Tudo começou há muitos anos atrás, ainda andava eu na escola primária. Deve ter sido na terceira ou quarta classe (no meu tempo chamava-se assim). Um recém chegado aluno, tomou-se de amores da Ana Sofia, de quem não sei nada há anos, apesar de saber que é hoje enfermeira.
Ora, a Ana Sofia não se comoveu e fartinha do dito até à ponta dos cabelos (tinha 9 ou 10 anos, mas sabia bem o que queria!) pediu-me para passar por namorado dela. Obviamente que aceitei – e foi assim o início da minha carreira como namorado de, contra melgas inconveniente. Às vezes intencionalmente, outras nem por isso.
Foi o caso desta última vez. A L. até lhe achava ser graça. Jornalista, mais velho, fumador, conversa agradável. Até que certo tempo depois de o deixar de o ver, o voltou a encontrar.
“- Sabe, vi-a no outro dia, aqui ao pé. Estava com um gajo qualquer.”, disse, muito enxofrado. Encrespado, mesmo.
Ora, a Ana Sofia não se comoveu e fartinha do dito até à ponta dos cabelos (tinha 9 ou 10 anos, mas sabia bem o que queria!) pediu-me para passar por namorado dela. Obviamente que aceitei – e foi assim o início da minha carreira como namorado de, contra melgas inconveniente. Às vezes intencionalmente, outras nem por isso.
Foi o caso desta última vez. A L. até lhe achava ser graça. Jornalista, mais velho, fumador, conversa agradável. Até que certo tempo depois de o deixar de o ver, o voltou a encontrar.
“- Sabe, vi-a no outro dia, aqui ao pé. Estava com um gajo qualquer.”, disse, muito enxofrado. Encrespado, mesmo.
O gajo qualquer era eu. Que me arrisco, qualquer dia, mais cedo do que julgo, a ficar desdentado.
Agora pergunto. Quem é o tipo, com dois dedos de testa, que acha que vai longe com comentários destes? É claro que toda a graça que poderia eventualmente ter, deixou de ter. Agora sim, vou mesmo ter de passar por namorado da minha amiga. Pelo menos foi essa a justificação que me deu, caso me dê, muito despropositadamente, um bruta beijo.
Para ouvir, tinha pensado, muito pretensiosamente da minha parte (e eu ralado!), a aria O Don Fatale da Princesa Eboli, da ópera Don Carlo, de Verdi, na voz de Fiorenza Cossoto. No entanto, lembrei-me: e porque não o Just a Gigolo? E bastou ouvi-la na voz de Marlene Dietrich, de quem ainda não conhecia a versão, para ficar rendido.
6 comentários:
Essas melgas é bem certo que são inconvenientes e não largam o ossinho por muito que se tente. Mas às vezes um chega para lá e uma boa resposta resolvem a coisa...não?
Já vi que fazes disto quase carreira... ;)
O que a tua amiga é capaz de inventar, só para te pespegar com um "bruta" beijo!! :D
Ainda te põe na horizontal "só poh gajo ver qué mesmo a sério!" hihihihihi
enxofre
Amigo é amigo, é como no casamento, para o bom e menos bom ;)
F: vamos a ver! ;)
Nikky: é pena é não dar dinheiro ;) (que mercado não falta!)
Diabba: tu crês!?!?
Only: mas eu não me estou a queixar ;)
LOLOLOLOLOL Nunca te imaginei nesses preparos... mas até é divertido lol
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