quarta-feira, 28 de maio de 2014

A minha vida dava um filme

No final da tarde de ontem fui até ao jardim da Gulbenkian. Sentei-me na relva, tirei da pasta uma sandes que tinha trazido de casa (e agora poderia fazer umas quantas divagações para encher chouriços acerca de marmita; comer fora de casa [não sejam porcos]; comer na rua; etiqueta e boas maneiras; sociedade americana e por aí fora). 
O que se seguiu foi digno de um filme de Hitchcock (ou de um livro de Daphne du Maurier, mas aí metade dos leitores não iam perceber). Em menos de nada tinha um pato e uma pata a cm de distância; o pato não parava de grasnar. Seguiram-se 3 pardais. 10 pombos. Outros tantos pombos. Mais de 30 pombos. Mais 4 patos. Ali, ao estender da mão.

A pergunta é: a Gulbenkian está a alimentar devidamente os patos?


quinta-feira, 22 de maio de 2014

O dia em que me devolveram o sorriso

O que custa é o dizer não. Semanas, se calhar meses, de um estado do qual não temos propriamente consciência. Apenas sentimos que não estamos bem, que não é aquilo que queremos.
Quando estamos habituados a só chorar no escuro do cinema, só nos permitimos chorar quando a porta se fecha atrás de nós, atrás de ti, quando a separação é irremediável.
Mas é quando dizemos não, quando treinamos a aprendizagem do não, quando dizemos que sa foda esta merda toda, que os verdadeiros milagres acontecem. Quando é o universo a fechar-nos uma porta, só temos de procurar uma outra e abri-la. Quando somos nós a fechá-la, o universo abre-nos automaticamente outra. No fundo, a mostrar-nos que apenas temos de aprender a fechar a porta.
Foi aí que os nossos caminhos se cruzaram. Súbita e inesperadamente. Do céu, aos trambolhões, a meus pés, eu sem perceber nada do que se estava a passar, qual garrafa de Coca-cola em pleno deserto. 
As feridas por lamber. O medo de me dar. O pânico de te receber. A gestão de sentimentos tão contraditórios como a perda e o ganho. A exposição pública – se à esposa de César não basta ser, imaginem à viúva; as preocupaçõezinhas com as convenções sociais do ainda agora se separou e é vê-lo aí com quem primeiro aparece, que isto dos garanhões, na verdade, é para muito poucos. É tão difícil lidar com a culpa, sobretudo quando não a temos, na verdade as coisas são como são. 
Mas nisto das questões amorosas não há receitas, apenas se sabe que há soufflés que se aguentam mais firmemente. Pouco a pouco, as defesas baixam, as guardas rendem-se; um jogo de crianças do “Abre a boca e fecha os olhos”. É também um grande teste, o (re)aprender a confiar. Por vezes atirarmo-nos de cabeça pode ser a melhor solução, quando a nossa intuição nos diz para o fazermos. Provavelmente esta será a parte mais inexplicável, porque irracional. Mas toda a gente já esteve apaixonada, sabe do que falo. E do que se seguiu. Eu, por mim, vou continuar a sorrir.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Como saber se daremos ou não bons pais?*

Acordar às três e meia da manhã, com um som estranho, muito abafado, quase imperceptível, a alguns metros de nós, levantarmo-nos e percebermos que o nosso mais novo acabou de vomitar no chão de tacos do hall (de entrada)** uma enorme bola de pêlo e só voltar a adormecer lá para as cinco da manhã.

* ou pelo menos aquele que se levanta durante a noite
** o que eu adoro quando elas dizem hall de entrada

terça-feira, 13 de maio de 2014

Não, não casei

Ontem foi um dos dias mais felizes da minha vida  - desculpem lá esfregar isto nas vossas caras, até porque isso não significa que tenha uma vida de conto de fadas, que não tenho, mas como na vida de qualquer pessoa, há dias melhores que outros. Encerrei um capítulo da minha vida que se prolongava há bastante tempo, tempo demais, que teve repercussões em todas as outras áreas da minha vida, na maior parte das vezes negativamente. Foi reconhecido publicamente todo o trabalho que tive durante todo esse tempo, de forma pública, e exaltado todo o mérito que esse trabalho representa. Quando não estamos habituados a elogios - por as pessoas serem habitualmente parcas em fazê-los, por feitio ou sabe-se lá Deus porquê - isto sabe, efectivamente, muito bem. Mas, provavelmente mais importante do que o fim desta etapa e o reconhecimento desse mérito, foi sentir o amor das pessoas que me rodeavam - carinho, amizade, seja o que queiram chamar. Não que desconhecesse a sua existência, mas mais uma vez devemos fazer esforços para o demonstrar - é efectivamente isso que levamos desta vida.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

BILF 2014

Mais um ano, mais uma voltinha, mais uma viagem. Como não quero ficar, pela 198018102983098 seguida em 2º lugar, é favor votarem em mim. Como? Indo ao blog da Ursa e votarem em Pedro (We'll Always Have Paris). Sem cartões, sem quaisquer complicações. Não sei como é que ainda não votaram. O que se ganha? O meu apreço por vós. Vá, do que estão à espera, para votarem e divulgarem nos vossos blogs e nos vossos contactos de Facebook, hein?



E por andaste tu, Pedro, por estes dias?