Sábado, 17 de Março de 2012

Saint Patrick's Day

Pendente de ouro e esmeraldas, século XVII
Arquidiocese de Évora - Fundação Eugénio de Almeida 
© 2008 Carlos Pombo. Todos os direitos reservados 

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

E tu?

Habituamo-nos às pessoas nos seus lugares habituais. O senhor do quiosque no quiosque, a senhora da padaria na padaria. Tudo certo nos seus lugares. E quando encontramos uma antiga porteira de um afamado club, concentradíssima, a ler numa biblioteca pública? Sorrimos. Gostamos do mundo de pernas para o ar.

Quinta-feira, 15 de Março de 2012

Ainda nem sequer fui nomeado

Os meus RRR

Durante a escola primária não foi muito acentuado. Mas na preparatória, ou porque se acentuou ou porque as crianças aprendem a apontar mais os defeitos dos outros, a minha dificuldade em dizer correctamente os R entre vogais era notória. E a coisa complicava-se ainda mais quando nos chamamos Pedro e invariavelmente o que nos saía era qualquer coisa como Pedgo (não era bem, mas era o som que mais se aproximava) - um pouco como a Judite de Sousa pronuncia. No Liceu a coisa continuou, embora não tão evidente, mas ainda assim com chamadas de atenção por parte dos colegas - já não gozavam, mas ainda era caso para risadas. Na Faculdade, ou porque as pessoas já são crescidinhas ou porque consegui corrigir ou atenuar a dita dicção, nunca ninguém me interpelou por isso. 
E porque é que passados tantos anos me lembro disso? Por duas razões, para além da óbvia, de que as cicatrizes, ainda que curadas, causarem ardor quando muda o tempo. A primeira por ter reencontrado uma colega de Liceu. Uma das que se ria com a minha incapacidade de dizer os ditos R correctamente. Como Deus não dorme, tem um filho que também não os consegue dizer. "Mas é um óptimo aluno".  Também eu, e talvez por isso ainda gozassem mais comigo. A segunda por ter recebido um telefonema da menina da TMN, exactamente com a mesma dicção, que me queria impingir um novo tarifário o qual já me tinham tentado impingir. Retorqui um sim, já conheço, mas não estou interessado, obrigado, boa tarde, mas estou aqui com alguns problemas de consciência por a ter despachado em três tempos.

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Sábado, 10 de Março de 2012

E ainda dizem que eu gosto de coisas antigas

Estão a ver aqueles programas de edição de texto em que se fala e o pc processa tudo num documento word? Agora imaginem um programinha desses, mas para pensamentos. Se assim fosse, teria pelo menos quatro parágrafos escritos em inglês perfeito do paper que já devia estar feito estou a escrever. Agora que estou sentado à frente do pc, não sai absolutamente nada.

Sexta-feira, 9 de Março de 2012

Microficção III

Dália Gipsofila Ramos Jardim toda a vida quis ser florista. Acabou como cantoneira. Todas as flores acabam no lixo.r

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Porque é que a galinha atravessou a estrada

O que fazer quando se tem vertigens e uma ponte pedestre à frente? Atravessa-se. As vezes que forem precisas. Hoje quatro, amanhã duas. E espera-se que atenue a fobia.


Sábado, 25 de Fevereiro de 2012

As coisas que eu já fiz desde que me levantei

só para não ter de fazer o relatório importantíssimo que tenho para fazer e que já devia estar feito, acabado e entregue há dois dias, para meu maior bem.

(e o que eu gosto de fazer relatórios! Já para não falar que é sábado e está sol).

Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Agora já sabemos

foto Paulo Lourenço/JN daqui

onde a Senhora Dona Maria Silva vai passar a meditar, manhã cedo, com o seu fatinho-de-treino, rosa-malva e roxo... Ommmmm...

Estão a ver

aqueles blogs onde tiram fotografias de pessoas (com mais ou menos pinta) na rua? Uma amiga minha acabou de ser fotografada para um deles (e mete os restantes fotografados a um canto, claro está).

Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012

W.E.


Ando num excitex danado para ver este filme. Desenganem-se. Não é pela Madonna, nem tão pouco pela suposta história de amor que retrata. Antes pelo guarda-roupa e cenografia (o que eu gosto de filmes de época) e por um senhor chamado Abel Korzeniowski, responsável pela banda sonora, como o já foi da de A Single Man. Se não for um bom filme, terá certamente uma excelente banda sonora. Polish do it better.






Especialmente dedicado a que nos brinda diariamente com fotos do seu almoço e barra ou jantar*




[foto de bosta humana] 

O meu jantar de ontem 
(só não ponho mesmo foto, que já posto merda demais aqui no estaminé)

*seja na blogosfera, seja nas redes sociais, entenda-se (e sim, eu até costumo tirar fotos ao perú de Natal, posso documentá-lo desde mil nove e qualquer coisa, mas as fotos são tiradas no recato do meu lar e não ando com elas na carteira).

Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Liberdade

É qualquer coisa como deixar uma pousada histórica e ir comer bifanas a Vendas Novas.

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Pearls are the girls best friends V

Juan Pantoja de la Cruz - Isabel de Valois
1605, Museu do Prado.

Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Glasgow

Glasgow. Foto daqui.

Afinal, quem é que já cá esteve ou tem uma prima que estudou lá ou um amigo que foi lá de férias? Conselhos e sugestões, arranjam-se? Queremos saber TUDO (e dispensamos referências ao Bagpipe Museum...).

