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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Passo a explicar
Em
1835 e 1836, Chopin compõe dois dos seus mais afamados nocturnos, op.27, 1 e 2.
Dedica-os a sua discípula Maria Teresa de Nogarola, “la divine Thérèse”, de
origem italiana e casada com um conde Húngaro, embaixador do império Austro-Húngaro em Paris.
As recepções nesta embaixada fizeram furor na Paris de então: os seus selectos
salões eram frequentados pela fina-flor parisiense, pela alta aristocracia
europeia, bem como marcavam presença os artistas mais renomados: Chopin, claro está, Liszt,
Rossini, Kalkbrenner, Thalberg. Lançaram a moda dos bailes da manhã, que
começavam ao meio-dia e prolongavam-se até à noite, dançando-se o cotillon. Mal poderiam imaginar, tal com
eu desconhecia, que dariam uma Rainha, sua trineta, à Albânia.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Música nova (ou não)
No outro dia, acabei masoquistamente por entrar na Fnac, coisa que não faço há algum tempo - olhos que não veem, coração que não sente. Após muito cirandar, encontrei esta colectânea a um óptimo preço (e toda a gente sabe que adoro uma boa pechincha). Com o youtube e o spotify, há muito que deixei de ouvir CD e, por consequência, de comprá-los. Não sabia se a conhecia ou não; além de ser péssimo a decorar nomes, a coisa é natural que piore com nomes russos; na verdade, pensei tratar-se de Galina Baranova, uma contralto que tinha conhecido há algum tempo e pela qual me apaixonei. Embora tratando-se de cantoras diferentes, tem sido um gosto conhecer a sua voz e, sobretudo, o seu reportório, essencialmente de música russa.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Afinal há excepções naquilo de voltar para amores do passado
Não há nada melhor do que estar bastante tempo sem ouvir um cantor ou um álbum e quando o voltamos a fazer, voltamos a apaixonar-nos.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Como se pode descer baixo?
Passar o dia de sol enfiado em casa a "trabalhar" e a ouvir Rocio Jurado, à excepção da ida ao supermercado, cheio de gente.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Experiências post-mortem
Tacones Lejanos, 1991
Na semana passada assisti ao concerto de Luz Casal no CCB e por breves momentos pareceu-me estar a assistir a tudo aquilo, não só o que se passava no palco, mas também na plateia, no outro lado dos camarotes, pelo lado de fora, como se aquela realidade fosse exterior a mim; como se por instantes, se tivesse rompido as conexões de partilha entre espectador / artista, entre espectador / espectador. Depois, a percepção do quão é difícil superarmo-nos a nós próprios, quando atingimos mais ou menos precocemente algum sucesso e da importância de cortamos de vez essa ligação ao passado. Deixar ir aquilo que já não somos, que já não temos, que não queremos. E ressuscitar.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
O prometido é devido
Mesmo que seja com quatro anos de atraso. Depois de muitas arrumações e limpezas, lá encontrei o programa do concerto dado por Mara Zampieri, corria o ano de 2003. Valkirio, aqui tens:
terça-feira, 25 de março de 2014
Querida Optimus
Eu não quero nenhum calling ring, nem da Beyonce nem de ninguém, mesmo que seja grátis. Agora se me quiseres oferecer um bilhete para o concerto da dita, já não terei pejo nenhum em aceitá-lo (nem em assumi-lo publicamente).
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Bem sei que as superfícies comerciais não ajudam, de Outubro a Janeiro
Sabendo da minha panca pelo espírito natalício, um amigo mandou-me esta imagem pela manhã:
Obviamente, senti logo uma enorme solidariedade, nascida da identificação com a pessoa que ouve música de Natal o ano inteiro (embora não às sete da manhã).
No entanto, eu não percebo qual o preconceito com a música de Natal ouvida fora de época. É preciso morrer alguém para ouvir um Requiem? Ser domingo para ouvir uma Missa? Vestir um tailleur Chanel para qualquer composição clássica? Fumar umas ganzas para ouvir Janis Joplin?
domingo, 19 de maio de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
"I'm going to make a cake"
Virginia Woolf, por Man Ray, 1935
(25 de Janeiro de 1882 – 28 de Março de 1941)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
O único balanço
que este blog faz é este:
No entanto, não poderia deixar os melhores votos para o próximo ano- que seja tão novo quanto brilhante.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Anna Karenina
Assisti ontem à ante-estreia do Anna Karenina (ou Tatiana Kárina, como gosto de lhe chamar), no mesmo dia em que uma grande amiga, cujo livro preferido é precisamente este, fazia anos. Graças a um concurso, onde ganhei os bilhetes (estou a tornar-me pró, qualquer dia estou pior que o Senhor Engenheiro).
