foi a minha reacção ao me aperceber da troca dos NIB. Achar que tinha sido eu quem os tinha trocado. Tive de me certificar de que, afinal, ainda não estou doido.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Adoro gente competente
Comecei a trabalhar para uma instituição para a qual não trabalhava desde o final de 2005. Pediram-me o NIB para efectuar o pagamento do vencimento. Foi-lhes entregue. O pagamento foi efectuado para o NIB de 2005 e não para aquele que lhes dei. Eu acho que eles só querem saber mesmo quantos NIB tenho (os das contas na Suiça, contam?).
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Agora a sério
Sugerir passar a tarde a fazer sexo, em vez de ir ao cinema ou passar, faz de mim tarado?
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Podem ficar descansad@s
que neste blog, ao contrário de outros (que eu não sei quais são, juro, só se me constou através de uns sururus ou fru-frus de saias, claro está) nunca saberão se faço pipoquinhas (vulgo n.r 1) em pé ou sentado. Mais facilmente saberão qual a minha posição sexual preferida (é à canzana, claro está - para não ficarem com a ideia que de sou exclusivamente a cat person).
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Coisas que nem nós percebemos, quanto mais elas
Quando estamos doentes, venha quem vier, quem queremos mesmo é a Mãe.
"À espera de Godot"
No fim de contas, ela era uma dessas mulherzinhas bem-dispostas que vive num pequeno apartamento dos subúrbios de uma grande cidade. O marido sai para trabalhar e ela pega em si, faz a sua higiene diária. Sem maquilhagem, vai só às compras ali no bairro. Mas arranjadinha, que não é nenhuma dessas marias-limpinhas. O pão na padaria. O peixe na peixaria. A carne no talho. As frutas e os legumes na mercearia. Tão carregada! Volta a casa, põe o avental. A lida. Tudo tem de estar pronto para quando ele chegar. Sim, o seu homem. Pano do pó, aspirador, esfregona. Roupa para lavar. Estender. Passar. Enquanto faz o almoço. Afinal hoje não vem almoçar a casa. Ela suspira, ela espera. Coitado, trabalha tanto. E pouco come. E volta a estender e a passar e a arear tachos e arrumar gavetas - tão cansada! O grão no frasco, ao lado do arroz, alinhado, aprumadinho. Um exército na despesa. Olha para as horas, já é tarde, o marido demora, tão tarde que jantam. Nem a olha, está cansado. Ela solícita, subserviente sem se dar conta, serve-lhe o jantar, levanta a mesa. E o sexo arde-lhe, ingrato, inflama-a, sem que a possua. Ali, no balcão da cozinha, no chão da sala que meticulosamente à tarde aspirou. Um homem que a faça sentir viva, que a respire. Que lhe afague as carnes gastas pelas esperas inúteis. Que a arranhe com a barba mal feita. Que dois braços a prendam para não fugir de si mesma. Dele. Que a convençam que amanhã vale a pena acordar e arranjar-se e ir às compras e voltar a casa, fazer a lida, o almoço, o jantar e esperar, paciente qual Penélope, pelo marido que não a fita, nem a agarra. Uma e outra vez. Uma noite que passa. Toda a vida. Ele a ressonar, ela a tocar-se. Ela acorda, sem ele a ter tocado.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
"Leitura em diagonal das bulas"*
Antipirético.
Anti-inflamatório.
Antibiótico.
Anti-histamínico.
Com tanto anti, como é que não queriam que fosse do contra?
*a partir de um texto de Adriana Calcanhoto
Anti-inflamatório.
Antibiótico.
Anti-histamínico.
Com tanto anti, como é que não queriam que fosse do contra?
*a partir de um texto de Adriana Calcanhoto
Dois corpos tombando na água
Não sei onde tenho o meu ou a quem o emprestei - se o emprestei. E tanta, tanta vontade de o reler. Isto.
