sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Afinal há excepções naquilo de voltar para amores do passado


Não há nada melhor do que estar bastante tempo sem ouvir um cantor ou um álbum e quando o voltamos a fazer, voltamos a apaixonar-nos.


Como não tenho filhos, não percebo nada de crianças nem deveria sequer opinar


mas o desespero deve ser muito para dar um tablet a uma criança de menos de 3 anos, não?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A pergunta é: tem mais ou menos páginas que o Ulisses?


Quando abri o blogger para escrever um post a propósito de Colleen McCullough, apareceu-me o da Rita Maria acerca do mesmo assunto. Sorri. Gosto destas coincidências.
Também pouco me lembro do enredo de Pássaros Feridos, o único que li dela - túnicas não é muito a minha praia. Amores contrariados, que envolvem um padre (ao menos não é incestuoso), talvez esteja enganado, já não me recordo, são os únicos fragmentos que me recordo. Li-o há muitos anos, ainda na adolescência e, não sei porquê, associo-o sempre à minha Mãe. É curioso como as memórias que temos dos livros podem não corresponder aos livros em si, mas encerram em si outras tantas. Decerto foi ela quem me disse: "Lê. vais gostar.
Este exemplar, que penso repousar algures na prateleira do romance estrangeiro, era dos meus avós. Não sei se o terão lido, ou não, mas sei que a história do Livro, a história dos meus livros, não se esgota na narrativa que em si vem inscrita.

Deus sempre a colocar-nos à prova


Quem me conhece sabe que sou de gargalhada fácil. Para além de gargalhada fácil, gargalhada descontrolada. O que significa que, se há alguma coisa que eu acho graça começo a rir e não acabo, de forma que por vezes tenho de sair daquele espaço, senão corro o risco de sufocar. Ora, o que pode ser muito engraçado para os presentes, porque o riso é sempre contagiante, pode ser complicado em situações onde não é suposto ri, nomeadamente em situações tristes ou em próprias situações tristes, em que é necessário ter algum decoro, como aquelas em que estamos rodeados de gente que não conhecemos de lado nenhum. Foi o que me aconteceu no outro dia. 

Entrei no mesmo elevador que o arquitonto. Não dei conta de nenhum rapaz de mãos cruzadas nem de cabeça ligeiramente inclinada, embora estivessem, para além de mim, umas quatro ou cinco pessoas. Atrás de mim, encostada ao espelho, uma adolescente falava ao telefone com outra, uma tal de Madalena, se a memória não me falha. Nestas ocasiões, fixo geralmente ou a porta do elevador ou os botões : "Madalena, não te rias!"  Eh lá, pensei eu , vem aí história cabeluda! - "Eu fiquei toda negra." Aqui tive de fazer muita força, muita força para me controlar - "Sim, toda partida, tu não sabes as voltas que eu dei!" Felizmente, foi neste momento que a porta do elevador se abriu e eu pude sair para me rir sozinho, mas à vontade.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Descubra as diferenças

Visita oficial dos Reis de Espanha ao Vaticano, Junho de 2014


Visita oficial do Presidente dos EUA e mulher à Arábia Saudita, Janeiro 2015
Fotografia © REUTERS/JIM BOURG

I'm going to tell you a secret VI

Foto daqui.

Hoje comi rancho pela primeira vez na vida.

E viveram felizes para sempre...


Não me recordo ao certo como começou a conversa. Ou melhor, não me recordo o porquê de se tornar assunto de conversa, tendo começado a propósito de um casal que não veio ao jantar.  Este casal já havia sido um casal e quem após uma separação e outra relação pelo meio, voltou a ser novamente um casal.
A ideia em si, não particularizada nas pessoas, faz-me confusão. Não me imagino a voltar para nenhuma das minhas antigas relações. Mea culpa, mas é incapacidade minha, não existindo qualquer condenação de quem o faça; cada um sabe de si e daquilo que quer para si. Se reencontrar a felicidade no passado, tanto melhor; o importante é encontrar.
Uma das convivas argumentou: as pessoas passam por processos de crescimento; provavelmente quando se voltam a encontrar já não são as mesmas, é como se tratassem de pessoas novas, que já aprenderam certas coisas e ultrapassaram outras tantas. Seja.

