segunda-feira, 14 de novembro de 2011

La piel que habito


Gostar de Almodóvar é nos dias que correm um lugar comum, demasiado comum para quem há 20 anos seguia a sua carreira, exactamente por fugir dos padrões hollywodescos de então. Aquilo que hoje é alternativo facilmente deixa de o ser, pela facilidade com que se entra nos circuitos comerciais (que, afinal de contas, são os que vendem).
Eu continuo a gostar de Almodóvar pelas mesmíssimas razões de há 20 anos e é exactamente isso que este filme nos tem para oferecer, ainda que à primeira vista não o pareça. Mais contido, mais frio - a temática assim o obrigaria. Mas a receita, essa, está lá. Não dei conta das loiças Bordallo Pinheiro, e nem sempre prestei atenção ao que nos é dado de bandeja e que nunca damos importáncia. E, como sempre, basta estar atento aos pequenos pormenores. Como os hobbies de Vicente e Vera. No final, tudo fará sentido.

(e a Marisa Paredes que não deve ver um palmo à frente? Sem óculos, tropeçou umas três vezes em palco, na cerimónia - vergonhosa, direi eu - de entrega de prémios da Lisbon & Estoril Film Festival. Mas com imensa pinta - o mesmo não se pode dizer da vereadora da cultura da Camâra Municipal de Lisboa, não é...?)

3 comentários:

Helena disse...

Eu achei justamente o pormenor dos hobbies aquilo que tornou o filme muito óbvio. Mal o carro se aproximou da mota, já sabia.
Gostei muito mais do Volver. Este está cheio de uma loucura com a qual não me identifico.
(sim, eu sou mais matar homens e escondê-los no frigorífico...)

iLoveMyShoes disse...

Concordo contigo. Hoje vou ver outra vez!
E a senhora vereadora da Cultura... enfim... 'tadinha...

Pedro disse...

Mas são sempre óbvios, se se estiver atento. Estamos é tão envolvidos, que nem sempre damos conta do essencial