sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Amarelo Mãe ou amarelo telepatia

A história tem mais de vinte anos, vinte e cinco, talvez. Numa obstinação qualquer, de quem gosta de rosas amarelas e carros desportivos amarelo-canário, muito embora a cor preferida seja o azul, a Mãe meteu na cabeça que eu haveria de ter um blusão de fazenda à senhor, nada mais nada menos do que cor amarelo mostarda. Ou amarelo cáca de bebé quando estão com diarreia. 
Muito provavelmente terá sido uma das grandes divergências que tive com Mãe. Houve outras anteriores, é certo, mas duvido que com esta dimensão. Porque eu não queria ter de todo um casaco amarelo mostarda. Pior, amarelo cáca de bebé. Não sei que argumentos usei na altura - se calhar não havia fazenda dessa cor -  mas o que é certo é que o dito blusão acabou por ser azul-escuro.
Esta história ficou esquecida algures no tempo durante estes vinte, vinte e cinco anos. Até há duas semanas atrás, quando me dirigia ao médico, pela segunda vez numa semana, com uma gripe que me deixava num estado febril. Despertada não sei por quê, a recordação surgiu, vinda do nada, talvez consequência do estado febril em que me encontrava.
Ora, qual não é o meu espanto quando este fim-de-semana, ao chegar a casa de meus pais, tinha à minha espera, feito pela Mãe, um cachecol em lã, malha inglesa de que cor? Adivinharam. Amarelo mostarda. Ou caca de bebé. 


1 comentário:

hierra disse...

LOL, ela tb não se esqueceu do amarelinho mostarda...é uma cor que não favorece ninguém!