quinta-feira, 31 de julho de 2008
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Meninos da Mamã
Sempre me consideraram menino da mamã. E eu também. E do pai igualmente. De facto, sempre estiveram cá para o que foi preciso.
Em conversa com uma das novas vizinhas, por volta dos seus 70 anos, que vive com um dos filhos, na casa dos quarenta, fiquei a saber que se levanta às seis da manhã (?) para fazer o pequeno-almoço para o dito!
A mim ninguém me faz o pequeno almoço! E pequenos-almoços feitos pela mãe, só quando estávamos doentes!
Por isso, se querem chamar menino da mamã, não é a mim. É ao guy next door!
(Ok, sempre que posso, tomo o pequeno almoço com a Avó. Mas ajudo a preparar o que for preciso!)
Negro Ciúme
Isto sim, é Fado. (E também porque temos de ser solidários com a dor de corno!)
FADO NEGRO CIÚME
LETRA : DOMINGOS COSTA
MÚSICA : RAÚL FERRÃO
quando vieram
dizer-me que fui traída
senti-me só e vencida
chorei confesso
e como louca
fiquei para ali a um canto
vertendo amargo pranto
que nunca esqueço
pois ver a gente
a derrocada d"um sonho
ao sopro vil e medonho
d"uma traição
é sentir dor , ódio e rancor
negro ciúme
e jamais acreditar
n"uma afeição
não há dor
mais profunda , mais triste
que da mulher trocada
por outra mulher
é veneno , é ciúme que existe
pela mulher desprezada
por quem adora e quer
onde outrora era dia risonho
cai a fria noite
negra sem luar
é tão triste meu deus
tão medonho
que eu canto esta dor
com a alma a chorar
fui ter com ela
e o que lhe disse nem sei
sei apenas que chorei
de raiva e dor
pois nos seus olhos
bailava a negrura enorme
d"um coração frio que dorme
sem ter amor
e esta praga
lhe roguei em pleno rosto
que deus lhe desse um desgosto
igual ao meu
e hoje ao ver-me
essa mulher foge de mim
meu amor voltou p"ra mim
e ela sofreu
não há dor
mais profunda , mais triste
que da mulher trocada
por outra mulher
é veneno , é ciúme que existe
pela mulher desprezada
por quem adora e quer
onde outrora era dia risonho
cai a fria noite
negra sem luar
é tão triste meu deus
tão medonho
que eu canto esta dor
com a alma a chorar
Fernanda Maria - Fado Negro Ciúme
FADO NEGRO CIÚME
LETRA : DOMINGOS COSTA
MÚSICA : RAÚL FERRÃO
quando vieram
dizer-me que fui traída
senti-me só e vencida
chorei confesso
e como louca
fiquei para ali a um canto
vertendo amargo pranto
que nunca esqueço
pois ver a gente
a derrocada d"um sonho
ao sopro vil e medonho
d"uma traição
é sentir dor , ódio e rancor
negro ciúme
e jamais acreditar
n"uma afeição
não há dor
mais profunda , mais triste
que da mulher trocada
por outra mulher
é veneno , é ciúme que existe
pela mulher desprezada
por quem adora e quer
onde outrora era dia risonho
cai a fria noite
negra sem luar
é tão triste meu deus
tão medonho
que eu canto esta dor
com a alma a chorar
fui ter com ela
e o que lhe disse nem sei
sei apenas que chorei
de raiva e dor
pois nos seus olhos
bailava a negrura enorme
d"um coração frio que dorme
sem ter amor
e esta praga
lhe roguei em pleno rosto
que deus lhe desse um desgosto
igual ao meu
e hoje ao ver-me
essa mulher foge de mim
meu amor voltou p"ra mim
e ela sofreu
não há dor
mais profunda , mais triste
que da mulher trocada
por outra mulher
é veneno , é ciúme que existe
pela mulher desprezada
por quem adora e quer
onde outrora era dia risonho
cai a fria noite
negra sem luar
é tão triste meu deus
tão medonho
que eu canto esta dor
com a alma a chorar
Fernanda Maria - Fado Negro Ciúme
terça-feira, 29 de julho de 2008
Toile de Jouy
Graças ao Altares, a quem agradeço, consegui dar com o Toile de Jouy em verde escuro que procurava. É mesmo este reproduzido acima. Irá servir para duas sanefas (uma palavra que odeio, mas...) para as janelas da sala. Isto se me decidir entretanto quanto ao formato das ditas...
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Informação
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Anna Bollena III
Depois de um pequeno interregno, não devido a férias, mas sim porque o meu pc deu o berro - e não foi nenhum mi sobreagudo, o que tirou logo metade da graça - espero voltar com mais assiduidade. Ainda não resolvi o problema - ainda não percebi se está adormecido, se está a descansar de vez mas, de qualquer das formas, e graças à bondade alheia, já posso navegar - sim, e trabalhar - tranquilamente, até que alguém se resolva a oferecer-me um portátil (Is anybody out there?!?).
Adivinhando tempos complicados, corri à Fnac mais próxima para me abastecer de cds, para gravar tudo quanto tinha de importante no disco rígido - trabalho (que não era pouco); muitas fotos; e alguma da discografia, já convenientemente convertida para mp3 (e convenhamos, dá uma trabalheira!).
Eis se não quando, vou à secção de música clássica - não é um hábito, é mesmo magnetismo, sem dar conta lá estou eu. Primeira impressão: então mas a secção de ópera está a diminuir de dia para dia, ou é só mesmo impressão?!?
