quinta-feira, 9 de maio de 2013

Porque é que o marketing não funciona comigo

Se há atitude máscula ou machista ou como lhe quiserem chamar que tenho e da qual não me quero desfazer é não pedir orientações nenhumas. É para isso que servem os mapas e, melhor ou pior, mais depressa ou mais devagar, a pessoa percebe onde está perdida e acaba por dar com o caminho certo. Por isso, escusavam de me enviar mails a darem-me a conhecer os vossos blogs. Porque se forem bons, mas mesmo bons, eu chego lá e tornar-me-ei vosso leitor. Foi assim que cheguei ao melhor blog português, que era só o que faltava a São João perder tempo a mandar-nos mails. E quem diz a São João, diz a Pólo e por aí fora, que não eu não quero deixar ninguém melindrado.


7 comentários:

Agridoce disse...

Ahahah! As pessoas sempre a surpreenderem-nos :)

Gehenna disse...

Boa noite, Pedro.
Através da última publicação da Pólo Norte acerca dos exames, pude reparar numa incorrecção no seu comentário e, por isso, decidi vir alertá-lo.
É verdade que os exames nacionais são corrigidos por professores diferentes, no entanto, os critérios de correcção são iguais para todos, pois são definidos pelo GAVE. Para atribuir cotação às respostas dos alunos, os professores têm uma tabela trancada fornecida pelo próprio GAVE, e trancada no sentido de só ser possível preenchê-la com os valores abrangidos pelos critérios. Existem níveis e parâmetros que ajudam o professor a definir o tipo de resposta e a cotá-la. Se uma pergunta valer 20 pontos e os critérios apenas permitirem, por exemplo, a cotação de 5, 10, 15 ou 20 pontos, os professores não podem dar valores intermédios.
No entanto, disciplinas como Filosofia e Português, por exemplo, continuam a estar um pouco à mercê da subjectividade do corrector, o que, consequentemente, podem gerar-se situações injustas.

Aproveito para dar a conhecer que discordo quando afirma que "tem sido o próprio sistema que tem criado essas crianças que não sabem o que é o respeito - a culpa não é só dos paizinhos". A escola tem o papel de formar o indíviduo a todos os níveis, é verdade, mas é sobrecarregada com o incumprimento das funções dos pais, que bom, são pais. Há uns anos, um conhecido meu ficou em coma devido a uma pancada na cabeça que um colega lhe deu, à entrada da escola. Não tenho a certeza se o aluno foi expulso ou suspenso, mas sei que a GNR foi mal recebida na sua casa pela própria mãe, que, com maus modos, defendia fielmente o coitadinho do seu filho. Como é que é possível impor respeito a alguém, se esse mesmo alguém vive em ambientes contraditórios? Não sei se conhece, mas um exemplo chocante, mas realista é o filme "Detachment" ou "O Substituto", que retrata o ambiente de uma escola americana com alunos problemáticos, sem bases de cidadania vindas de casa. Aconselho-o vivamente, caso ainda não tenha visto.

Bom resto de semana!
Fique bem.

Pedro disse...

Olá Gehenna,

Antes de mais obrigado pela correcção.
Todavia, o ponto de vista que defendi, tem em conta a minha própria experiência. Quando fiz as provas globais, há uns anos atrás, a uma das cadeiras tive 14. Pedi revisão de prova, acabei com 17. Sim, era uma cadeira de Ciências Sociais e Humanas. Nas Ciências exactas tal não deverá acontecer, porque, obviamente, são exactas (mas pode acontecer, os professores são humanos e, como tal, falíveis).

Quanto à questão dos pais e dos sistemas, não quis retirar a responsabilidade dos pais na educação dos filhos, porque aí estamos completamente de acordo, até porque conheço bastantes casos como o que descreveu.
Quando me referi à culpa do sistema, refiro-me ao facto de a profissão de professor hoje em dia, em vez de ser o de pedagogo como deveria, acaba por ser um mero burocrata, que perde mais tempo a preencher relatórios, onde não tem poderes para castigar um aluno, nem sequer para o chumbar (e assim aumentar a taxa de sucesso da alfabetização). A isto alia-se as turmas com 30 alunos e programas curriculares cada vez mais simplistas, ainda que extensos.

Gehenna disse...

Ahh, sim. Essas situações existem, é verdade, e são mais favoráveis a disciplinas das Ciências Sociais (o tal exemplo do Português e Filosofia), tal como diz. Posso tê-lo interpretado mal, pois pensava que se referia ao método de correcção e não tanto as estes casos, que têm sempre tendência a acontecer.

Concordo que ser-se professor nesta altura não deve ser nada estimulante, com toda a sobrecarga que a profissão acarreta. No entanto, não concordo que um professor precise de mais autoridade para castigar quem quer que seja. Autoridade eles têm-na quanto necessário, o problema é a tal falta de pedagogia, de saber como usá-la. Muitos professores optam por não impor ordem na sala, avaliando (e até apontando essa mesma avaliação) o comportamento incorrecto dos alunos silenciosamente, para depois surpreendê-los com uma nota mais baixa do que esperado na pauta. É uma postura que lhes traz menos chatices e trabalho, no entanto, não resolve problema nenhum dentro da sala de aula, a turma continuará a ter uma postura incorrecta, porque não lhes são impostos limites e como tal não acontece, a aprendizagem deles também acaba por roçar o nada.
Tive uma professora que fez com que 5 ou 6 gatos pingados, que decidiram ir a uma aula, quando a maior parte faltou deliberadamente, ficassem uma hora e meia sem fazer nada na sala, porque coitadinhos dos outros, iam perder a matéria do dia. E porque faltaram eles deliberadamente? As aulas da professora era uma desordem completa e eles preferiam ser desordeiros fora da sala do que dentro dela. Não havia respeito pela professora e ela aceitava perfeitamente que não houvesse, prejudicando parte da turma, que estava realmente interessada em aprender e ter bons resultados.
Concordo que os professores podem ser, no geral, vítimas do próprio sistema, mas... bom, também é discutível. Quem dirige uma aula tem de saber mostrar a sua autoridade, sem desrespeitar os alunos. Se há professores que o conseguem fazer, outros também deveriam conseguir.

Anónimo disse...

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Pólo Norte disse...

LOL

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São João disse...

Já te fiz a transferência do dinheiro para o softsponsoring deste mês. Em Junho vê lá se começas a dizer que eu cozinho muita bem, como combinámos, tá?
:P