quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

E, por fim,

[não tenho nenhum ritual de passagem de ano, mas se há coisa que goste é de ter flores frescas em casa. Acabei de vir do mercado. Ou da praça, como se chamar em vossa casa. E trouxe um ramo das minhas flores preferidas. Amarelas, as únicas que havia. Continuo a preferir as brancas mas, como diz o fado "amarelo é ouro e branco é prata...". Estão já na sala. E novamente, Mrs. Dalloway said she would buy the flowers herself. ]

Doze badaladas em 365 dias

É sempre uma dificuldade pensar em 12 desejos para acompanhar cada badalada - convenhamos, se não formos para desejos materiais concretos, ninguém consegue completar os 12 desejos!
E porque afinal de contas, estou a meio do ano, do meu vigésimo nono, que ele continue a ser tão bom como até agora.
Acima de tudo, que logo à noite, nesses 12 segundos, não gastem a alegria toda do novo ano que começa. E sejam felizes, que só depende de vós! (e com esta já podia ir escrever horóscopos para uma qualquer revista ou apresentar um programinha matinal da televisão!)

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Muito e bom sexo

Vai ser a resposta que se habilita a ouvir, quem se atrever a perguntar-me o que vou fazer na passagem de ano. Para o ano, tenho a certeza que não se atreverão a perguntar...
Já deviam saber que não acho graça nenhuma a alegria generalizada e sincronizada, numa festa onde falta um pretexto digno de tal. Alegro-me todos os dias de estar vivo - já chega, não?
E deviam fazer o mesmo - birds do it, bees do it [and they love it], tal como na música. Esta (em jeito de homenagem atrasada).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Amália - o filme


Ficamos a saber que:

-  Berta Cardoso nunca existiu;
-  Amália nunca gravou nos Abbey Studios antes dos Beatles;
- o único filme em que participou foi Os Amantes do Tejo; 
- David Mourão Ferreira apenas lhe entregou uns versitos num envelope, por interposta pessoa;
- Medo, composto por Alain Oulman para Amália, foi composto (e cantado!) antes de se conhecerem;
- Estranha forma de vida afinal nunca passou por ser da autoria de David Mourão Ferreira;
- Amália só conheceu o continente Americano, Espanha e França, apesar de ter uma casa em Dublin, o que significa que a estrondosa digressão em Itália nunca existiu;
- Celeste Rodrigues engravidou por obra e graça do Espírito Santo (o verdadeiro);
- Amália em 1984 é igual à Lia Gama, mas disforme e mais magra;
- coitaditas das Espírito Santo, tão pobrezinhas que eram, que nem umas pérolas negras tinham para levar ao enterro de Ricardo (Espírito Santo).

Mas, fora todas estas escolhas, vale a pena. O filme é bonito, mas de biográfico pouco tem. Nem ficamos a saber mais da vida pessoal, nem ficamos a saber mais da vida artística. Mas bonito.

Falta apenas um fado, na minha opinião - aquele que a visão do realizador parece querer insistir ao longo do filme.Grito.

domingo, 28 de dezembro de 2008

There's no place like home

Ou então: -Toto, I've a feeling we're not in Kansas any more! - uma das 100 mais famosas frases da História do cinema.

Já reconhecem? É isso, O Feiticeiro de Oz / The wizard of Oz. Chamem-me infantilóide, que sou, ou o que quiserem, mas continua a ser um dos meus filmes preferidos. Tinha-o gravado em cassete e ontem revi-o, passados imensos anos, pois passou na televisão. Decididamente, vai ser uma das próximas compras.

Deixo-vos, não com Somewhere over de rainbow, de facto uma das minhas músicas preferidas, mas já bastou ontem ter estado com o spleen...



E até vos deixo a letra, para vos deixar a cantarolar!

We're off to see the wizard,
The wonderful wizard of oz.
We hear he is a wiz of a wiz
If ever a wiz there was.

If ever, oh ever, a wiz there was,
The wizard of oz is one because,
Because, because, because, because, because--
Because of the wonderful things he does.

We're off to see the wizard,
The wonderful wizard of oz.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Porque é

Porque é fim-de-semana, porque está de chuva (meu rico sol de inverno!), porque já se terminaram os festejos natalícios, porque se entrou em contagem decrescente para a passagem de ano, a que não acho graça absolutamente nenhuma e porque hoje acordei assim e com esta música na cabeça.

