domingo, 30 de agosto de 2009

E como



o diadema anterior me faz lembrar uma paineta mostro-vos, não a mantilha da mãe, mas o leque (que está a precisar de reforma, mas deve ter perto de 50 anos). Tudo porque há quem se queixe do calor.

E falar de Arte Nova

e eu não falar de Lalique, não seria eu!
Diadema Orquídeas. ©  Fundação Calouste Gulbenkian

E falar de...

Sarah Bernhardt é falar de Mucha.




quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Le duel d'Hamlet

Sarah Bernhardt esteve em Portugal em  Novembro de 1899, no então Teatro D. Amélia, hoje S. Luiz. Interpretou La Dame aux Camélies, Adrienne Lecouvreur, Phèdre e Hamlet.



E também a podem ouvir aqui, embora não como Hamlet.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Procura-se

Mãe (ou similar) com dotes domésticos para encolher roupa através de método caseiro seguro e eficaz, nomeadamente malhas de algodão. Anyone? É que não me está nada a apetecer ter de engordar para me assentarem bem e as noites estão frescas.

sábado, 22 de agosto de 2009

Dúvida XIII

Não percebo as pessoas que colocam no estado da sua relação no Facebook: é complicado. Afinal, o que é complicado? A relação ou as pessoas? E quem é que quer relações complicadas? As relações complicadas são, sequer, relações?

Ouvido na rua X

- Puxa, puxa, que eu gosto.


Até tive medo de olhar...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Como fazer para ficar a salivar?

Fácil. Enviem-me qualquer coisinha (no caso em questão foi a Amazon) e coloquem juntamente com a encomenda, publicidade a isto:
Fillet Steak. Se está bom para a tia Bélinha, está bom para mim. Aqui.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Street view

A minha casa aparece no Street View do Google maps.




Acho mal. Ao menos tinham avisado as pessoas.




Assim as japonesas já apareciam colocadas e os vidros limpos.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Neve em Agosto



Já os tinha comprado no mês passado, em promoção. No entanto, certo de que iriam revirar os olhos mal começasse a falar de decorações de Natal em pelo Julho, esperei mais umas semanas, convicto de que o calor que tem feito, fazendo toda a gente lamuriar-se das temperaturas, iria fazer com que as saudades do Inverno e do frio apertassem e me desculpassem.



Tratam-se de pesos para as toalhas de mesa, em forma de flocos de neve. Vão ficar um mimo. Talvez na Árvore. Ou em qualquer outro sítio. Ainda não me decidi quanto às decorações natalícias deste ano...


(vá, poupo-vos a uma música de Natal em Agosto!)



sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Axa y Fátima y Marién

As viagens para Granada estão reservadas, burocracias tratadas, um disparate gasto em comissões de transferências internacionais interbancárias.
Resta-me a consolação de que vou visitar o Alhambra à noite, o que não é para todos.


Ainda assim, é preciso ganhar ânimo para ir, já que companhia não tenho.




Las morillas de Jaén


Tres moricas me enamoran
en Jaén:
Axa y Fátima y Marién.

Tres moricas tan garridas
iban a coger olivas,
y hallábanlas cogidas
en Jaén:
Axa y Fátima y Marién.

Y hallábanlas cogidas
y tornaban desmaídas
y las colores perdidas
en Jaén:
Axa y Fátima y Marién.

Tres moricas tan lozanas
iban a coger manzanas
y hallábanlas tomadas
en Jaén:
Axa y Fátima y Marién.

Díjeles: ¿Quién sois, señoras,
de mi vida robadoras?
Cristianas que éramos moras
en Jaén:
Axa y Fátima y Marién.


Federico García Lorca


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ego sum Ressurrectio et Vita

A Bisavó A., no final da vida, estava um bocadinho tonta. Muitas das vezes perguntava se não ouviam ao longe um coro a cantar um qualquer Kyrie.

Talvez seja esta história, que sempre me impressionou, que me faça gostar de música sacra, especialmente missas.

Talvez uma das minhas preferidas seja a Missa de Santa Cecília, de Charles Gounod.
Quando soube que a Rainha D. Amélia havia deixado em testamento o desejo de que nas suas cerimónias fúnebres fosse executado o Ego Sum Ressurrectio et Vita, do oratório Mors et Vita, o meu desejo em ouvi-lo foi imediato. Mas tive de esperar uns meses. Até ontem.



Trata-se de uma obra relativamente pouco conhecida, com pouquissimas gravações. Esta, que aqui vos deixo é dirigida por Michel Plasson. Barbara Hendricks, Nadie Denize, John Aler José van Dame e a Orchestre du Capitole de Toulouse. Embora o Judex seja talvez o trecho mais conhecido, deixo-vos com Horrendum est incidere (coro), a que se segue o Ego sum Ressurrectio (solo de barítono), afinal o que mais me despertou a atenção. No entanto, o difícil é escolher, pois toda a peça é de uma musicalidade comovente.



