamente tornar duas almas mais felizes, por terem podido cumprir a sua missão-

E tudo, graças à senhora rude que acompanhava o marido.

Da Preguiça

Não, não estive de férias.

Desenganem-se também aqueles que acham que passei uma fase de falta de inspiração (se é que é preciso inspiração para postar, não sei!).

Antes pelo contrário. As ideias na última semana fervilharam. Se tivesse falado em tudo o que me passou pela cabeça nos últimos dias, já teria um blog tipo Guerra e Paz, com direito a sequela. Mas, como sempre, um dos pecados mortais de que mais sofro - a preguiça - voltou a fazer das suas (outros há que também me assolam com frequência, mas, para o caso, pouco interessam).

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Leyla Gencer 1928-2008


Leyla Gencer morreu a há quatro dias, a dez deste mês, em Milão. Só soube agora da sua morte.


Soprano de origem turca, radicou-se em Itália nos anos 50, tendo-se estreado nos palcos deste país com Santuzza (Cavalleria Rusticana - Mascagni), em Nápoles.

Apesar do seu reportório abranger compositores como Verdi, Gluck, Cilea, Prokofiev, Mozart e Puccini, é com os bel cantistas que se tornará mais conhecida, nomeadamente Donizetti.

É, pois, com Donizetti com que vos deixo, com uma ópera que conheço mal: Belisario. É uma gravação ao vivo, de 1969, Veneza.

Leyla Gencer - Belisario

terça-feira, 13 de maio de 2008

Praia

Acordei com uma enorme vontade de estar na praia.
Mergulhar na água salgada e fria e, quem sabe, emergir.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Ne me quitte pas V

Depois das versões na língua original que tenho cá em casa (penso não me ter faltado nenhuma), seguem-se as adaptações para outras línguas. Comecemos pela língua inglesa.

Scott Walker, nascido nos EUA em 1943. Lança em 1981 o álbum Scott Walker Sings Jacques Brel, onde surge esta versão do Ne me quitte pas.

Conheci-a há uma meia dúzia de anos. Na altura, nem sequer sabia o significado da perda da outra metade. Em breve o saberia e esta versão ganhou um novo sentido para mim.

Scott Walker - If you go way

sábado, 10 de maio de 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Dear B.

Parabéns ao B., que faz 2 anos hoje. E aos pais, claro!
Aqui fica com esta música, bem ao género de um lullaby do álbum de Madonna Like a Prayer, 1989. Acho que se adequa!

Dear Jessie (Madonna / Patrick Leonard)

Baby face don't grow so fast
Make a special wish that will always last
Rub this magic lantern
He will make your dreams come true for you

Ride the rainbow to the other side
Catch a falling star and then take a ride
To the river that sings and the clover that
Brings good luck to you, it's all true

Chorus:

Pink elephants and lemonade, dear Jessie
Hear the laughter running through the love parade
Candy kisses and a sunny day, dear Jessie
See the roses raining on the love parade

If the land of make believe
Is inside your heart it will never leave
There's a golden gate where the fairies all wait
And dancing moons, for you

Close your eyes and you'll be there
Where the mermaids sing as they comb their hair
Like a fountain of gold you can never grow old
Where dreams are made, your love parade

(chorus)

Your dreams are made inside the love parade
It's a holiday inside the love parade

On the merry-go-round of lovers and white turtle doves
Leprechauns floating by, this is your lullaby
Sugarplum fingertips kissing your honey lips
Close your eyes sleepy head, is it time for your bed
Never forget what I said, hang on you're already there

Close your eyes and you'll be there
Where the mermaids sing as they comb their hair
Like a fountain of gold you can never grow old
Where dreams are made, your love parade

(chorus)

Your dreams are made inside the love parade
It's a holiday inside the love parade


Madonna - Dear Jessie

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ainda o Acordo Ortográfico

Nunca me senti pertença de nada nem de ninguém. Nunca fui de ir com o restante rebanho, muito menos uma Maria que vai com as outras.