Elba Ramalho - De Volta Pro Aconchego
Composição: Dominguinhos - Nando Cordel

Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo
Um sorriso sincero, um abraço,
Para aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom,
Poder tá contigo de novo,
Roçando o teu corpo e beijando você,
Prá mim tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem, fascinam,
A paz que eu gosto de ter.
É duro, ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que eu vou mergulhar
Na felicidade sem fim

Espectadores


Na véspera de Natal. Com certeza, a fazer tempo para que o Bolo-rei levedasse (em dias normais, 3 já são um record...)

Obrigado,
David, pela foto!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

The day after

É quando acordamos de manhã, abrimos a janela das traseiras e um monte de toalhas de Natal (mais sem graça que a nossa) se encontram já lavadas, a secar no estendal.
Ou quando abrimos o frigorífico e nos deparamos com meio perú, uma assadeira de batatas gratinadas, meia terrina de esparregado; 10 fatias da China, 3/4 de queijo de amêndoa, 3 tortas de Azeitão, 1/4 de pudim de leite condensado; garrafas de vinho por abrir.
Ou quando ainda temos a mesa aberta, com a toalha ainda a cobri-la (não somos tão eficientes como as vizinhas do prédio ao lado).
E é nessa altura que nos apetece mas é esticarmo-nos no sofá e não fazer nenhum.
Espero que tenham tido um bom Natal!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Have yourself a merry little Christmas

Esqueci-me de que toda a gente comemora o Natal hoje, ao passo que cá em casa é só amanhã. Por isso, antes que seja tarde e enquanto o recheio do perú está ao lume e eu me preparo mentalmente para o falta fazer (que é tudo!), aproveito para vos desejar um Santo Natal, com bochechas rosadas e com o coração quentinho, rodeados de quem vos quer muito e bem!

(que é a minha música de Natal preferida)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Na hora

Queria que hoje a minha única preocupação fosse se as duas dúzias de ovos que esperam no frigorífico chegassem ou não para os devaneios pantagruélicos do dia de Natal.
Mas, ao vê-la vestida de preto, tendo como única condecoração no peito o pregador com o retrato do marido morto, lembrei-me do que ouvira este fim-de-semana, num qualquer programa de televisão - de que o Natal é, cada vez mais, dos que cá não estão.
E com os olhos marejados de saudades, daqueles que se perderam um qualquer dia no mar, relembro não a Ladaínha dos póstumos Natais, de David Morão Ferreira, mas na hora de pôr a mesa, de José Luís Peixoto.


na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos
sempre cinco.


(José Luís Peixoto- A CRIANÇA EM RUÍNAS)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Au bout du compte

Em conversa acerca de música do meu tempo (seis meses atrás, portanto), veio-me à memória uma música francesa que costumava ouvir nos meus quinze anos (julgava eu), no canal MCM. Au bout du compte, assim se chamava. Lembrava-me de que vídeo era a preto e branco e era passado em movimento, a bordo de bicicletas. Enganei-me nas datas - a música saiu em 1999 (tinha portanto 20) e o grupo (que não sabia qual era), chamava-se Lilicub. Este deve ter sido um dos poucos êxitos que teve. Aqui está ela, que não é uma grande música, mas ao fim destes quase dez anos, nunca me esqueci dela. E vós, lembrai-vos?





Lilicub - Au bout du compte


Refrain
Au bout du compte
Tout ce qui compte
Ne se raconte pas
En fin de compte
Tous ceux qui comptent
Se comptent sur le bout des doigts

Il y a ceux d'avant
Et ceux de temps en temps
Les amours qui traînent
Au fond des tiroirs
Elles sont entre les lignes
Les plus belles histoires
Au-delà des signes
Et des grandes idées
Des mots compliqués
Dis-moi que tu m'aimes
Ça revient au même

Au bout du compte
Tous ceux qui comptent
Se comptent sur le bout des doigts

Elles sont entre les lignes
Les plus belles histoires
Au delà des signes
Et des grandes idées
Des mots compliqués
Dis-moi que tu m'aimes
Ça revient au même

domingo, 21 de dezembro de 2008

Desafio Musical


Fiquei na dúvida se me apetecia responder ou não a este desafio, sobretudo pela dificuldade de escolher um artista ou banda. Mas lá me decidi, pelo óbvio. Madonna, who else? Assim, já me podem conhecer um pouco melhor, embora devam ficar com uma pior impressão minha - Pretender, é a música que me fica depois de responder a este desafio.

- És homem ou mulher? Candy Shop
- Descreve-te. Take a bow
- O que pensam as pessoas de ti? Like it or not
- Como descreves o teu último relacionamento? I'll remember
- Descreve o estado actual da tua relação. Burning Up
- Onde estarias agora? I love New York (que deve estar cheia de Natal por tudo o que é sítio!)
. O que pensas a respeito do amor? What Can You Lose
- Como é a tua vida? Human Nature
- O que pedirias se só pudesses ter um desejo? Open your heart
- Escreve uma frase sábia. Nothing really matters; Express yourself ; Love Makes the world goes round (não resisti, tiveram de ser as três!)

