sexta-feira, 31 de maio de 2013

Eu também já fui várias vezes ao engano

E a queca revelar-se não tão boa como se adivinhava (publicidade enganosa, quem nunca pecou, que atire a primeira pedra). Mas eu não tutelo nenhuma secretaria de estado, nem nenhum outro cargo de responsabilidade. (tantos acessores, tantos estudos, só para gastar dinheiro dos contribuintes, afinal?)


quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Big Brother

Há uns tempos fui apresentado a uma tipa. No dia seguinte, o facebook sugeria-me a sua amizade.
No outro dia perguntaram-me se conhecia um tipo. Hoje, o linkedin sugeria-me o contacto.

(como é que eles adivinham?)


Coisas boas

Ainda não estar a cinco euros na Feira do Livro.


domingo, 26 de maio de 2013

Ah, a memória!

O bom de se ir a sítios bas fond é o facto de, à distância, a última experiência em sítios do género se assemelhar ao Baile da Rosa.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

Telhados de vidro

A (bis)avó Anica é que dizia bem, que isto o povo é como as ovelhas, esquece depressa. É que no meio de tanta palhaçada tantos fait-divers enquanto o barco se afunda, nunca ninguém mais se lembrou do desrespeito à bandeira portuguesa (símbolo da soberania, unidade e integridade e que todos os cidadãos devem respeitar), no passado 5 de Outubro.


Saudades dos tempos


em que as palhaçadas tinham nível (e só aconteciam na ficção de qualidade duvidosa).


Cá para mim

a Tété e o Batatinha é que tinham razões para se queixarem, mas isto sou eu...

Descubra as diferenças


Houve tempos em que os mecenas do mundo dos negócios ofereciam teatros inteiros. Hoje em dia contentam-se em apoiar o restauro de salinhas em (alguns) palácios, achando que fazem muito. E fazem. Muito pouco.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

O pátio

No Liceu onde andei, que já não se chamava Liceu, mas que toda a gente continuava a chamar assim para o distinguir da Escola Comercial, que também já não se chamava assim, para os distinguir das restantes escolas secundárias que não interessavam a ninguém, havia o chamado pátio grande, como em todos os outros Liceus. O pátio grande era, simplesmente O pátio. Poucos dos mais novos se atreviam a penetrar aquele espaço, que não só era frequentado pelos mais velhos, mas também as miúdas mais giras e os gajos com mais pinta, que procurávamos em vão conhecer. Depois veio a faculdade e O pátio foi substituído pelo O bar ou A esplanada que tinha as pessoas mais interessantes (à vista). Juntavam-se as noitadas e um ou outro local (felizmente ainda não se usava o vocábulo spot) que reunia muitos pedaços de mau caminho num  só sítio. O pátio do Liceu multiplicou-se por muitos outros lugares: naquele restaurante ao pé do primeiro trabalho íamos encontrar X (os quadris generosos); atrás do balcão da farmácia (olhos azuis e cabelo preto); e por aí fora.
Hoje em dia não sei o que aconteceu a todos estes pátios. Nem tão pouco, o que aconteceu a todas as pessoas que tornaram o pátio O pátio. Há em mim um sentimento qualquer inexplicável de perda perante a inexorável passagem do tempo. Muito provavelmente, ainda bem. Porque provavelmente casaram, pariram, engordaram, as carnes flácidas, eles carecas e prenhos de sete meses para toda a eternidade. Está na hora de olhar para quem um dia, eu fui O pátio.

Eu também nunca disse que batia bem da mona

Passado pouco tempo de ter desligado o telefone, embrenhei-me novamente no trabalho. Nisto, começo a ouvir um zumbido intermitente, por sinal bastante irritante. Tal qual um despertador. Pensei: "foi a vizinha do lado que saiu e se esqueceu do despertador ligado, vai ser bonito". Confesso que aquele barulho já estava a provocar-me uma ligeira dor-de-cabeça. Ou era disso ou do facto de andar a queimar pestanas até tão tarde. Nisto, olho para o lado. O telefone tinha ficado mal desligado. Sinal de interrompido.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mas esse não era o D. Carlos?



No meio desta história toda da Doutora e do Martim

(que são sempre precisos dois para uma fábula, a cigarra e a formiga, a cegonha e a raposa e por aí fora), o que me choca realmente é haver tanta gente a ver um programa que é apresentado pela pior jornalista de sempre. É que nem a mulher do chefe da aldeia consegue ser tão má.


