No passado sábado assisti a uma das últimas representações de O Aldrabão, de Plauto, no Teatro D. Maria II. Em boa hora o fiz. Tive oportunidade de ver em palco (não me recordo de os ter visto antes) as belíssimas prestações de Rui Mendes e Fernando Gomes.
Em Portugal, quando se fala de teatro, parece que só temos dois grandes nomes ainda vivos. Recebem prémios carreira, prémios disto e daquilo, são convidados a trabalhar (mais não seja em novelas da TVI, mas ter trabalho nos dias que correm, é algo positivo) e uma coisa puxa a outra. Quanto mais se tem, maiores oportunidades há. No entanto, tanto talento que continua por aí, à espera de ser devidamente reconhecido. Para quando uma distinção para Rui Mendes ou para tantos como ele?
Tal como na Literatura, onde só parece haver Pessoa e cada vez menos Camões. Não que o reconhecimento público esteja errado e que deva ser menorizado. Não. Apenas há mais e tão bons quanto. Quando deixamos de ser monoteístas (ou pequeninos, se preferirem) com a nossa nossa cultura? E quem diz cultura, diz qualquer área. Ou nos vossos tascos não são sempre os mesmos os escolhidos?