Mas para quem, como eu, demora uma eternidade para que a moeda caia e se faça luz e compreenda que a relação não está moribunda, mas sim morta, quando rompe com o passado, é mais do que definitivamente. É o “para sempre” que mais sentido me faz.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O take-away não faço ideia


porque a senhora que estava na paragem do autocarro disso não falou, mas bem disse que esse tal supermercado era o que tinha os preços mais em conta, em comparação com todos os outros, incluindo aquele espanhol e o alemão. Eu cá não sei, porque não me pagam para fazer publicidade, mas acredito mais nas senhoras das paragens de autocarro que na blogosfera.

Querida Palmier


não percebo porque é que ninguém lhes pega; eu só não os trouxe porque não havia o meu número, como é óbvio. (São prateados,um prata lindo, a câmara do meu telefone é que não está preparada para fashion-blog-photos)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Está claramente a passar-me uma carreira promissora ao lado...


Este Natal ofereci a alguns amigos bombons feitos por mim. Metade chocolate de leite, metade chocolate negro, com nougat de amendoim também caseiro. Um deles pediu-me a receita, porque a Mãe devorou-os num instante; um outro também, mas desta vez as devoradoras implacáveis foram as filhas.

Blast from the past


Sobrevivi a um fim-de-semana pautado por um jantar de anos de uma colega do liceu e um almoço com colegas de faculdade, no qual era o único solteiro e sem filhos.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Há algum tempo que não falava em parábolas


No outro dia, ao passar por uma passagem estreita, deparei-me com um ramo de árvore caído, obstruindo a mesma. Nem pensei duas vezes; limitei-me a contornar o dito ramo e seguir viagem. No mesmo dia, ao regresso pelo mesmo caminho, reparo que o ramo continuava lá, mas não no mesmo sítio, possibilitando a passagem. Alguém o tinha removido, permitindo a sua passagem e, consequentemente, a dos outros. 

Não acredito que o esforço em remover o ramo tenha sido maior do que um simples desvio.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Computer says no


Envio um email para uma repartição pública. Passado um minuto respondem-me, dizendo que terei de pedir informações para outro departamento, pois esse é que trata as datas em questão. Fiz-lhe ver que não, que as datas que pretendiam eram anteriores e por isso era com esse departamento. Dois minutos depois, recebi um novo email, lamentando, mas que a informação que pretendia não constava dos seus índices. Ainda não percebi se são muito eficientes ou se me estão a enfiar o barrete...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Provavelmente, só teremos amigos estranhos

The Philadelphia Story, 1940

Ontem, em conversa com uma amiga, demos por nós a olhar para a vida de certos casais heterossexuais entre os 30 e 40 anos e a reparar, como, na maior dos casos, o homem, sobretudo quando em solteiro enchia a boca para falar da sua liberdade e individualidade, acaba por ser o capacho e faz-tudo no seio da relação. Não nos referimos à tão desejada (e defendida por nós) partilha de tarefas domésticas e outras responsabilidades, mas sim quando são sempre eles a fazerem as tarefas domésticas (pelo menos quando lá estamos em casa ou quando ligamos), quando são eles que ficam com os filhos por a mulher ter o jantar da empresa ou com as amigas (e ela nunca fazer o mesmo quando o marido quer ir jantar com os seus amigos). Obviamente que poderão ser casos isolados, que não se poderão generalizar. Todavia, independentemente da guerra dos sexos que muitos parecem querer perpetuar, em prol de quê, se abdica da individualidade por algo que nada tem de partilha, mesmo estando-se muito tapadinho de amor? E quem pode ficar contente com esta subjugação do parceiro? E quem pode achar que, a longo prazo, isto não trará consequências nefastas para a relação (sim, sim, essa mesmo, a boazona lá do escritório, sempre tão disponível e solícita)?