As coisas são como são

as tradições deixam de ser o que eram, os segundos lugares ancestrais transforma-se em primeiros. As vitórias conquistam-se e merecem-se. Em verdade vos digo, nada me fez mais feliz que a vitória do Pipoco mais Salgado (vénia) como BILF 2013 (só mesmo o feliz  e aguardado regresso da Teresa às lides blogosféricas), até porque temia pela sanidade mental e braçal da Almofariza, de volta de alguidares de massa sovada. 
Por aqui, vai-se continuar a responder aos inúmeros emails de apoio e carinho por parte da blogosfera feminina por se ter ficado tão somente em segundo lugar e que não param de chegar. 

sábado, 18 de maio de 2013

BILF 2013

Estão lembrados daquela votação levada a cabo todos os anos pela Pólo Norte, em que sou nomeado pela querida Almofariza e que graças a vós fico sempre em terceiro ou em quarto lugar? Ela está aí novamente. 
Façam favor de votar, para a tradição se manter. Aqui.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nota mental

Nunca entrar na cozinha de luz apagada. O Diniz pode ter vomitado. Duas vezes. Uma por cada pé. Meu.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Digam-me que isto é para os apanhados

Uma coisa é eu achar que nem com um grande milagre a coisa há-de ir, que digo de mim para mim, que nem gosto nem falo de política e mesmo que dissesse para outrem, não sou figura pública e toda a gente sabe que digo muitos disparates. Outra coisa é, depois de já uma Ministra ter tido fé em como iria chover (e resolver o problema da seca), agora temos um presidente a achar que sétima avaliação da troica foi inspiração de Nossa Senhora de Fátima.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Isso e fechos éclair

Sempre tive para mim que a maior dor era a perda. A irreparável e definitiva separação dos entes queridos. A morte, o fim de uma relação. 
Mas, olhando em volta, o que atormenta realmente as pessoas é o ressabiamento causado pela traição. 


sábado, 11 de maio de 2013

Pedi desculpa e juro que não fiz de propósito

Eu sabia que havia uma razão de não gostar de ter ninguém colado a mim. Nos transportes públicos, por vezes, que remédio, embora seja menino para esperar, geralmente mais meia hora e ir no próximo, provavelmente igualmente cheio. Já em filas ou bichas ou lá como lhe queiram chamar, a coisa muda de figura. Se é certo que deixo praí o espaço de meia pessoa de distância da pessoa que está à minha frente, é certo e sabido que a pessoa  seguinte a mim se pôr quase encostadinha a ponto de lhe sentir a respiração - um nojo. E não, não é por uma questão higiénica nem nada que se pareça, é mesmo por sentir o meu espaço invadido, deixando-me extremamente desconfortável. 
Obviamente que hoje foi exactamente isso que aconteceu no supermercado. Quando dei por mim, já tinha duas criaturas alapadas atrás de mim. Ora, no preciso momento em que o tapete rolante das compras fica vago, levanto o cesto, para o colocar por cima dos restantes cestos já empilhados e retirar as compras. Ora o cesto vai precisamente tocar na mão de uma das tipas atrás de mim, que segurava uma lata de cogumelos ou lá o que era que caiu logo ao chão. E deve ter ficado amolgada. E se calhar, cheira-me que aquela mão deve precisar de gelo.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Caderneta de cromos

Já tinha sido apresentado a descendentes do Gungunhana. Acabei de falar com uma tipa que nasceu em Waterloo (que eu pensava ser só um campo de batalha e nada mais, mas eu sou muito basicozinho a geografia, benza-me Deus). Se conhecer alguém natural do Kiribati, suponho que a caderneta de cromos fica completa.

Pessoas com quem eu deveria ser especialmente mais compreensivo

Gente carente.
Gente que emprenha pelos ouvidos.
Gente vingativa.
Gente que faz exactamente aquilo que critica nos outros.
Gente que acha tudo um deboche.
Gente que está sempre a queixar-se da vidinha, como se todos lhe devessem e ninguém lhe pagasse.

(em actualização)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Porque é que o marketing não funciona comigo

Se há atitude máscula ou machista ou como lhe quiserem chamar que tenho e da qual não me quero desfazer é não pedir orientações nenhumas. É para isso que servem os mapas e, melhor ou pior, mais depressa ou mais devagar, a pessoa percebe onde está perdida e acaba por dar com o caminho certo. Por isso, escusavam de me enviar mails a darem-me a conhecer os vossos blogs. Porque se forem bons, mas mesmo bons, eu chego lá e tornar-me-ei vosso leitor. Foi assim que cheguei ao melhor blog português, que era só o que faltava a São João perder tempo a mandar-nos mails. E quem diz a São João, diz a Pólo e por aí fora, que não eu não quero deixar ninguém melindrado.


terça-feira, 7 de maio de 2013

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O refinado humor refinado dos bartenders

Eu - Dois gin tónicos. Gordon's, por favor.
Do outro lado do balcão - Gordon's? Isso engorda, pá!


Nem tudo o que parece, é

Por exemplo, a tipa que tinha uma carteira amarela igual à São João, usava óculos, e que de certeza tinha dois pacotes de lenços de papel, um na carteira e outro num dos bolsos da gabardine e quiçá até mesmo uma tatuagem no braço encoberto por aquela, até podia ser a São João, mas não era.

O bom dos transportes públicos?

Sentar-se alguém ao nosso lado igualmente giro, mas com mais pêlos de gato na roupa que nós.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Los Amantes Pasajeros



Fui ver o novo filme de Almodóvar. E tenho a dizer-vos que é uma bela bosta. Mas como críticas de críticos e de bloggers não são para serem levadas em conta (já deviam saber disso), vão ver o filme, se tiverem oportunidade.