E depois a dificuldade mostrou-se em escolher apenas uma música para cada uma das perguntas... É complicado!

Parece que se tem de se desafiar cinco pessoas, cá vai:
- A Maree
- O Adão
- A Diabba (que é só para a irritar, porque já foi desafiada e nem gosta de desafios, nem de música - nem mesmo com umas bolachinhas caseiras?!? - Campainhas de portas, qualquer coisa?!?)

Outros gostaria que respondessem, como o Altares, RC, Ana Oliveira, Ändrew Botwin e Filipa, mas sei que foge à temática global do blog. No entanto, se se sentirem tentados...

(Se algum link não funcionar... lamento, mas já não posso já ver links à frente!)

sábado, 20 de dezembro de 2008

Das Peruas

Não, não é dessas que vou falar. Até porque o que há para falar dessas, está à vista e não fica muito mais por dizer.

Ontem saí do trabalho para ir à caça de um perú para o Dia de Natal, que soube apenas ontem que irá ser cá em casa. Se pouco ligamos à véspera, não havendo praticamente consoada (nem sequer prato fixo de bacalhau - tudo menos cozido e com todos, que cá em casa é tudo gente de respeito), no dia 25 almoçamos sempre perú recheado, receita de uma senhora francesa que há muitos anos deu a receita à Avó e deste então foi adoptada para os Natais vindouros.

Mas voltando à perua fria (que cá em casa come-se o perú frio), ela não tem segredos para mim. Anos e anos fui eu que ajudei a Mãe a preparar o perú, portanto sem qualquer tipo de dúvidas.

No entanto, nunca tinha sido eu a comprar o perú. E percebi que tem o seu quê.

A maior parte dos perús à venda têm todos para lá de seis quilos. E até os chamam de peruas, logo, mais pequenas. Mas convenhamos, tirando as famílias grandes, quem é que compra um perú de seis quilos, sobretudo se leva, pelo menos, mais dois quilos de recheio?

E o drama maior não é ficar a comer perú todo o mês de janeiro (eu cá chamo-lhe um figo!), é ter espaço na arca congeladora para o dito caber. Inteiro.

Pois bem, lá descobri uma perua de 3,5Kg (somos seis cá em casa, chega e vai sobrar certamente). E por acaso com melhor ar que as outras de seis quilos e tal, que pareciam ter sido vítimas de violência doméstica (ou que levaram com uma porta em cima, que é a mesma coisa), de tão arroxeadas que estão. Mas, qual é o meu espanto, quando percebo que a perua é espanhola!!! Ainda por cima, com a depilação praticamente toda por fazer - horas a depená-la. Portanto dois mitos que se vão: que as espanholas são avantajadas e que têm preocupações estéticas.

Lá vim eu com a perua (só faltou a alcofa para parecer que vinha da província). O problema foi chegar a casa e perceber que a perua não cabia na arca... Lá coube no congelador do frigorífico, do qual tive de tirar a prateleira para caber.

Longe vai o tempo em que se comprava o perú vivo, trazia-se para casa e o embebedava-se para facilitar a estocada mortal (e tornar a carne mais saborosa). Relatos correm na família de perús estrebuchantes, salpicando cozinhas para qualquer cenário de filmes de terror de escalão B...Mas ainda que com toda a diferença, não deixa de ser uma saga complicada.

Para ouvir, a Valsa das Flores, do Quebra-Nozes, que tem o condão de me deixar bem disposto (e já que não tive tempo de terminar atempadamente, a viagem pela La Bayadère, e de começar a viagem pelo Quebra Nozes)


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Da política

No dia em que as conversas de políticas se revestirem de alguma sensualidade, aí sim, talvez possam prender a minha atenção.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Natal é...

Participar na campanha Irrequietos, dos CTT - basta ir ao site, escolher um pixel e escrever uma frase - os CTT transformam o pixel num donativo para a Unicef destinado a reabilitar escolas em Moçambique (recebido por mail, pela Ana, do Meia Volta e...)

E participar também na dos
Presentes Solidários, que a Luna, das Crónicas das Horas Perdidas, chama a atenção.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sonhos

Sonhei hoje com uma vedeta das novelas brasileiras. E logo hoje me deu para armar em pudico.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Gastro... quê?

