sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

As mais loucas pesquisas do mundo VIII

Geralmente sou sempre eu que tenho de explicar aos amigos o que é trampling, role play e outras coisas que tais (convém estar-se informado, verdade?).
Agora... alguém importa-se de me explicar o que isto é? É só porque posso estar a perder uma coisa boa (ou não!) e não sei...



quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Mostrem-mos I

E começamos com a mostra do primeiro porta-chaves que nos chegou (e isto vai por ordem de chegada!) Ou melhor, com os primeiros porta-chaves. São os da Carlota. E que mistura! Mas que se percebe: para as chaves do carro, nada melhor que um porta-chaves de uma conhecida marca de pneus, bem comprido para se encontrar na carteira. Para as restantes, algo mais candido e mimoso - da marca de conhecidos peluches. Não tão comprido, mas com uma segunda argola.
E como a Carlota gosta de Xutos & Pontapés...

Não se esqueçam de enviar as fotos dos vossos porta-chaves!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Do gerúndio da ciência

A parte má de se ir sozinho a colóquios e conferências é não poder partilhar as gaffes e os disparates ditos pelos oradores. Acresce ainda a falta do que fazer durante os coffe breaks (em português - pausa para café), agravado pelo facto de se ter deixado de fumar. Que até é bom, porque se já é mau ter de fazer social em circunstâncias normais, quanto mais em situações de trabalho (e sim, estou a um passo de me tornar um bicho do mato, mas não tenho culpa de não me estimularem. Intelectualmente.)


A dúvida com que fico é porque é que a assistência depois do tal coffe break passa a ocupar outro lugar que não aquele onde estava sentada anteriormente. Até porque não adianta mudar de cadeira. Por mais desconfortável que seja, a vontade de dormir vai sempre aparecer, sobretudo entre as 15 e as 16 horas.


As conferências? Pois que as mesmas pessoas defendem as mesmas ideias há pelo menos 30 anos, desde que começaram a carreira académica. Será que não se fartam? E ai de quem defenda alguma ideia contrária! - ou é expulso do colégio (não há palavra melhor) ou nem chega sequer a lá entrar. Porque o poleiro até é pequeno e não chega para todos e não interessa quem canta melhor, mas sim, mais alto. E assim se faz ciência em Portugal. Ou vai-se fazendo.

[Adenda: porque já era altura de mudar o disco, aqui fica - e penso que bem a propósito, uma das Master Classes de Maria Callas, na Juliard School.]

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Prazos e metades

Ainda é terça-feira e sinto-me como se fosse sexta.


Prazos (em inglês deadlines) para cumprir até dia 31. Um deles não depende só de mim (e já não estou a achar muita graça.


E este bolo, de coco e gila, já vai para lá de meio. Só a semana é que não.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Mostrem-nos


Estão recordados, de há uns tempos, andar à procura de um porta-chaves? E de não encontrar nada que gostasse realmente? Pois bem, já o tenho, oferecido. É o belo exemplar acima (que só peca por não ser mais pesado).
No entanto, e lembrando-me do concurso levado a cabo pela Maria do Consultório, lembrei-me: e porque não fazer o mesmo com os porta-chaves?
Pois bem, os vossos porta-chaves merecem os seus cinco minutos de glória, neste caso imortalizados no meu humilde estaminé. Só têm de enviar para o mail do blog (aqui ao lado) uma fotografia dos ditos, que eu a publicarei. Vá, não se acanhem! Façam um porta-chaves feliz!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Dos vizinhos II

Eram nove horas quando vieram bater-me à porta. Era um dos vizinhos do lado. Os vizinhos do lado são uns miúdos de 20 anos (penso eu, que sou péssimo a avaliar idades), que devem ser estudantes. Para ser sincero, ainda não percebi muito bem quem lá mora, porque este nunca tinha visto.


Mas uma coisa que eu já tinha percebido, era que tinham ouvidos de tísicos. A menos que passem a vida com os ouvidos encostados na parede. Só assim se explica o terem ouvido aí há tempos o que não era suposto ouvir e comentarem entre si em pleno patamar.


