sexta-feira, 2 de julho de 2010

Estrelinha que te guie...

Crescemos e pensamos atingir alguma maturidade. Já sabemos dizer não, já temos mais certezas das atitudes que tomamos, sobretudo das que mais nos custam, sintoma inequívoco de que são a escolha mais acertada.

Mas há todo um conjunto de situações que ainda não sabemos resolver.

Depois de anos de ouvirmos que a nossa não é assim tão gira, que o nosso gato não é assim tão bonito, que os nossos amigos são estranhos, de percebemos que não é isso que queremos para nós, porque sabemos distinguir críticas construtivas de ataques permanentes, de nos afastarmos, de finalmente percebermos que a nossa felicidade não passa por convivermos com pessoas assim, porque temos de receber mensagens de parabéns dessas pessoas? E agora, pessoas, o que fazer? Ignoram-se as duas mensagens recebidas (para o caso de não se ter acertado no dia), o e-mail (caso o número de telefone já ter sido outro); responde-se com um obrigado dando motivos a que esta nesga se transforme num portão escancarado para a nossa vida? Agradecemos, mas dizemos que escusava de se ter maçado, porque os mortos não fazem anos? Agradecemos e dizemos que não temos qualquer interesse numa suposta amizade que só funciona para um lado e não nos faz feliz?

4 comentários:

Cat disse...

Eu ignorava... Mas podes sempre responder um seco "obrigada" sem mais, mantém logo a distância e a frieza que se impõe nesses casos.

Formiguita Bipolar disse...

Subscrevo a opinião da Cat.

mf disse...

Eu cá ignorava... Pode ser que pensem que se enganaram. Mas o seco obrigado da Cat pode resultar.

Pedro disse...

Resolvi nem sequer agradecer. No caso, não me importo nada de passar por mal educado. E não foi uma desistência fácil, por incrível que pareça.