sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

A revolta da lata de pêssegos


Acabei de dar conta que a lata de pêssegos em calda que tinha na despensa cometeu um ataque suicida e rebentou. Gostava de dar mais pormenores do sucedido, mas não devia estar em casa na altura e o meu mais novo não presta declarações acerca da ocorrência. 


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Os grandes vencedores da noite?




O colar de pérolas de Viola Davis (Van Cleef); o colar de turquesas de Cate Blanchett (Tiffany) e os brincos de diamante de Lupita Nyong'o (Chopard).

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Momento de confissão


Há momentos da vida em que temos de partilhar as nossas fraquezas, asneiras, incúria, o que for, como se fosse uma terapia de grupo.  

Começo eu: eu já fiquei sem jantar porque o pirex que estava no forno estilhaçou quando o peguei.
Agora vocês.

(assadeiras boas, quais são mesmo?)


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Não sei quem é que inventa as listas de reprodução do spotify, mas que tem sentido de humor tem


Feche a Porta
Sono Profundo
Violão Brasileiro
Smart is the new sexy
Para a tempestade
TPM
Chegando a casa
Friozinho
Chega de Brincadeira
Solidão Portuguesa
The happy hipster
Esquenta sertanejo
Divas no Trânsito
Novidades de terça
Corra numa boa
Amor na Pista
Jantar a dois
Bedroom jams
When you look into her eyes
...

(ide ver, ide lá, que é bom demais não ver)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Para a próxima já sabemos



Um dos maus hábitos que o meu mais novo tem é, sempre que o telefone toca, miar como se não houvesse amanhã a ponto de hoje, quando me ligaram de um daqueles centros que "oferece" rastreios cardiovasculares a senhora ter achado que estava a ligar em má hora, por ter uma criança a chorar. 
Talvez por me ter apanhado bem disposto, mas certamente por ter consciência do que eventualmente se passaria do outro lado da linha, acabei por lhe dizer que sim, era uma boa altura, visto tratar-se de um gato e não de uma criança, mas para me voltar a ligar daqui a 15 anos, porque não estou dentro da faixa etária que pretendem.

Existe uma diferença

entre sorrir e arreganhar a tacha para mostrar se temos comida entre os dentes.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Passo a explicar




Em 1835 e 1836, Chopin compõe dois dos seus mais afamados nocturnos, op.27, 1 e 2. Dedica-os a sua discípula Maria Teresa de Nogarola, “la divine Thérèse”, de origem italiana e casada com um conde Húngaro,  embaixador do império Austro-Húngaro em Paris. As recepções nesta embaixada fizeram furor na Paris de então: os seus selectos salões eram frequentados pela fina-flor parisiense, pela alta aristocracia europeia, bem como marcavam presença os artistas mais renomados: Chopin, claro está, Liszt, Rossini, Kalkbrenner, Thalberg. Lançaram a moda dos bailes da manhã, que começavam ao meio-dia e prolongavam-se até à noite, dançando-se o cotillon. Mal poderiam imaginar, tal com eu desconhecia, que dariam uma Rainha, sua trineta, à Albânia.


O dó de alma que é


ver as crianças enchouriçadas, cheias de camisolas e, por cima, para rematar, um disfarce manhoso de cetim viscose. Pior, os pais orgulhosos das fatiotas das criancinhas. 

Kitsch surreal ou surrealismo kitsch?


Percebes que finalmente és capaz de ter encontrado alguém que realmente conhece o mais profundo interior do teu ser, quando te envia uma mensagem com um poema de cummings e as 24 rosas do José Malhoa.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Não tenham sequer a veleidade de perguntar



Há aquelas coisas que nunca sonhámos na vida fazer até ao momento de acabarmos de as fazer. Como por exemplo, entrar em contacto com a deposta Casa Real da Albânia. 

Lei de Murphy III


Não sei porque ainda se dão ao trabalho de mandar indirectas, sobretudo nas redes sociais. Geralmente toda a gente enfia o barrete, menos a pessoa a quem se destinava. 

Qual é a tua desculpa?


Não arranjamos trabalho por causa da crise; não namoramos porque os homens/mulheres não prestam; o telemóvel pifou porque o mercúrio está retrógado; não vou sair porque está frio; não vou comer porque estou gord@; não marco nenhum encontro porque estou sem tempo; estou de mal-humor porque não tive amor suficiente na infância; ...

domingo, 8 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Sempre fui do contra


Carvalhelhos

O hábito não faz o monge


Nunca percebi o fascínio das pessoas com aqueles cadernos, geralmente de capa preta, geralmente carotes, conhecidos por terem sido os escolhidos por escritores famosos. Nunca lhes ouvi gabar as capas duras, as folhas grossas, o elástico que permite fechá-lo sem deixar cair as folhas soltas que nele se guardar. Não é o mimetismo que lhes irá fazer escrever melhor.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Veneza