Ego sum Resurrectio et Vita. Qui credit in Me, etiamsi mortuues fuerit, vivet: Et Ego Resuscitabo eum in novissimo die.
Eu sou a Ressureição e a Vida. Os que em Mim acreditam, ainda que estejam mortos, viverão. E eu os ressuscitarei no último dia. (tradução minha)

Gosto

que se gabem de coisas que eu também já vivi e mas das quais não me gabo, não por serem motivo de orgulho, mas por achar de péssimo gosto a gabarolice gratuita.

Não gosto

de ser confundido com um balcão de informações.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Das confianças

Acabaram de me chamar Pedrocas no meu lugar de trabalho. E nem sequer somos colegas. Mas que confianças são estas?

sábado, 8 de agosto de 2009

Ter escrito...

este post logo após um outro que fala de boxers, não sei se terá sido muito boa ideia. Sobretudo se tiverem uma imaginação fértil como a minha.

Voltei...

a sonhar com ela. Já que foi um sonho, bem que podia variar, não?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

E depois

há quem, como eu, use boxers justos (só para a vossa mente não ter visões do inferno).

Do amor

Atribuo-o ao facto de ser bom ouvinte. Bom ouvinte simplesmente porque mau ou pouco falador. Sendo essa ou não a razão, o que é certo é que tenho tendência para me tornar confidente de várias pessoas, mais ou menos próximas. Coisa que não me desagrada, faz-me sentir de certa forma útil. Porque o bem também se pode fazer de palavras. Mesmo que saibamos que amanhã vamos ouvir os mesmos problemas, as mesmas frustrações. Mesmo que as nossas sugestões nunca sejam tidas em conta. Porque mudar é difícil, dizem-me.

E o amor, ai, o amor, esse bandido, que é o tema mais recorrente. E por isso tão banal. Para quê complicar? Porque o amor não passa de duas cuecas estendidinhas no varal. E a isto, meus amigos, não podemos fugir.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Good to be back

Corria o ano de 1993 quando comprei a minha primeira aparelhagem com leitor de CD. Que ainda veio com gira-discos. E que durou bastante tempo, só deixando de funcionar há menos de meia dúzia de anos.
Ora se discos de vinil havia bastantes lá em casa, assim como cassetes, CD era coisa que ainda não havia. Obviamente foram-se comprado lentamente, mas depressa me fartava daquilo que tinha. Recorria então aos amigos para os irmos trocando e assim ir variando as nossas audições.
Foi a R. que mo emprestou, que era do Pai, a quem ela tinha "surrupiado". Obviamente que com a idade que tinha na altura, não sabia quem era a Senhora, muito menos de quem era filha.
Meia dúzia de músicas românticas (leia-se para lá de pirosas) fizeram as minhas delícias e serviram de banda sonora aos meus suspiros de adolescente. Só que passado uns dias o CD foi devolvido, as aparelhagens deixaram de trazer leitores de cassete e com o passar dos anos me fui esquecendo.
Até que, por puro acaso me lembrei de o procurar (não me lembrava do nome, mas tinha ideia da capa, vá-se lá saber porquê). E acabou por chegar hoje a casa e já está a tocar.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Das fotografias

Não sabia que era moda posar para as fotografias a chorar. Ou então que devíamos só devemos mostrar aquelas fotos onde estamos com cara de que todos-nos-devem-mas-ninguém-nos-paga.
Passo a explicar: duas pessoas diferentes, conhecidos de há anos (e de quem perdi o contacto), adicionaram-me recentemente no Facebook, onde tenho uma foto minha escarrapachada, de tacha arreganhada. O caso não é para menos, sou por natureza sorridente, excepto quando estou mal humorado (e aí saiam da frente, que vai sobrar para vós de certezinha!). E tenho ideia que quando somos fotografados que há sempre uma alminha que nos grita Cheeeeeeeeeeeeese!, para o caso de nos esquecermos de sorrir. Mas isto pode ser de mim, que oiço muita coisa, que preferia não ouvir de todo sequer metade do que oiço.
E isto tudo porque o teor dos comentários deixou adivinhar alguma desconfiança acerca da veracidade do sorriso. Será que lhes custa fazer o mesmo? Ainda bem que pelo Facebook não conseguem ouvir a sonoridade das minhas gargalhadas, senão, o que seria?

domingo, 2 de agosto de 2009

Das disponibilidades

No outro dia, falava com alguém que me dizia que não se pode contar com os amigos casados ou comprometidos. Que a sua disponibilidade e a sua disposição não são as mesmas que os solteiros e descomprometidos possuem.




Engana-se. A disponibilidade dos solteiros e descomprometidos consegue ser ainda menor. Porque o tempo que esses têm livre, é usado para a procura da sua cara metade. Para o resto da vida, ou para aquela noite (estas, por vezes, são mais fiáveis).




Talvez seja tempo de deixar os preconceitos genéticos que me fizeram anti-clerical (q.b. - isto com as sucessivas gerações va-se esbatendo) e ter amigos padres. Mas esses também amam, não é?