Todos sabemos que o próximo ano será um ano complicado. Todos os anos têm os seus momentos maus, muitos dos quais inevitáveis. A doença. A morte. Quanto ao resto, é ir metendo agulhas por alfinetes e esperar por dias melhores. Depois da tempestade, vem sempre a bonança. A retoma económica irá ser uma realidade, não tem é data marcada, nem governo agendado. Por isso, e até lá, esforcem-se por manter um sorriso nos lábios. Oiçam música alegre, dancem mesmo quando estão sozinhos em casa. Brinquem com os vossos filhos, se os tiverem ou com os vossos animais de estimação. Se não têm, adoptem-nos. Liguem aos amigos quando a tristeza bater à porta. O máximo que poderá acontecer é um não momentâneo. Saiam à rua sozinhos, aproveitem para sentir o sol quente na cara ou a chuva miudinha. Façam um bolo. Escrevam uma carta. Leiam um livro. Peguem numa garrafa de vinho, em dois copos de pé e façam um piquenique com a cara metade - se não a têm, tratem de a arranjar, pois tudo o que é partilhado sabe melhor. Estejam atentos às necessidades dos outros. Um par de ouvidos atento pode fazer milagres. E é desses que todos nós precisamos. Tenham um óptimo 2012!
sábado, 31 de dezembro de 2011
Pearls are the girls best friends II
Winter - Halter,
Retrato da Princesa D. Maria Amélia do Brasil
1845 d.C. - 1847 d.C., Museu Nacional dos Coches
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Coisas que não precisavam de saber sobre mim
Até caibo numas calças 30 (US). O abono de família é não. Pelo menos, sente-se muito oprimido.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Se em vez
de mostrarem os presentes que receberam no Natal ou as compras que fizeram nos saldos, podiam era mostrar o que fazem quando chegam a casa carregadas de embrulhos...
Ter de escolher
entre ir ao jantar de anos deste ou daquele amigo, é como perguntarem se gostamos mais do papá ou da mamã.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Pearls are the girls best friends
Bronzino (Agnolo di Cosimo), Ritratto di Eleonora di Toledo col figlio Giovanni,
c. 1545 Galleria degli Uffizi, Firenze.
Divinas Palavras
Mariana Rey Monteiro (28/12/1922-20/10/2010)
No papel de Mari Gaila, na peça "Divinas Palavras", estreada a 5/4/1964. Texto de Don Ramón Del Valle-Inclán (versão portuguesa de Hugo Rocha), encenação de José Tamayo, direcção de cena de Pedro Lemos, cenários e figurinos de Emílio Burgo.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O Menino Jesus
Nesta véspera de Natal conheci o M. O M. foi o menino que a N. e o P. adoptaram este ano e que eu ainda não tinha conhecido. Encontrámo-nos num parque infantil (não, não foi no Sobral de Monte Agraço). E o M., assim que me viu, não me largou mais a mão. Ou por ser homem e ele os preferir, por antes de ser adoptado estar rodeado de educadoras, ou por eu ter aparecido sem mais ninguém, ao contrário do outro casal que estava comigo. E apesar de grande parte das pessoas achar que eu não gosto de crianças - coisa que, na verdade, faço questão de as fazer acreditar que não gosto-, aqueles foram momentos especiais. Quando há crianças, há verdadeiramente natal.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Há coisas que não mudam
Recebi um pedido de amizade de um colega da escola primária que não via há mais de 20 anos, desde que deixámos de ser colegas. Continua simpático. E o mesmo cagão de sempre.
Duvida XXIII
Se ninguém gosta de receber mensagens de telemóvel daquelas impessoais que se enviam para toda a gente, porque há gente que insiste em enviá-las?
1,2,3, diga lá outra vez
Remédios, mezinha, chás e outras coisas que tais contra os excessos alimentares da época.
domingo, 25 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
O meu Natal
Amanhã de manhã, a Mãe colocará o perú recheado no forno, que comeremos ao almoço de Domingo. Os quilos de açúcar já estarão transformados em doce. Almoçamos peixe amanhã, porque segundo o Pai, quem come carne na véspera de Natal, ou é besta ou animal. Se o Avô estivesse vivo, amanhã estaria com uma enxaqueca que se prolongaria ao dia seguinte. À noite comeremos bacalhau, nunca cozido com todos. Provavelmente, à Zé do Pipo. Depois de jantarmos, o Pai irá como sempre embrulhar TODOS os presentes. Mas terá a noite toda para o fazer, visto que só os abrimos de manhã.
