quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Não dá para trocar

antes pelo Guru do Sexo (versão portuguesa)?*


Mais não seja, porque deixar crescer cabelo e barba demora imenso tempo. Não é por mais nada. Claro. Até parece!

* Também não vi, não sei do que se trata.

O guru do Amor*

Foi isto que acabaram de me chamar. Está visto que vou ter de deixar crescer cabelo, barba e bigode. Logo agora que tenho marcação para cortar o cabelo na terça-feira.*

*Não vi o filme, não faço ideia do que seja.
**Era segunda, mas teve de passar para terça-feira.

O post anterior teria graça

se eu não fosse para um país do Norte da Europa. E em Abril (águas mil).

Não digam a ninguém

Poupei mais de 500 euros num quarto para duas noites, num hotel de cinco estrelas. Vai-me sair mais barato que um Ibis e vou estar melhor localizado. Deve é chover dentro do quarto, mas isso não interessa nada.

Assertividade

É o que me falta. Assim se explica ter demorado mais de uma hora para reservar um hotel, tendo tido ajuda presencial e ainda ter feito mais dois telefonemas. Mas eu não tenho culpa de no restaurante ficar sempre com aquela sensação que deveria ter escolhido o bife.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A single man


Vi ontem A single man. Não pretendo alongar-me demasiado acerca das impressões que me deixou o filme, que foca um tema que é particularmente dolorosa – a viuvez. Se exceptuarmos a perda de um filho e por muito terrível que seja a morte dos pais, a viuvez deve ser de uma violência atroz. Quer quando as pessoas são novas – ainda tinha um futuro para viver – quer quando são velhas – não é na velhice que precimos ainda mais de afuguentar a solidão?
É precisamente o discurso de Kenny (demasiado Tommy Hilfiger, não?) no bar que é absolutamente arrebatador. O nascer e o morrer sós e nunca verdadeiramente apreender o outro. Na verdade, o que estarei eu a fazer enquanto lêem este texto?
Um Colin Firth muito Victor & Rolf, uma Julianne Moore a a fazer de Julianne Moore (vá, um pouco mais alegre do que habitualmente, mas ainda assim à beira de um ataque de nervos), em cenários demasiado aprumadinhos. Talvez por não ser a perfeição que traz a felicidade, verdade?
Mas não era nada disto que gostaria de salientar. Apenas 2 pormenores.
Charley fumava Sobranie Cocktail. Cigarrros esses que a R. (não a mesma de posts anteriores), costumava trazer das férias passadas em Espanha. Filtro dourado, papel em lilás (como os do filme), cor-de-rosa, verde ou cor-de-laranja, se a memória não me falha. Não sei se ainda existem e se os há cá em Portugal. E que parecenças entre a R. e Charley. Não é difícil encontrar mulheres perdidamente apaixonadas pelo homem errado que nunca as vão amar como gostariam.



Ebben? Ne andrò lontana, foi a ária escolhida para fazer parte da banda sonora deste filme, interpretada por Miriam Gauci (e que ouvimos aqui por Renata Tebaldi)
Da ópera La Wally (Catalani), a personagem refugia-se nas montanhas nevadas do Tirol e canta as saudades da casa materna, de onde fora expulsa pelo pai, por recusar casar com um homem que não amava.
Jim morrera na neve, quando ia visitar a mãe, que não aprovava a sua relação com George.
Mas a neve não faz gelar os corações de quem ama.



Renata Tebaldi - Ebben? Ne andrò lontana


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sempre me fez espécie

(entre muitas coisas), as pessoas que tiram uns anitos à idade. Sobretudo quando o corpo e/ou a mente, não acompanha essa tentativa frustrada de rejuvenescimento. E a coisa não bate certo.Entre mentir na idade e a cirurgia, antes esta. Bem, pelo menos antes de mentir.
Adiante. Ainda me faz mais espécie aquelas pessoas que foram minhas colegas de Liceu e resolvem tirar uns anitos na idade (ainda por cima dois ou três. Fraquinhos! Já que era para tirar era logo à meia dúzia, algo que se visse!). É que às tantas, já eu terei saído da Faculdade e eles ainda não entraram no jardim-infantil, ou que raio é que se chama agora. E as probabilidades de nos termos conhecido são assim a modos que nulas.

Ir à festa da Saia

no Lux de kilt é tão original como o Senhor dos Passos ir de roxo. Não necessariamente à festa da saia.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O prometido é devido

E ainda bem que não segui as vossas sugestões. Havia mosqueteiros, capitães Gancho e soldados romanos.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Bal Masqué

E para a festa de logo à noite vou estar assim (mais ou menos, como é óbvio). Nenhuma outra máscara faria mais sentido do que esta. Como não me vão poder descobrir, visto a festa ser privada, pode ser que tenham sorte e eu vos mostre algumas fotografias do resultado final.
Ludwing II. Retrado de Ferdinand von Piloty, 1865.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

É favor

não levar o post abaixo demasiado à letra, 'tá?

É por estas e por outras que não caso, que ninguém está para me aturar

Quem me conhece, sabe bem quanto eu detesto cenas românticas na vida real. Nomes queridos tais como lindo e amor fazem-me revirar os olhos (fofinho é mesmo para partir para a estalada); demonstração de afecto em público (nisso, sou como os ingleses, em público só de demonstra efecto por cães e cavalos)* ursinhos, bombozinhos e florinhas - em suma, toda aquela piroseira do Dia dos Namorados deixam-me a pontos de vomitar.
Mas devo dizer que este ano era o que apetecia. Porque nunca tive nada parecido (thank God!). E porque sei que não vou ter.

