sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
As mais loucas pesquisas do mundo VIII
Agora... alguém importa-se de me explicar o que isto é? É só porque posso estar a perder uma coisa boa (ou não!) e não sei...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Mostrem-mos I
Não se esqueçam de enviar as fotos dos vossos porta-chaves!
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Do gerúndio da ciência
[Adenda: porque já era altura de mudar o disco, aqui fica - e penso que bem a propósito, uma das Master Classes de Maria Callas, na Juliard School.]
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Prazos e metades
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Mostrem-nos
sábado, 24 de janeiro de 2009
Dos vizinhos II
Obviamente que não estou chateado, o miúdo foi educado e não me custa nada ouvir a música mais baixa. Agora que me fez espécie (já sabem como se pronuncia, não já?), fez!
*Ok, a música podia ser considerada de gosto duvidoso. Mas as calcinhas de fato de treino dele também e eu não pedi para mudar...
Autogénese
sem faca nos dentes
cómoda e impura
de não ter vontade
de bater nas gentes.
Nasce-se em setúbal
nasce-se em pequim
eu sou dos açores
(relativamente
naquilo que tenho
de basalto e flores)
mas não é assim:
a gente só nasce
quando somos nós
que temos as dores;
pragas e castigos
foram-me gerando
por trás dos postigos
e um fórceps de raiva
me arrancou toda
em sangue de mim.
Nascitura estava
sorria e jantava
e um beijo me deste
tu Pedro ou Silvestre
turvo namorado
do verão ou de outono
hibernal afecto
casca azul do sono
sem unhas do feto.
Eu nasci das balas
eu cresci das setas
que em prendas de sala
me foram jogando
os mulheres poetas
eu nasci dos seios
dores que me cresceram
pomos do ciúme
dos que os não morderam;
nasci de me verem
sempre de soslaio
de eu dizer em junho
e eles em maio
de ser como eles
às vezes por fora
mas nunca por dentro
perfil de uma estátua
que não sou de frente.
Nascitura estava
e mais que imperfeita
de ser sorte ou dado
que qualquer mão deita.
Eu nasci de haver
os bairros da lata
do dedo que escapa
dos sapatos rotos
da fome que mata
o que quer nascer
e que o sábio guarda
em frascos de abortos;
eu nasci de ver
cheirar e ouvir
dum odor a mortos
(judeus enlatados
para caberem mais
mas desinfectados)
pelas chaminés
nazis a sair
de te ver passar
de me despedir
de teus olhos tristes
como se existisses.
Nascitura estava
tom de rosa pulcra
eu me declinava
vésper em latim:
impura de todos
gostarem de mim.
Natália Correia
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Dúvida VIII
"Eu acho que te conheço de algum lado... "*
[e porquê o uso das reticências?]
*Obviamente, recebido via Hi5.
De como fui a correr fazer o Euromilhões
Eu: - Sério? Não fazia ideia!
Ela: - É! E nem queiras saber a razão!
Eu: - Homem. É que se está mesmo a ver…[mesmo sendo ambas umas mosquinhas mortas do pior].
Mas poderia lá ser outra coisa?!?
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Acreditar
Wir sind durch Not und Freude
gegangen Hand in Hand;
vom Wandern ruhen wir
nun überm stillen Land.
Rings sich die Täler neigen,
es dunkelt schon die Luft.
Zwei Lerchen nur noch steigen
nachträumend in den Duft.
Tritt her und laß sie schwirren,
bald ist es Schlafenszeit.
Daß wir uns nicht verirren
in dieser Einsamkeit.
O weiter, stiller Friede!
So tief im Abendrot.
Wie sind wir wandermüde--
Ist dies etwa der Tod?
We have gone through sorrow and joy
hand in hand;
Now we can rest from our wandering
above the quiet land.
Around us, the valleys bow;
the air is growing darker.
Just two skylarks soar upwards
dreamily into the fragrant air.
Come close to me, and let them flutter.
Soon it will be time for sleep.
Let us not lose our way
in this solitude.
O vast, tranquil peace,
so deep at sunset!
How weary we are of wandering--
Is this perhaps death?
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Das vacas
Quem foi a besta, que não tem outro nome, da Brand Builders, que se lembrou de pôr uma pobres coitadas de meia dúzia de vacas a pastar em plena Praça de Espanha, no meio do trânsito? Diz que é uma campanha para a Associação de Turismo dos Açores, em vésperas da inauguração da Bolsa de Turismo de Lisboa. Fechado num cercado, alimentado a palha e à chuva e a levar com poluição sonora e atmosférica 24 horas por dia, é que o queria ver! E já agora, a baleia que puseram no Saldanha, também é verdadeira?