Vamos ver se nos entendemos. É certo que gosto imenso de cozinhar, como já devem ter reparado. E sim, tenho falado bastante em comida aqui no estaminé. Mas isso não faz de mim um gastrossexual. Passo a explicar.


Em primeiro lugar pelo termo em si, que me faz lembrar certos e determinados filmes de Pasolini - nada contra, mas não estamos nem aí.

Depois, segundo consta, são solteirões na casa dos trinta. Lamento, mas ainda tenho vinte e nove anos (e meio, é certo), mas não é a mesma coisa. E convenhamos, solteiro, solteiro, nunca estou – ainda que possa parecer, tenho há muitos anos uma relação de amor ardente comigo próprio e parece-me que é para casar!

Finalmente, ainda que os meus dotes culinários (e não gastronómicos)* sejam na maior parte das vezes irresistíveis, suponho que haja coisas em mim igualmente irresistíveis, que dão igualmente prazer, mas muito menos trabalho.

*Ok, confesso, já recorri a esses dotes, convém ter sempre um plano B. E toda a gente sabe que o caminho mais curto para se chegar ao coração é pelo estômago. Mas verdade seja dita, soubesse o que sei hoje, não me tinha dado a tanto trabalho!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Barcos sem navegar

Esteve frio na noite enluarada. E cá dentro de nós também. Mas há momentos que nos aquecem. Mesmo que os barcos fiquem no rio...

Recado a Lisboa
Letra: João Villaret
Música: Armando da Câmara Rodrigues


Lisboa, querida mãezinha
Com o teu xaile traçado
Recebe esta carta minha
Que te leva o meu recado

Que Deus te ajude Lisboa
A cumprir esta mensagem
De um português que está longe
E que anda sempre em viagem

Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa

E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar

Se for noite de São João
Lá pelas ruas de Alfama
Acendo o meu coração
No fogo da tua chama

Depois levo pela cidade
Num vaso de manjericos
Para matar a saudade
Desta saudade em que fico

Vai dizer adeus à Graça
Que é tão bela, que é tão boa
Vai por mim beijar a Estrela
E abraçar a Madragoa

E mesmo que esteja frio
E os barcos fiquem no rio
Parados sem navegar
Passa por mim no Rossio
E leva-lhe o meu olhar


Podia escolher a versão original, dita pelo próprio Villaret, ou cantada pelo Francisco José (idolatrado pelo avô). Fico-me pela versão de Beatriz da Conceição, já que não tenho pelas vozes que ontem ouvi.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Querido Pai Natal


As decorações de Natal estão feitas há dias. Os postais de Natal escritos e postos no correio. Os presentes estão todos feitos e serão embrulhados este fim-de-semana. Agora só falta mesmo saber onde vou passar o Natal. Porque se há famílias onde toda a gente se descarta da trabalheira que dá, a minha não. Portanto, era uma família normal, s.f.f.!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Fecha a boca, pá!

Imaginem chegarem a casa. Cansados. Até que tocam à porta.




Era a Senhora que faz a limpeza no prédio. O caixote do lixo, que devia estar na rua, estava no interior do prédio. O pânico, o horror, a tragédia. Se tinha sido eu. Eu, que com a greve dos senhores do lixo, nem tenho posto lixo no caixote, para nem a rua, nem o prédio ficarem atafulhados de lixo, quanto mais!




Ainda não consegui fechar a boca. Porque é a senhora está tão enxofrada? Porque lhe foram ao caixote?!?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ouvido na Rua VII

Hipermercado. Sete da tarde.




Ele - Môr... Podíamos levar aqueles croissants pequenos...


Ela (para lá de enxofrada)* - O quê? Para depois ser eu a ter de os comer todos?**




* Eu também ficaria, se me chamassem Môr. Ou Amor. E outras coisas que tais.


** Até parece que alguém a obrigava. Até parece que é difícil.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Concurso de Natal 2008 - Baltasar

A Barbearia do Senhor Luís lançou este ano mais um concurso de Natal, desta vez dedicado ao tema Baltasar. Foi através de Miss Pearls que soube do concurso - e tivesse eu sabido nos anos anteriores, dedicados aos temas de Árvores e Vacas de Presépio. É pena, que cá por causa abundam belíssimos exemplares desses.
Aqui fica um dos meus Baltasares. O mais inchado, por estar a concurso. Que ganhe o melhor (que não serei eu, que só quero fazer a vontade ao piqueno).

