quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Soltou-se

Estão a ver aquelas mães que se encontram e começam aquelas conversas de mães: o meu mais novo já diz mãe, ao que a outra responde, como se estivessem num concurso: o meu pai, mãe e água (mesmo que sejam uns monossílabos quaisquer que ninguém entende)? Estão?

Pois eu só vos tenho a dizer, que a minha vizinha aprendeu a gritar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Da existência irrefutável de Deus

Há uns tempos atrás vos tinha demonstrado como Deus ouvia sempre as minhas preces, embora a coisa corresse um bocado ao lado daquilo que era suposto – o gajo existe, não quer dizer que oiça bem.
 
Ora nas últimas semanas, por ter de trabalhar ao fim-de-semana, por razões que não interessam nada, situação que se vai manter até o fim do mês, só tenho o desejo de passar um fim-de-semana inteiro (vá, um domingo que seja), enfiado na cama, a ver televisão, a encher o colchão de migalhas e a ficar com dores na coluna por ficar tanto tempo deitado.

Obviamente que Deus encarregou-se de me oferecer, nos últimos fins-de-semana, aquilo que eu tanto desejo. Como se não bastasse a porcaria das coisas que tenho para fazer ao fim-de-semana, que tal animar o Pedro. Primeiro uma amigdalite, depois um dente do siso e agora neste último, uma crise de sinusite. Portanto, fica lá fechadinho em casa, que é uma alegria. O que vale é que nestas coisas não há como pensar positivo; assim fico já despachadinho de todas as coisas más de saúde que me possam acontecer, para ficar com os fins-de-semana dos próximos meses livres para andar no laró.

domingo, 17 de outubro de 2010

Sinalética para Tótós

Ofereceram-me (quem? - pensem assim: pessoas!) um vaso de orquídeas lindas de morrer. Uma responsabilidade - tive 3 bonsais (bonsai tem plural?), todos morreram (eu acho que é suposto, para as pessoas comprarem mais). Eu nunca tive orquídeas (em vaso), por isso não faço ideia quais os cuidados a ter. E acho que não vou lá com esta etiqueta maravilhosa.


Alguém se importa de traduzir os segundo, terceiro e último simbolo? Agradecido! Já agora, que cuidados básicos e ter com a dita?

(e quem é que iria comer orquídeas?!? De garfo e faca!?)

sábado, 16 de outubro de 2010

Guess who is coming to dinner


Sorry guys, but this post will be in english (sort of). On previous post I was referring to Aprile Millo. I was looking for a photo of Dame Joan Sutherland when I discovered that one I have chosen. And where? On the blog of Aprile Millo, which I didn’t know (the blog, not Miss Aprile Millo, of course!). In spite of that, it’s probably that Miss Aprile Millo visited this blog. And I’m very excited about that and expecting more visits. You can visit her blog and her site.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Luxo do mês

Sim, ainda é Outubro, mas o Natal é quando o homem quiser

E não querendo fazer de vós meus criados serviçais empregados ainda mais queridos do que são mas, já que ando numa de pedidos a todos vós... Como sabem, sou doido por decorações natalícias e este ano estou com um pequeno problema. Para além da falta de tempo para percorrer tudo o que é loja, estou num programinha de contenção de despesas e isso implica afastar-me mais de 100 metros de qualquer loja que possa eventualmente ter uma purpurina natalícia que seja porque, conhecendo-me como conheço, sou incapaz de resistir (sim, qualquer dia procuro ajuda à Pólo, mas a Pólo é um urso Polar, neve, neve Natal e voltamos ao mesmo).

A decoração deste ano da árvore vai ser branco pérola barra champanhe barra branco sujo, mais do que decidida o ano passado, uma boa oportunidade para estrear umas estrelas em madeira compradas há cerca de dois anos numa feirinha de rua (uma pechincha que nem imaginam); voltar a usar as bolas em vidro que foram usadas uma única vez há uns seis anos e os sinos em cera da area, do tempo em que ainda se chamava habitat (estes já viram a luz do dia, por várias vezes, mas nunca na árvore).

O meu grande problema é não ter nenhum topo de árvore naqueles tons. Em último recurso, posso usar sempre uma estrela em metal dourado, também só usada p’raí uma vez, visto que as arestas das estrelas estão pintadas de dourado. Por isso, é gente do meu blog, se virem nalguma loja, site, whatever, um topo de árvore (lá em casa chamamos cocuruto), seja de que forma for (estrela, anjo, pináculo, qualquer coisa), avisam aqui o je, sim? M’tagradecido!



