sábado, 31 de outubro de 2009

Eu sei,

eu sei. A tradição portuguesa fala antes no Pão por Deus. Acontece que só aos 28 anos é que me dei conta da existência dessa tradição, em pleno casamento da C. e do N., quando me ofereceram o bolinho. Ora o bolinho é uma das ofertas do Pão por Deus e também usualmente oferecido nos casamentos (pelo menos naquela região) e foi aí a primeira vez que ouvi falar de tal tradição. Será que tive uma infância infeliz por não saber o que é o Pão por Deus?
Já do Halloween, que não é americano (esses arroguem-se só ao Dia de Acção de Graças e já vão com sorte – quanto à piroseira do Dia de S. Valentim, passamos a outro e não ao mesmo), desde as aulas de inglês na escola preparatória, com a minha querida professora de inglês (estou mesmo a falar a sério, um dia ainda hei-de falar dela!).
Além disso, quer-me parecer que o importante é festejar e estar com os amigos, seja lá o que for. Por isso, este ano, vai haver festa (e da rija) cá em casa.
Tudo maleficamente preparado, assustadoramente apetitoso. Há morcegos no ar, ratos no chão, aranhas na mesa. Para comer, queques de vómito, mãos de humanos, cabelos de bruxa, bolachas de unhas de rato encravada, dedos enrolados, olhos de fantasma, ninhos de viúva negra e outro sem número de iguarias.


E agora, deixem-me só ir acabar de pilotar o caldeirão, que ainda tenho umas abóboras para preparar!


(Alguém me sabe mesmo dizer quando é o Dia de Acção de Graças? Só para saber se vou a tempo de preparar alguma coisa...)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Dúvida XVII

Face a esta crónica de Vasco Pulido Valente: Público - "Uma farsa", a minha dúvida é se Miguel Sousa Tavares vai passar a gostar de Saramago.

Parece que estou parvo!

E da Yourcenar ninguém fala porquê? Ah, por ser inteligente, escrever (muito) bem e não ter ganho um Nobel?* Assim está bem!

*E só deve ter pertencido à Academia por ser mulher, parece que precisavam de uma por causa das quotas...

Nem a propósito

Pergunto-me se a Sala dos Embaixadores, no Palácio da Ajuda, onde habitualmente os novos governos tomam posse, continua com o tecto a cair.

É por essas e por outras

que já nem me choco quando certos abruptos deputados vêm dizer que a Assembleia continua sem condições de trabalho. O que dirão os alunos da Escola Secundária Marquesa de Alorna, com as lindas latrinas que tinham (se é que aquilo conseguiam ser sequer latrinas), ou as inúmeras escolas provisórias instaladas em barracões há mais de vinte anos. E isto só para dar o exemplo das escolas, que diz que o melhor do mundo são as crianças. Se nem essas têm, quanto mais...

E eu sei que já ninguém comenta isso, mas

o que é certo é que o cuspo não é tão corrosivo como a caca dos pombos. E entre cuspir nos Jerónimos e deixar que ali tão perto a Capela de Santo Amaro continue graffitada e em tão grave estado de degradação (só para dar um único exemplo), não tenho dúvidas do que é pior. Mas para isso deixa-se tudo ficar de braços cruzados, não é?

Assim como assim

eu deveria mesmo era deixar-me destas coisas e dedicar-me ao que toda a gente me procura: Conselheiro matrimonial. Não estaria certamente rico, mas com certeza mais folgado.

E se não tivessem a mania

de se armar em jovens radicais e vestissem fato e gravata, como é da praxe, facilitar-me-iam muito a vida que assim sendo, não sei o que vestir.

Paper escrito,

blog actualizado.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pensamentos III

Acabado de chegar ao trabalho, óculos escuros, como sempre.

Ela - Ai Pedro, esses olhos como estão...
Eu - Mas estou com uma pele óptima, não estou?*

*Pronto, não fui isto que respondi, porque até estou bem disposto, mas para a próxima não se livra...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

National Geographic VI

E ainda dizem que não há vida depois da morte...

National Geographic V

"tens é um sorriso q deve derreter corações"*


*Corações não sei, agora o gelo da arca frigorífica que pus ontem a descongelar é que teria dado um jeitão!

National Geographic IV

"Ou melhor, igual a sempre"

National Geographic III

"Estás giro"

National Geographic II

Mais incrível ainda, é o tempo que demoram entre meterem conversa e começarem a fazer-se ao piso.