Confesso que nunca li o livro (grande falha, mas espero que me recomendem a melhor tradução, até porque fiquei com mais vontade de o ler), nem vi, que me lembre, nenhuma das versões anteriores do filme. Portanto, fui completamente às escuras - à excepção do enredo e do desenlace - não tenhamos ilusões, tal como no Titanic, a coisa acaba mesmo mal.
Confesso que estou ainda sem perceber se gostei ou não. As escolhas cenográficas (e até coreográficas) foram interessantes, mas não consigo perceber se causam ruído (e portanto, desnecessárias), se ajudam à narrativa. O guarda-roupa é grandioso, mas não é deslumbrante (nem rigoroso). Há um colar de umas quantas fiadas de pérolas que parece gritar "fake" em todas as cenas onde aparece. As interpretações medianas - há qualquer coisa na Keira Knightley que me faz lembrar a Salma Hayek e que ao pé de uma Greta Garbo, uma Vivien Leigh ou até mesmo de uma Sophie Marceau, deixam muito a desejar. Aaron Johnson, o seu bigode de meia dúzia de pêlos e a sua égua Frou-frou não são propriamente uma escolha máscula e viril, que se esperaria de um amante militar russo, capazes de incendiar as estepes nevadas. Jude Law quase irreconhecível, quase apagado - como se quer a marido enganado?
Anna Karenina é a dança inevitável para o abismo. Like a moth to a flame. O animal reprimido, irresistivelmente atraído pelo proibido, pelo excesso, pela modernidade, tão bem simbolizado pelo comboio, tudo o que será a causa da sua morte. Amor, sexo e prazer feminino. Tudo o que estava vedado à sua condição feminina, numa sociedade aristocrática e religiosa. Mas não foi o facto de se ter separado do filho, de ter falhado como mãe e infringido as leis, nem tão pouco de ter infringido as normas sociais, onde se pode flirtar ostensivamente, mas não se acaba um casamento por isso, que causaram o desespero de Anna. É a entrega incondicional a quem, na realidade não retribui esse sentimento. E é por isso que saímos de coração pequenino do cinema, por nos fazerem lembrar que, mesmo o amor, é efémero.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Lucky bastard
As várias viagens que tive este ano tiveram um acontecimento em comum - em todas elas tropecei num casamento nativo - Glasgow, Haia e Madrid. Em Glasgow, kilts e gaitas de foles. Haia, um cortejo pós-cerimónia. Madrid, os ensaios da organista e da soprano. Foi na igreja dos Jerónimos e fez-me sentir verdadeiramente afortunado. Pela segunda vez. A primeira, em plena Catedral de S. Paulo, na qual se cantavam hinos anglicanos. Desta vez, esta ária do Messiah de Handel.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
"És o primeiro homem com quem não sinto medo de fazer loucuras"
O bom de nos rodearmos de pessoas mais velhas e com bom gosto, é o de termos mais facilmente acesso a boas e sábias opiniões.
Não me lembro ao certo que idade tinha quando me recomendaram o Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrel. Tinha seguramente mais de 18 e, aos 23 tentei-o ler pela primeira vez, depois de o ter comprado, podia jurar, na feira do livro (ou será que foi presente de anos?). Às primeiras vinte páginas de Justine, deixei-o de lado. Porque nós não escolhemos livros, os livros é que nos escolhem a nós. Até há uma semana atrás. Em menos de dez horas, a duração da viagem até São Paulo, percorri as ruas de Alexandria, num tempo em decadência e amores cruzados, num encontro de ocidente com oriente, com Mozart in Egypt como banda sonora.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
É o dinheiro, estúpido!
Blogs com CD, livros com CD, no final de contas, vai dar tudo ao mesmo (mas a escolha musical até podia ser pior).
quarta-feira, 4 de abril de 2012
40
E sentimo-nos Cristo em pleno deserto, tentados por Satanás, quando abrimos o e-mail logo de manhã e a Amazon sugere-nos isto. A verdade é que já tínhamos lá andado precisamente à procura de discografia desta soprano búlgara, Krassimira Stoyanova, depois de a ter descoberto num Il Trovatore, produção do Liceu de Barcelona, em 2009, na qual intercalava com a Fiorenza Cedolins - a escolhida para a gravação oficial, mas francamente inferior.
Refira-se, a título de curiosidade, que a retratada na capa deste CD não é Maria de Rohan, Duquesa de Chevreuse e de Luynes, figura histórica na qual é baseada a personagem operática, mas sim Marie de Rabutin Chantal, marquesa de Sévigné, sua contemporânea, na visão de Claude Levebvre.
Este sim, é um dos quadros que retrata Maria de Rohan.
Escola Francesa do Século XVII - Maria de Rohan
Philadelphia Museum of Art
quinta-feira, 22 de março de 2012
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