Se está ou não, não sei. Sei que andava à procura do Roberto Devereux, com a Gruberova que, até à data, ainda não encontrei, quando me deparo com uma caixa, que não conhecia, com a Anna Bolena, de que já falei aqui. - Então deixa lá ver; isto é com quem? Pois não queria acreditar. Nem mais, nem menos que uma gravação ao vivo do Carnegie Hall, de 1966, com Elena Souliotis (!) - é raríssimo encontrar gravações dela) como Bolena; Marylin Horne (!) como Seymour; Placido Domingo como Percy (oba - nem sequer sou fã do Senhor but, who cares?).
Mas, como se não bastasse, e aí acho que me deu mesmo uma coisinha má, como bónus, excertos de outra gravação de Anna Bolena, igualmente ao vivo do New Yourk CIty Opera, 1974, com ... Marisa Galvany (que embora a ache estrondosa, ainda não tinha nada com ela).
E ainda excertos também da mesma ópera, de uma gravação ao vivo do Teatro dell'Opera di Roma, de 1977 com... Leyla Gencer!
Como devem calcular, não se ouve outra coisa cá em casa!
Aqui, o final do duo do segundo acto entre Bolena e Seymour, respectivamente Souliotis e Horne.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Ne me quitte pas VIII
Terminadas as versões existentes cá por casa, reinicio o ciclo com as restantes versões. Para já, a sugestão deixada pela Manana, como prometido!
Nina Simone - Ne me quitte pas
Nina Simone - Ne me quitte pas
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Nossa Senhora do Carmo
Hoje comemora-se o seu dia.
S. Simão Stock recebe o escapulário das mãos de Nossa Senhora. Igreja de Santa Maria da Vitória, Roma.
domingo, 13 de julho de 2008
Da Simpatia II
Além disso, a simpatia é uma faca de dois gumes. Funciona perfeitamente numa repartição pública - aliás, o charme funciona ainda mais.
Mas há ocasiões em que nos deixa em situações bastante embaraçosas. Porque os receptores não estão habituados a grandes simpatias. Basta mostrar um pouco mais os dentes e ser-se bem educado, para acharem mais do que aquilo que é.
Depois admiram-se, de não mostrarmos mais os dentes...
Mas há ocasiões em que nos deixa em situações bastante embaraçosas. Porque os receptores não estão habituados a grandes simpatias. Basta mostrar um pouco mais os dentes e ser-se bem educado, para acharem mais do que aquilo que é.
Depois admiram-se, de não mostrarmos mais os dentes...
sábado, 12 de julho de 2008
Fartura
Estou farto dos artistas,
Dos tios e das tias,
Gente possidónia até mais não.
Cansado dos comunistas,
Dos fascistas e bloquistas,
Dos demagogos e políticos.
Saturado dos tontos,
inteligentes e doutores.
Entediado com narcisistas,
egotistas e santinhos de pau-oco.
Amália Rodrigues - É ou não é
Dos tios e das tias,
Gente possidónia até mais não.
Cansado dos comunistas,
Dos fascistas e bloquistas,
Dos demagogos e políticos.
Saturado dos tontos,
inteligentes e doutores.
Entediado com narcisistas,
egotistas e santinhos de pau-oco.
Amália Rodrigues - É ou não é
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Da Simpatia
Em conversa com o S. no messenger, contava-me como ontem tinha sido abordado, ao subir a longa escadaria do seu local de trabalho, por uma colega. Mais velha. Pormenor à partida irrelevante, mas duvido que alguém da nossa idade se atrevesse a abordá-lo como abordou: "Como está o sorriso mais simpático do ***?"
Eu considero o sorriso do S. fácil, bem-disposto, bonito até. Mas desde cedo que tenho esta relação difícil com o adjectivo simpático. Para mim, simpático não quer dizer coisíssima nenhuma. Quando não há nada que chame à atenção em alguém, essa pessoa torna-se imediatamente... simpática. "- Então, o que achaste de fulan@? - Ah, é simpátic@! ". Leia-se: não é bonit@ nem fei@, nem burro@ nem inteligente e por aí fora.
Porém, não confundir antipatia com má-educação. Para mim, nada tem que ver uma coisa com a outra.
Não é à toa, que no tempo das Misses, havia também lugar para a Miss Simpatia. Geralmente, nunca era a concorrente que ficava em primeiro lugar.
E até porque, confesso, tenho alguma predilecção por pessoas antipáticas. Ou melhor, quando as primeiras impressões não são as melhores. Na maior parte dos casos, são mais verdadeiras, têm melhor sentido de humor até. Dão luta. São mais elas próprias. E custa muito, nos dias que passam, sermos nós próprios.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Callas em Lisboa
De 12 de Julho a 21 de Setembro, no Museu da Electricidade.
A exposição tem site: http://www.callaslisboa.com/
A biografia aí presente, não apresenta nada de novo. Discordo quando se diz que Callas influenciou Sutherland - nem mesmo de reportório consigo perceber o porquê de tal afirmação; Montserrat Caballé foi muito mais influenciada por Leyla Gencer do que pela Callas (oiçam os pianíssimo de uma e outra e comparem); não conheço nenhuma Bervelly Sills, mas sim Beverlly Sills (não se justifica uma gralha deste género); Marilyn Horne é mezzo, e não soprano, como toda a gente sabe. E de Lucia Aliberti, não se fala? Que até a aparência física é semelhante à Callas?
Mas como até ao lavar dos cestos é vindima...
domingo, 6 de julho de 2008
Semelhanças
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Ouvido na Rua V
"Tem de apagar esses dados todos do disco rígido. Essa informação é toda siligiosa [SIC]"
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Presentes
Marilyn Horne - Nacqui all'affano e al pianto, La Cenerentola, Rossini
terça-feira, 1 de julho de 2008
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