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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

"Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira"


Tanto clube de leitura, tantos calhamaços por ler (também escreveu o Frei Sérgio, bem mais maneirinho e esse ninguém conhece, pelos vistos o tamanho importa, os olhos também comem, dirão alguns) e quando toda a gente pensa que Tolstói se referia a casamentos de fachada e mulheres adúlteras, na verdade, na verdade, eu não tenho a menor das dúvidas, referia-se sim ao Natal. 

Não vi o Natal dos Hospitais


Foto Arquivo RTP, aqui

Mas às nove da manhã de hoje já tinha ido ao supermercado, à praça, à padaria e aos Correios. 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Devem-se achar...

Eu, que lanço as tendências de Natal da blogosfera desde os inícios dos tempos, que todos os anos publico fotos e fotos da decoração lá de casa... agora qualquer um armado ao pingarelho faz o mesmo antes de mim!? Funf! Tomem lá por causa das coisas!


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Bem sei que as superfícies comerciais não ajudam, de Outubro a Janeiro

Sabendo da minha panca pelo espírito natalício, um amigo mandou-me esta imagem pela manhã: 


Obviamente, senti logo uma enorme solidariedade, nascida da identificação com a pessoa que ouve música de Natal o ano inteiro (embora não às sete da manhã). 
No entanto, eu não percebo qual o preconceito com a música de Natal ouvida fora de época. É preciso morrer alguém para ouvir um Requiem? Ser domingo para ouvir uma Missa? Vestir um tailleur Chanel para qualquer composição clássica? Fumar umas ganzas para ouvir Janis Joplin?


sábado, 22 de dezembro de 2012

180º


Ponho a última fornada de bolachas de gengibre no forno. Vamos ver se não queimo estas. 
Continua a não parecer Natal. Talvez porque ainda não ter coragem de ligar para o P., para saber da mãe. Para saber o que o médico lhe tinha para dizer. Se tinha de fazer quimio ou radio. Se havia metástases  Ou se calhar, nada disso, que a operação tinha sido um sucesso. Não sei.
É Natal e eu não sinto Natal. Estou farto de doenças. Se calhar pouco me importa que a avó do D. tenha começado a radio ou não, que o pai da L. esteja a passar bem com ela, apesar dos efeitos secundários. Eu é que não me queria importar. O pai do H. foi novamente internado. Eu amassava bolachas de gengibre.
Este ano talvez tenha a mais bonita árvore de Natal. Não sei. Nunca me custou tanto aquela visita. Nem mesmo quando a madrinha do meu irmão, ou o seu cadáver por ela, abrir a boca para comer, como se quisesse comer a vida, que não a queria a ela. Ou ver o avô preso a uma cama, a lutar contra a imobilidade e até a demência. Quantas vezes me debrucei sobre ele para verificar se ainda respirava – tantas quantas não me reconheceu.
Nunca a vi tão fraca, tão em sofrimento. Esforço hercúleo simplesmente estar. E parecer que estava. Pediu-me desculpa por estar tão irritantemente irritada. Mantive o sorriso. Não sei. Quero acreditar que mantive o sorriso. Nunca me custaram as visitas a hospitais. Bem sei o que é esperar pelas duas horas da tarde para que nos venham ver. Para que os dias não sejam iguais. 
Há decorações espalhadas pelos corredores. Uma voluntária montava a árvore de Natal à entrada. Eu ponho as bolachas de gengibre no forno, esperando que não se queimem.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Faltam poucos dias

Mas, mesmo com a casa decorada, postais enviados, presentes embrulhados, continua a não parecer Natal.


Andersen, Hans Christian. Fairy Tales by Hans Andersen 
Arthur Rackham, illustrator. London: George G. Harrap, 1932.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Não sei se o sentido de humor

é de Deus, ou dos senhores da Junta de Freguesia. Este ano, apesar da crise, tenho umas iluminações de Natal na minha rua todas catitas, umas luzes caídas das árvores, tal como já esteve iluminada a Avenida da Liberdade, há uns anos. As árvores de ambos os passeios da rua. Excepto na árvore em frente à minha casa. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Polar Post Crossing 2012


Se já ando há meses em preparativos para o Natal (e não, não é de volta dos cabazes para oferecer), não é cedo demais para anunciar o tão esperado Polar Post Crossing 2012 onde, obviamente, irei participar. Todas as condições aqui.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Coisas que me deixam bem disposto

Mandarem-me a foto de uma árvore de Natal em pleno Julho, que está ali algures para a Estefânia, na entrada de um prédio (pirosa até mais não, acompanhada de lareira e presépio).


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Estão a ver

aquelas coisinhas que não sei o nome que as crianças usam para fazer bolhas de sabão? Era isso que eu queria para o Natal e não tive sorte nenhuma.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O meu Natal


Amanhã de manhã, a Mãe colocará o perú recheado no forno, que comeremos ao almoço de Domingo.  Os quilos de açúcar já estarão transformados em doce. Almoçamos peixe amanhã, porque segundo o Pai, quem come carne na véspera de Natal, ou é besta ou animal. Se o Avô estivesse vivo, amanhã estaria com uma enxaqueca que se prolongaria ao dia seguinte. À noite comeremos bacalhau, nunca cozido com todos. Provavelmente, à Zé do Pipo. Depois de jantarmos, o Pai irá como sempre embrulhar TODOS os presentes. Mas terá a noite toda para o fazer, visto que só os abrimos de manhã.
No dia de Natal irei tomar o pequeno almoço com a Avó, que fará todos os esforços para ir à missa antes de almoço e como sempre ir-se-á atrasar, deixando a Mãe a respingar. No entretanto, esperaremos pelo meu irmão, para abrirmos os presentes e que virá de trombas por o Natal não ser em casa dele. Desde que saímos ambos de casa dos meus pais, conseguimos ter fotos do dia de Natal apresentáveis, visto que anteriormente a abertura dos presentes era sempre de pijama. A Avó dirá, como sempre, para que fomos gastar dinheiro, que ela já está velha. O Pai porá um defeito que seja em qualquer um dos presentes, ainda que goste deles.
Finalmente, à mesa, lembrar-me-ei especialmente do meu Avô, ainda que os natais e todas as outras celebrações fossem um martírio para ele. Olharei para cada rosto em particular que estará sentado à minha volta, vendo como estamos mais velhos que o ano anterior. Interrogar-me-ei se para o ano estaremos todos ali reunidos à volta da mesa. Pela lei natural da vida, provavelmente enterra-los-ei a todos, um por um, até me ver sozinho. Afastarei tais pensamentos quando me lembrar que é um aniversário que festejamos.


Feliz Natal!

It's beginning to look alot like Christmas

O J. já foi para a aldeia das berças. A L. para a casa de campo, onde costuma passar sempre os natais com a família. Multiplicam-se as mensagens de boas festas nas redes sociais. Já amassei o cramique que hei-de lanchar amanhã com a Avó, que adora pão de passas. Mais logo, a casa há-de cheirar a bolachas de gengibre, que hão de ser saboreadas pela mãe. Ainda me falta embrulhar presentes. Já começa a parecer Natal.