Pois que veio pedir para pôr a música mais baixa. E eu disse que sim, claro. Mas com cara de parvo. Não só a música não estava estupidamente alta, como eram 9 horas da noite. De um sábado! E o que é que as pessoas de 20 anos fazem aos sábados? Vão sair com os amigos para se divertirem! O suposto, era ser eu a pedir para diminuirem o som da música!
Obviamente que não estou chateado, o miúdo foi educado e não me custa nada ouvir a música mais baixa. Agora que me fez espécie (já sabem como se pronuncia, não já?), fez!


Espero bem que tenha sido para estudar. Mas mesmo que seja, a juventude está perdida. Ou sou eu que estou velho. Ou não.

*Ok, a música podia ser considerada de gosto duvidoso. Mas as calcinhas de fato de treino dele também e eu não pedi para mudar...

Autogénese

Nascitura estava
sem faca nos dentes
cómoda e impura
de não ter vontade
de bater nas gentes.


Nasce-se em setúbal
nasce-se em pequim
eu sou dos açores
(relativamente
naquilo que tenho
de basalto e flores)
mas não é assim:
a gente só nasce
quando somos nós
que temos as dores;


pragas e castigos
foram-me gerando
por trás dos postigos
e um fórceps de raiva
me arrancou toda
em sangue de mim.


Nascitura estava
sorria e jantava
e um beijo me deste
tu Pedro ou Silvestre
turvo namorado
do verão ou de outono
hibernal afecto
casca azul do sono
sem unhas do feto.


Eu nasci das balas
eu cresci das setas
que em prendas de sala
me foram jogando
os mulheres poetas
eu nasci dos seios
dores que me cresceram
pomos do ciúme
dos que os não morderam;


nasci de me verem
sempre de soslaio
de eu dizer em junho
e eles em maio
de ser como eles
às vezes por fora
mas nunca por dentro
perfil de uma estátua
que não sou de frente.


Nascitura estava
e mais que imperfeita
de ser sorte ou dado
que qualquer mão deita.


Eu nasci de haver
os bairros da lata
do dedo que escapa
dos sapatos rotos
da fome que mata
o que quer nascer
e que o sábio guarda
em frascos de abortos;


eu nasci de ver
cheirar e ouvir
dum odor a mortos
(judeus enlatados
para caberem mais
mas desinfectados)
pelas chaminés
nazis a sair
de te ver passar
de me despedir
de teus olhos tristes
como se existisses.


Nascitura estava
tom de rosa pulcra
eu me declinava
vésper em latim:
impura de todos
gostarem de mim.


                         Natália Correia

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Dúvida VIII

Como é que ainda há pessoas que acham que conseguem engatar alguém com (e passo a citar):

"Eu acho que te conheço de algum lado... "*

[e porquê o uso das reticências?]

*Obviamente, recebido via Hi5.

De como fui a correr fazer o Euromilhões

Ela: - Pois, elas não se dão, já desde os tempos da licenciatura.



Eu: - Sério? Não fazia ideia!


Ela: - É! E nem queiras saber a razão!


Eu: - Homem. É que se está mesmo a ver…[mesmo sendo ambas umas mosquinhas mortas do pior].


Mas poderia lá ser outra coisa?!?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Acreditar

É quando nos sentamos a fazer relatórios e planificações e percebemos que falta tão pouco tempo para mostrar os resultados finais e que tudo depende de nós, que sabemos o que é o pânico. E e o quanto somos pequenos. Mas depois lembramo-nos de David e Golias e achamos que talvez sejamos capazes. Porque já passámos por isto, em tempos passados e na altura também achámos que estariamos a fazer omeletas sem ovos. E também sabemos que os grandes soufflés se fazem de poucos ovos.

Elisabeth Schwarzkopf - Im Abendrot

(Richard Strauss - Vier letzte Lieder)
("Evening") (Text: Joseph von Eichendorff)


Wir sind durch Not und Freude
gegangen Hand in Hand;
vom Wandern ruhen wir
nun überm stillen Land.


Rings sich die Täler neigen,
es dunkelt schon die Luft.
Zwei Lerchen nur noch steigen
nachträumend in den Duft.


Tritt her und laß sie schwirren,
bald ist es Schlafenszeit.
Daß wir uns nicht verirren
in dieser Einsamkeit.


O weiter, stiller Friede!
So tief im Abendrot.
Wie sind wir wandermüde--
Ist dies etwa der Tod?


We have gone through sorrow and joy
hand in hand;
Now we can rest from our wandering
above the quiet land.