No dia de Natal irei tomar o pequeno almoço com a Avó, que fará todos os esforços para ir à missa antes de almoço e como sempre ir-se-á atrasar, deixando a Mãe a respingar. No entretanto, esperaremos pelo meu irmão, para abrirmos os presentes e que virá de trombas por o Natal não ser em casa dele. Desde que saímos ambos de casa dos meus pais, conseguimos ter fotos do dia de Natal apresentáveis, visto que anteriormente a abertura dos presentes era sempre de pijama. A Avó dirá, como sempre, para que fomos gastar dinheiro, que ela já está velha. O Pai porá um defeito que seja em qualquer um dos presentes, ainda que goste deles.
Finalmente, à mesa, lembrar-me-ei especialmente do meu Avô, ainda que os natais e todas as outras celebrações fossem um martírio para ele. Olharei para cada rosto em particular que estará sentado à minha volta, vendo como estamos mais velhos que o ano anterior. Interrogar-me-ei se para o ano estaremos todos ali reunidos à volta da mesa. Pela lei natural da vida, provavelmente enterra-los-ei a todos, um por um, até me ver sozinho. Afastarei tais pensamentos quando me lembrar que é um aniversário que festejamos.
Feliz Natal!
Mas antes que chegue o Natal
It's beginning to look alot like Christmas
O J. já foi para a aldeia das berças. A L. para a casa de campo, onde costuma passar sempre os natais com a família. Multiplicam-se as mensagens de boas festas nas redes sociais. Já amassei o cramique que hei-de lanchar amanhã com a Avó, que adora pão de passas. Mais logo, a casa há-de cheirar a bolachas de gengibre, que hão de ser saboreadas pela mãe. Ainda me falta embrulhar presentes. Já começa a parecer Natal.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
E depois
há também os presentes que são dados sem intenção e que quem os dá não sabe o que nos enche o peito e aquece a alma - eu gosto de lugares comuns. Como esta música.
Há a crise, o catano e o diabo a sete
mas ainda não chegámos a dia 25 e já me fartei de receber presentes dos amigos. E independentemente do que tenham custado, o que realmente ressalta à vista é o traço comum a todos - o amor que foi depositado na sua escolha. E isso sabe-se pelo simples facto de terem a minha cara. E isso, meus pequenos flocos de neve, não dinheiro que compre.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Last Christmas I gave you my ♥
but the very next day, you gave it away.
Não percebo o espanto. Toda a gente sabe que moelas é que são boas.
Não percebo o espanto. Toda a gente sabe que moelas é que são boas.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Afinal havia outra
Apesar de gostar muito de Camané e obviamente ficar contente pela música que faz parte da banda sonora original do documentário José e Pilar ser candidata à nomeação dos Óscares, devo dizer que fica muito áquem desta*, com letra inteiramente de Saramago.
*a qualidade não é das melhores, mas foi a única versão que encontrei.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
A mais recente música
dos Deolinda, além de me fazer lembrar porque não os aprecio, encarna tudo aquilo que abomino - o facto de se encarar a manifestação anual de afecto (vulgo Natal) como um acto hipócrita, quando na verdade deveria ser visto como uma dádiva e até mesmo uma oportunidade para transformar o pouco em muito (até porque se alguém se queixa que o outro não aparece, é porque geralmente também não faz grande esforço para aparecer). O que me faz pensar que são essas pessoas que infelizmente desconhecem o significado de partilha e amor ao próximo.
(e neste caso, deviam dar graças a Deus de se lembrarem deles pelo menos no Natal; eu, pelo contrário, faria tudo para os esquecer).
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Com tanto workshop que há por aí
não se arranja por aí nenhum que ensine à minha vizinha de cima como andar de saltos sem fazer barulho e como fazer para que a escada não fiquei a cheirar a perfume barato?
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Boas notícias
Rei D. Sebastião, por Cristóvão de Morais, 1571.
Parece que afinal D. Sebastião não virá numa manhã de nevoeiro montado num cavalo branco, mas sim de gôndola, a cantar o Like a Virgin. Toda a história aqui.
Pelo contrário,
e a avaliar pela reportagem especial que o AXN Portugal realizou a propósito da estreia da série histórica Os Bórgia, na qual foram entrevistados um filósofo (!), uma politóloga (!) - o corrector ortográfico nem sequer reconhece a palavra, - e um antropólogo (!), não se dignando a entrevistar nem um historiador nem nenhuma autoridade eclesiástica (que não seriam apenas escolhas evidentes, como as acertadas), leva-me a crer que se trata de uma bela bosta (exceptuando-se Jeremy Irons, claro está).