(sim, esta a terceira vez num curto espaço de tempo que falo de vacas. So...?!?)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Conta-me como foi
domingo, 18 de janeiro de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
Querida Mãezinha
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Kissing you
An7ónio, gosto bastante de Radiohead. Mas, se tivesse de escolher uma música do Romeo + Juliet , nem Radiohead, nem Cardigans (que com este frio sabem bem). Escolheria esta. Para lá de pirosa, como eu gosto e bem de acordo com o tema. Mas isto sou eu, que tento ser um romântico incurável.
Eu?!?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Lovefool
Words: Persson, Svensson
Music: Svensson
Dear, I fear we're facing a problem
you love me no longer, I know
and maybe there is nothing
that I can do to make you do
Mama tells me I shouldn't bother
that I ought just stick to another man
a man that surely deserves me
but I think you do!*
So I cry, and I pray and I beg
Love me love me
say that you love me
fool me fool me
go on and fool me
love me love me
pretend that you love me
leave me leave me
just say that you need me
So I cried, and I begged for you to
Love me love me
say that you love me
leave me leave me
just say that you need me
I can't care about anything but you
Lately I have desperately pondered,
spent my nights awake and I wonder
what I could have done in another way
to make you stay
Reason will not pledge a solution
I will end up lost in confusion
I don't care if you really care
as long as you don't go
So I cry, I pray and I beg
Love me love me
say that you love me
fool me fool me
go on and fool me
love me love me
pretend that you love me
leave me leave me
just say that you need me
So I cried, and I begged for you to
Love me love me
say that you love me
leave me leave me
just say that you need me
I can't care about anything but you
(anything but you)
Love me love me
say that you love me
fool me fool me
go on and fool me
Love me love me
I know that you need me
I can't care about anything but you
(* a minha também já me disse coisas semelhantes. Como naquele dia em que saí de certa casa, de mala e cuia, em que decidi que os finais seriam preferíveis em táxi que de metro. Pelo menos os meus).
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Como ocupar o seu domingo
Sair de casa para ir à farmácia comprar remédio para as aftas, que não nos deixam comer e falar, pelo menos sem dor. Passar pela padaria, onde estão pelo menos trinta pessoas na fila para o pão. Pensar que até não era má idéia comprar uma máquina de fazer pão. Ir até à farmácia, tirar senha, ver que se tem 20 pessoas à frente, pensar que mais vale ir até ao supermercado que deve ter gente, comprar pão, que é quase o dobro do preço da padaria e pensar novamente em comprar uma máquina de fazer pão.
Voltar para a farmácia, onde somos olhados de lado, não sabemos se por o nosso saco para o pão ser giro, ou por sermos os únicos com menos de 60 anos.
Voltar a casa, passar novamente em frente à padaria, onde não estão trinta, mas 15 pesssoas, ainda bem que fui ao supermercado.
Chegar a casa, almoçar e deitar mãos à obra. Desaparafusar a caixa do estore, um dos parafusos está calcinado, vá gastar uma lata de lubrificante W40 (passe a publicidade, mas aquilo é mesmo bom), ter de mudar de alicate, que com aquele não vai lá (não me perguntem porque tenho dois alicates iguais, nem eu sei).
Consegue-se tirar finalmente a tábua (depois de muito estrebuchar), percebe-se onde está a avaria - uma ripa partida, consegue-se tirar a ripa, então dividida em dois; encaixa-se as duas ripas. Quando parece estar tudo pronto, percebo que a rolo desencaixou-se do sítio. Horas para encontrar o sítio certo.
Subo o estore completamente, mas afinal não sobe todo, porque não se teve em atenção a fita, que falta. Vá de retirar a fita da mola e enrolar no rolo que está dentro da caixa. Quando se tenta colocar a fita a mola, percebo que a mola já não funciona e é preciso comprar uma nova. Vá de montar tudo novamente, mas ao menos dá para subir e descer o estore. Ou a persiana. Uma coisa é certa: não percebia nem de uns, nem de outros. E não sei se percebo.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Desafio
Mas depois o Je pensou: foi a Margarida que elegeu. A Guidinha. E o Je gosta do blog da Guidinha. E recomenda, lembrando porém que o Je não gosta de Márizas nem de Saras e Magos, mas isso agora não cabe aqui.
E no que consiste o desafio? Partilhar (olha quem!) 8 sonhos (só piorou!).
1) Escrever a lista dos 8 sonhos ou coisas que se deseje fazer;
(os pontos 3 a 5 não têm jeito nenhum, à partida é explicito. Digo eu!)
O que a Guidinha também não sabe é que aqui o Je não tem jeito nenhum para sonhar. É sempre um grande drama arranjar 12 desejos para cada uma das passas, para cada uma das badaladas, na passagem de ano. Depois dos três primeiros (Saúde, Dinheiro e Amor - e sim, por estar ordem que saudinha é que é precisa e Amor e uma cabana nem pensar, quanto muito Amor na Cabana - num monte de palha é capaz de ter graça. Bom. Adiante), vai de distribuir desejos pelos amigos e assim (para o ano, já sabem, eu cedo os meus de boa vontade.)
