quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Queridos CTT

Só lhes faltam vender patos e galinhas para as estações dos Correios se parecerem com mercados. Ou se calhar nem é preciso, que  já parecem, tanto livrinho, tanto lequinho, tanta canetinha nos escaparates. A questão é que com tanto serviço que têm para oferecer, o básico que é enviar uma carta registada com aviso de recepção (que é para isso que os Correios servem), em vez de demorarem 10 minutos (contando já com a possível afluência que possa ter, porque na realidade expedir uma carta registada com aviso de recepção não demora mais do que dois minutos, já contando com o tempo que  se demora a preencher os papéis) demoram meia hora. Ou quarenta minutos. E isto não contando com o facto de se ter tirado a senha, ir a casa escrever a própria da carta, voltar novamente e ter ainda vinte cinco das trinta pessoas que se tinha à frente. E isto em qualquer hora do dia, em qualquer dia do mês. É por isso que, queridos CTT, acabaram de receber uma reclamação de minha parte, esperando que façam o possível para melhorarem os vossos serviços.




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Lucky bastard

As várias viagens que tive este ano tiveram um acontecimento em comum - em todas elas tropecei num casamento nativo - Glasgow, Haia e Madrid. Em Glasgow, kilts e gaitas de foles. Haia, um cortejo pós-cerimónia. Madrid, os ensaios da organista e da soprano. Foi na igreja dos Jerónimos e fez-me sentir verdadeiramente afortunado. Pela segunda vez. A primeira, em plena Catedral de S. Paulo, na qual se cantavam hinos anglicanos. Desta vez, esta ária do Messiah de Handel. 



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A pessoa sai do avião

sem direito a manga e pensa quão glamoroso é a descida pela escadaria, ao lembrar-se de certas imagens.











 Pelo menos, até entrar no autocarro da Carris.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

Lapsus linguae

Estoril, 1955 
Henri Cartier-Bresson, Magnum Photos

Ao deparar-me com esta foto, lembrei-me logo da história, contada na primeira pessoa, (mas muito provavelmente anedota de salão), passada na Figueira. Ao encontrar a Mãe na esplanada de um dos bares da praia, cumprimenta-a, sem se deter na senhora que a acompanhava. - Então, não cumprimentas a Senhora de ...?
Surpreso, por não a ter reconhecido de imediato, a amiga da Mãe que costumava ver diariamente em fato-de-banho, na praia, retorquiu: - Queira desculpar-me minha Senhora, não a reconheci vestida.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Pecado mora ao lado

Abriu uma Padaria Portuguesa ao pé de casa.


Pearls are the girls best friends XIV

Ticiano - A imperatriz Isabel de Portugal
1548, Museu do Prado

Enquanto isso, em casa da bisa...

Diniz a pedir comida 

Carlota a pedir que não a incomodem


Para quem vá para aqueles lados

(e é bom que se saiba que é dica de turista), aconselho vivamente a tarte de maçã quente, acompanhada de gelado de canela e chantilly (ainda que o chantilly não seja nada de extraordinário) daqui. Não há fotos para documentar, mas garanto-vos que é de comer e chorar por mais (isto atendendo ao facto que tarte de maçã é um simples upgrade de uma mera maçã assada de convalescência). Se forem ao de Haia, visto ser pertinho do Parlamento, arriscam-se a encontrar ministros e secretários de estado. Ou até mesmo apresentadores de televisão.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Diários de Haia, versão 3.1

Continuo a almoçar sandes - não há mais nada.

Tem estado sol, se bem que com algumas nuvens. Até agora, não choveu.

O grupo desta vez é diferente (à excepção da holandesa graxista, com a diferença que agora são duas - quero ver como vai ser com o Chardonnay).

A finlandesa podia vazar o olho a qualquer um com as unhas. A juntar a isto, o gostar de passar metade do ano às escuras e ser vegetariana, leva-me a crer que lhe anda a escapar algo.

Começo a achar que as sérvias são todas mulheres lindíssimas. Mas um pouco separatistas demais..

A norueguesa é uma paz de alma.

A americana anda sempre com o marido atrás - deve ter sido por isso que ficou tão contente por haver um homem no grupo.

As espanholas é que safam isto. Não me largam dois segundos e amanhã querem que vá com elas para Amesterdão depois do trabalho. Se nos próximos dias não aparecer por aqui, é favor avisar a polícia.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O que queria mesmo, era lambuzar-me em gelados


Ontem, quando saía da estação em direcção ao hotel, pensava como iria passar a tarde numa cidade que parece ser uma pasmaceira, onde já se viu o que há para ver e onde passar mais do que uma hora numa esplanada sozinho seria um tormento. Até que passei pela alameda onde se situa um antigo palácio real de inverno, convertido em museu. Pasmaceira o tanas. Mercado de velharias e antiguidades, comes e bebes, dois palcos e um monte de barraquinhas a distribuir flyers (teatros, escolas e afins, pareceu-me, que continuo sem perceber nada desta língua.) E claro que me lembrei do Alvarinho. Que não deve nunca ter comido gelados dos bons.