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

4 semanas

Completei quatro semanas de ida ao ginásio. O que é uma vitória pessoal muito grande, que nunca imaginei gostar tanto e ter tanta vontade de continuar a ir. Aquela coisa de estar num sítio fechado a fazer exercício com ratos de ginásio a exibirem bíceps (geralmente com umas perninhas de alfinete, mas nem toda a gente pode ter pernas de futebolista como eu) achava eu que não era para mim. Mas se na verdade ainda não reparei se estou perdi peso, cintura ou lá o que for, a questão é que me sinto muito melhor, sobretudo a nível de postura. E não só. Devo dizer que quando lá saio e durante quase 24 horas fico num estado zen absolutamente maravilhoso. Não só tenho vindo a perder a vontade mandar toda a gente passear, sobretudo logo pela manhãzinha, como este controlo sobre o nosso corpo, em ir mais além e resistir me tem fortalecido sobretudo o espírito.

Agora que isto é para levar mesmo a sério coloca-se o problema de comprar mais roupa desportiva, que o inverno está a chegar e não há roupa que seque de um dia para o outro, e se de t-shirts está o armário cheio, o mesmo não se passa nem com calções, nem com calças. E já repararam como a roupa desportiva consegue ser deprimente? A delas, demasiado justinha, mostrando pneus, refegos, celulite e tudo quanto há; a deles, largueirona, tapando tudo o que pode ser interessante de se ver (ou não). Vai daí preciso da vossa ajuda. Onde se compra roupa desportiva gira? E não, não pretendo a Chanel da roupa desportiva, vai ficar complemente ensopada como a outra, atenuando qualquer efeito atractivo que a minha pessoa possa exercer. Bem, e já agora que estou numa de pedir, qual a vossa banda sonora preferida para estar a bombar? É que com música a coisa leva-se bem melhor, mas convém que seja algo que não nos dê propriamente vontade de fazer coreografias…

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

Há esperança

de me livrar de certos e determinados karmas, quando pela primeira vez uma das minhas amigas me diz que o namorado de há menos de 3 meses não tem ciúmes meus.

sábado, 9 de outubro de 2010

Fosse eu supersticioso

e não acharia grande graça à agência funerária que vai ficar mesmo por baixo do meu prédio. Mas, no final de contas, não é mais do que um upgrade; o espaço comercial anterior era uma loja de colchões que apregoava milagres no que respeita ao descanso; agora é um espaço destinado ao próprio do descanso eterno.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

I Love Pólo Norte

Mesmo que não seja de t-shirt amarela. Nem de burka. Nem sequer assinada. O que ela não faz para dizer que foi a Marrocos...

O cilício, como é óbvio!

Soube aqui há dias (não que eu quisesse saber, mas nestas coisas já se sabe como é, não é preciso muito para nos estarem a contar o que quer que seja, com pormenores sórdidos à mistura) que certa e determinada pessoa dos meus conhecimentos meramente visuais (do género alguém com quem me cruzo quase diariamente nesta bela instituição- cheia de gente louca – onde faço assim a modos que trabalho externo, para não dizer perninha, mas isso agora também não interessa nada) é supranumerária da Obra de Deus, por assim dizer. Obviamente que blá blá blá, cada um faz da sua vida o que quer. Mas eu tenho uma mente muito imaginativa (tirando isso até sou quase normal, juro!). E desde que fiquei a saber esse novo dado, que a minha mente, sempre que me cruzo com a criatura em questão, imagina-me a olhá-la nos olhos e num tom lânguido e sensual perguntar-lhe: “ – Então, está apertadinho?”.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

E ainda os 80

Não sei se vos sucede o mesmo, mas sempre que vejo aquela fotos de grupo na escola primária, acho sempre que são as minhas fotos. É que tirando a professora, encontro sempre colegas que são idênticos aos que realmente tive. E realmente só percebo que não são as minhas fotos, porque nunca me encontro lá (e sim, só faltei a uma foto dessas num dos anos, em que estava doente).

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ó p'ra ele a espreitar!

Depois de um início de amigdalite que me fez ficar em casa este fim-de-semana, que serviu para pôr a casa em ordem, passar toneladas de roupa a ferro e adiantar o texto de uma comunicação (um paper, em emigrês) comecei a retomar algum juízo. Quer isto dizer que os dentes do sizo resolveram voltar a dar um ar de sua graça e dar um olá.  Começaram a surgir há uns 15 anos atrás, em vésperas de provas globais. Nada que paraceptamol e uns bochechos de whisky que adormecessem as gengivas não resolvessem. Mas houve um que não saiu na totalidade e desde ontem, qual Etna, volta a fazer das suas. Juízo, que é bom, é que nem  vê-lo.

Os 80

podem ter sido assim, como hei-de dizer sem ferir susceptibilidades, um pouco hardcore relativamente à moda. Mas deixem lá que vendo algumas fotografias antigas, os 90 não melhoraram muito. Peguem lá numas fotos ali perto da viragem do milénio e reparem nas duas seguintes índumentárias masculinas: aquelas camisas lindas, lisas, de uma só côr e com o peito de tecido diferente, geralmente de um tartan manhoso e as camisolas de malha, geralmente de decote redondo caneladas. Um mimo!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comemorações

Para quem acha que sou monárquico (e filho único), é capaz de achar estranho ter ido ontem assistir ao Concerto Comemorativo do Centnário da República. Mas fui. Até porque cultura é cultura e está acima de qualquer ideologia. Além de que estavam duas freirinhas a assitir e se elas podem, porque não eu?
Casa praticamente cheia. Orquestra Metropolitana de Lisboa e o Coro Sinfónico Lisboa Cantat irrepreensíveis. Maestro Cesário Costa é que não precisava de sair entre cada peça, sobretudo quando estamos a falar a peças cuja média é inferior a 10 minutos de duração.

