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terça-feira, 19 de novembro de 2013

O Portugal dos pequeninos

No passado sábado assisti a uma das últimas representações de O Aldrabão, de Plauto, no Teatro D. Maria II. Em boa hora o fiz. Tive oportunidade de ver em palco (não me recordo de os ter visto antes) as belíssimas prestações de Rui Mendes e Fernando Gomes. 
Em Portugal, quando se fala de teatro, parece que só temos dois grandes nomes ainda vivos. Recebem prémios carreira, prémios disto e daquilo, são convidados a trabalhar (mais não seja em novelas da TVI, mas ter trabalho nos dias que correm, é algo positivo) e uma coisa puxa a outra. Quanto mais se tem, maiores oportunidades há. No entanto, tanto talento que continua por aí, à espera de ser devidamente reconhecido. Para quando uma distinção para Rui Mendes ou para tantos como ele?
Tal como na Literatura, onde só parece haver Pessoa e cada vez menos Camões. Não que o reconhecimento público esteja errado e que deva ser menorizado. Não. Apenas há mais e tão bons quanto. Quando deixamos de ser monoteístas (ou pequeninos, se preferirem) com a nossa nossa cultura? E quem diz cultura, diz qualquer área. Ou nos vossos tascos não são sempre os mesmos os escolhidos?



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A noite de José Saramago


Assisti ontem à ante-estreia da peça A noite, de José Saramago, no Teatro da Trindade. Um bom texto, marcado essencialmente pela sua actualidade - o que não se esperava, à partida, de uma peça com contornos históricos -  e sobretudo pela excelente encenação de José Carlos Garcia, tão credível e realística, tornando o texto ainda melhor. Destaca-se igualmente o trabalho de Vítor Norte, João Lagarto e Filipe Crawford, embora a verdadeira surpresa da noite seja Sofia Sá da Bandeira que, por a considerar tão má actriz, se revelou bem melhor do que alguma vez pensei. Nota muito negativa para Pedro Lima, que consegue estragar por completo uma das melhores personagens de toda a peça. A não perder e quando saírem, peguem nas pratas e fujam para o Brasil (não oferecem pratas, mas diz que a Casa Ermelinda Freitas oferece uma garrafa de vinho no final do espectáculo a quem apresentar bilhete*).

*e tanto que podia dizer sobre giveaways...

sábado, 24 de agosto de 2013

La voix humaine - A voz humana, Teatro da Trindade

Quem nunca adormeceu com o telemóvel na mão, à espera de um SMS, de uma chamada do amante? Quem é que no dia seguinte mudou a roupa da cama e pôs a mesma, enrolando o telemóvel, na máquina de lavar (isto provavelmente só eu)? Quem nunca deu em doido com o terminar de uma relação?
É sobre isso que Jean Cocteau nos fala. Uma mulher à beira de um ataque de nervos, em conversa telefónica com o ex-amante, que vai casar no dia seguinte com outra.
Levar à cena nos dias de hoje, quando os meios de comunicação sofreram uma enorme evolução desde 1930, um monólogo, cujo principal temática, para além do impacto do abandono e do sofrimento causado pelo fim de uma relação amorosa, obviamente actual, é precisamente o da comunicação tem vários desafios pela frente. Infelizmente, nem todos ultrapassados pela produção em palco no Teatro da Trindade
A interpretação de Cármen Santos pautou-se mais por um monólogo que por uma conversa telefónica  acompanhada de um olhar vago e disperso, condicionado também pela pouca iluminação em palco que impossibilitou a visualização da sua expressão facial. Faltou a exaltação daquilo que faz a peça de Cocteau actual - a profundidade de uma mulher à beira de um ataque de nervos, ao saber-se trocada. Sobretudo quando a encenação, e bem, manteve-se fiel ao tempo histórico da peça, quando as convenções sociais espartilhavam, muito mais do que hoje, não só sentimentos, como a própria condição feminina. Ser-se mulher, abandonada e trocada em 1930, não tem exactamente o mesmo significado que em 2013. E ainda bem.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Uma das muitas razões porque não posso ser crítico

Este fim-de-semana lá fui ao teatro. Sem grandes expectativas. Uma companhia supostamente reputada, um encenador ainda mais (! - não sou eu que digo, são os críticos). Dois actores meio-morangos-com-açúcar-meio-novela-da-tvi, mas que até foram benzinho. Um texto sobre alcoolismo.
Quando vou ao teatro, gosto de sair de lá a pensar. Gosto de textos que levantem interrogações, que tenham uma visão do mundo diferente da minha. Que me alargue horizontes. Até mesmo numa comédia, infelizmente visto como um género menor, podemos ter tudo isso.
Não foi o caso. Uma sucessão de lugares comuns (e eu até nem desgosto de lugares comuns), de algumas boas ideias que apenas são aludidas mas que nunca são desenvolvidas. Escolhas tão óbvias, mas tão óbvias que se tornam ridículas e que mesmo na altura mais dramática, me fizeram rir à gargalhada (tive de me controlar muito para não dar nas vistas o que é difícil, que a minha gargalhada é muito sonora).




quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Divinas Palavras

Mariana Rey Monteiro (28/12/1922-20/10/2010)

No papel de Mari Gaila, na peça "Divinas Palavras", estreada a 5/4/1964. Texto de Don Ramón Del Valle-Inclán (versão portuguesa de Hugo Rocha), encenação de José Tamayo, direcção de cena de Pedro Lemos, cenários e figurinos de Emílio Burgo.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Le duel d'Hamlet

Sarah Bernhardt esteve em Portugal em  Novembro de 1899, no então Teatro D. Amélia, hoje S. Luiz. Interpretou La Dame aux Camélies, Adrienne Lecouvreur, Phèdre e Hamlet.



E também a podem ouvir aqui, embora não como Hamlet.