Richard Avedon, Rudolf Nureyev, 1967
domingo, 29 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Não te sintas obrigada a responder
Se várias pessoas têm sonhos eróticos comigo, Freud diria o quê?
(e não, não revelo nomes).
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Estou para saber
que raio se passa na Holanda, se toda a gente resolveu meter férias esta semana ou quê. Resposta automática de dois emails que enviei hoje, cujos destinatários só regressam dia um.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
No dia Mundial do Livro
devo confessar que, se me dessem a escolher, preferia ser fotografado para aqui, que por qualquer outro blogger de fotografia urbana.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Às vezes também me dá para isto
As pessoas preocupam-se muito com a sua beleza, no que toca a relações. Mas, na verdade - e isto é uma pallissada das piores - deviam era preocupar-se com a sua insegurança. Bom, e nós também. O que é certo, é que não é só a beleza que interessa - basta olhar a quantidade de camafeus (e não é de jóias que falo), vestidos de fato-de-treino num qualquer centro comercial deste país, de braço dado com @ seu-mais-que-tudo. O amor é lindo - e cego.
O factor dissuasor é, generalizemos, a insegurança. Por um lado, porque provoca a inacção - quantos relacionamentos não se deram, pela não assunção dos sentimentos? Por outro, porque desperta sentimentos poucochinhos como a inveja - se a mim ninguém me pega, porque é que hão-de pegar nos outros? Deste pensamento a uma argolada mal metida, é um instantinho - um passo em falso e estraga-se qualquer hipótese. Além disso, ninguém quer ter alguém ao seu lado que seja invejoso. Desconfiemos, pois, das pessoas inseguras.
Lógica da batata
Quem não sabe distinguir um elogio de um engate, é porque nunca foi alvo de um ou de outro.
Há pessoas muito engraçadas
À excepção das precedências protocolares, não me parece que haja necessidade de alterar comportamentos para com os outros, de acordo com o seu estado civil. Por isso, desconfiem quando mudam de comportamento quando sabem que são casad@s.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
E diz que em Maio
foto daqui.
vou andar por aqui. Não invejem. Vão ser 6 dias de trabalho, com 9 mulheres loucas, segundo consta. Contarei depois, se sobreviver. Até lá, aceitam-se sugestões e dicas e assim, sendo que não devo sair de Haia.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Streetcar named desire - Scottish Ballet
Um eléctrico chamado desejo continua a despertar desejos. Esta nova produção do Scottish Ballet, que comemora o 60º aniversário da peça é surpreendente sobretudo nas escolhas necessárias para a adaptação em ballet. A coreografia de Annabelle Lopez Ochoa traduz de forma simples, directa e por vezes inteligentemente o que Tennessee Williams pretendia. No entanto, a escolha acertada de nos contar esta história de desejo e de fantasmas do passado sem recurso a analepses - "There is no past tense in dance" faz com que tenhamos uma nova percepção das personagens - Blanche não nos parece a mulher tonta do filme, pois percebemos de forma inequívoca a evolução da sua densidade psicológica - a raiz dos seus desejos, dos seus medos. Porque é desta dualidade, entre medo e desejo, entre masculino e feminino que se trata.
Outra escolha brilhante foi a nível cenográfico - Belle Reve, a grande propriedade familiar está presente durante toda a peça - no início como pano de fundo, para logo se desmoronar e cujos despojos servem de cenário e adereços para todo o desenrolar do bailado.
A prestação dos bailarinos, irrepreensível, facilitada por um guarda-roupa que soube aliar de forma inteligente a necessidade de retratar uma época e reflectir de forma inequívoca as personalidade das personagens à necessidade da dança.
Finalmente, a música. E que música! Da autoria de Peter Salem - mais um nome a reter - tendo sido responsável por variadas bandas sonoras em variadas séries da BBC, como esta que vos deixo - Great Expectations.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Não é coisa que me preocupe, mas...
Seja em Espanha, seja na Escócia, não sei o que faço ou digo - ou como faço ou como digo -, que acham sempre que sou francês (ainda que tome pelo menos um banho diário).
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Sim,
o doido que corria o terminal 5 do aeroporto de Heathrow, a puxar um trolley, casaco numa mão e cinto na outra, era eu. (sim, ser apanhado com as calças nas mãos seria pior, até porque não daria para correr tanto).
Um beijinho muito especial
aos controladores de tráfego aéreo que fizeram greve sexta-feira passada no aeroporto da Portela. Por sua causa, o voo para Londres partiu com duas horas de atraso, fazendo com que quase perdesse a ligação com Glasgow. E que no regresso tivesse tido problemas no check-in, por terem achado que nem sequer tivesse chegado a embarcar.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Bilhete comprado
e pronto a levantar na bilheteira. Isto depois de ter estado ao telefone com o Box Office, que a reserva via internet deu erro. Assim como assim, deve ser a única coisa que vou conseguir ver em 3 dias, em que grande parte do tempo será passado em viagem e em trabalho (e nesta idade não dá para roubar horas de sono).
