segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Este blog também comenta os Óscares

(Jóias da Coroa Imperial Russa)

o anel Sevan Bicacki em forma de polvo da Whoopi Goldberg; o collier-de-chien de Olivia Wilde, os pregadores de cabelo Niwaka de Brie Larson e o colar Bvlgari de Naomi Watts. (uma foto para cada um dos exemplos, cada post apenas para um e dava para alimentar um blog durante uma semana).


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Bambi


De todos os prémios com estatueta, Óscar, Globo de Ouro, Grammy, Zecchino d'Oro, whatever (com tantos ainda não sei como não ganhei nenhum) aquele que eu gostava mesmo de ganhar era o Bambi Award. Já imaginaram o vistaço que faria junto às decorações de Natal? (sim, é Fevereiro, há que começar a pensar nisso!)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Pensamento do dia

Zinaida Youssoupov e o baile de máscaras de 1903, no Palácio de Inverno, São Petersburgo

(que foi o mesmo que tive quando passei diante de uma festa de halloween de crianças no ano passado): quando tiver criancinhas, adoptadas ou não, nem que passe a noite em claro a costurar, mas filho meu não vai usar disfarces de polyester ou que raio é aquela coisa de plástico super brilhante a imitar tecido que os chineses ou lá quem seja, vende nestas alturas - até porque a terapia, minha e da criança, será muito mais cara.





quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Flashes matinais


Ontem quando apanhei o autocarro pela manhã assisti a uma cena que me fez pensar – por vezes, lá tem de ser. Numa das paragens, houve uma senhora, de meia-idade, que se sentou nos lugares reservados para grávidas e pessoas com dificuldades de locomoção. Eis se não quando, outra senhora, também de meia-idade, com um discurso, muito resumido, mas cuja ideia principal era esta: “que eu sou de Jesus e aqueles lugares não são para pessoas que não se encontram nestas condições, que devia ir trabalhar para saber o que era a vida”.

Faltou muito pouco para me saltar a tampa. Quanto mais necessidade temos de afirmar que somos pelo Bem é quando esse mesmo Bem nos falta; apontar o dedo ao outro, julgá-lo, faz-nos imediatamente saltar para o outro lado da barreira. Na verdade, não havia lugares dos outros livres (eu ia de costas) e não tenho a menor dúvida que, caso fosse necessário (havia ainda outros 2 lugares daqueles livres), a senhora iria acabar por se levantar e ceder o seu lugar. E embora também me irrite quando as pessoas se sentam nesses lugares, quando há lugares vagos, quem sou eu para apontar o dedo ou julgar? (e agora sim, percebemos o que realmente significa não invocar o santo nome de Deus em vão) Por isso mesmo acabei por assitir e calar.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Da peregrinação, da vontade e da graça


Há uns dias, num jantar de anos de um amigo não muito próximo, contava-me ele da sua experiência no caminho de Santiago. Não sei se voltou a estar na moda, se por coincidências ou sincronicidades da vida, tenho conhecido quem tenha feito o caminho. Até uma amiga da adolescência o fez, este ano que passou, peregrina de si mesma. Mas dizia eu, nesse jantar, esse amigo contava a história do casal sexagenário que conheceu num desses caminhos. Cresceram em Moçambique, namoraram, foram separados pela Independência, perderam o rasto um do outro, refizeram vidas, apaixonaram-se, casaram, tiveram filhos, enviuvaram. Lágrimas e sorrisos pelo meio. Um dia, ela passeava pelo Porto, a cidade que o acolheu a ele. Encontraram-se ali, puro acaso. Reconheceram as mesmas faces dos 15 anos. Casaram. Desta vez um com o outro. A lua-de-mel foi o caminho de Santiago. Eu, que gosto que me contem histórias reais, tive de me conter para que as lágrimas não rolassem. Insondáveis são os desígnios de Deus. Nunca saberemos o que está para vir. Bordão ou vieira, um anel no dedo, quantas lágrimas ou sorrisos. Assim acontece com as pessoas que conhecemos. Reais ou fictícias. Quem é que nunca se cruzou com um personagem de um filme? Ou livro? Ou o autor de um blog a quem perdemos o rasto? Eu já.