Não pertenço a nenhum partido político nem nunca ninguém me viu em nenhuma manifestação.

Nunca participei em nenhuma procissão, nem sou adepto de nenhum clube de futebol.

Nunca fui, apesar de tudo isso, mais assertivo do pouco que sou.

Tentei sempre ser coerente comigo próprio e com os valores com que fui educado - a melhor herança que os meus pais me poderão deixar do que um punhado de terra ou meia dúzia de jóias de família.

No entanto, sempre invejei quem apoiava uma causa política, quem de dedicava à ajuda humanitária de facto, quem vibrava quando o seu clube saía vencedor.

Ao primeiro minuto do dia hoje, senti-me pela primeira vez em sintonia. Em sintonia com quem se preocupa com a sua maior herança cultural - a língua materna.

Porque aqui, ao leme, sou de facto mais do que o homem do leme. Sou um povo que quer uma língua que é nossa.

Poderia tentar explicar a perda que tal implicaria. Poderia explicar que açúcar já foi assucar sem ter havido algum acordo. Poderia explicar que o que importa resolver são os níveis de analfabetismo e de iliteracia, que ainda grassam o nosso país.

Por tudo isso, só poderia ter escolhido um Fado. Porque é nosso. Um soneto de Camões. Porque é nosso. Na voz de Amália. Que é de todos nós.

Amália Rodrigues - Com que voz

Minha Pátria é a Língua Portuguesa



MANIFESTO
EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA
CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO



(Ao abrigo do disposto nos Artigos n.os 52.º da Constituição da República Portuguesa, 247.º a 249.º do Regimento da Assembleia da República, 1.º n.º 1, 2.º n.º 1, 4.º, 5.º, 6.º e seguintes da Lei que regula o exercício do Direito de Petição)



Ex.mo Senhor Presidente da República Portuguesa

Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República Portuguesa

Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro


1 – O uso oral e escrito da língua portuguesa degradou-se a um ponto de aviltamento inaceitável, porque fere irremediavelmente a nossa identidade multissecular e o riquíssimo legado civilizacional e histórico que recebemos e nos cumpre transmitir aos vindouros. Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.
Se queremos um Portugal condigno no difícil mundo de hoje, impõe-se que para o seu desenvolvimento sob todos os aspectos se ponha termo a esta situação com a maior urgência e lucidez.
2 – A agravar esta situação, sob o falso pretexto pedagógico de que a simplificação e uniformização linguística favoreceriam o combate ao analfabetismo (o que é historicamente errado) e estreitariam os laços culturais (nada o demonstra), lançou-se o chamado Acordo Ortográfico, pretendendo impor uma reforma da maneira de escrever mal concebida, desconchavada, sem critério de rigor, e nas suas prescrições atentatória da essência da língua e do nosso modelo de cultura. Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados. Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.
Lamenta-se que as entidades que assim se arrogam autoridade para manipular a língua (sem que para tal gozem de legitimidade ou tenham competência) não tenham ponderado cuidadosamente os pareceres científicos e técnicos, como, por exemplo, o do Prof. Doutor Óscar Lopes, e avancem atabalhoadamente sem consultar escritores, cientistas, historiadores e organizações de criação cultural e investigação científica. Não há uma instituição única que possa substituir-se a toda esta comunidade, e só ampla discussão pública poderia justificar a aprovação de orientações a sugerir aos povos de língua portuguesa.
3 – O Ministério da Educação, porque organiza os diferentes graus de ensino, adopta programas das matérias, forma os professores, não pode limitar-se a aceitar injunções sem legitimidade, baseadas em "acordos" mais do que contestáveis. Tem de assumir uma posição clara de respeito pelas correntes de pensamento que representam a continuidade de um património de tanto valor e para ele contribuam com o progresso da língua dentro dos padrões da lógica, da instrumentalidade e do bom gosto. Sem delongas deve repor o estudo da literatura portuguesa na sua dignidade formativa.
O Ministério da Cultura pode facilitar os encontros de escritores, linguistas, historiadores e outros criadores de cultura, e o trabalho de reflexão crítica e construtiva no sentido da maior eficácia instrumental e do aperfeiçoamento formal.
4 – O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.
É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes "mudas" – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão.Convém que se estudem regras claras para a integração das palavras de outras línguas dos PALOP, de Timor e de outras zonas do mundo onde se fala o Português, na grafia da língua portuguesa.
A transcrição de palavras de outras línguas e a sua eventual adaptação ao português devem fazer-se segundo as normas científicas internacionais (caso do árabe, por exemplo).
Recusamos deixar-nos enredar em jogos de interesses, que nada leva a crer de proveito para a língua portuguesa. Para o desenvolvimento civilizacional por que os nossos povos anseiam é imperativa a formação de ampla base cultural (e não apenas a erradicação do analfabetismo), solidamente assente na herança que nos coube e construída segundo as linhas mestras do pensamento científico e dos valores da cidadania.
Os signatários,
Ana Isabel Buescu
António Emiliano
António Lobo Xavier
Eduardo Lourenço
Helena Buescu
Jorge Morais Barbosa
José Pacheco Pereira
José da Silva Peneda
Laura Bulger
Luís Fagundes Duarte
Maria Alzira Seixo
Mário Cláudio
Miguel Veiga
Paulo Teixeira Pinto
Raul Miguel Rosado Fernandes
Vasco Graça Moura
Vítor Manuel Aguiar e Silva
Vitorino Barbosa de Magalhães Godinho
Zita Seabra
...

