quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O post que se segue contém linguagem considerada inapropriada

O amor não é fodido. O amor fode-nos a vida. É tudo uma questão de voz, que nos tolda a razão e distorce a realidade, qual droga psicótica. Veja-se o caso dos dois adolescentes bexigosos de Verona, que além de dizimarem parte das respectivas famílias, acabam os dois mortos, às suas próprias mãos. Do amor. 
Gostava de saber o que teria acontecido, caso não tivesse havido a resistência da família. O dia seguinte. Quando afinal o tipo percebe que gosta dela, mas que afinal não quer casar já. E ela quer ter filhos, mas não para já. Quando ele não lhe consegue dar um orgasmo. E ela não quer por trás. Quando ele fica sentado no sofá, sem ajudar nas tarefas domésticas. Quando ela não quer ir ao domingo almoçar a casa da sogra.

No fundo, os escritores é que sabem. A morte resolve tudo.


5 comentários:

Buxexinhas disse...

:) Sim... É uma visão realista do sentimento, ou falta dele. Beijinho

São João disse...

Os fantasmas não cometem erros.

a Gaja disse...

Pela mão dos escritores o amor é coisa do outro mundo :)

nAnonima disse...

perfeito, este teu post.

Anónimo disse...

Pois, está bem. Dá trabalho. Por isso é que se procura fora, para se amar várias vezes. Assim, na descontra e sem responsabilidade.