quinta-feira, 10 de julho de 2008

Da Simpatia

Em conversa com o S. no messenger, contava-me como ontem tinha sido abordado, ao subir a longa escadaria do seu local de trabalho, por uma colega. Mais velha. Pormenor à partida irrelevante, mas duvido que alguém da nossa idade se atrevesse a abordá-lo como abordou: "Como está o sorriso mais simpático do ***?"
Eu considero o sorriso do S. fácil, bem-disposto, bonito até. Mas desde cedo que tenho esta relação difícil com o adjectivo simpático. Para mim, simpático não quer dizer coisíssima nenhuma. Quando não há nada que chame à atenção em alguém, essa pessoa torna-se imediatamente... simpática. "- Então, o que achaste de fulan@? - Ah, é simpátic@! ". Leia-se: não é bonit@ nem fei@, nem burro@ nem inteligente e por aí fora.
Porém, não confundir antipatia com má-educação. Para mim, nada tem que ver uma coisa com a outra.
Não é à toa, que no tempo das Misses, havia também lugar para a Miss Simpatia. Geralmente, nunca era a concorrente que ficava em primeiro lugar.
E até porque, confesso, tenho alguma predilecção por pessoas antipáticas. Ou melhor, quando as primeiras impressões não são as melhores. Na maior parte dos casos, são mais verdadeiras, têm melhor sentido de humor até. Dão luta. São mais elas próprias. E custa muito, nos dias que passam, sermos nós próprios.

2 comentários:

CoRa disse...

rsrsrsrs...
concordo em género, número e grau.
por sinal, já muito se disse sobre considerarem-me à primeira vista ligeiramente antipática... e até que gosto. sinal que meus filtros estão ligados... ;) beijinhos

Pedro disse...

Eu nem digo o que as pessoas pensam de mim lol