Os dias são igualmente repetidos; nada nos salva , nem as cadernetas de cromos; as notícias de crimes hediondos, as imagens chocantes, apesar de tudo ainda nos chocam; a pobreza e a injustiça social por todo o lado, aqui e ali, mais ou menos longe, por todo o lado; as pessoas opinativas por todo o lado, a acharem-se donas da razão, tão cheias de moral que só lhes sai da boca para fora mas acções nem vê-las; pior: bem prega Frei Tomás mais aquelas que querem ser Deus salvador controlador de todas as acções dos que as rodeiam, porque se queixam demais, porque não tomam sumo detox que chegue, tudo é pretexto de crítica, tudo serve de pretexto para não se verem a si mesmas ao espelho e eu, diante dele, nada mais me apetece senão apreciá-lo, porque este silêncio me invadiu, tal como o frio que me entranhou nos ossos e nenhum som me sai da garganta.


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Não faço ideia

a quem o mais novo foi sair, mas entre um prato com queques e o tabuleiro do forno, preferiu lamber este último...

(aqui, a dormir de língua de fora...)

Eu não me posso enervar que sou uma 'ssoa que sofre muito dos nervos



Ao início, a este estaminé vinham poucas, muito poucas pessoas. Era o tempo em que se conhecia toda a gente, parávamos dois minutos, meia hora para perguntar como estava tudo, como está a mãezinha, não quer levar uma guloseima para o mais novo, o que disse o médico, é melhor ver isso, o tempo não está para brincadeiras. Ao pouco, foi crescendo, foi aparecendo nova clientela, muita da mais antiga mudou de freguesia, emigraram, fecharam os respectivos estaminés, há sempre alguém que fica pelo caminho. Eu não conheço muita desta gente nova que anda p'raí, olho-os de alto a baixo, a maior parte das vezes não percebo o que dizem, nem do que falam, rio-me baixinho, encolho os ombros, digo que não com a cabeça, olho para o céu, perdoai-lhes senhor, eles é que sofrem com as figuras tristes que fazem, nem sequer têm noção; sigo-os, vou atrás quando vejo que há ali algum dom, são poucos, muito poucos; de repente lá reaparece um freguês antigo, é a alegria, o que o traz por cá, puxo de um banco, sente-se aqui a conversar.
Ora, quando se cresce é natural que se perca um pouco desta familiaridade. No entanto, isso não significa que se cresceu exponencialmente e, muito menos, que este seja um blog formador de opinião, trendy maker ou o que quer que seja. Por isso, meus amigos, escusam quer aqui, quer na página de facebook, experimentarem deixar o link para o vosso estaminé, seja ele blog ou qualquer outro negócio. Porque muito embora não seja um grande blog, também não é o da Joana.

Pela segunda vez neste blog vou falar do 50 sombras de Grey

Ontem, no metro, estava uma senhora a ler o 50 sombras de Grey, pensei que já ninguém lesse, pelos vistos sim, talvez a tempo de ver a adaptação cinematográfica. Olhando para o livro, olhei para as mãos e olhando para as mãos olhei para as unhas e perguntei-me se haveria uma premissa para se ler o livro, que seria usar unhas de gel, até que vim para casa, googlei e deparei-me com isto:





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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A minha vida são metáforas


Quando vejo tudo a comer à mesma gamela, muito gostam de comer na mesma gamela, não podem ver ninguém a comer de uma gamela, mas dizia eu, quando vejo tudo a comer à mesma gamela, só tenho vontade de virar costas e passar fome, se preciso for. 

Música nova (ou não)


No outro dia, acabei masoquistamente por entrar na Fnac, coisa que não faço há algum tempo - olhos que não veem, coração que não sente. Após muito cirandar, encontrei esta colectânea a um óptimo preço (e toda a gente sabe que adoro uma boa pechincha). Com o youtube e o spotify, há muito que deixei de ouvir CD e, por consequência, de comprá-los. Não sabia se a conhecia ou não; além de ser péssimo a decorar nomes, a coisa é natural que piore com nomes russos; na verdade, pensei tratar-se de Galina Baranova, uma contralto que tinha conhecido há algum tempo e pela qual me apaixonei. Embora tratando-se de cantoras diferentes, tem sido um gosto conhecer a sua voz e, sobretudo, o seu reportório, essencialmente de música russa.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

"Não há coincidências"


A semana passada vi, pela primeira vez, um episódio de Agatha Christie's Marple, com Geraldine MacEwan no principal papel, A murder is announced, com a Zöe Wanamaker, a fabulosa Catherine Tate e Lesley Nicol, a bonacheirona cozinheira de Downton Abbey. Descubro agora que a actriz que interpretava Miss Marple morreu na passada sexta-feira.
Pelo sim, pelo não, não vou ligar a televisão, não se vá a dar o caso de ver séries pela primeira vez...


domingo, 1 de fevereiro de 2015

E o contrário de estar vivo, é estar morto

Visita de Isabel II a Lisboa, Teatro de S. Carlos, 1957

Há ocasiões em que se sai para ver; outras, para se ser visto.