segunda-feira, 18 de maio de 2020

Balanços

Para mim o confinamento foi perfeitamente suportável. Já trabalhava muito em casa, gosto de estar em casa, não tenho problemas em estar sozinho, andava numa fase mais introspectiva e sem grande vontade de sociabilizar e, além disso, já estou habituado a lidar com os meus demónios interiores, que já existiam antes de tudo isto - naturalmente agora visitam-me com mais frequência, pois havia mais tempo livre, mas ao menos tinha chá e scones para lhes oferecer. 
Mas a verdade é que também tive um outro treino há 17 anos atrás, quando, depois de estar 11 dias no hospital, vítima de uma miopericardite viral - provavelmente provocada por uma gripezinha... - estive durante praticamente mais 2 meses e meio fechado em casa e em repouso. Nessa altura os telemóveis ainda não tinham internet e a própria internet pouco mais servia para além de enviar emails ou estar salas de chat. A única vantagem era poder receber visitas, que permitiram manter alguma sanidade mental - até porque a maturidade dos 23 anos não é igual à dos 40.
Curiosamente, só me lembrei desta situação, traumática q.b., há talvez dois dias. Ainda assim, creio que cada um de vós já terá passado por situações mais difíceis ao longo da vida. E cá estão, felizmente.


quarta-feira, 13 de maio de 2020

terça-feira, 5 de maio de 2020

Por mais que este seja o novo normal...

Acho absolutamente ridículas as vossas fotozinhas com máscaras.


(sobretudo com a escassez que ainda há das mesmas e com metade de vós sem as saberem usar correctamente).



segunda-feira, 4 de maio de 2020

Obrigado por se lembrarem de mim

Há já doze anos que vivo sozinho e, durante este confinamento, nunca recebi tanto telefonema para saber como estou, por estar sozinho. Na realidade, já tive um treino de 12 anos em viver sozinho, por isso mais 50 dias, menos 50 dias, são, como diz o outro senhor, peanuts. Os dias maus já aconteciam muito antes deste período - mesmo quando por vezes estava acompanhado - e nessa altura o telefone nem sequer tocava. Espero que os novos hábitos perdurem para além do confinamento.