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Dos crescidos

Há alturas em que me sinto a brincar aos crescidos, a fazer coisas de gente grande. Aquilo que me faz olhar para os outros e pensar: uau, que homenzinho, tão independente, a sair da sua zona de conforto! Mas são mais os dias em que me apetece parar, correr para o colo da minha mãe e fechar os olhos, que os outros.

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Geeks are sexy

sqrt(cos(x))*cos(300x)+sqrt(abs(x))-0.7)*(4-x*x)^0.01, sqrt(6-x^2), -sqrt(6-x^2) from -4.5 to 4.5

(é googlar)

Na realidade,

se fosse verdade o que todas as pessoas dizem, que todos os dias são dias de amor e não especialmente hoje, de certeza que não haveria tantos divórcios nem tantas separações.


(o dia de S. Valentim só será apenas mais um dia de consumismo - desenfreado ou não - se o deixarem)

Cozinha com alma (e coração)


Para mim, mais do que uma data de importação, o dia dos namorados acaba por ser um dia de celebrar o amor. Não que se não se ame todos os dias da nossa vida ou que se ame mais ou melhor. Não. É importante comemorar tudo aquilo que tem significado para nós. Distinguir o ordinário do extraordinário. E o amor é extraordinário. E não me refiro apenas ao amor conjugal - chamemos-lhe assim. E hoje, no dia em que se celebra o amor, quero chamar a atenção para o amor - o amor ao próximo. E como em alturas de crise, surgem projectos os quais demonstram que nem as ideias, nem a solidariedade, nem o amor estão em crise. 

Chama-se Cozinha com alma. Como podem verificar pela página do Facebook, "A Cozinha com Alma é um take-away solidário aberto ao público geral, em que todo o lucro social é aplicado numa Bolsa Social que vai apoiar famílias de classe média/média baixa em graves dificuldades económicas, seleccionadas por Comissão Social de Freguesia"Ou seja, quantas mais refeições forem vendidas, mais famílias carenciadas irão beneficiar de preços reduzidos na compra dessas refeições. 

A Loja, que se situa em Cascais, na Rua Eça de Queiroz 379, funciona de segunda-feira a sábado e, além de um Menú semanal, oferece vários produtos congelados. Para tudo isto, conta com a ajuda de voluntários e de parcerias com supermercados, restaurantes, produtores, armazenistas e da própria comunidade local.

E é aqui que entramos nós. Que não só podemos divulgar este projecto, como requisitar os seus serviços ou até, quem sabe oferecermo-nos como voluntários. Ofereça amor, neste dia dos namorados.


Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

O que têm em comum as duas imagens?



O meu cérebro, que as confunde regularmente, quando ouve o cognome inglês da senhora de cima.


Degas, 1869. Óleo sobre tela 92,5 x 73,5 cm. 
Neue Pinakothek, Munique (Alemanha)

E isto tem sido mais ou menos assim toda a vida

Lembro-me desse dia como se fosse hoje. Foi no final da 4ª classe e fui com a mãe saber se tinha passado de ano. Significava não só mudar de ano, como de escola. Fazer novos amigos e colegas. 
Encontrei uma colega, a S.A.. Não me recordo se passou ou não. Eu estava com medo. Com medo de não passar. Achava que sim, que tinha tido uma prestação regular, mas nunca se sabe. Há sempre um pequeno senão, há algo que não dominamos, que foge ao nosso controlo. Os imprevistos acontecem.
Foi então que a Senhora Professora (a quem devo muito do que sou hoje) nos disse que sim, obviamente que sim, que tinha passado de ano. E não só. Que eu era um dos seus três melhores alunos. Para mim isso foi uma surpresa. Não havia três melhores alunos, mas dois. A A.E. e o J.L.. Não eu.

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Dos amigos

Os amigos não servem apenas para nos darem a mão quando precisamos de ajuda. Para nos darem um ombro quando precisamos de chorar. Ou de colo. Os amigos servem para nos alegrar. Com os seus disparates, as suas piadas - que só nós percebemos. Para nos fazerem felizes. Quando casam. Quando são pais. Quando lançam um livro. Quando abrem o seu próprio negócio. Quando publicam artigos em jornais. Quando o seu trabalho é referido na imprensa. Quando ganham um prémio. E eu não sei se sou eu que tenho amigos especiais, se é o facto de me alegrar com cada uma das suas conquistas, como se minhas próprias fossem, que me tornam mais feliz.

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Cantigas d'Amigos


Um dos melhores álbuns de Amália Rodrigues vai ser finalmente lançado em CD. Com participação de Natália Correia (que transcreveu o cancioneiro medieval português para português moderno) e Ary dos Santos e com esta belíssima capa de Maluda, tem uma das minhas músicas preferidas de sempre. Com letra de D. Dinis.


Non sei oj', amigo, quen padeçesse 
coita qual padesco que non morresse, 
se non eu, coitada, que non naçesse, 
porque vos non vejo com' eu queria; 
e quisesse Deus que m' escaecesse 
vós que vi, amigo, en grave dia. 

Non sei, amigo, molher que passasse 
coita qual eu passo que já durasse 
que non morress' ou desasperasse, 
porque vos non vejo com' eu queria; 
e quisesse Deus que me non nembrasse 
vós que vi, amigo, en grave dia. 

Non sei, amigo, quen o mal sentisse 
que eu senço que o sol encobrisse 
se non eu, coitada, que Deus maldisse, 
porque vos non vejo com' eu queria; 
e quisesse Deus que nunca eu visse 
vós que vi, amigo, en grave dia.