Around us, the valleys bow;
the air is growing darker.
Just two skylarks soar upwards
dreamily into the fragrant air.


Come close to me, and let them flutter.
Soon it will be time for sleep.
Let us not lose our way
in this solitude.


O vast, tranquil peace,
so deep at sunset!
How weary we are of wandering--
Is this perhaps death?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Das vacas

Foto@Lusa/José Sena Goulão

Quem foi a besta, que não tem outro nome, da Brand Builders, que se lembrou de pôr uma pobres coitadas de meia dúzia de vacas a pastar em plena Praça de Espanha, no meio do trânsito? Diz que é  uma campanha para a Associação de Turismo dos Açores, em vésperas da inauguração da Bolsa de Turismo de Lisboa. Fechado num cercado, alimentado a palha e à chuva e a levar com poluição sonora e atmosférica 24 horas por dia, é que o queria ver! E já agora, a baleia que puseram no Saldanha, também é verdadeira?

(sim, esta a terceira vez num curto espaço de tempo que falo de vacas. So...?!?)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Conta-me como foi


A música não me sai da cabeça. O anúncio está muito bem feito. Tal como a série, mas isso já sabíamos.
(Só a minha Mãe é que não vê. Diz que sabe como foi - itálico dela. E sim, a minha mãe dava um blog)

sábado, 17 de janeiro de 2009

Querida Mãezinha

A Mãe acabou de me perguntar se por acaso não tinha, ou lhe arranjava música rap ou hip-hop. Que lhe faz lembrar música de intervenção.


Será que está a tentar ser uma Mãe moderna? Ou isto é mesmo a crise de meia idade? Ou simplesmente está a actualizar-se? Eu não sei se chore, ou se rie. Mas vamos fazer-lhe a vontade, pois claro!


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Kissing you


An7ónio, gosto bastante de Radiohead. Mas, se tivesse de escolher uma música do Romeo + Juliet , nem Radiohead, nem Cardigans (que com este frio sabem bem). Escolheria esta. Para lá de pirosa, como eu gosto e bem de acordo com o tema. Mas isto sou eu, que tento ser um romântico incurável.

Eu?!?

Eu estou óptimo. A minha boca é que nem por isso. Portanto e até ficar reestabelecido, caldinhos, empadão, esparregado. Neste momento, a varinha mágica é a minha melhor amiga. E o que me apetecia mesmo era um alto e suculento. A sangrar. Um belo bife, pois então!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Lovefool

Foi nos tempos do Liceu, possivelmente no 11º ano, ainda antes de sair o Romeo + Juliet, de Baz Luhrmann, de cuja banda sonora faz parte.
E ontem estive a ouvi-la até à exaustão. Porque apesar da letra triste, a música não o é.


Words: Persson, Svensson
Music: Svensson

Dear, I fear we're facing a problem
you love me no longer, I know
and maybe there is nothing
that I can do to make you do
Mama tells me I shouldn't bother
that I ought just stick to another man
a man that surely deserves me
but I think you do!*

So I cry, and I pray and I beg

Love me love me
say that you love me
fool me fool me
go on and fool me
love me love me
pretend that you love me
leave me leave me
just say that you need me

So I cried, and I begged for you to
Love me love me
say that you love me
leave me leave me
just say that you need me
I can't care about anything but you

Lately I have desperately pondered,
spent my nights awake and I wonder
what I could have done in another way
to make you stay
Reason will not pledge a solution
I will end up lost in confusion
I don't care if you really care
as long as you don't go

So I cry, I pray and I beg

Love me love me
say that you love me
fool me fool me
go on and fool me
love me love me
pretend that you love me
leave me leave me
just say that you need me

So I cried, and I begged for you to
Love me love me
say that you love me
leave me leave me
just say that you need me
I can't care about anything but you

(anything but you)

Love me love me
say that you love me
fool me fool me
go on and fool me
Love me love me
I know that you need me
I can't care about anything but you

(* a minha também já me disse coisas semelhantes. Como naquele dia em que saí de certa casa, de mala e cuia, em que decidi que os finais seriam preferíveis em táxi que de metro. Pelo menos os meus).

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Como ocupar o seu domingo

Acordar de manhã, levantar o estore da cozinha, deixá-lo cair, porque está partido.