"o que verdadeiramente me dói não são as palavras
que nestes anos todos ficaram por dizer
arrumadas entre os medos que não gritámos juntos
e os sonhos que não transpirei na tua pele
o que verdadeiramente me dói são os silêncios
que nunca habitámos do mesmo lado
porque o silêncio só pode ser partilhado
com aqueles que amamos até à loucura
só ele é a dádiva perfeita que não pede mais nada
a não ser um mesmo lugar para deitar a cabeça
e esperar que a madrugada lentamente desfaça
todos os segredos e nada mais seja preciso
para voltarmos a ter vinte anos mesmo que
os vinte anos tenham morrido para sempre
na cidade em chamas"
É mais ou menos isto
Explicar a alguém que nunca teve mais do que uma mera constipação o que é uma crise de bronquite asmática sem parecer hipocondríaco, é um bocadinho como aquela composição da menina rica sobre a pobreza: "O pai era pobre, a mãe era pobre, a cozinheira era pobre, a criada era pobre, o motorista era pobre, o jardineiro era pobre. Eram todos pobres".
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Pearls are the girls best friends IV
Diego Velázquez (atrib) -Mariana de Áustria, rainha de Espanha,
c. 1655-1660, Kunsthistorisches Museum
São bulas, Senhor, são bulas (em Janeiro)
Paracetamol
Acetilcisteína
Cloridrato de Bromexina
Ibuprofeno
Amoxicilina
Ácido Clavulânico
Dicloridrato de levocetirizina
Furoato de mometasona
Brometo de ipratrópio
Metilprednisolona
(todas legais e todas receitadas pelo médico - mas confesso que não me sinto lá muito bem)
Acetilcisteína
Cloridrato de Bromexina
Ibuprofeno
Amoxicilina
Ácido Clavulânico
Dicloridrato de levocetirizina
Furoato de mometasona
Brometo de ipratrópio
Metilprednisolona
(todas legais e todas receitadas pelo médico - mas confesso que não me sinto lá muito bem)
Uma das muitas razões porque não posso ser crítico
Este fim-de-semana lá fui ao teatro. Sem grandes expectativas. Uma companhia supostamente reputada, um encenador ainda mais (! - não sou eu que digo, são os críticos). Dois actores meio-morangos-com-açúcar-meio-novela-da-tvi, mas que até foram benzinho. Um texto sobre alcoolismo.
Quando vou ao teatro, gosto de sair de lá a pensar. Gosto de textos que levantem interrogações, que tenham uma visão do mundo diferente da minha. Que me alargue horizontes. Até mesmo numa comédia, infelizmente visto como um género menor, podemos ter tudo isso.
Não foi o caso. Uma sucessão de lugares comuns (e eu até nem desgosto de lugares comuns), de algumas boas ideias que apenas são aludidas mas que nunca são desenvolvidas. Escolhas tão óbvias, mas tão óbvias que se tornam ridículas e que mesmo na altura mais dramática, me fizeram rir à gargalhada (tive de me controlar muito para não dar nas vistas o que é difícil, que a minha gargalhada é muito sonora).
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O síndrome caixa de areia
Se há coisa para a qual não tenho grande paciência, é ter de
levar com alguém de quem não gosto. Não me refiro às pessoas que, de certa
forma, já nos trataram mal, mas sim àquelas que têm um comportamento, apesar de
não interferirem directamente connosco, esse comportamento nos causa alguma
espécie. De maneiras que é frequente afastar-me do contacto dessas pessoas,
arrastando com elas algumas pessoas de quem gosto e que até são minhas amigas,
de forma directamente proporcional ao tempo que estas passam com aquelas. Não
que amizade se altere, apenas há menos tempo para estar com as pessoas – longe de
mim ultimar um ou eu ou el@.
Obviamente que isto desperta em mim aquele sentimento que
faço sempre paralelismo com a Miranda do Sexo e a Cidade, num dos episódios da primeira série,
quando acha que ninguém quer participar numa ménage à trois com ela – o
síndrome-caixa-de-areia-em-que-estou-sozinho-a-brincar-e-ninguém-quer-brincar-comigo
(ainda que por capricho meu, claro está). E fico sempre na dúvida se eu é que
sou o caprichoso, mau-feitio ou então se de certa forma sou o único iluminado, o único que vê o que mais ninguém vê, porque está toda a gente divertida,
como se fossem os melhores amigos do mundo.