Dos hábitos

É curioso assistir ao caos generalizado quando os imprevistos acontecem. Parece que hoje alguém caiu à linha do metro, infelizmente e, concerteza, com gravidade.
E bastou isso para a massa anónima deixar os subterrâneos e vir à superfície. Mas, tal como os animais que estão habituados à escuridão se vêem encandeados com o brilhante sol de inverno, é vê-los atarantados, sem saber o que fazer, para onde se virar. Tudo porque surgiu um imprevisot. E que tal ir a pé até ao trabalho - afinal ainda estamos no início de uma semana curta e não chove- há que aprender a viver a cidade!
E para começar bem um dia, um fadinho. Hermínia Silva, o que ouvi logo pela manhã.

Hermínia Silva - Lisboa Antiga

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Do Jantar


Creme de Espargos Verdes
Entrecosto com mel e alecrim, acompanhado com migas de coentros e espinafres salteados
Tarte folhada de abóbora e requeijão

Tinto do Dão, 2005



(muitas fotografias e, sobretudo, boa disposição)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Charada

O que servir num jantar para cinco pessoas, sendo que:
A não come vaca, borrego e coelho.
B não come tomate e oregãos.
C não come queijos.
D não come bacalhau e gila.
E é boa boca (e está-se mesmo a ver quem é!)

sábado, 6 de dezembro de 2008

Parece que...

Estão abertas as festividades: recebi ontem o meu primeiro (dos poucos que recebo) postal de Natal, ainda antes de ter escrito os meus!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Drama do Dia

Comprei uma flanela azul escura, bonitinha. Um conjunto de confetti de plástico, em forma de estrela, ainda mais bonitinho, cujas estrelas colei na dita. Tudo isto para fazer um céu estrelado para o presépio. O drama mesmo é como pendurar o céu à parede, sem a esburacar (até porque o meu jeitinho para pregar é nulo - eu e as minhas idéias...)

E como este post serve também para mudar de banda sonora - já nem eu aguentava, quanto mais vós - uma das minhas músicas da Disney (e de sempre) preferidas, do filme Pinocchio.


Cliff Edwards - When you wish upon a star

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Memorandum II

Sempre que for à Farmácia em frente, não ir com o ar com que fui, acabado de acordar, só porque o shampô tinha acabado e não tinha reparado.


Até vos podia dizer o porquê deste memorandum, mas depois vinham com a história de quem vê caras não vê corações...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Sawa ou a Biscuit Maker

Tinha pedido à Mãe, há já alguns tempos, que me dispensasse algumas das suas formas individuais – as de pudim, altas e estreitas; as das Tortas de Azeitão- a única receita que peçam, chorem, esperneiem, mas não dou – ordens superiores!, rectangulares e baixas; as dos queques, redondas e baixas – porque ando com imensas saudades de Pastéis da Aldeia Rica (vulgo pastéis de leite), porque ando com desejo e sem formas, não há meio de o satisfazer.
Pois bem, juntamente com algumas das formas acima, vinha a Sawa. Ou melhor, a Kakasprutan (como podem ver na imagem). Trata-se de uma espécie de seringa para bolos, mas indicada para fazer... biscoitos! E com um apetrecho especial, devidamente incluído, permite a decoração de bolos.
Segundo a Mãe, fez parte da sua lista de casamento... (sim, é para rir!) Obviamente, e nem é preciso conhecê-la a fundo, para perceber que só foi usada meia dúzia de vezes... Se tanto! Aliás, não me lembro de ter visto, comido, seja o que for, feito com a Sawa.
Estreei-a com uma das receitas que acompanha o instrumento, devidamente testada, como asseguram, pelo Instituto Culinário de Munique (certamente a mais alta sumidade na questão nos idos anos setenta...). Era a única que não levava ovos, que não tinha em casa e não me apeteceu, com o frio que estava, ir à rua comprá-los. Receita essa, era capaz de jurar, igual à receita das Areias lá de casa (ainda não tive pachorra de confirmar e de cor, só sei a receita da Charcada): 100g de açúcar, 200g de margarina e 300g de farinha – receita 1,2,3 (não é preciso explicar o resto, pois não?). Foi este o resultado:



Obviamente, é só para fazer quando se tem alguém em casa (para depois as despacharmos para o visitante) ou para o oferecer. É que são impossíveis de resistir!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sawa

Feriado, frio e chuva. O dia ideal para nem sequer pôr o nariz na rua e experimentar a minha SAWA. Alguém sabe o que é? Uma pequeninha ajuda (ou desajuda) - ficamos a ouvir Stina Nordenstam, que tem umas coisas giras, dentro do género enjoadinha nórdica (Björk, Lisa Ekdahl e afins). Mas que gosto, apesar de não ter nada da senhora.

Stina Nordenstam - Soon after Christmas