Sair de casa para ir à farmácia comprar remédio para as aftas, que não nos deixam comer e falar, pelo menos sem dor. Passar pela padaria, onde estão pelo menos trinta pessoas na fila para o pão. Pensar que até não era má idéia comprar uma máquina de fazer pão. Ir até à farmácia, tirar senha, ver que se tem 20 pessoas à frente, pensar que mais vale ir até ao supermercado que deve ter gente, comprar pão, que é quase o dobro do preço da padaria e pensar novamente em comprar uma máquina de fazer pão.

Voltar para a farmácia, onde somos olhados de lado, não sabemos se por o nosso saco para o pão ser giro, ou por sermos os únicos com menos de 60 anos.

Voltar a casa, passar novamente em frente à padaria, onde não estão trinta, mas 15 pesssoas, ainda bem que fui ao supermercado.

Chegar a casa, almoçar e deitar mãos à obra. Desaparafusar a caixa do estore, um dos parafusos está calcinado, vá gastar uma lata de lubrificante W40 (passe a publicidade, mas aquilo é mesmo bom), ter de mudar de alicate, que com aquele não vai lá (não me perguntem porque tenho dois alicates iguais, nem eu sei).

Consegue-se tirar finalmente a tábua (depois de muito estrebuchar), percebe-se onde está a avaria - uma ripa partida, consegue-se tirar a ripa, então dividida em dois; encaixa-se as duas ripas. Quando parece estar tudo pronto, percebo que a rolo desencaixou-se do sítio. Horas para encontrar o sítio certo.

Subo o estore completamente, mas afinal não sobe todo, porque não se teve em atenção a fita, que falta. Vá de retirar a fita da mola e enrolar no rolo que está dentro da caixa. Quando se tenta colocar a fita a mola, percebo que a mola já não funciona e é preciso comprar uma nova. Vá de montar tudo novamente, mas ao menos dá para subir e descer o estore. Ou a persiana. Uma coisa é certa: não percebia nem de uns, nem de outros. E não sei se percebo.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Desafio

A Margarida, a quem a partir de hoje vou chamar de Guidinha (e tem sorte de não lhe chamar Guiducha), elegeu-me (verbo dela e, com tal, divino, embora eu prefira a carne) para responder a um desafio. Diz que tem curiosidade. O que a Guidinha não sabe é que aqui o Je não gosta nada de responder a desafios. O Je acha que os desafios são como as sms de Natal - toda a gente sabe que são as operadoras que enviam uns tantos exemplares e aquilo começa a circular, tal bola de neve (ia dizer que crescem como cogumelos, mas parece-me que a imagem da neve é mais actual).

Mas depois o Je pensou: foi a Margarida que elegeu. A Guidinha. E o Je gosta do blog da Guidinha. E recomenda, lembrando porém que o Je não gosta de Márizas nem de Saras e Magos, mas isso agora não cabe aqui.

E no que consiste o desafio? Partilhar (olha quem!) 8 sonhos (só piorou!).

1) Escrever a lista dos 8 sonhos ou coisas que se deseje fazer;
2) Convidar 8 bloggers a responder ao desafio;
3) Comentar no blog de quem partiu o convite;
4) Comentar no blog quem convidámos;
5) Mencionar as regras aos desafiados...

(os pontos 3 a 5 não têm jeito nenhum, à partida é explicito. Digo eu!)

O que a Guidinha também não sabe é que aqui o Je não tem jeito nenhum para sonhar. É sempre um grande drama arranjar 12 desejos para cada uma das passas, para cada uma das badaladas, na passagem de ano. Depois dos três primeiros (Saúde, Dinheiro e Amor - e sim, por estar ordem que saudinha é que é precisa e Amor e uma cabana nem pensar, quanto muito Amor na Cabana - num monte de palha é capaz de ter graça. Bom. Adiante), vai de distribuir desejos pelos amigos e assim (para o ano, já sabem, eu cedo os meus de boa vontade.)