Nem uma coisa, nem outra. Vai-se a ver e por portas
travessas descobre-se (a verdade vem sempre ao de cima, mais cedo ou
mais tarde) que, afinal, não sou o único a achar o mesmo dessas pessoas. A
única diferença é que não sou capaz de fingir que gosto, nem tão pouco
indiferença. Mas depois de saber que, afinal, os que se mostram tão amiguinhos
(uns dos outros), afinal não o são, começo mesmo é a sentir pena dessas
pessoas, porque afinal de contas vivem numa mentira.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Da aprendizagem
Há nove anos atrás, tive de apresentar uma reclamação ao director de uma instituição pública, por num dos serviços da mesma não terem prestado os esclarecimentos devidos que, sem eles, me lesariam bastante a nível financeiro. Carta para cá, carta para lá e depois de muito tempo despendido (e paciência também), lá consegui ter um parecer favorável.
Hoje precisei dos mesmos esclarecimentos na mesma instituição. Quem me atendeu foi exactamente a mesmíssima funcionária de há 9 anos atrás. Que me estava a dar as informações erradas quando uma colega surgiu e esclareceu que não era nada assim, que teria de proceder de outra forma (tal como eu sabia que seria). O meu pensamento automático foi: como é possível em 9 anos alguém que trabalhe no mesmo sítio e esteja habituado a situações semelhantes, ainda não tenha aprendido a forma correcta de o fazer? Mas depois, levei a mão à consciência e cheguei à conclusão que há muita coisa em 9 anos que eu também ainda não aprendi.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
A Blogosfera e o vocabulário
Para mim, a ressurreição sempre foi uma verdade dogmática. Basta pensar na quantidade de gente de regressa dos mortos, sobretudo quando falamos de ex- (duvido que seja só a mim que aconteça). E dou por mim a dizer que fulan@ ou sicran@ ressuscitou. E esta expressão cingia-se geralmente a estes casos. Hoje já não é assim. É abrir o statcounter ou outro que tal e ver visitantes vindos de blogs há muito falecidos, mas que ainda continuam a bombar. E muito.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Um burro carregado de livros é um doutor
Stanley Kubrick Student at Columbia University,1948 for Look Magazine
Era o que me dizia o meu Avô, sempre que me via chegar.
Ora puxem lá pela imaginação
Podem ou não ter fantasias comigo, mas fartam-se de sonhar comigo. Há uns tempos, foi uma conhecida e reputadíssima blogger, que até hoje não quis revelar o conteúdo do sonho, mas cheira-me que sim e que foi bom (espero que muito também - obviamente, também não vou revelar a sua identidade). No outro dia foi uma amiga minha, com quem não estava há séculos. Nesse mesmo dia, ao passar por esse lugar chiquérrimo que é a Bulhosa de Cascais, viu um livro meu na montra. Entrou e comprou-o, achando que tinha sido uma premonição. Ontem foi um amigo meu, que deve ter sonhado com a minha morte, pois só me disse que foi para lá de mau e que esperava dobrasse a vida. Eu só espero aparecer no sonho das pessoas com bom ar e em situações giras.
Vamos supor que estamos a falar da Simone de Oliveira e da Madalena Iglésias
Não percebo os fãs de ídolos supostamente rivais. Imaginemos que uma delas ganha um prémio. Qual a necessidade de os fãs dessa irem esfregar o prémio nas trombas dos fãs da outra!? Não bastava ficarem felizes e contentes com o prémio do seu ídolo?
Cheira-me que isso deve também acontecer no futebol e respectivas claques, mas eu de futebóis não percebo nada.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Nossa Senhora da Blogosfera
Livrai-nos de termos amanhã uma enchente de Golden Globes Awards por essa blogosfera fora.
Amen.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Ter de escolher II
entre queijadas ou travesseiros é como perguntarem se gostamos mais do papá ou da mamã (infelizmente não tive tempo para nenhum dos dois).
