sábado, 30 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Meia hora ao sol,


com este tempinho de caca, foi o suficiente para apanhar um escaldão no nariz e ficar com um nariz de palhaço (era só o que faltava, para não terem dúvidas que sou um verdadeiro palhaço).

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Esqueçam o Coelho da Páscoa, 'tá?

Um Santa Páscoa para todos

A Mãe é que sabe

Há uns anos, bati com joelho num móvel qualquer lá de casa. Nisto passa a Mãe por mim, olha-me a contorcer-me com dores e diz-me, com o seu habitual ar mais natural deste mundo:

- Diz um palavrão. Não passa, mas alivia.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O padre Manel

O padre Manel foi quem casou os meus pais. Não sendo o padre da minha paróquia, acabei por só assistir a missas celebradas por si em circunstâncias especiais, como casamentos.

Lembro-me particularmente daquele, devia eu ter pouco mais de dez anos, em que na altura do sermão - os seus sermões eram conhecidos por serem ousados e sem papas na língua - referiu que, habitualmente, os homens adoptavam dois tipos de comportamento para com as suas mulheres: ou se serviam delas para as mostrar aos amigos (o típico: a minha é maior que a tua) ou, pelo contrário, escondiam-nas dos olhares de terceiros, por ciúmes ou sentimento de posse (inseguranças, no fundo). Que num e noutro caso a mulher era tratada como objecto, quando na verdade deveria ser tratada como sujeito, de igual para igual.

Obviamente que com pouco mais de 10 anos achei aquele sermão um pouco exagerado (sobretudo dito na própria celebração de um casamento). Mas passados 20 anos, o padre Manel morto há cerca de metade, compreendo finalmente o que quis dizer.

Estava eu no outro dia na passadeira do ginásio quando entrou um casal pouco mais velho que eu. E depressa compreendi que o senhor estava muito mais aplicado na coreografia de fazer com que a mulher não ficasse ao lado de nenhum homem na passadeira, na bicicleta, na elíptica, do que propriamente no desempenho do seu exercício. E não percebo porquê. Não me parece que alguém que esteja a correr se vá pôr a apalpar quem corre a seu lado e, no caso de a querer comer com os olhos, tanto faz quer esteja a seu lado como a meio metro de distância.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Além de que pode causar alergias

Não quer dizer que relações sem paixão, aquela coisa que nos tira o sono, a concentração e até mesmo o apetite e nos põe a suspirar, com um enxame de borboletas na barriga e a controlar o tempo que não passa, o telefone que não toca, não resultem. Até podem durar mais ou resultar melhor. Mas é como usar pechisbeque. Pode fazer um vistaço, mas toda a gente sabe que não é verdadeiro. Inclusivamente nós.

The red riding hood


Se o avô da capuchinho encarnado (que na minha imaginação será sempre morena) também era lobisomem, não era suposto ser imortal?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Eu sempre soube que era especial*

Não necessariamente por ser única pessoa à face da terra a barrar a parte superior das bolachas (sim, aquele 2% sou eu).

*adoro generalizações

terça-feira, 12 de abril de 2011

Golpe do baú

Meninas, depois não digam que não sou vosso amigo. Em tempos de crise...

(nalguns casos, se não em todos, vão ter de se livrar das mulherzinhas. Mas também, quem casa descasa.)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Qual é coisa, qual é ela...

Toda a gente sabe que a bolacha quando cai no chão, cai sempre com a parte na qual foi barrado o doce, a compota, a manteiga. Lei de Murphy. A minha questão é: e vós, barrais a parte superior da bolacha (aquela que geralmente tem as letras, se estivermos a falar de bolachas como a Maria, esse grande clássico dos lares portugueses) ou se, porventura a voltais ao contrário para então a barrar? É votar aqui ao lado, sff.

(isto tudo porque ontem me perguntaram porque estava a barrar a parte superior da bolacha. Se calhar é suposto - e até de bom tom - barrar o inferior - ainda que voltado para cima - e eu não sabia.)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

É isto

Sou um trapalhão. Aquele tipo de pessoas que abre o pacote do leite pela primeira vez e derrama logo um pouco sobre o balcão da cozinha. Que suja o mesmo balcão de café, farinha ou açúcar sempre que os retira do frasco. Que ao partir os ovos para uma tigela, há sempre um pouco de clara que escorre para fora da mesma. Que depois ainda vou abrir a porta do frigorífico e dos armários e os puxadores limpos ficam sujos. Que as cascas dos alhos e das cebolas vêm sempre parar ao chão quando os descascos, bem com salpicos de água que formam poças sempre que lavo a loiça. Mas mesmo com esta imperfeição toda não deixo de dar o melhor de mim. E isto tanto serve na cozinha, como no resto.