sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eu não sei

se tenho um lado Samantha (a Formiguita Bipolar acha que sim) e ia começar a ripostar (mas só porque dei uma gargalhada monstra quando não podia). Mas depois lembrei-me realmente, nos últimos tempos, tudo o que me soe a passarinhos a chilrear, violinos a tocar e por aí fora, me dá volta ao estômago, por isso sim, assumo publicamente que o meu lado Samantha está a vir ao de cima (que eu não sei muito bem qual das Samanthas a Formiguita se refere, mas se for a Fox, sempre dá para boiar).

Dúvida XXII

Se os cães andam ançaimados na rua, porque não hão-de as criancinhas andar amordaçadas?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

10 kg mais magro

20 anos mais velho.

Vamos lá a saber,

qual de vós que me lê é que tem acesso aos meus números de telefone? É que acabei de receber, de outro operador de telefone, a seguinte mensagem: “A Primavera já lá vai e o Verão promete ser quente! Com os novos alertas Eróticos vive este Verão a escaldar!”.

É que se me querem ver felizes (o que muito agradeço), passem para cá a chave vencedora do euromilhões desta semana. É que quanto ao resto tenho estado a ser irónico, sim?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O que me leva aquela questão,

que metade das pessoas acham que tenho meio mundo atrás de mim e aquelas que acham que sou um grandessíssimo convencido por achar isso. E tanto umas, como outras, não podiam estar mais longe da verdade.

Talvez sim, talvez não

Há milhares de anos, pus-lhe os palitos (eu nunca disse que era santo, pois não?). Dei-lhe uns pares de patins, em troca fez chantagem emocional comigo. Que não funcionou - posso ser parvo, mas não sou estúpido (vá, muito). Acho que nos cruzamos uma vez, não nos falámos. Volvidos estes anos todos (que não foram assim tantos, mas valeram como muitos) envia-me um pedido de amizade via facebook. E isto podia dar-me um grande contentamento, mas não.

É do calor...

Acabei de receber uma mensagem de um operador móvel: “Alertas amor e romance: dê novo ânimo a sua vida amorosa. Adira já”



Eu até aderia, se tivessem explicitado que faziam domicílios

E não,

não acordei de mau humor. Ontem é que me esqueci de escrever tudo o que me passou pela cabeça. É a idade.

E aquela gente

que levou à letra a frase: os 80 estão de volta e vá de abrir o baú e sacar de lá de dentro a roupinha traçada?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Temos a certeza

que não temos tempo para nada, quando nem os folhetos dos supermercados vão directamente para a reciclagem sem serem lidos.

E o que eu gosto

quando ele leva a gravatinha igual ao vestidinho da esposa? É que não é só nos casamentos!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O que vale

é que há uma Isilda que me põe a par do mundo televisivo. Sem ela, eu nunca saberia que ainda há telenovelas sul-americanas dobradas em português.

790

É o número de posts que tenho para ler. Vocês fartam-se de escrever, irra!

Voltei, voltei

voltei das mini mini mini-férias (não confundir com mimimimimimi) e agora já estou cá (e hoje é feriado em França)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Matilde Rosa Araújo 1921-2010

Para além de amiga de família, foi um poema da Matilde o primeiro que soube de cor (ao contrário do que se possa pensar, o que só reforça a ideia de que em casa de ferreiro, espeto de pau). Tinha eu então seis anos e preparava o presente para o dia da Mãe, sendo este o escolhido pela minha Professora* para acompanhar o postal feito por nós. Foi com bastante tristeza que soube hoje da sua morte.

Mãe, que verdade linda,
O nascer encerra.
Eu nasci de ti,
Como a flor da terra.

*Professora essa que me apresentou Fernando Pessoa, o da Mensagem, mas que abriu caminho para o restante.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Estrelinha que te guie...

Crescemos e pensamos atingir alguma maturidade. Já sabemos dizer não, já temos mais certezas das atitudes que tomamos, sobretudo das que mais nos custam, sintoma inequívoco de que são a escolha mais acertada.

Mas há todo um conjunto de situações que ainda não sabemos resolver.

Depois de anos de ouvirmos que a nossa não é assim tão gira, que o nosso gato não é assim tão bonito, que os nossos amigos são estranhos, de percebemos que não é isso que queremos para nós, porque sabemos distinguir críticas construtivas de ataques permanentes, de nos afastarmos, de finalmente percebermos que a nossa felicidade não passa por convivermos com pessoas assim, porque temos de receber mensagens de parabéns dessas pessoas? E agora, pessoas, o que fazer? Ignoram-se as duas mensagens recebidas (para o caso de não se ter acertado no dia), o e-mail (caso o número de telefone já ter sido outro); responde-se com um obrigado dando motivos a que esta nesga se transforme num portão escancarado para a nossa vida? Agradecemos, mas dizemos que escusava de se ter maçado, porque os mortos não fazem anos? Agradecemos e dizemos que não temos qualquer interesse numa suposta amizade que só funciona para um lado e não nos faz feliz?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dos anos

Nasci há exactamente 31 anos (isto se conseguir publicar o texto exactamente às11:30), a um domingo, no então considerado o melhor hospital de Lisboa. Tão bom, tão bom, que a Mãe foi só assistida pela parteira (timorense), porque o médico estava na missa. Tão bom, tão bom, que numa das mamadas trouxeram outra criança que não eu.



Hoje acordei com um telefonema da Mãe, ainda não eram oito. Acho que foi para me dar os parabéns, não tenho a certeza, ainda estava a dormir. O Diniz deixou-me dormir esta noite alguma coisa (tem andado impossível de se aturar – não sei se é do calor, se se está a vingar por passar menos tempo em casa). Porém, não me ofereceu presente nenhum; partiu-me o jarro eléctrico e de castigo tirei-lhe a mesada. Já não pode comprar gomas, mas também não pode comprar-me presentes, mas diz que é assim que se os educam.

Vim trabalhar, ao contrário dos outros anos, que tiro sempre o dia de folga. Prazos para cumprir, entre outras coisas. Só no fim-de-semana estarei com a família. Uma coisa é certa; vai ser um dia diferente dos outros anos. Mas hoje, ainda vou ver o mar.