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
She's a vamp
Ao ler esta notícia, lembrei-me de um concerto a que assisti, salvo erro no CCB, no dia dos meus anos ou por ali perto, com a Ute Lemper, na altura entusiasmadíssima com os vestidos da Fátima Lopes (!). Julgo que ainda não passava meia hora do início do espectáculo, quando se ouve um telemóvel tocar, duas filas à minha frente, bem pertinho do palco. Sem perder a postura, Ute Lemper vira-se para o senhor, atrapalhadíssimo (ainda era no tempo em que as pessoas ficavam atrapalhadas quando isso sucedia) e diz qualquer coisa como: " - Espero que seja a sua mãe a lembrar-lhe que precisa de desligar o telefone". E continuou o concerto, como se nada fosse, assim que as gargalhadas pararam. (mas interromper Mahler é crime de lesa-majestade).
Cada um é para o que nasce II (e eu é mais bolos)
Preferia uma noite de swinging com um casal desconhecido do que um jantar civilizado com actual, ex e respectivo.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
I'm going to tell you a secret IV
Ok, ok, eu confesso. Todos nós temos aquelas coisas que não nos orgulhamos e até hoje continuo sem perceber como é possível rebolar a rir até perder o fôlego com a desgraça alheia. Mas é certo e sabido que, se fizer zapping e isto estiver a dar, vou ficar vidrado (pelo menos até ir a correr para a outra ponta da casa para conseguir respirar fundo).
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Cada um é para o que nasce
Passei a noite a vomitar, com uma paragem de digestão. Continuo sem saber como é que os bulímicos conseguem.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Para perceberem o meu jeitinho
Pedro - 3
Carlota - 1
Diniz - 0
(os números referem-se à quantidade de bolas partidas este ano)
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Coisas que não fazem sentido
Recepção escrita conforme o novo acordo ortográfico.
(sim, nada no acordo faz sentido, mas vê-las debaixo dos olhos até faz doer).
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Manjar de frade
para o jantar de Dia de Reis. Só leva 8 gemas e um quilo de açúcar (fora o ingrediente secreto). Coisa pouca, portanto, para acabar de vez com as orgias pantagruélicas da saison.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
As Luzes de Leonor
Como boa notícia do dia, o romance As luzes de Leonor, da autoria de Maria Teresa Horta, recebe o prémio literário D. Dinis (com s), que é outorgado pela Fundação Casa de Mateus. Do júri, que aprovou o mesmo com unanimidade, faziam parte Vasco Graça Moura, Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral. Como fã de Maria Teresa Horta, tanto da sua prosa como da sua poesia, esta notícia não me poderia deixar mais contente. - como também não o recebi pelo Natal, mais um incentivo - desnecessário - para a sua compra.
Estão a ver
aquelas coisinhas que não sei o nome que as crianças usam para fazer bolhas de sabão? Era isso que eu queria para o Natal e não tive sorte nenhuma.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Levantar âncoras
Sempre gostei de andar de barco. Mas nunca desejei para mim um barco. É preciso carta de marinheiro para o pilotar. Tem uma elevada manutenção. E dá trabalho. Não é só o pilotar. É atracar e passá-lo por água doce e um sem número de tarefas. Mas pedi sempre que os meus amigos o tivessem e se lembrassem de mim. E é por isso que ontem pude assistir ao magnífico concerto de ano novo no S. Carlos - obrigado!
E também obrigado a Elisabete Matos, pelo magnífico concerto que nos proporcionou. Apresentando-se com uma técnica perfeita, aliada a uma forte capacidade dramática, tocou bem cá dentro. Que a qualidade magistral deste concerto perdure para tornar 2012 um ano ainda melhor.
E também obrigado a Elisabete Matos, pelo magnífico concerto que nos proporcionou. Apresentando-se com uma técnica perfeita, aliada a uma forte capacidade dramática, tocou bem cá dentro. Que a qualidade magistral deste concerto perdure para tornar 2012 um ano ainda melhor.
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