*faz-me lembrar aquela história que me aconteceu na semana passada. Domingo (dia oficial de trombas), como se não bastasse chovia e eu tinha de me enfiar num Centro Comercial. No autocarro, no banco à minha frente, mas do outro lado, um casal de namorados. Os vidros embaciados (que é uma coisa que me mete bastante nojo, os vidros já de si nunca devem ser limpos e saber que aquela humidade toda já passou por certos e determinados aparelhos respiratórios não me deixa sossegado). Eis senão quando, quando a rapariga vá de desenhar um coração (apaixonado?) à volta do seu nome e do seu mais que tudo. Valeu-me a gargalhada do dia (acho que da semana também).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Do umbiguismo

Nos últimos dias, com a morte de Alexandre Macqueen frases (lindas) como a moda fica mais pobre e coisas que tais abundavam em notícias e blogs.
Confesso que, de tudo o que praí li, não deixo de ficar um tanto ou quanto surpreso com tanto memorial. Não que o senhor não mereça, mas na realidade, quantas dessas pessoas terão um cintinho, vá, do senhor em casa? Vá, visto um vestidinho na Activa? Tomara muit@s saberem o que é a Vogue ou a Elle, quanto mais. (Sim, sim, eu não tenho Picassos em casa, mas também não queria, obrigado e não é aí que quero chegar).
Mas o que realmente me deixa chocado é ninguém tomar consciência do significado desta morte e lembrar-se que ao nosso lado, haverá com certeza alguém que também sofre com a morte de alguém que lhe é querido (nem quer pensar como será no dia em que a Mãe deixe de fazer parte deste mundo). Vamos continuar a admirar vestidos que nunca usaremos, enquanto temos amigos a morrer lentamente e em silêncio ao nosso lado? Pois, bem me parecia que não. Porque na realidade, se o senhor tivesse tido um ombro presente, a moda não teria ficado mais pobre. Mas nós só nos queixamos das coisas depois de elas acontecerem, não é verdade?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Melting pot

Ler um livro comprado em Londres, beber chá trazido da Índia (obrigado M.C.), e comer scones feitos com farinha de compra, vinda directamente dos EUA. Com geleia de marmelo. Da quinta das pessoas, como é óbvio!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Não sei se

 ter tratado uma Professor universitária (ainda que não catedrática) apenas por Minha Senhora foi muito boa ideia. Eu e as minhas gaffes.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Não sou fã


de chocolate, mas se tivesse agora um destes em casa (ou dois ou três), ia ser um ver se te avias. (Vá, e poupem-me às piadinhas fáceis).

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Visão do inferno

Passei o dia sentado, tendo à minha frente uma cinquentona com umas leggings pretas vestidas.
Reformulo.
Passei o dia sentado, tendo à minha frente uma cinquantona com aquilo que a própria achava serem umas legginngs pretas, quando na verdade não passavam de collants pretos e transparentes - percebia-se perfeitamente pelas costuras dos ditos (ou das ditas? collants é feminino ou masculino? bem, adiante, que isto já é tarde e os leitores têm de se ir deitar).
De maneiras que, para além dos ditos ou ditas collants, eu vi também as cuequinhas da senhora (para além da celulite). E era algo muito dispensável de se ver.

(perguntam vocês: - mas era suposto ver-se o rabo da senhora? Eu respondo que ela devia achar que a camisola de malha que trazia vestida era mais comprida 30 cm do que realmente era. Aliás, eu acho que a senhroa devia achar que estava vestida de burka, só pode).

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Preconceito II

E a bem da verdade, também reviro os olhos sempre que dizem que gostam muito de danças e latinas. Salsa e mérengue.

Preconceito

Há duas marcas com as quais nunca me hão-de ver vestido: Saccor, porque não sou jogar de futebol e Salsa (sim, as calças caem super bem e tudo mais), porque não uso nada que tenha nome de erva de cheiro.

Deve ser da idade

Lá por achar a R. destrambelhada, não quer dizer que eu não o seja também. À distância de duas estações de metro, combinamos almoçar juntos, para lhe entregar o telefone esquecido. Fui ter com ela. Fiquei de tal forma embrenhado nos meus pensamentos, que quando dei por mim, a porta da carruagem abriu-se. Caiu-me a moeda e pensei: tens de sair, já tinha tocado o aviso sonoro e as portas estavam a fechar. Era então ou nunca, com a agravante de ter de voltar para trás num outro comboio. Dirigia-me para as cancelas (aquilo tem outro nome, mas cancelas não me parece incorrecto). E aí percebi que tinha saído uma estação antes...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sim, é ela

A R. do post anterior é a mesma que falei aqui. E sim, tinha acabado com o namorado. Vou ali fazer o euromilhões e já venho.

Reencontros

Deixei-a no carro, depois de ter jantado cá em casa. Conversas a mil, gargalhadas ruidosas. Como se a última vez que estivemos juntos tivesse sido ontem. Mas nem sempre as amizades antigas são as mais quotidianas.

Não pode deixar de esboçar um sorriso quando cheguei a casa e dei de caras com o seu telefone em cima da arca de centro. Há quem tenha mesas de centro, eu tenho uma arca de centro. E tenho a R. como amiga, há cerca de 20 anos - é sem dúvida a minha amiga mais antiga. Que continua a mesma destrambelhada de sempre, ainda que passemos meses, por vezes anos sem nos vermos. Há coisas que não mudam. E ainda bem. Amanhã devo estar com ela novamente, para lhe entregar o telefone esquecido. O que é sempre um bom motivo para nos reencontrarmo-nos.

4 Non Blondes - What's up