Sempre fui daquelas pessoas que não teve sorte ao jogo. Pelo menos, aquele a dinheiro. O Cluedo não conta, nem as partidas de sueca ou crapot (não me lembro já das regras da Canasta e do King, Bridge nunca aprendi). É raro ganhar ao Monopoly, bem como ao xadrez. E a dinheiro... Nem nas máquinas no Casino, nem uma linha no Bingo (que detesto), nem uma estrela no Euromilhões, quanto mais uma combinação completa.
Pois bem. Na semana passada, depois de um jantar feérico à beira Tejo num dos meus restaurantes preferidos, regado de muito e bom vinho (a ocasião assim o exigia), lá fui para a sala ao lado, para dançar all night long.
Estava esparramado numa das chaises-longues, à espera que me trouxessem as bebidas, quando ela apareceu, alta e loira, estendeu-me as suas senhas do bar e disse-me simplesmente:
- I'm leaving. E nisto, desceu as escadas. Balbuciei um tímido thank you. 7 euros. Nunca me havia esquecido da ministra Bávara e agora muito menos.