terça-feira, 6 de maio de 2008

3 em 1

Há quem cante no duche. Eu é mais nos sonhos. Sonhei hoje que estava a cantar em público. Como se pudesse ser verdade. Cantar e em público são coisas que não combinam comigo. Nem sei cantar (bem, entenda-se) e muito menos em público. Fugi sempre das audições de final de ano do Conservatório (sim, sei tocar piano e falar francês). Por essas alturas estava sempre muito doente. Pudera, tal era o pânico!
Curiosamente, não me lembro o que cantei, mas não me saí muito mal, porque ainda recebi aplausos. E o que é certo é que hoje me dói a garganta. Mas isso deve ter sido do frio que apanhei ontem à noite, de esplanada. Uma ventania... Era de esperar, já que de manhã tinha ido cortar o cabelo. E o que as orelhas se ressentiram? Também, quem me manda a mim fazer um corte radical?
Corte radical vou é fazer na alimentação. Descobri este fim-de-semana que estou mais gordo dois kilos. Pelo menos mais pesado. Obviamente que não vou revelar o meu peso, porque isso é segredo de Estado. Portanto, acabaram-se os queijinhos, as charcadas, os jesuítas, as nozes de Cascais* e outros que tais... Pode ser que vá lá só assim...
* E ontem foi uma, na Versailles. Mas as melhores continuam a ser as da Cafetaria da Gulbenkian.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Biografia

Preciso de escrever uma pequena biografia minha. Questões profissionais. Mas, qual o interesse? Se é profissional, não se revelam segredos escabrosos (como se os houvesse). Logo, sem segredos escabrosos, não há nada de interesse. Escolinhas que frequentei? Desde o jardim-escola, não?
E com 28 anos, ter continuado a estudar até agora, também tenho muita experiência profissional para contar...


Ai a minha vida!!!

domingo, 4 de maio de 2008

Mãe

Mãe,
que verdade linda
o nascer encerra.
Eu nasci de ti,
como a flor da terra.


Matilde Rosa Araújo

sábado, 3 de maio de 2008

Messenger

Eu - Está alguém na rua mal-disposto. Está induzir o vómito ou qualquer coisa do género.

D. - Deve ser algum anoréctico!

sexta-feira, 2 de maio de 2008