sexta-feira, 22 de março de 2013

Lei de Murphy II (ou como estou farto de aturar divas)

Reunião marcada para as 9. Marco o despertador para meia hora mais cedo que o habitual, para ter a certeza que chego antes da hora. Vinte minutos de avanço relativos à hora habitual, fazem-me chegar 40 minutos antes. 8:20. São nove e meia e a pessoa que marcou a reunião ainda não chegou.

quinta-feira, 14 de março de 2013

O drama, o horror, a tragédia

Vai deixar de existir google reader a partir de 1 de Julho deste ano. Presente de anos envenenado, portanto.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Lisboa Restaurant Week

Dos 20 euros, 1 euro é doado a instituições de caridade solidariedade. Não merecia mais a pena pegar nos 20 euros e entregá-los directamente a uma instituição à vossa escolha?


terça-feira, 12 de março de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

A todas as outras, os meus sentimentos


Neste dia, gostava de dar os parabéns especialmente a todas as minhas amigas que acham que a caminhada pelos direitos das mulheres no mundo ocidental já não faz sentido, que todos os direitos estão adquiridos e que se vive em plena igualdade de género.
Fico contente por saber que podem vestir decotes à vontade sem sentirem os olhares meio-gulosos meio moralmente recriminatórios pousados sobre o vosso colo; por terem maridos que não ajudam, mas fazem as tarefas domésticas por vós, por terem sido educados para o fazerem; por ocuparem postos de chefia no mundo laboral, como directoras, presidentes, quiçá reitoras, para os quais foram escolhidas pelas vossas capacidades intelectuais e não pelo belo par de mamas que ostentam.


quinta-feira, 7 de março de 2013

Não caibo em mim de excitação

O mais perto que tenho na vida de ganhar o jackpot é quando vou a uma das máquinas da nespresso cá do estaminé e ela, apesar de me dispensar o café, me devolve as moedas. Hoje, até me deu 5 cêntimos a mais.

Já para não falar da apanha do tomate

Quando me falam das hortas urbanas e de plantar alfaces em vasos e tornar as varandas e terraços nos campos de cultivo suspensos da Babilónia, sei automaticamente que são pessoas que se riem muito quando se fala em poda, que não sabem o que são bacelos, que nunca pegaram numa enxada na vida, nem sabem o que é levantarem-se às cinco da manhã para irem vindimar.


Obrigado


Posso dizer (digo muitas vezes), que sou um gajo com sorte. Não é que não me aconteçam merdas como aconteçam aos outros mortais. Acontecem e não são poucas. Há sempre fortes probabilidades de tudo correr mal, mas do género impedimentos de última hora assim como então toma lá mais este desafio para o ultrapassares, que isto da vitória não é só o dá cá por esta palha, como se todo o caminho até então percorrido – escalado – não tivesse servido para nada e afinal o que contasse fosse aquele último desafio final que não estava programado. Mas no meio disto tudo e de muito drama, toda a gente tem a sua forma de lidar com o medo e o sofrimento, tantas inseguranças, lá comecei a trabalhar desde o início deste mês, depois de 3 meses parado sem ganhar dinheiro, uma dúzia de entrevistas, outras quantas negas, queria saber como era se lhes pedisse em namoro. E agora, seis meses pela frente, na melhor das hipóteses, mal remunerado  mas na área, apesar das tarefas chatas, não nos podemos queixar, mas até quando recebemos um presente de merda dizemos obrigado.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Parábola


Era uma história que se contava há uns anos. A senhora de X, não me lembro o nome, colunável, quiçá ex-cabeleireira ou ex-manicure – há todo um mito urbano sobre ex-cabeleireiras ou ex-manicures que subiram na vida, fizeram casamentos vantajosos, aparentemente felizes, com direito a criancinhas e porta de casa aberta para as revistas do social – resolve dar um jantar para a sociedade respeitável de então, aquela bem-nascida, mas que por acaso do infortúnio se viu obrigada a aceitar no seu círculo de relacionamentos as ex-cabeleireiras ou ex-manicures, agora bem na vida, casas compostas, maridos anafados.
Pratas, cristais, linhos, companhias das Índias, belas iguarias, ainda ninguém servia foie-gras com geleia de laranja amarga, muita coisa se aprende, a senhora de X tão bem recebe.
No final do jantar, a surpresa há muito preparada pela anfitriã, reúne os convidados à volta do local hierofânico por excelência nos salões – a lareira. Por cima do fogo, um pano, talvez veludo, encobre algo que depressa a Senhora de X revela, puxando-o para baixo. Um retrato seu.

Bravo, Senhora X. Conseguiu pôr Lisboa inteira a falar de si, por décadas. Ser alvo de chacota é também uma forma de dar nas vistas.