Ora, eu não tinha um problema até a Guidinha me desafiar, mas agora tenho 8. Ainda pensei brincar com o assunto, encarnar a típica Miss América e desejar o fim da guerra e da fome, mas se encarnasse bem o espírito da dita, não iria saber nomear 8 países. Portanto, não me restam muitas hipóteses senão responder ao dito, de forma franca. Para agravar, neste ano que passou, realizaram-se pelo menos dois grandes desejos meus, não sobrando absolutamente nenhum. Portanto, vou ter de puxar pela cabecinha e encontrar 8 desejos:

- Não ser eleito para nenhum desafio (pronto, este é graça, vá, mas eu tenho de encher isto e não sei como);
- Saber o que gostava de fazer profissionalmente quando for grande (é verdade, não sei. E não venham com graças acerca do grande, que estou mais magro).
- Seja qual for o trabalho, que tenha direito a 13º mês e subsídio de férias, que não sei o que isso é.
- Não praticar um dos 7 pecados capitais. Obviamente, a preguiça, um dos três em que caio regularmente (não estão à espera que vos diga quais são os outros dois, pois não?) Permitir-me-ia optimizar muito mais o tempo do que actualmente.
- Assistir in loco ao Concerto de Ano Novo na Musikverein. Se me proporcionassem tal, levavam-me ao altar. (vá, não se esgatanhem, é só uma força de expressão!).
- Saber cantar bem. (devia ter posto melhor, assim vou dar azo a que gozem comigo até à quinta geração).
- Não perder mais. E não me refiro a chapéus de chuva, nem a jogos de cartas. E já estão a querer saber demais.
- Ter condições para dar um mano (ou mana) ao Diniz.

E agora é suposto nomear 8 blogs, coisa que não me apetece fazer. Quem quiser, que se sinta nomeado.

Em compensação, fica uma música. Aquela que começa "Os sonhos mais lindos, sonhei/ De quimeras mil um castelo ergui (...)". Esta. Que já me fez muito feliz.

...

Uma árvore de Natal compõe muito uma casa.

Dúvida VII

É suposto nevar com o sol que brilha? Será isso neve transgénica?

Obviamente, e aproveitando o balanço anterior, só poderia continuar com os grandes êxitos pós nacional cançonetismo e pré música pimba (isto dito assim até parece que tem alguma consistência!)

(e desculpem lá a foto - qual Maja Desnuda!- ali na banda sonora, mas já vinha assim...)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

It's a...


Para desenrascar por hoje, servem. (são auscultadores, caso não percebam - os que tinham só funcionam a 50%. E é tão bom quando isso acontece, não é? E porque é que comigo duram sempre menos do que nada?)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Dúvida VI

Quem escreve na página da agenda pessoal respeitante ao primeiro de Janeiro, em letras gordas e redondas "Ano Novo" é porque é muito organizado ou tem medo de se esquecer?
(E como a Noiva Judia ontem falou em trocas e baldrocas e nada mais me ocorre,

Lembram-se? Parece que ficou em segundo lugar no Festival da Canção em 1982. Uma verdadeira pérola, para os dias frios que correm. E haja boa disposição!)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

I'm going to tell you a secret III

É verdade, só sei fazer um nó de gravata. E não muito bem, segundo consta. Podia argumentar que não uso habitualmente no meu dia-a-dia, mas o que é certo é que não é por não precisarmos que não é necessário saber fazer. Pelo menos este tem sido sempre o meu lema. Há que saber fazer de tudo nesta vida (eu até nem gosto muito de leite, mas até gostava de saber ordenhar vacas - o exemplo é parvo, mas é verdadeiro - e poupem-me as piadas fáceis).
Isto tudo para dizer que até ontem só sabia fazer um nó de gravata. Horas de volta de uns bonecos e já consegui fazer o nó Windsor. Parece-me que não está mau de todo. Logo irei à inspecção, vamos ver se passa...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dia de Reis

Natal dos Simples
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura
(Há também a versão da Amália, mas que não tenho aqui comigo e não a encontrei no imeem... A ver se logo ainda a consigo colocar aqui. Senão, para o ano!)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Do blog

Estive a pensar em vós. É verdade, de vez em quando penso. Porque me faz espécie (é sempre ocasião para usar esta linda palavra, que adoro, de má que é - e deve-se ler espésse) a razão que vos levam a ler-me. Eu ler-vos, é simples: sempre tive um je ne sais quoi de voyeur e temos de concordar que os blogs são sempre muito melhores do que qualquer Big Brother (sim, assumo que vi, e depois? Não me fez mal nenhum à inteligência - não se armem em intelectualóides que não vêem esse tipo de programas e coisas que tais, que não há pachorra!). Isto porque podemos mudar de blog num click, pois pode sempre melhorar, o que geralmente não acontece na televisão. Na nossa e nas outras - isto é mau, mas lá fora é igual, nós só copiamos o que é mau, ou já se esqueceram do que o Eça disse há mais de cem anos?

