segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A rapariga tatuada


Gosto de tatuagens, gosto de ver corpos tatuados, coloridos, histórias inscritas na nossa pele, gosto de memórias sempre presentes. Gosto traços old school, andorinhas que me lembram a fidelidade de quem regressa ano após ano; das âncoras que nos prendem ao chão como raízes; de cerejeiras que florescem em braços-troncos.
Mas a rapariga  apenas tinha dois efes tatuados a preto nas costas, como se fosse um violino ou um violoncelo, à espera de quem a tocasse, de quem fizesse soar música. Naquele instante, em que suas costas se afastavam, tudo o mais era silêncio.

2 comentários:

Magda Cherry Blossom disse...

Muito romãntico. :3

Anónimo disse...

Já eu detesto tatuagens e os corpos pintados vejo-os banais, irremediavelmente vulgares.