Ora, eu não tinha um problema até a Guidinha me desafiar, mas agora tenho 8. Ainda pensei brincar com o assunto, encarnar a típica Miss América e desejar o fim da guerra e da fome, mas se encarnasse bem o espírito da dita, não iria saber nomear 8 países. Portanto, não me restam muitas hipóteses senão responder ao dito, de forma franca. Para agravar, neste ano que passou, realizaram-se pelo menos dois grandes desejos meus, não sobrando absolutamente nenhum. Portanto, vou ter de puxar pela cabecinha e encontrar 8 desejos:
- Não ser eleito para nenhum desafio (pronto, este é graça, vá, mas eu tenho de encher isto e não sei como);
E agora é suposto nomear 8 blogs, coisa que não me apetece fazer. Quem quiser, que se sinta nomeado.
Em compensação, fica uma música. Aquela que começa "Os sonhos mais lindos, sonhei/ De quimeras mil um castelo ergui (...)". Esta. Que já me fez muito feliz.
Dúvida VII
Obviamente, e aproveitando o balanço anterior, só poderia continuar com os grandes êxitos pós nacional cançonetismo e pré música pimba (isto dito assim até parece que tem alguma consistência!)
(e desculpem lá a foto - qual Maja Desnuda!- ali na banda sonora, mas já vinha assim...)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
It's a...
Para desenrascar por hoje, servem. (são auscultadores, caso não percebam - os que tinham só funcionam a 50%. E é tão bom quando isso acontece, não é? E porque é que comigo duram sempre menos do que nada?)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Dúvida VI
Lembram-se? Parece que ficou em segundo lugar no Festival da Canção em 1982. Uma verdadeira pérola, para os dias frios que correm. E haja boa disposição!)
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
I'm going to tell you a secret III
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Dia de Reis
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Do blog
Bom, adiante.
E faz-me espécie porque acima de tudo a minha vidinha não tem nada de especial. E aqui não se trata de modéstia. Do acordar para o trabalho, para o regresso a casa, onde se preparam as coisas para o dia seguinte, terminando o dia, de pijaminha (escusavam de ter ficado com esta imagem pouco abonatória e sensual de mim, mas enfim, ajuda ao boneco), esticadinho no vale de lençóis... Um dia atrás do outro.
E foi aí que me lembrei da MenMónica. Ou da Maria Filomena Mónica (é que o nome se presta a tantas graças que se torna irresistível). Pois bem, e o que terei eu a ver com a Senhora, perguntais vós?
Além das evidentes diferenças, eu diria tudo. A única diferença está no meio. Meio de comunicação, entenda-se. Porque se a Senhora escreveu as suas Memórias (Bilhete de Identidade, estão lembrados?), eu escrevinho um blog. Que me diverte e nisso, como em outras coisas, sou muito egoísta - farto de fazer as vontades dos outros.
[Aqui tenho de fazer um parentesis - todos os livros da Senhora que tenho, foram-me oferecidos pela minha amiga M. que, como eu, desenvolve pela mesma uma relação de amor-ódio. A única diferença é que a M. a conhece desde os 15 (precoce, a miúda! - sim, que é do meu tempo!), eu desde e os 20 e... qualquer coisa!].
Como a própria diz, toda a gente lá fora escreve as suas memórias. A grande questão é saber se o que se escreve traz alguma coisa de novo que a tornem tão especial. E não me parece que assim seja. Tirando o seu percurso académico no estrangeiro que, no seu tempo, para uma mulher, seria algo diferente, tudo o mais pertence à da gente comum (obviamente que se fosse hoje em dia o extraordinário seria fazer o percurso académico cá). Porque o que passa ao longo de todo o seu discurso biográfico, são as preocupações amorosas. E as sexuais. E as suas preocupações são as nossas. Os nossos diários também pupulam de desilusões amorosas. De [poucas, felizmente] más performances sexuais (já repararam que o Vasco Pulido Valente gosta delas esqueléticas e secas que nem umas passinhas? - se calhar é por isso que não se esforça mais...).
E toda esta pretensa dissertação porquê? Porque vou continuar a fazer o que gosto: escrever com aquilo que gosto, seja da minha vida (já me disseram que era muito reservado - tenho idéia que em quase 30 anos isso não mudou, não seria agora), seja dos livros, filmes ou músicas de que gosto. E com companhia melhor. A vossa, claro. Sejam um ou dez. Mesmo que não concordem nada com o que digo (e ainda bem, que não acho gracinha nenhuma àqueles bonecos que abanam a cabeça para cima e para baixo). Porque sei que ainda me hão-de fazer gostar dos dias cinzentos de chuva (de Mariza é que já acho impossível). Mas acima de tudo, não me levem demasiado sério. Porque o que gosto mesmo, é de uma boa gargalhada. E quem mas conhece, diz que não há outras iguais.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Orquestra Sinfónica do Youtube
Ora digam lá se não é uma excelente ideia?