Bom, adiante.

E faz-me espécie porque acima de tudo a minha vidinha não tem nada de especial. E aqui não se trata de modéstia. Do acordar para o trabalho, para o regresso a casa, onde se preparam as coisas para o dia seguinte, terminando o dia, de pijaminha (escusavam de ter ficado com esta imagem pouco abonatória e sensual de mim, mas enfim, ajuda ao boneco), esticadinho no vale de lençóis... Um dia atrás do outro.

E foi aí que me lembrei da MenMónica. Ou da Maria Filomena Mónica (é que o nome se presta a tantas graças que se torna irresistível). Pois bem, e o que terei eu a ver com a Senhora, perguntais vós?

Além das evidentes diferenças, eu diria tudo. A única diferença está no meio. Meio de comunicação, entenda-se. Porque se a Senhora escreveu as suas Memórias (Bilhete de Identidade, estão lembrados?), eu escrevinho um blog. Que me diverte e nisso, como em outras coisas, sou muito egoísta - farto de fazer as vontades dos outros.

[Aqui tenho de fazer um parentesis - todos os livros da Senhora que tenho, foram-me oferecidos pela minha amiga M. que, como eu, desenvolve pela mesma uma relação de amor-ódio. A única diferença é que a M. a conhece desde os 15 (precoce, a miúda! - sim, que é do meu tempo!), eu desde e os 20 e... qualquer coisa!].

Como a própria diz, toda a gente lá fora escreve as suas memórias. A grande questão é saber se o que se escreve traz alguma coisa de novo que a tornem tão especial. E não me parece que assim seja. Tirando o seu percurso académico no estrangeiro que, no seu tempo, para uma mulher, seria algo diferente, tudo o mais pertence à da gente comum (obviamente que se fosse hoje em dia o extraordinário seria fazer o percurso académico cá). Porque o que passa ao longo de todo o seu discurso biográfico, são as preocupações amorosas. E as sexuais. E as suas preocupações são as nossas. Os nossos diários também pupulam de desilusões amorosas. De [poucas, felizmente] más performances sexuais (já repararam que o Vasco Pulido Valente gosta delas esqueléticas e secas que nem umas passinhas? - se calhar é por isso que não se esforça mais...).

E toda esta pretensa dissertação porquê? Porque vou continuar a fazer o que gosto: escrever com aquilo que gosto, seja da minha vida (já me disseram que era muito reservado - tenho idéia que em quase 30 anos isso não mudou, não seria agora), seja dos livros, filmes ou músicas de que gosto. E com companhia melhor. A vossa, claro. Sejam um ou dez. Mesmo que não concordem nada com o que digo (e ainda bem, que não acho gracinha nenhuma àqueles bonecos que abanam a cabeça para cima e para baixo). Porque sei que ainda me hão-de fazer gostar dos dias cinzentos de chuva (de Mariza é que já acho impossível). Mas acima de tudo, não me levem demasiado sério. Porque o que gosto mesmo, é de uma boa gargalhada. E quem mas conhece, diz que não há outras iguais.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Orquestra Sinfónica do Youtube

Parece brincadeira, mas não é. Deparei-me com isto ainda agora, quando andava a fazer umas pesquisas no Youtube aqui para o estaminé.
Ora digam lá se não é uma excelente ideia?


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

2009

2008 foi um ano marcante para mim, na medida em que aconteceram bastantes coisas - muitas perdas, não físicas, mas perdas e também bastantes concretizações. Quer a nível pessoal, como profissional, atingi metas há muito esperadas. Com esforço (demasiado, por vezes), sacrifícios (que não foram poucos), com muito medo e incertezas à mistura. Não quero fazer nenhuma lista daquilo que me aconteceu. Estiveram comigo ao longo de sete meses, conheceram algumas dessas concretizações, outras só a mim interessarão. Mas valeu a pena.


E agora, se me dão licença, e mesmo com este tempo chuvoso, vou ver o mar.




Feliz 2009!