National Geographic

É incrível como começam a dar sinais de vida assim que acabam com os namorados.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

E por falar em figuras tristes

É impressão minha ou a Fátima Campos Ferreira foi completamente arrasada no Prós e Contras desta semana, quer pelos convidados presentes, quer pelo próprio Provedor dos Telespectadores (não me recordo o nome do Senhor).

Pensava que era só eu

a não ficar chateado sobre o que a peça da Sr.ª Proença no Saia Justa. Felizmente, não. As figuras tristes, quer-me parecer, são de quem as faz (e quem não as fez?).

Os meus pés em Granada

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Daniil Simkin

faz hoje 22 anos.



Vi-o há uns anos atrás, igualmente num Dia Internacional da Dança, numa gala organizada pela CNB.
De origem russa, é actualmente solista no American Ballet Theatre.

Mostrem-mos XX

Depois de um pequeno interregno, não por falta de porta-chaves para mostrar, mas sim por pura preguiça, (e por problemas com o armazenamento de música) regresso com mais porta-chaves.
O porta-chaves que vemos na imagem, um clássico, é do Tuga_a_valer, que já teve blog, mas deixou de ter e a quem perdi o rasto, pois nem o email está activo. Espero que não se importe que ainda assim o mostre. Diz-nos o Tuga que foi comprado há já 13 anos em Ponte de Lima e que já tentou por várias vezes substituí-lo, mas sem resultado.



Como foi comprado no Minho, podemos continuar com Amália, que também o cantou. Não com o previsível Havemos de ir a Viana, mas antes com Canção de Viana, a qual gosto muito.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pensamentos II

Tenho para mim que este tempo húmido e quente se deve à quantidade estrondosa que, nos últimos anos, se plantaram de palmeiras em Portugal. O que também deve ter contribuído o facto de terem sido plantadas em rotundas. O ar quente, que deveria subir, enreda-se na palmeira, concentrando em si toda a precipitação oculta, formando estas massas quentes e húmidas. Perceberam?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Ter amor ao fado"



Alhambra, à noite

E aqui ficam as fotos (algumas) prometidas. O Alhambra à noite, mais concretamente, os Palácios Nazarinos.



E se a fonte dos Leões tinha sido retirada para restauro, um outro leão passeava-se por lá*

*(tenho para mim que foi mandado por um outro, para ver se estava tudo em ordem para me receber... ;) )



sábado, 3 de outubro de 2009

À pesca



Não me lembro se em criança tive um daqueles jogos que consistia numa cana com íman e cujo objectivo era pescar peixes com íman. Aliás, diga-se em abono da verdade que nunca fui à pesca, nem de cana, nem de rede. E a nível genético a coisa não podia ser mais desastrosa - a única vez que o meu irmão lançou a linha, lançou também a cana (devia ter 14 anos, se tanto).

Ora, esta manhã, depois de me ter enraivecido com a arruada de certo partido político que passou mesmo em frente à minha casa (que eu não tenho nada contra o partido em questão, irrita-me sim tanta preocupação com os trabalhadores e vá de às dez horas da manhã de um sábado, quando as classes oprimidas estão a tentar recuperar o sono de uma cansativa semana de labor, fazer uma chinfrineira com bombos e trombones de tal forma ensurdecedora que até o Diniz se escapuliu para debaixo da cama com medo!) fui estender roupa. Não porque estender roupa me acalme - até é uma das tarefas domésticas para a qual não tenho grande pachorra, mas tinha de ser.

Há uns dias atrás , tinha comprado uma molas (ignóbil porcaria) que me deixaram ficar mal: vá de uns jeans irem parar ao terraço dos vizinhos do R/C. A coisa complicou-se um bocado porque os vizinhos em questão são um estabelecimento comercial e já passava da uma hora. Sendo que segunda-feira é feriado, só terça-feira poderia ir pedir as calças.

Eis senão quando me lembrei da minha antiga vizinha (cujo nome não me recordo agora, eu e a má memória para nomes), uma senhora dos seus setentas e muitos anos, que morava por cima de mim na minha anterior casa e que passava a vida, para além de passar horas à conversa comigo sempre que me apanhava nas escadas, a pescar peças de roupa que deixava cair (e acho que molas também!) com um cordel e um anzol. Tudo isto para não ter de pedir à vizinha do R/C, que era a porteira e de quem gostava (não era só ela!).

Como a necessidade aguça o engenho, lá me arranjei. Uma corda que tinha de um antigo varal, atado a um bocado de madeira com um camarão et...voilá! À segunda tentativa consegui recuperá-las.

Continuamos com Amália Rodrigues. Fui ao mar buscar Sardinhas, do álbum Gostava de ser quem era.