quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Do gerúndio da ciência

A parte má de se ir sozinho a colóquios e conferências é não poder partilhar as gaffes e os disparates ditos pelos oradores. Acresce ainda a falta do que fazer durante os coffe breaks (em português - pausa para café), agravado pelo facto de se ter deixado de fumar. Que até é bom, porque se já é mau ter de fazer social em circunstâncias normais, quanto mais em situações de trabalho (e sim, estou a um passo de me tornar um bicho do mato, mas não tenho culpa de não me estimularem. Intelectualmente.)


A dúvida com que fico é porque é que a assistência depois do tal coffe break passa a ocupar outro lugar que não aquele onde estava sentada anteriormente. Até porque não adianta mudar de cadeira. Por mais desconfortável que seja, a vontade de dormir vai sempre aparecer, sobretudo entre as 15 e as 16 horas.


As conferências? Pois que as mesmas pessoas defendem as mesmas ideias há pelo menos 30 anos, desde que começaram a carreira académica. Será que não se fartam? E ai de quem defenda alguma ideia contrária! - ou é expulso do colégio (não há palavra melhor) ou nem chega sequer a lá entrar. Porque o poleiro até é pequeno e não chega para todos e não interessa quem canta melhor, mas sim, mais alto. E assim se faz ciência em Portugal. Ou vai-se fazendo.

[Adenda: porque já era altura de mudar o disco, aqui fica - e penso que bem a propósito, uma das Master Classes de Maria Callas, na Juliard School.]

13 comentários:

Margarida disse...

:)
- Jogos no telemóvel
- Imaginar qual a vida das pessoas que lá estão
- Fazer ar de compenetrado enquanto se faz sudoku
- sms com amigos


Anima-te, bicho do mato :)))

Noiva Judia disse...

É por isso que este país não avança...

ric@rdo disse...

O parentesis novamente ausente neste post foi propositado?
:)

Elanor-Niphredil disse...

Surpresa...vai ao meu sitinho!!!!!

kiss kiss

Adão disse...

É por isso que raramente sou sozinho a esse tipo de “acontecimentos sociais”. Mas também compreendo o azar de um orador, em ter-me como espectador “acompanhado”… dado que estou sempre a comentar e a fazer piadinhas com a minha comitiva. Mas se fosse sozinho, e aquilo fosse a maior seca do mundo, e humanamente fosse impossível aguentar… seguia um dos conselhos da Margarida… carregava os amigos com sms’s. :P

Anónimo disse...

«é não pOder partilhar as gaffes e os disparates ditos pelos oradores. Acresce ainda a falta do que fazer durante os coffeE breakS»

(não é para publicar o comentário)

Adão disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Adão disse...

LOL... ele pediu para não publicar Pedro... LOL

CoRa disse...

Claro que a "função" do coffee-break deve ser exactamente essa de manter o povo acordado... portanto melhor tomar um chazinho de camomila e ignorar aos roncos o resto da palestra...lol

Pedro disse...

Margarida: já passou (e não gosto de sudoku)

Noiva: também me parece...

Ric@rdo: como é óbvio - mas põe-te a pau que ainda te tiram o lugar!

Elanor: já vi! Quando conseguir respirar!

Adão: o pior foram os intervalos.

Anónimo: antes de mais obrigado pela correcção. Os comentários são aprovados automaticamente e eu não posso ficar com os louros da correcção - só tenho de corrigir o texto.


Cora: olhe que pouco faltou!

ric@rdo disse...

lololol
Pois é... tenho concorrência!
;)

Formiguita Bipolar disse...

Estou contigo em algumas partes deste post, especialmente na parte em que confessas que já é mau ter que fazer social em circunstâncias normais, etc..., fazendo, para mim, especial sentido a parte do bicho do mato!- eu não o diria melhor!!!)

Pedro disse...

LOL! Por vezes as obrigações sociais são complicadas!