A versão coral-sinfónica de A Portuguesa, por Joly Braga Santos (cuja filha ficou na fila atrás da minha) é absolutamente extraordinária, tornando-se ainda mais emotiva quando toda a gente se pôs de pé, comme il faut.

O meu gosto pessoa impediu-me de gostar da peça em estreia absoluta, encomendada pelo Centro Cultural de Belém para o efeito, da autoria de João Pedro Oliveira e intitulada Ut ex invisibilibus, visibilia fiant (e nem lendo a explicação da mesma presente no programa consegui entender fosse o que fosse, mas o problema é de todo meu, que sou burro e prefiro música a sons e que acho que quem ouve aquilo em casa é porque quer ficar com uma enorme dor de cabeça). Obviamente que não está sequer em causa o mérito do senhor, vencedor de imensos primeiros prémios (curioso grande parte deles são de música electro-acústica, que faz sempre lembrar sons produzidos para electrodmésticos e antes aqueles senhores que batem em latas do lixo cujo nome eu agora não me lembro). E gostando-se ou não, é sempre bom saber que os artistas portugueses são apoiados institucionalmente, mais não seja através destas encomendas.

Outra grande surpresa foi a de Francisco de Lacerda (1869-1934), compositor que não conhecia e do qual gostei bastante e do qual vos deixo a peça de ontem, Dans le clair de la lune, aqui interpretada pela Orquestra Filarmónica de Budapeste e conduzida por János Sándor (a única versão que encontrei).

domingo, 3 de outubro de 2010

E para hoje



deixar a segunda parte da consulta, o comprimido da desparasitação. Até agora tem sido sempre o veterinário a dar, mas o ano passado não gostei que tivesse sido dado à pinça (eu percebo que com um gato assanhado que não conheço de lado nenhum, nem eu próprio punha lá as mãozinhas). De forma que este ano achei por bem ser eu próprio a fazê-lo. Como? Pois eu só tinha visto fazer e nos outros parece ser sempre mais simples.
O Diniz deixa fazer tudo, quando não acha muita graça vá de morder (com pouca força, pelo menos ao início). Aquilo que realmente não gosta e grita como se o estivessem a matar, é mesmo o escovar, mesmo sendo com aquelas escovas de silicone. Mas de vez em quando lá tem de ser. As unhas, coisa simples, senta-se no meu colo, costas na minha barriga e ali fica ele. De vez em quando lá mia um pouco, mas nada que um beijo na testa não resolva.
Agora enfiar-lhe um comprimido pelos gasganetes abaixo é que a coisa se complica. Porém, devo dizer que à segunda tentativa a coisa funcionou. A menos que vá encontrar o comprimido por ai algures pelo chão da casa. Estes gatos são matreiros.

sábado, 2 de outubro de 2010

Tal pai...

Hoje foi dia de levar o Diniz à vacina. O pânico, o horror, a catástrofe. É que da última vez (o ano passado) passei uma vergonhaça. Saiu da marquesa, assanhou-se, fez uma mijinha, tentou virar-se ao veterinário. Fitas, muitas fitas. Eu não me lembro de ter feito os meus pais passarem vergonhas destas. Pelo menos no médico. A bem da verdade, em lado nenhum, bastava a mãe abrir os olhos para me borrar de medo. Portanto, saí de casa naquela do: isto não vai correr nada bem, mas sem vacina não ficas. Chegámos, estivemos um pouco de tempo à espera (mais dois para vacina, só consegui piscar os olhos à Ginja -o nome é uma tara -, uma europeu comum branca, com malhas tigradas no dorso).
Lá entrámos, desta vez uma médica. Comecei logo na lenga-lenga, a última vez que cá estive não se portou lá muito bem, ele deixa fazer tudo em casa, é extremamente sociável, mas sempre que cá vem fica super assustado.
E ficou, mas nada que se comparasse ao outro ano. Provavelmente, por ter sido atendido por uma médica.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E não é que tinha razão?

Lembro-me quando se virou para mim, há uns anos atrás, no seu jeito peculiar, comunicativo por natureza e me disse: "Pedro, é o pior que me podem fazer, é quando estão na palheta com os amigos e lançam aqueles olhares do género - eu estou-te a topar. E no momento seguinte, ignoram-nos como se fossemos uma parede". E eu calei e aquilo não me fez grande sentido - a R. nem sempre é para levar a sério. E hoje, há meia dúzia de horas atrás percebi exactamente o que quis dizer.