Da realidade
Maria era uma mulher bonita. E sabia-o. Não só o sabia, como tirava prazer dos olhares de gula e luxúria que lhe lançavam. Quando abria a porta ao carteiro, encostava-se na ombreira da porta, mãos atrás das costas, o peito a subir-lhe no decote. Perdia-se de risinhos com o padeiro, enquanto este lhe estendia o troco, fazendo-lhe uma festa nas mãos. Nunca levava a quantia certa. Com o senhor do café, a história era outra. Bebericava o chá de olhos fixos no pobre homem que se derretia à sua frente em salamaleques e pastéis que lhe oferecia em pires de risca azul.
Fazia-o de propósito. Gostava de ser o centro das atenções. Melhor, gostava de ser o centro da atracção sexual de todos os homens com quem se cruzava. Mas, na verdade, só tinha olhos para o seu Manel. Era pela dele que esperava ansiosamente na sua. Pelas mãos grandes e calejadas que lhe apertassem as coxas, puxassem os quadris, lhe afagasse os seios. Que a inundasse de prazer, dentro de si. Que adormecesse, prostrado, no seu peito.
Até ao dia em que foram contar a Manel que Maria despertava o desejo de toda a vizinhança masculina da vizinhança. E a inveja feminina, mas isso não lhe contaram. A partir daí Manel pôs-se à coca - os maneios de anca junto ao porteiro, as carícias com o padeiro, os olhares fatais com o senhor do café. Grande puta! A navalha inundou-lhe as mãos de sangue. Matara a única mulher que só o amara a si.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Estes ingleses são doidos
A pessoa consulta o The weather channel para saber que roupa há-de levar para o fim-de-semana e fica a achar que o aniversário da Rainha é um fenómeno meteorológico. (é propaganda. Propaganda que gera dinheiro tão simples quanto isso).
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Libera Me
Livrai-me, Senhor
De tudo o que for
Vazio de amor.
De tudo o que for
Vazio de amor.
Que nunca me espere
Quem bem não me quer
(Homem ou mulher).
Quem bem não me quer
(Homem ou mulher).
Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem.
De quem me detém
E graça não tem.
E mais de quem não
Possui nem um grão
De imaginação.
Possui nem um grão
De imaginação.
Carlos Queirós (que assinala hoje o seu 105º aniversário de nascimento) in Epístola aos Vindouros e outros poemas
quarta-feira, 4 de abril de 2012
40
E sentimo-nos Cristo em pleno deserto, tentados por Satanás, quando abrimos o e-mail logo de manhã e a Amazon sugere-nos isto. A verdade é que já tínhamos lá andado precisamente à procura de discografia desta soprano búlgara, Krassimira Stoyanova, depois de a ter descoberto num Il Trovatore, produção do Liceu de Barcelona, em 2009, na qual intercalava com a Fiorenza Cedolins - a escolhida para a gravação oficial, mas francamente inferior.
Refira-se, a título de curiosidade, que a retratada na capa deste CD não é Maria de Rohan, Duquesa de Chevreuse e de Luynes, figura histórica na qual é baseada a personagem operática, mas sim Marie de Rabutin Chantal, marquesa de Sévigné, sua contemporânea, na visão de Claude Levebvre.
Este sim, é um dos quadros que retrata Maria de Rohan.
Escola Francesa do Século XVII - Maria de Rohan
Philadelphia Museum of Art
É assim que surgem os boatos (ou como voltei ao Liceu e não sei)
Depois do jantar recebemos 3 telefonemas, a perguntar se estava tudo bem. Sim, estava. Só a terceira pessoa se descoseu. Que a primeira pessoa que nos ligara tinha reparado que não éramos amigos em comum no Facebook* (o que é natural, pois as definições de privacidade de ambos - por causa de colegas de trabalho e família e também de um sem número de voyeurs - não permitem ver os amigos em comum sequer) e portanto tinha achado que tínhamos rompido (nem fazem a coisa por menos). Confesso que fiquei na dúvida se a preocupação era real ou se havia ali uma pontinha sequer de comportamento animal, qual abutres que vêm cheirar sangue.
É claro que a mim me coube o papel de quem teria feito merda - sem pensar muito no assunto ainda bem, que os papeis de vilão são sempre mais sumarentos. No entanto, hoje estou com uma vontade imensa de encher o meu mural com músicas e barra ou poemas sobre separações e rompimentos. Nada como iludir gente tonta preocupada.
* não, não vou sequer discursar acerca de quem confunde realidade com Facebook ou blogosfera.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Quando a realidade supera a ficção
A reencontra B passados 15 anos. B convida A para a sua festa de anos. A não quer ir por não conhecer ninguém para além de B, mas acaba por aceitar. A conhece C, que é amigo de B. A e C apaixonam-se. A e C iniciam um relacionamento amoroso. A e B continuam a encontrar-se. A convida B para a sua festa de anos. B aceita, porque conhece A e C. B conhece D, que é amigo de A. B e D apaixonam-se. B e D iniciam um relacionamento amoroso.
As probabilidades de isto acontecer num guião de filme classe B (B-, na realidade) são de 95% (mais coisa, menos coisa, que não há dados científicos rigorosos).
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