(se alguém tiver o contacto da AXN Portugal, que não encontro, e que possa disponibilizar, agradeço. Gostava de felicitá-los pessoalmente por tão boa reportagem)
Tenho uma ex-colega de Liceu
que é a cara chapada da Eden Sher que interpreta a Sue Heck na série The Middle. E não é só fisicamente.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Postcrossing 2011
Obrigado Mary! Não só gostei bastante do teu postal, como também me fizeste soltar umas belas gargalhadas! Um óptimo Natal também para ti!
Não sou de lançar o pânico
mas as prateleiras do supermercado estão a ficar sem açúcar. Repete-se o mesmo do ano passado?
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Quando nem o recheio se aproveita
Esta história, deliciosa como seria de esperar, além de me fazer soltar fartas gargalhadas, fez-me lembrar uma outra ocorrida comigo, em tudo muito semelhante, ocorrida na pré-história do meu ser, quando os animais ainda falavam e o mundo era a preto e branco. A diferença, para além de não ter ocorrido no seio de uma relação, mas sim de uma one night stand (se a memória não me falham, foram duas, mas para o efeito isso não interessa nada) envolve livros e não cassetes de video.
No corredor da casa da criatura estava, a um canto, um volume imenso, em cuja lombada se podia ler Monumenta Henricina. Para quem não sabe, e muito resumidamente, os Monumenta Henricina são um conjunto de livros editados nos anos 60 do século passado, publicando uma série de documentação portuguesa de século XV. Bom, talvez fossem dois volumes encadernados num só, ou até mesmo três, com uma encadernação um pouco fora do vulgar. Ou até mesmo uma edição especial que eu desconhecesse, porque em altura, aquela edição ali posta a um canto, ultrapassava sobremaneira a edição que eu conhecia. Mas convenhamos, mesmo numa casa onde abundem livros, não se encontra propriamente os Monumenta Henricina a pontapé (literalmente). Aquilo estava mesmo a fazer-me espécie. Obviamente, poderia aproveitar uma ida à casa de banho para me certificar ao certo o que era aquilo. Mas não. Decidi esperar. Depois de alguns copos de vinho e de já deitar pelos olhos um álbum de fotos de umas férias sabe Deus onde, lá perguntei a que propósito estar ali um volume dos ditos Monumenta. Ao que me respondeu: - Mas aquilo não é livro nenhum, aquilo é uma daquelas caixas tipo coffret para garrafas de vinho...
Freud explicaria
Esta noite sonhei com o Rex, o pastor-alemão de uma tia, que já deve ter morrido há uns 15 anos, companheiro inseparável de muitas brincadeiras. E acordei muito bem disposto.
sábado, 10 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
8 Dezembro
Nossa Senhora da Conceição (óleo sobre tela)
Debret, Jean-Baptiste (1768-1848)
Palácio Nacional de Queluz
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Se um hipopótamo incomoda muita gente...
Fui ao supermercado. Nada de mais, claro está, se não fosse o aviso à porta que dizia qualquer coisa como: Hoje a Popota estará cá. A medo, lá entrei e não foi preciso muito para me esbarrar com a dita. Esbarrar é como quem diz, que fiz os possíveis para nem sequer manter contacto visual. Esta Popota, ao contrário do que diz o Nilton, está mais P'ó peluche do que Poputa. Vai daí e imaginar como seria o toque da pele de um verdadeiro hipopótamo foi um instantinho, mas depressa a associação com a pele dos golfinhos e da Margarida do ex-clube das virgens me veio à cabeça e achei melhor passar depressa à secção das fraldas e pensos higiénicos, que aí já deveria estar a salvo dos meus próprios pensamentos.
Tinha a ideia
que toda a gente sabia que babados (ou folharecos, como lhes queiram chamar) à cintura, fazem aumentar ainda mais a anca.
Camelos de Presépio
Apesar de nas edições anteriores não ter participado, mais por preguiça do que por outra coisa, este ano não queria deixar de dar o meu contributo para aquele que é o concurso natalício mais aguardado de toda a blogosfera, este ano dedicados aos camelos (!). Pois então aqui vai a foto do meu camelo (bem sei que em primeiro plano está um elefante), com os votos de um excelente natal ao senhor barbeiro e às suas dedicadas colaboradoras!
Nem toda a gente
se pode orgulhar de lhe terem dedicado uma table dance blogosférica. Eu posso. Aqui.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Cada Lua, cada ano
Frida Kahlo - As suas fotografias. Exposição patente no Museu da Cidade.
(em cima, os pais de Frida - a minha fotografia preferida de toda a exposição)
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Restauração
Dona Filipa de Vilhena
1801, óleo sobre tela 150 x 212 cm,
colecção particular, Lisboa, Portugal
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