Ainda nos balanços ou até onde estamos disponíveis para ir?

A streetcar named desire, 1951

Uma das grandes lições de 2014 aprendi-a com uma desconhecida. Fiz um workshop com a astróloga Bárbara Bonvalot, na Sopro d’alma, sobre astrologia e relações. O objectivo era o de analisar a forma como cada qual funciona dentro das relações afectivas, do ponto de vista de astrologia. Com isto, pretender-se-ia ter uma nova perspectiva sobre nós próprios e como funcionamos; no fundo, tomarmos maior consciência de nós mesmos e com isso melhorar a forma de nos relacionarmos.
Quando foi perguntado à assistência se o amor bastava para uma relação dar certo, apressei-me a dizer que não; que há factores que são alheios às duas partes. Ideia diferente tinha outra colega. Para ela, é também o amor que faz (ou deveria fazer com que) houvesse vontade de transformar ou contornar as adversidades. Se uma das partes não está disposta a fazer a sua parte, então é porque não há amor.

E embora estivéssemos a falar do mesmo, ainda que com perspectivas diferentes, para mim foi um verdadeiro balde de água fria ou murro no estômago. Tinha ali a explicação para tanta coisa do meu passado, quer na segunda, quer na primeira pessoa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Dia de Reis

Cruzeiro pelo Mediterrâneo no Agamemnon, Agosto de 1954

Abraços

Gustav Klimt - Abraço

Penso ter contado a história aqui (não me apetece ir verificar). Faz já algum tempo, apresentaram-me uma rapariga, calhava ser brasileira. Muito simpática, como geralmente são, embora algo me estava a fazer muita confusão. Tínhamos acabado de nos conhecer e já me tocava? Aquela invasão do meu espaço fez-me muita confusão. Disseram-me que era uma questão cultural, que socialmente era comum.
Primeiro dia do ano. Ao passear por Lisboa, encontro casualmente alguns conhecidos. Amigos de amigos, sem grande intimidade. No entanto, pessoas de quem gosto particularmente. E dei por mim a achar que os abraços efusivos com que os brindei pudessem ser entendidos por si como excessivos. Provavelmente serão.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A minha vida é um WTF só


Primeiro, uma amiga de amigos de Ex-Cara-Metade. No ano passado, quando ainda estávamos juntos, enviei à dita amiga uma mensagem via facebook a dar-lhe os parabéns. Não obtive resposta. Este ano, quando eu e ECM já não estamos juntos, nova mensagem de parabéns à dita. Não só responde, como deseja bom ano. Para mim e para a minha família, a qual, obviamente, não conhece.

Segundo, outra amiga de amigos da ECM. Enquanto estava com ECM, nunca me pediu amizade no facebook. Chegou a acontecer encontrá-la com amigos comuns no meio da rua, dizer-lhe boa noite e nem sequer responder. Há meia dúzia de dias pediu-me amizade no facebook.

Terceiro, (e esperemos ficar por aqui mentira, eu adoro estas coisas) amigo de ECM (que em 3 anos de relação nunca vi a cara, nem ouvi falar, mas no primeiro encontro social após a separação serve de acompanhante à própria ECM), acaba de enviar pedido de amizade para o facebook.


(é um pena isto ser tudo virtual, porque, segundo o que leio por aí, se os blogs são só blogs, o facebook também é só o facebook).

Acto falhado

A gralha de ter comido o A no um do post anterior. Vossa, por não me terem corrigido.


Eu sei, eu sei; isto é pior que piropos


Foto daqui.

Isabel Moreira e Raquel Varela juntas não fazem um Joana Amaral Dias.


domingo, 4 de janeiro de 2015

Como se pode descer baixo?


Passar o dia de sol enfiado em casa a "trabalhar" e a ouvir Rocio Jurado, à excepção da ida ao supermercado, cheio de gente.