sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Do amor

Atribuo-o ao facto de ser bom ouvinte. Bom ouvinte simplesmente porque mau ou pouco falador. Sendo essa ou não a razão, o que é certo é que tenho tendência para me tornar confidente de várias pessoas, mais ou menos próximas. Coisa que não me desagrada, faz-me sentir de certa forma útil. Porque o bem também se pode fazer de palavras. Mesmo que saibamos que amanhã vamos ouvir os mesmos problemas, as mesmas frustrações. Mesmo que as nossas sugestões nunca sejam tidas em conta. Porque mudar é difícil, dizem-me.

E o amor, ai, o amor, esse bandido, que é o tema mais recorrente. E por isso tão banal. Para quê complicar? Porque o amor não passa de duas cuecas estendidinhas no varal. E a isto, meus amigos, não podemos fugir.

6 comentários:

inês, a anónima disse...

duas cuecas estendidas num varal. até consegues ver que ama mais- é quem atura as cuecas de gola alta!:P

Maria Manuela disse...

Então está explicado porque é que as pessoas teimam em contar-me a história da vida delas. É porque não falo muito e sou boa ouvinte!

Muito bem!

:)

altar disse...

Estendididnhas lado a lado no varal mas no fio de trás, ou tapadas por um lençol... É como se fazia em casa dos meus avós que a minha avó era senhora recatada e de respeito e não queria que a vizinhança lhe visse a roupa de dentro!

Pedro disse...

Inês: muito bem pensado! (mas essa visão vai-me perseguir por mais algum tempo...)


Maria Manuela: Se forem histórias interessantes, podem sempre servir de matéria para um romance!

Altar: quer-me parecer que eu também sou muito recatado..... :D

Adão disse...

Senti-me atingido! LOL

mf disse...

Agora puseste-me a pensar... E quem não usa cuecas? Não ama? Hum?